IURD irá processar menina que passou trote no “Fala que eu te Escuto”

Momento em que o amigo da adolescente aparece e mostra a bunda em rede nacional (foto: Reprodução/Youtube)
Momento em que o amigo da adolescente aparece e mostra a bunda em rede nacional (foto: Reprodução/Youtube)

Gabriel Vaquer, no Na Telinha

O polêmico trote realizado no “Fala que eu te Escuto” da última terça (30), na Record, quando um rapaz apareceu na webcam com o bumbum de fora, irá virar caso de polícia.

No programa desta sexta (02), o bispo Clodomir Santos anunciou que a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) processará a menina Grazielle Consentini e seus pais, que terão que se responsabilizar na área civil e na área criminal.

O “Fala que eu te Escuto” exibiu uma reportagem com um advogado que explicou quais processos que podem e serão feitos: “Exposição ao ridículo de uma emissora de grande abrangência, além de dano moral e material, que pode acarretar em três meses a um ano de prisão”.

Porém, as declarações feitas no programa contra a menina chocaram no Twitter pelo caráter desafiador e agressivo. O bispo Clodomir falou que a mãe da menina não teria gostado do trote: “Ela, inclusive, estaria desgostosa com tal situação”.

Depois, as insinuações foram feitas pelo bispo Antônio Bulhões, que foi à atração como convidado. “A menina não deve ter tido uma educação adequada, os pais não devem ter dado a atenção necessária para ela, tanto que ela é intelectualmente incapaz de pensar seriamente”, disse.

As falas mais graves foram feitas por Clodomir, quando considerou que os responsáveis pelo trote seriam os integrantes do “Pânico na Band”, dizendo que eles influenciam mal a juventude brasileira. “Não sei como existem emissoras que financiam isso, que deixam programas, se é que podemos chamar isso de programas, são programinhas aí, pra influenciar mal os jovens. Essa nova geração são os filhos do ‘Pânico’, fazem tudo para denegrir a imagem dos outros. O problema não é a nudez, ou a crítica, é ela não respeitar um programa religioso, que ajuda muitas e muitas pessoas”, disparou.

Pelo Twitter, a moça que planejou o “trote do bumbum” já confirmou que gravou durante todo o dia uma matéria para o humorístico da Band, que deve ser exibida neste domingo (04).

A expectativa é que o programa comandado por Emílio Surita responda as acusações do bispo.

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Qual o Deus que eu desejo?

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Ricardo Gondim

O desejo da transcendência não arrefece. Ele é óbvio na alma. Varremos da mente a sede pelo eterno, ocupando-nos em ativismo desenfreado ou procurando dar ares displicentes à espiritualidade. O anelo pelo divino, porém, insiste em aflorar com força. Vez por outra a sede de Deus explode como um vulcão.

No sentimento trágico de intuir sobre Deus e, ao mesmo tempo, negar os ídolos de barro, escavamos a alma, galgamos as escadas do mistério, questionamos os compêndios religiosos, desafiamos a espiritualidade. Mas que Deus desejamos? Eis o nó górdio que gastamos a vida querendo desatar: nem todos os deuses que nos apresentam parecem interessantes.

Antes de dizermos que Deus desejamos, é importante nos desfazermos de alguns deuses.

Morte ao deus bedel. Um superego onipotente só serve para criar homens e mulheres com baixa estima. Ele é responsável pela timidez de ousar na aventura do viver. Um grande policial, exigente e intolerante, joga o sarrafo da competência nas alturas. Essa divindade exige comportamentos sobre-humanos de gente inadequada. Ele parece não ter entendido que, dos aprendizes, que somos todos, não se cobra uma postura angelical.

Morte ao deus encalacrado no conceito grego de perfeição. Impossibilitado de sentir, mudar, optar, recriar ou de ter misericórdia esse deus se condenou a manter-se frio e distante. Ele não pode alegrar-se ou sofrer porque esses sentimentos não condizem com a perfeição. Não pode ser misericordioso porque seria um ultraje à coerência mostrar-se bom para quem não se fez digno de bondade. Tal divindade merece continuar no desterro que a filosofia criou para ele.

Morte ao deus maquiavélico, dono de duas agendas: uma visível e conhecida de mulheres e de homens, e a outra, misteriosa, mantida sob segredo – e que só será conhecida no fim da história. Um deus que precisa sujar as mãos com holocaustos, genocídios e crimes de guerra para conduzir a história não merece sequer a consideração das pessoas. Como reverenciar uma divindade menos ética do que a média humana – que é baixa?

Jesus de Nazaré, também conhecido como Filho do homem, ousou afirmar que Deus se parecia com ele. Quem me vê, vê o Pai [João 14.9]. Os judeus aguardaram a manifestação do Messias por séculos. Sua vinda vingaria o sofrimento imposto por outras nações aos descendentes de Abraão.  O Ungido de Deus se revelaria maior do que Moisés, o grande codificador da lei; seria mais expansionista e guerreiro do que Josué, o conquistador de Canaã; regeria com mais prosperidade e com mais longevidade que Davi, o rei querido; teria mais autoridade profética do que Elias, o renomado profeta do passado.

Mas Jesus frustrou o conceito de Messias. Sem buscar conquista política, sem arregimentar exército, sem codificar seus ensinos, ele se contentou em fazer o bem. Ao invés de enfatizar a lei, insistiu na graça, desmontando a relação de causa e efeito na intimidade com Deus. Por onde andou insistiu em proclamar que Deus ama indistintamente justos e injustos, cumpridores da lei e desatentos cidadãos. Em Jesus, o que se preocupa com o bem sem compromisso religioso foi mais estimado do que o severo cumpridor das exigências religiosas.

Nas ações do Nazareno, a referência do divino deixou de repousar em alguma dimensão estratosférica para ser testemunhada nas ruas e nas estradas. Deus esteve em Jesus, sentado onde o povo sentava, caminhando nas estradas em que as pessoas peregrinavam.

Jesus abriu mão de se parecer com as divindades veneradas. Ele optou por se fazer servo. Foi humilde, sem pretensão alguma de ganhar prestígio com sua atitude. Contudo, ao humilhar-se ensinou que a mansidão triunfa sobre a violência, o perdão destrói o ódio e a singeleza ganha da soberba.

Deus se mostrou em Jesus abrindo mão do aplauso das multidões, afastando-se da ostentação carismática e preferindo morrer na mais absoluta solidão. Entre o desterro e deixar-se cooptar pelos mecanismos do poder, ele preferiu a morte. A mensagem que perdura desde sua execução é que Deus jamais pactuará com os mecanismos que geram miséria.

Embora a religião que se constituiu em seu nome procure torná-lo majestoso, Jesus permanece o Cordeiro de Deus. Ele é a pérola de grande preço, o lírio dos vales, a estrela da manhã, o escolhido dos milhares para mim. O Deus que eu desejo.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

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Sou evangélica e a favor da legalização do aborto

Talita Ribeiro, no Cem Homens

Não comente antes de ler. Este é o meu primeiro pedido, porque sei que muitos terão vontade de fazer isso após verem o título desse post. Mas, por favor, tente aguentar só um pouquinho a necessidade de impor a sua opinião e sua “moral” antes de entender o que o outro, nesse caso eu, pensa. Sei que com esse texto estou abrindo um imenso teto de vidro para pedras que virão de variados lados, porém, acho importante lançar este debate no meio das mulheres cristãs.

Eu não sou a favor do aborto, mas sou a favor da legalização dele até o início do terceiro mês de gravidez, para que mulheres não continuem morrendo após a intervenção em clínicas clandestinas e em condições precárias, para que mulheres não continuem sendo marginalizadas após um ato de escolha sobre o seu corpo, com base nas suas crenças e realidade. Sou absolutamente contra a imposição da minha fé e meus preceitos morais a todxs.

Se Deus, que é Deus, deu livre arbítrio aos seres humanos, por que eu, que sou apenas uma “pessoa”, defenderia intervenções legais que limitam e, muitas vezes, condenam mulheres à morte e a complicações psicológicas e de saúde? Com base na minha fé eu faço as minhas escolhas e espero que todos tenham esse direito. Porém, sei bem que como sociedade temos que viver de acordo com algumas regras, baseadas em algo comum a todos, como a racionalidade, por isso a observação sobre a legalização até a 8ª semana de gestação, quando o embrião é o que eu chamo de “possibilidade de vida”, não um “ser vivo”, já que ainda não tem atividade cerebral.

Segura o dedo antes de me xingar! Quando uma pessoa deixa de ter atividade cerebral nós a consideramos morta, não é? É morte cerebral e ninguém discute isso. Por que eu deveria tratar um embrião – ele ainda não é nem um feto -, como um ser humano vivo, se ele não tem sinapse  e é apenas uma possibilidade de vida, que depende 100% do corpo da mulher para se desenvolver? Um embrião não se desenvolve se a mulher que o carrega não estiver… Viva. Quem nós devemos proteger, então?

Sempre quando leio “a favor da vida”, fico pensando porque quem consegue ver vida até em um embrião não consegue enxergar o óbvio, a vida da mulher que o carrega, mesmo sem querer. “Mas ela deveria ter evitado.” Você sabe em que contexto esse embrião foi gerado? Em uma cultura em que a mulher é “sempre culpada”, não é de se estranhar que ninguém se dê ao trabalho de olhar de forma mais ampla a questão do aborto e da sexualidade no Brasil e no mundo.

A violência sexual contra mulheres ainda é um tabu para boa parte da nossa sociedade, que prefere dizer que nós “provocamos”, “procuramos”, “não evitamos”… A encarar que NADA justifica um estupro. “Ah, mas nesse caso a mulher já pode abortar.” Pode mesmo? Mas só se ela assumir que foi estuprada e estender a humilhação de ter sido violentada por delegacias machistas, juizados de um estado que finge ser laico, hospitais superlotados, médicos que não querem realizar a intervenção, os vizinhos que “desconfiam”, religiosos que a condenam…? E só se der a “sorte” de morar em uma cidade com centros de referência, não é?

É injusto. É violento. É desumano. E se eu sou cristã e a bíblia diz que nós vivemos através da compaixão, da misericórdia e do perdão que compartilhamos, não posso aceitar isso. E mais, não posso apoiar que o estado intervenha nas decisões de uma mulher com base nas minhas crenças. Porque, como o Pr. Ed René Kivitz colocou em uma entrevista, “se quiserem construir uma sociedade que apedreja e condena pecadores, nós vamos apedrejar uns aos outros e o último apedrejará a si mesmo e morrerá. Não se constrói uma sociedade que discute pecado e penaliza o pecado. Não se deve julgar, mas discernir o que é certo, o que eu quero ou não pra minha vida, e respeitar e acolher o outro que escolhe diferente”.

É disso que estou falando, do direito do outro fazer inclusive o que eu acho errado. Até porque faço várias coisas que são condenáveis em outras religiões e, sendo sincera, na minha também. E ficaria muito incomodada se o estado quisesse tomar o lugar de Deus e me julgar por esses atos ou impor como devo ou não me relacionar com o meu corpo. “Mas isso é só a sua opinião contra a bíblia”, não, isso é só a minha opinião com base na história de Jesus que é contada na bíblia. Duvida? Então leia a passagem João 8, do versículo 1 ao 11.

O meu Deus é o que não deixa uma mulher ser apedrejada em praça pública, que levanta uma juíza como Débora para libertar seu povo, que escolhe uma prostituta para andar ao seu lado, que cura uma mulher que todos evitavam, que ressuscita/sara uma menina considerada morta, que ama e honra as mulheres. Não o que as subestima ou tenta domá-las, esses são os religiosos, que não merecem a minha fé, voto ou apoio.

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Autora do ‘trote da bunda’ em programa da Record diz: ‘Fiz para eles ficarem espertos’

Momento em que o amigo da adolescente aparece e mostra a bunda em rede nacional (foto: Reprodução/Youtube)
Momento em que o amigo da adolescente aparece e mostra a bunda em rede nacional (foto: Reprodução/Youtube)

Ricardo Senra, na Folha de S.Paulo

O verbo “trollar” ainda não está no dicionário. Mas a adolescente paulistana Graziela, 15, aproveitou um programa evangélico da Record para mostrar na prática o que o termo significa.

Enquanto participava, ao vivo, do programa “Fala que Eu te Escuto” desta madrugada (31), a adolescente fez sinal para um amigo: ele apareceu, abaixou as calças e mostrou a bunda em rede nacional.

Explicado está. O verbo trollar surgiu nas redes sociais e significa “tirar sarro” ou “provocar”. E não demorou para o termo chegar à TV.

“Eu sempre tive vontade de fazer isso”, disse a jovem à sãopaulo.

Segundo ela, o programa “chama qualquer um” para participar ao vivo. “Fiz para eles ficarem espertos”, disse.

A reação foi imediata: o pastor Andre Cajeu, apresentador do programa, pediu para que a menina saísse do ar. “Algumas pessoas não têm nenhuma vergonha na cara”, disse.

No YouTube, o vídeo já foi replicado mais de dez vezes e acumula mais de 5.000 visualizações. A garota, que não é evangélica, não esperava o burburinho.

“Não imaginava [a repercussão]. Se soubesse, não tinha feito.”

Então, não faria de novo? “Só se fosse para causar novamente”, brincou.

O amigo que abaixou as calças não quis se identificar. Por telefone, a Record informou que apenas a Igreja Universal do Reino de Deus, que paga pela exibição do “Fala que Eu te Escuto” na grade da emissora, poderia comentar o fato.

Os pastores responsáveis pelo programa disseram que a resposta será dada, também ao vivo, na edição de hoje à noite.

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Polêmica do dia: Silas Malafaia pede para fiéis não denunciarem pastores corruptos

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Tatiane Rosset, no Pop! Pop! Pop!

Um vídeo publicado na segunda (29) na web anda fazendo barulho nas redes sociais. No trecho gravado, o pastor Silas Malafaia pede aos fiéis que não entreguem os pastores corruptos e ladrões. De acordo com ele, “se o seu pastor é ladrão, saia de lá e vá para outra igreja”.

O discurso levanta polêmica devido a trechos enfáticos de Malafaia. Em certo momento, ele diz: “Já vi gente morrer por causa disso”, “Não tome atitude contra pastor, não entre nessa furada” e “ninguém deve se meter com os ungidos de Deus”. Não se sabe quando as imagens foram gravadas.

Assista ao depoimento completo abaixo:

O pastor anda provocando controvérsia na web também por um artigo que escreveu sobre o papa Francisco. Em texto no site Verdade Gospel, Silas afirma que o pontífice teria cedido ao “lobby gay” do Vaticano ao afirmar que os homossexuais não devem ser julgados ou marginalizados.

“Depois a Igreja Católica reclama que está perdendo gente para a igreja evangélica. Lhe falta condenar o pecado, segundo o que a Bíblia diz e como todos sabem, a Bíblia é o manual de fé e regra dos cristãos”, escreveu. “Por que o Papa não diz que a prática homossexual é pecado e Deus condena na sua palavra?”

dica da Rina Noronha

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