‘Deus não teme coisas novas’, diz papa Francisco

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Publicado no Estadão

O papa Francisco encerrou neste domingo, 19, a 3.ª Assembleia-Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, que revelou as profundas divisões sobre como tratar homossexuais e pessoas divorciadas, dizendo que a Igreja não deve ter receio de mudanças e novos desafios. “Deus não teme coisas novas. É por isso que ele está continuamente nos surpreendendo, abrindo nossos corações e nos guiando em caminhos inesperados.”

Francisco, que já afirmou querer uma Igreja mais misericordiosa e menos rígida, fez a declaração em um sermão para cerca de 70 mil pessoas na Praça de São Pedro, na cerimônia de encerramento do encontro entre bispos que durou duas semanas.

As reuniões do Sínodo foram concluídas na noite de sábado, 18, com a divulgação do relatório final, que atenuou a versão preliminar que previa uma maior aceitação dos homossexuais pela Igreja, o que foi visto por parte dos progressistas como um retrocesso para o papa.

Depois da divulgação do esboço, os bispos conservadores prometeram alterar os termos sobre homossexuais, coabitação e novo casamento, argumentando que as diretrizes criariam confusão entre os fiéis e prejudicariam a família tradicional.

Beatificação. Na missa, Francisco beatificou o italiano Giovanni Battista Enrico Antonio Maria Montini, o papa Paulo VI (1897-1978), e destacou que o pontífice “guiou com sabedoria e visão de futuro – e talvez sozinho – o leme da barca de Pedro” em um momento em que surgia “uma sociedade secularizada e hostil”. “Ele jamais perdeu a alegria e a fé no Senhor”, disse Francisco, durante a homilia.

O papa recordou que Montini instituiu o Sínodo dos Bispos, a fim de, como ele próprio escreveu, “adaptar os métodos de apostolado às múltiplas necessidades do nosso tempo e às novas condições da sociedade”.

“Olhando para este grande papa, este cristão comprometido, este apóstolo incansável, diante de Deus, hoje, só posso dizer uma palavra tão simples quanto sincera e importante: Obrigado”, agradeceu o papa. Participaram da missa o papa emérito Bento XVI, que foi nomeado cardeal por Paulo VI, e outros dois cardeais eleitos por Montini: Paulo Evaristo Arns e William Wakeield Baum.

Papado. Paulo VI foi eleito em 1963 para suceder ao popular papa João XXIII. Durante o papado de 15 anos, foi o responsável por implementar as reformas do Concílio Vaticano II e conduzir a igreja ao longo da revolução sexual da década de 1960.

O Vaticano II abriu o caminho para a missa ser rezada em línguas locais, em vez de em latim, pediu uma maior participação dos laicos na vida da Igreja e revolucionou as relações com as pessoas de outras religiões. Ele é talvez mais conhecido, no entanto, pela encíclica Humanae Vitae, de 1968, que consagrou a oposição da Igreja a contraceptivos artificiais. Neste ano, o papa Francisco já havia canonizado os papas João Paulo II e João XXIII.

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Deus brasileiro

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Publicado por Ed René Kivitz

Poucas coisas me entristeceram tanto nesse processo eleitoral quanto contemplar o mapa do Brasil indicando os resultados do primeiro turno. A metade superior: norte e nordeste, absolutamente vermelha PT, enquanto a metade inferior: centro-oeste, sudeste e sul, predominantemente azul PSDB.

Quaisquer que sejam as considerações feitas, suspeito de duas coisas aparentemente óbvias: não vivemos numa democracia, e estamos cativos de pensamentos extremados e de índole totalitária.
Luiz Carlos Heinze (PP–RS), que declarou que índios, quilombolas e LGBT são “tudo o que não presta”, e Jair Bolsonaro (PP–RJ), foram os mais votados em seus estados.

Geraldo Alckmin venceu em 644 das 645 cidades do Estado, e na capital ficou em primeiro lugar em 54 das 58 zonas eleitorais. Aécio Neves venceu em 88% dos municípios paulistas. Não obstante ter sido chamada de “a nova cara da direita”, há quem acredite que Marina Silva representa um retrocesso ao pensamento gramsciano, opinião que acabo de ler no meu SMS.

Corre pelos quatro ventos a sugestão de que “ninguém, a não ser o PT, gosta de pobres; ninguém, a não ser o PT, quer o bolsa família; ninguém, a não ser o PT, se preocupa com o salário mínimo”. Palavras atribuídas a Chico Buarque, dão conta que “antes do PT chegar ao poder, teve uma turma que ficou 500 anos mandando aqui no Brasil e esse país se tornou um paiséco de 5° mundo”.

Em sua coluna semanal na Folha, Reinaldo Azevedo afirma que “o PT nunca foi revolucionário”, atua conforme “o modo da esquerda totalitária”e “se organiza para por a seu favor o ódio, o rancor e o ressentimento” e mantém o povo refém de seu “assistencialismo chantagista”.

Levy Fidélix, segundo Luciana Genro, poderia ter saído algemado do debate realizado pela Rede Record, sob acusação de homofobia. No mesmo dia em que Malala Yousafzai, a menina muçulmana, recebia o prêmio da Paz, Silas Malafaia se pronunciava com suas usuais palavras conciliadoras e pastorais conclamando o povo nordestino a dar uma resposta a “esses vagabundos e bandidos”, referindo-se ao PT.

Até o mais simplório observador perceberá que os fatos, comentários e opiniões relatados acima passam longe de qualquer virtude relacionada a moderação, bom senso e abertura ao diálogo, busca de entendimento e aproximações para o desenvolvimento de pensamentos convergentes, e espírito de conciliação, imprescindíveis ao processo democrático.

O Brasil padece de um surto maniqueísta. “As discussões em redes sociais sobre as eleições fizeram aumentar em 84% o número de denúncias de crimes de ódio cometidos na web”, informa a Folha de S.Paulo. “As páginas incluem conteúdo relacionado a racismo, homofobia, xenofobia, neonazismo e intolerância religiosa”.

Gregório Duvivier, que admiro, disse que não vota feliz em nenhum dos dois candidatos: Dilma e Aécio. E explica: “não importa quem ganhe, já começa endividado – e vai quitar a dívida com dinheiro público. Ambos contraíram empréstimos milionários com empreiteiras, bancos, com a Friboi (sim, a Friboi doou a mesma quantia para os dois candidatos – não quis correr riscos) e fizeram acordo com os setores mais reacionários da sociedade. Ambos os governos – não se enganem – vão ser ruralistas, fundamentalistas e corruptos. Seu dinheiro, eleitor, já está comprometido”, declarou na Folha.

Disse também que no imaginário popular “quem defende causas humanitárias e direitos civis é tachado de petista”, e portanto, não lhe resta outra opção senão “aceitar essa pecha”. Já o comentarista de twitter do artigo do Duvivier carregou na tinta da polarização: “Tenho um bom motivo para votar em Dilma, racistas, homofóbicos e preconceituosos contra ela”. Em síntese, quem vota Aécio é racista, homofóbico, e preconceituoso. Quem vota Dilma é defensor dos direitos civis e das causas humanitárias.

“Da esquerda à direita no espectro político, há uma forte tendência a reforçar posicionamentos que legitimam uma estética da violência e da discriminação”. Alguns dos que estão mais à esquerda atribuem todos os males do país à elite branca paulista. Provavelmente revidam o ataque feito em 2010, quando Dilma saiu consagrada no Nordeste, quando uma aluna de direito postou em seu twitter que “nordestino não é gente (sic). Faça um favor à SP: mate um nordestino afogado” (será que a falta de chuva é porque Deus está castigando a terra da garoa?). Após a divulgação dos resultados do primeiro turno o ódio social se manifestou. Expressões como “esses paulistas têm que morrer de sede”, “esses paulistas são desprovidos de inteligência”, e “vontade de afogar esses paulistas”. Um grupo de médicos teve a desfaçatez de propor a castração de eleitores petistas.

Outros afirmam que Dilma “só ganha voto do povo burro do Nordeste”. “Um jornalista mineiro chegou a propor que o Brasil fosse dividido em dois, Norte/Nordeste e Sul/Sudeste, e arrematou: “Dilminha ficaria com seus preguiçosos eleitores bolsistas fazendo uma cesta [sic] em redes nordestinas e nós com Aécio e demais trabalhadores esclarecidos, na banda de baixo, com mangas arregaçadas botando lenha na fogueira da produção desse país” (informações colhidas no artigo “Fraturados pelo ódio e pelo preconceito”, de Marco Antonio Carvalho Teixeira e Renato Sérgio de Lima, na Folha).

Começam a circular com mais intensidade na internet os videos de destruição da imagem dos dois candidatos e seus respectivos partidos e aliados. Willian Bonner usa o palanque do Jornal Nacional para demolir a reputação da presidente Dilma, cujo governo foi manchado por escândalos de corrupção e desvios éticos nos ministérios da agricultura, cidades, esportes, transportes, trabalho, saúde, turismo, além da Petrobras, objeto de duas CPI no Congresso, e uma elite condenada e encarcerada como corruptos, mas tratados pelo PT como guerreiros e vítimas de injustiça, contrariando a sentença do maior tribunal de justiça do país.

Do outro lado, um certo policial civil mineiro sobe no palanque do Youtube para adjetivar Aécio de “pilantra, bandido de carteirinha, playboy, viciado, noiado”, acusado de “beneficiar e estar envolvido com tráfico de drogas em Minas Gerais”, participar de uma quadrilha que chega ao absurdo de conspirar contra a vida de quem o denuncia. Mais uma vez, há quem defenda que os dois presidenciáveis não merecem a cadeira no Planalto, mas uma cela nada confortável num presídio de segurança máxima.

Será mesmo que essas eleições presidenciais deixaram como souvenirs para a história as bonequinhas “Petralhinha, a boneca canalhinha”, e “Reacinha, porque ser escroto é uma gracinha”, criadas pelas equipes das campanhas de Aécio e Dilma por ocasião do dia criança?
O circo está montado. Os dossiês correndo solto. Os bonecos manipuláveis para destruir reputações guardando discretamente envelopes no bolso. Os marketeiros varando a noite para criar na escuridão o que se envergonham de fazer à luz do dia. Um punhado de militantes se revezando no plantão para reagir com violência qualquer manifestação contrária ao seu candidato.

Beneficiados e beneficiários das estruturas carcomidas pela corrupção tratando de proteger seus privilégios. E mais poderia ser dito, uma vez que a maldade humana não encontra limites.
Como foi que nos imbecilizamos tanto? Como chegamos a níveis tão baixos de debate político e tentativa de exercício de cidadania? Quem nos levou para esse beco escuro onde o povo está dividido entre mocinhos e bandidos? A quem interessa esse surto maniqueísta? Como podemos escapar dessa armadilha que traz consigo as sementes do totalitarismo e conspira contra a democracia e o Estado de Direito?

Independentemente dos resultados das urnas no próximo domingo 26 de outubro, é urgente que todos nós cidadãos, homens e mulheres de boa vontade, celebremos um pacto em defesa da justiça e da paz social.
Em dias de polarização tenho apenas uma certeza. Somente o compromisso a favor “do órfão, da viúva, e do estrangeiro” – expressão exaustivamente repetida pelos profetas hebreus que abrange os sem vez e sem voz, a solidariedade e o serviço ao pobre, e a luta incansável pela erradicação da pobreza e da miséria, poderão sustentar a esperança de que Deus seja mesmo brasileiro.

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Papa Francisco ainda me levará a crer em Deus

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Por Josias de Souza, no UOL

No ano passado, instado a dizer o que pensa sobre os homossexuais, o papa Francisco soara assim: “Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade quem sou eu para julgar?”. Fiquei surpreso. Incréu, jamais compreendi o descaso da Igreja para com as sagradas escrituras .

No versículo 34 do capítulo 13, o livro de João anota: “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros.” Jesus disse isso antes do início do calvário que o levaria à crucifixação. Foi como se ditasse um testamento.

A despeito das palavras Dele, a Igreja sempre amou de forma seletiva. Imagine se Jesus retornasse para sussurrar o mandamento nos ouvidos das batinas: “amai, irmãos, amai como eu vos amei.” Seus operadores responderiam, crispados de bondade: “Só aos heterossexuais, ó, Senhor. Só aos heterossexuais.”

Súbito, o papa convocou um Sínodo. E incluiu os gays na pauta dos bispos. Nesta segunda-feira (13), veio à luz o esboço de um texto que deve ser aprovado no sábado. Não chega a equiparar a união civil entre pessoas do mesmo sexo ao casamento. Mas…

Mas anota coisas assim: “As pessoas homossexuais têm dons e qualidades que podem oferecer à comunidade cristã.” Ou assim: é preciso acolhê-las “aceitando e valorizando sua orientação sexual.” Alvíssaras!

O homossexualismo, como se sabe, é um dado da realidade. Existe a despeito da vontade da Igreja. Está presente, aliás, no interior de bons seminários, conventos e mosteiros. Mas sempre foi tratado pelo Vaticano como uma agressão à natureza, um atentado contra o “crescei e multiplicai-vos”.

Levando-se o argumento às últimas (in)consequências, também a Igreja estaria conspirando contra a natureza humana ao impor o voto de castidade aos seus sacerdotes. Se o destino do homem e da mulher é a procriação, o celibato teria de ser considerado tão “anormal” quanto o homossexualismo.

No rascunho produzido durante o Sínodo, anotou-se que há casos em que a união entre pessoas do mesmo sexo provê “o mútuo sustento” e “constitui um apoio precioso para a vida de cada um dos parceiros.”

A prevalecer esse entendimento na Igreja, o papa Francisco vai acabar me fazendo acreditar em Deus. Até porque, considerando-se os rumos da humanidade, está difícil de acreditar em qualquer outra coisa.

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Marina diz que não tenta impor fé nem usa púlpitos como palanques

foto: Portal do Amazonas
foto: Portal do Amazonas

Anna Virginia Balloussier e Marina Dias, na Folha de S.Paulo

Em encontro com líderes evangélicos nesta sexta (26) em São Paulo, a presidenciável Marina Silva (PSB), missionária da Assembleia de Deus, apontou as diferenças entre o “evangélico político” e o “político evangélico”.

Para a candidata do PSB à Presidência da República, o segundo “instrumentaliza a fé” ao transformar “púlpitos em palanques” e vice-versa.

Aí é que mora o perigo, advertiu Marina. “Vocês sabem que jamais fiz isso”, disse. “Conheço pessoas que não professam nenhuma fé e que são mais éticas do que outras que arrotam a fé todo dia.”

A candidata refutou a “visão equivocada” de que, por ser evangélica, tentaria impor sua religião. Citou como exemplo seu habitat político: não tentou “transformar” nem o judeu Walter Feldman nem a católica praticante Luiza Erundina, ambos coordenadores de sua campanha.

Sob críticas de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), Marina repetiu a tese de que “oferece a outra face” aos adversários na disputa. “O Deus que me ama ama também a Dilma, o Aécio.”

Fora da agenda que a candidata divulga diariamente para a imprensa, o evento começou às 10h30 em um clube no centro da capital.

Marina foi chamada para dividir mesa com os pastores Valnice, Ed René Kivitz (Igreja Batista da Água Branca) e Lélis Marinho, do conselho político da Assembleia de Deus, que disse que ela seria “presidente de todos os brasileiros” sob o “princípio primordial do temor ao Senhor”.

Kivitz afirmou que é preciso combater a ideia de que ser evangélico é ser “ignorante, moralista, intransigente, homofóbico, intolerante”.

Pesquisa desta sexta (26) deixou em alerta a campanha do PSB. Aliados reconhecem que Marina deve chegar ao segundo turno mais desidratada do que o previsto.

A estratégia é adotar mais agressividade no segundo turno, com foco “nos erros do governo Dilma” e na “história de superação de Marina”.

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Religioso, casal cria site de swing para troca de parceiros cristãos e versículos da Bíblia

Cristy e Dean Parave criaram um site voltado para pessoas religiosas e adeptas da troca de casais. “Não acho que Deus está condenando o que estamos fazendo”, diz americana

Cristy Parave e seu marido, Dean, afirmam não ter nenhum receio de encontrar outros casais e apresentá-los ao estilo de vida dos dois (foto: Reprodução / Facebook Cristy Parave)
Cristy Parave e seu marido, Dean, afirmam não ter nenhum receio de encontrar outros casais e apresentá-los ao estilo de vida dos dois (foto: Reprodução / Facebook Cristy Parave)

Publicado na Marie Claire

Um casal da Flórida vem mudando a maneira que as pessoas, especialmente as mais religiosas, praticam sua fé. Eles criaram um site de swing, a troca de parceiros sexuais, voltado para os cristãos adeptos da prática.

Cristy Parave e seu marido, Dean, afirmam não ter nenhum receio de encontrar outros casais e apresentá-los ao estilo de vida dos dois, basicamente trocando parceiros e versículos da Bíblia, segundo o “New York Post”.

Os dois, que são fisiculturistas, disseram estar cansados de procurar casais pela internet que não atendiam às expectativas de ambos e resolveram criar seu próprio site, o FitnessSwingers.com. Desde então, têm viajado pelos Estados Unidos, encontrando outros casais que querem compartilhar de sua sagrada liberdade sexual.

O casal, que se conheceu durante uma competição de fisiculturismo, diz não se importar com o que os outros pensam sobre eles e acreditam que Deus também não acha que eles estejam maculando sua fé.

“Não acho que Deus está condenando o que estamos fazendo”, diz Cristy. “No início, eu tive um conflito, mas quanto mais cremos nele, mas faz sentido para a gente.” A fisiculturista de 44 anos afirma sentir que “a humanidade foi criada para se divertir e se relacionar sexualmente um com o outro”.

“Sinto que Deus está sempre comigo e ele nos colocou aqui por algum motivo”, completa. Os dois pesos-pesados cristãos estão juntos há 20 anos e começaram a dar suas escapadas na relação após terem conhecido outro casal amante dos halteres que, sem pestanejar, os convidou para um swing.

“Eu era tão ingênua, pensei que eles estavam falando sobre a dança”, conta Cristy. “Depois, quando chegamos em casa e procuramos pelo termo na internet pareceu excitante.”

O casal têm viajado pelos Estados Unidos, encontrando outros casais que querem compartilhar de sua sagrada liberdade sexual (foto: Reprodução / Facebook Cristy Parave)
O casal têm viajado pelos Estados Unidos, encontrando outros casais que querem compartilhar de sua sagrada liberdade sexual (foto: Reprodução / Facebook Cristy Parave)

dica do Deiner Urzedo

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