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Fotógrafo cria revoada de pássaros utilizando sacos plásticos

Publicado no Vírgula

Estas fotografias impressionantes parecem retratar milhares de pássaros em revoada, criando formas semelhantes àquelas realizadas por cardumes no mar, num ritual muito particular. Incrivelmente, nestas imagens, não são pássaros, são sacolas plásticas devidamente criadas por computação gráfica e aplicadas em fotografias originais para, justamente, criar a sensação de realidade.

O fotógrafo Alain Delorme tentou tematizar com estas imagens a situação delicada que o ecossistema mundial vive em relação à poluição.  O projeto fotográfico “Murmurations – Ephemeral Plastic Sculputures”  (em tradução livre, algo como Murmúrios – Efêmeras Esculturas de Plásticos) segue a mesma linha de outros trabalhos do fotógrafo, que, de algum modo, prefere sempre retratar os absurdos e excessos da sociedade contemporânea. As imagens são de uma beleza estonteante.

 

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Seguindo o mesmo tema, um registro incrível e parecido com as fotografias de Alain também foi realizado, mas, desta vez, em vídeo e com animais reais.

O diretor e fotógrafo Neels Castillon, em uma de suas gravações de comerciais, presenciou e registrou uma cena incrível: milhares de pássaros realizando uma espécie maravilhosa de dança. O registro é maravilhoso e vale a pena conferir.

A bird ballet from Neels CASTILLON on Vimeo.

Esculturas ultra realistas feitas para filmes

Viviane Werneck, no Blogs Pop

NEsculturaGeekCapaVeja o incrível trabalho do estúdio Schell Sculpture.

As esculturas, protótipos e maquetes sempre fizeram parte das grandes produções do cinema. Afinal, o que seria dos grandes filmes dos nossos heróis e vilões preferidos se não fosse a “ajudinha” visual desses trabalhos? O mais interessante é que de tão perfeitas, algumas dessas esculturas acabam se passando por personagens reais e, às vezes, o espectador nem nota a diferença.

Parte desse surpreendente trabalho é realizado no estúdio Schell Sculpture, que estão na ativa há mais de 10 anos. De acordo com o site Zupi, só para se ter uma ideia, o designer e proprietário Jordu Schell já participou nessa parte conceitual do cinema em mega produções como: “Avatar”, “As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian”, “300″, “Hellboy”, “Aliens vs Predator – Requiem”, “Homens de Preto”, “The Mist”, “Batman Returns”, “Edward Mãos de Tesoura”, “Alien: Resurrection”, “The X-Files Filme”, “Predator II”, “Galaxy quest”, “Evolução”, “Babylon 5 – The Series”, e por aí vai.

Vale muito a pena visitar o site oficial do estúdio para obter mais detalhes sobre a participação do Schell Sculpture nessa área e não deixe de conferir a galeria de imagens aqui.

Estúdio de design na Holanda investe em inovação e cria a estrada que brilha no escuro

O Studio Roosegaarde desenvolveu a ‘Glow-in-the-dark roads’ – em uma tradução literal, trata-se da estrada que brilha no escuro

fonte: internet

fonte: internet

Publicado originalmente no Estadão

Um estúdio de design e inovação na Holanda criou o que pode ser considerada a estrada do futuro. Com uma diferença importante: para aprimorar a segurança do motorista e eventuais passageiros, a empresa focou na estrada, não no veículo – normalmente o processo de inovação envolvendo estradas e veículos é inverso.

Dessa maneira, o Studio Roosegaarde desenvolveu a ‘Glow-in-the-dark roads’ – em uma tradução literal, trata-se da estrada que brilha no escuro. O projeto consiste em tratar com um pó foto-luminoso as faixas laterais e de separação de pistas das estradas, reduzindo assim a necessidade de luzes muito fortes em rodovias – no Brasil, a ação resolveria o problema de falta de iluminação da maioria das estradas no período noturno.

Além desse produto, e ainda pensando em garantir maior segurança aos motoristas, o Studio Roosegaarde criou ainda a Dynamic Paint – uma pintura que torna-se visível ou não para o motorista a medida que a temperatura oscila. De acordo com o empreendimento na Holanda, isso permitiria ao asfalto – isso mesmo, ao asfalto – comunicar aos usuários da rodovia informação relevante, como por exemplo a incidência no local de cristais de gelo, que tornam qualquer superfície muito mais escorregadia.

De acordo com o estúdio que as desenvolveu, essas tecnologias podem sair do papel em breve – na Holanda espera-se para o segundo semestre deste ano a adoção das tecnologias em algumas estradas.

 

My Universe: design contribui com recuperação de pacientes infantis

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Projeto do estúdio Thomas.Matthews é uma das ferramentas terapêuticas do Chelsea Children’s Hospital

Por Amanda de Almeida, no Brainstorm9

Quantas crianças nunca sonharam em ser astronautas? Explorar o espaço, descobrir novos planetas e quem sabe até fazer amizade com seres extraterrestres… De volta ao Planeta Terra, a realidade pode ser muito mais dura para algumas delas, especialmente quando sua saúde está em risco. A medicina faz uma parte do trabalho, mas é preciso lembrar que o psicológico pode influenciar no resultado. Então, criar ambientes coloridos e artísticos que contribuam com a recuperação dos pacientes infantis, estimulando sua imaginação, tem se tornado uma missão para hospitais mundo afora, como o Chelsea Children’s Hospital, na Inglaterra.

A partir do conceito My Universe, o estúdio de design Thomas.Matthews desenvolveu um projeto para as sete alas do hospital, criando um ambiente que funcionasse também como ferramenta terapêutica.

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As ilustrações de Gilles Jourdan e Cecilie Barstad, do Giles & Cecilie Studio, e de Malika Favre foram essenciais para tornar cada uma das alas a casa de uma família de ETs, cada uma delas com características, comportamentos e expressões únicas. Destas, três já estão prontas. É o caso, por exemplo, da família de Marte, aventureira e que deseja voar a qualquer custo. Mesmo com as quedas e arranhões que colecionam, eles não desistem do sonho e continuam tentando.

Já a família Apollo tem uma pegada mais excêntrica e adotou todos os animais que já foram mandados para o espaço ao longo da história, enquanto a família Mercury é formada por árvores que adoram ler e têm muito conhecimento.

CADA PERSONAGEM FOI PENSADO PARA INTERAGIR COM VISITANTES E PACIENTES, OFERECENDO CONFORTO, SEGURANÇA E SABEDORIA.

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Também na Inglaterra, o Royal London Children’s Hospital inaugurou há algumas semanas a Woodland Wiggle, uma instalação interativa criada pelo artista Chris O’Shea e Nexus Interactive Arts, que coloca os pacientes dentro de um livro de histórias. Neste caso, o projeto conta com um cenário montado por brinquedos feitos em tecido macio, que se integra a um game interativo exibido em uma tela gigante. Todos os movimentos feitos pelas crianças no jogo foram pensados dentro de parâmetros terapêuticos.