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“Se as vacas não são gays, como os homens podem ser?”, indaga a primeira-dama da Uganda

Em evento religioso, Janet Museveni parabenizou os pastores que trabalharam pela aprovação da lei antigay e afirmou que “Deus está grato” por conta disso

“Se as vacas não são gays, como os homens podem ser?”, indaga a primeira-dama da Uganda

Publicado no Portal Forum

Em evento religioso realizado neste fim de semana, a primeira-dama da Uganda, Janet Museveni, parabenizou os bispos pela campanha a favor da lei antigay. Janet, que também é ministra para assuntos da região Karamoja, declarou ainda que a lei aprovada é para “proteger Uganda”.

“Se as vacas não são gays, como pode o homem ser?”, questionou em discurso. Janet Museveni também afirmou que a aprovação da lei foi “um trabalho de Deus” e que se a lei não tivesse sido aprovada “Uganda iria ruir”.

As declarações foram feitas durante um evento em homenagem aos bispos da Igreja de Uganda. A primeira-dama também declarou que não existe a possibilidade da lei ser revogada e que “Deus está grato” por conta da nova legislação. Janet também dirigiu o seu discurso para os jovens e pediu a eles que “rejeitem a homossexualidade e qualquer influência cultural do Ocidente”.

A legislação antigay de Uganda prevê 15 anos de regime fechado para réus primários e prisão perpétua para reincidentes. Neste momento, ativistas dos Direitos Humanos de Uganda entraram com uma ação no Tribunal Constitucional do país, alegando que a referida lei é inconstitucional.

dica da Morgana Boostel

Carência de profetas

silencio_bom-ou-mail_torahemetRicardo Gondim

Reconheço: existem diversas pessoas sérias entre os crentes. Admito: mais de sete mil profetas não se dobraram a Baal. Não desprezo o testemunho daqueles que me precederam e honraram a fé. Dados os devidos descontos, impossível não admitir o colapso do que se popularizou como movimento evangélico.

Como calar diante do avanço de vigaristas e charlatões? Quantos vão manter um silêncio obsequioso diante das promessas irresponsáveis de cura, prosperidade financeira, solução de problemas conjugais e sucesso empresarial? Não é possível aguentar três minutos de programa de rádio ou de televisão. Náusea, diante da postura arrogante de falsos profetas que oscilam entre camelôs religiosos e doces professores de Bíblia.

Não dá para lidar com a falta de sensibilidade humana de grupos fundamentalistas, quando celebram desastres naturais como sinais inequívocos do castigo de Deus sobre o pecado. A lógica do quanto pior, melhor só revela quão egocêntrico e cínico o movimento vem se tornando. Haja estômago para ouvir professores de teologia, forjados em seminários de segunda linha, criticando livros que nunca leram. A maioria dos auto-reconhecidos teólogos evangélicos não consegue citar duas obras de peso da literatura. Eles discursam na defesa de uma reta doutrina que ainda não completou duzentos anos.

Será que passará impune a intolerância de muitos sacerdotes, que deveriam ser pacientes e benignos? O meigo carpinteiro de Nazaré seria parceiro de abutres prontos para estraçalhar quem tropeçou na vida? Quantos tribunais sumários já excomungaram adolescentes por, na lógica deles, graves transgressões morais, enquanto bandalheira administrativa passa batida.

O movimento evangélico corre o risco de se tornar refúgio para incompetentes. Líderes, que jamais conseguiriam sobreviver no mundo empresarial, se ocupam em tornar culpa uma fonte de lucro. Preguiçosos e despreparados, adoram praticar tiro ao alvo, desferindo setas nos já abatido pela vida. Os piores tentam mimetizar comportamentos moralistas do mundo anglo-saxão. Eles copiam as afirmações dos ortodoxos, que se pretendem eleitos de Deus, e se vendem como especialistas em cerimonialismos e tradições.

Também, não dá para lidar com tanto ufanismo. Falsos Aquiles perambulam pelos corredores eclesiásticos como exemplo de imunidade. Sobram narcisistas na corrida pelos primeiros lugares no Olimpo dos ungidos. E cada dia fica mais notório que empreitada, projeto ou campanha, que pretende mudar o mundo, não passa de estratégia surrada de movimentar dinheiro. Falsos heróis instumentalizam o povo para viabilizar megalomanias – usam e abusam da boa-fé de quem deseja fazer alguma coisa pela humanidade. A burocracia eclesiástica dilui enormes fatias dos recursos doados. Fortunas acabam sugadas na volúpia do poder. O dízimo suado dos crentes, investido em mais propaganda, só serve para alardear ao mundo como aquele evangelista é especial.

Enerva ouvir a repetição enfadonha de chavões. Cansam as frases prontas e os conceitos batidos. Fazem-se afirmações esvaziadas de sentido ou valor. A grande maioria dos púlpitos evangélicos se repete numa mesmice horrorosa. O culto des-educa. A convivência, no ar viciado de quem só visa repetir o que já foi dito, estupidifica. Os hinos reciclam poesias gastas. Os sermões começam e terminam com promessa de bênção. O movimento evangélico se tornou uma neurolinguística religiosa.

Há anos escrevi que andava cansado com o meio evangélico. Na verdade, não estava assim tão cansado. Eu procurava apenas denunciar o desgaste de tanta bobagem em nome de Jesus falando de exaustão. Mais tarde, para expor a ladeira abaixo do movimento, pedi para não ser classificado como evangélico. Não resta muito o que dizer. Talvez deva insistir na mesma tecla. Repetir: não dá, não dá, não dá, até que muitos profetas falem – a carência é grande.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

A humildade de Deus

humildadeEd René Kivitz

Ontem contei a história de José do Egito. As palavras de José, “vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus transformou o mal em bem”, implicam a necessária reflexão a respeito da soberania de Deus e a responsabilidade moral humana.

Ao final da celebração, recebi uma jovem que com lágrimas nos olhos me interpelou: “Então não é verdade, pastor, que por trás das coisas ruins que me aconteceram havia um propósito de Deus? Não foi Deus quem fez com que acontecessem? Não foi Deus quem me enviou o mal para me ensinar alguma coisa ou me guiar na direção certa? Foi isso o que me ensinaram a vida toda”. Abracei aquela moça e orei para que uma outra compreensão espiritual ganhasse seu coração e outro rosto de Deus, o Pai amoroso, lhe trouxesse paz e esperança.

Há pelo menos duas maneiras de compreender a soberania de Deus. Alguns acreditam que Deus é soberano porque controla todos e cada um dos detalhes de tudo o que acontece. Mesmo as coisas ruins que acontecem porque se encaixam num plano perfeito de Deus, que tem um propósito para que elas aconteçam.

Foi por causa dessa compreensão que ouvi certa vez uma senhora piedosa tentando me confortar pela perda do meu pai, falecido aos 26 anos de idade, deixando minha mãe com duas crianças no colo, eu com pouco mais de dois anos, e minha irmã, com apenas 6 meses. Após ouvir um dos meus sermões, aquela senhora me disse: “Agora entendo porque Deus levou seu pai. Ele queria fazer de você o homem que você se tornou”.

Passados muitos anos desse episódio, consegui elaborar o que diria àquela senhora. Primeiro, que Deus não precisava matar meu pai para me fazer um homem de bem. Segundo, que não estou com essa bola toda, para que Deus saia por aí matando pessoas por minha causa. Terceiro, que não há necessidade de que ninguém sacrifique sua vida por mim ou qualquer outro ser humano, pois a morte de Jesus Cristo foi suficiente e definitiva. Qualquer outra morte necessária para que um propósito de Deus se cumpra transforma o morto em co-redentor. Mas é muito difícil enfiar teologia numa conversa pastoral, isso é arte que poucos dominam.

Essa compreensão da soberania de Deus, que o faz responsável por todos e cada um dos detalhes de tudo o que acontece, também está presente nas afirmações de Rick Warren, em seu livro Uma vida com propósitos. Diz o pastor Warren que “Deus determinou cada pequeno detalhe do seu corpo. Ele deliberadamente escolheu sua raça, a cor de sua pele, seu cabelo e todas as outras características. Ele fez seu corpo sob medida, exatamente do jeito que queria (…) ele também decidiu o momento de seu nascimento e seu tempo de vida (…) escolhendo o momento exato de seu nascimento e de sua morte (…) Deus também programou onde você nasceria e onde viveria para o propósito dele”. Finalmente, afirma que “o propósito de Deus levou em conta o erro humano e até mesmo o pecado”.

Para entender o que significa “Deus levou em conta o erro humano e até mesmo o pecado”, podemos acessar as afirmações de Mark R. Talbot, no artigo “Liberdade verdadeira”, publicado em Teísmo aberto: uma teologia além dos limites bíblicos, organizado por John Piper.

Diz Talbot: “O que significa dizer que Deus ordena alguma coisa? Significa que ele desejou eternamente que aquilo se realizasse (…) Vistas no seu todo, as Escrituras realmente asseveram, presumem ou implicam que Deus ordena todas as coisas, incluindo o mal natural e o mal moral (…) O ensinamento bíblico é que Deus ordenou, desejou ou planejou todas as coisas que acontecem em nosso mundo desde antes da Criação. Deus é o agente primário – a causa primária, a última explicação – de tudo o que acontece”.

Agora você vai cair da cadeira. Talbot prossegue dizendo: “Não nego nem por um momento quão difícil pode ser evitar responsabilizar Deus pelos males do mundo simplesmente porque ele ordena todas as coisas. De que maneira um Deus bondoso poderia ordenar o Holocausto? Como ele pode ordenar o abuso sexual até mesmo de uma única criança? Como ele poderia ordenar a morte lenta e dolorosa de alguém que amo? Contudo, como acontece com todas as outras doutrinas cristãs, o teste da verdade dessa doutrina não é que a consideremos plausível ou atraente, mas que a encontremos nas Escrituras”.

Pessoalmente, não apenas considero essa doutrina nada atraente e nada plausível, como também e principalmente não a encontro nas Escrituras.

O Dr. Gerry Breshers, professor de teologia do Western Theological Seminary, apresenta uma outra perspectiva de compreensão da soberania de Deus (veja aqui). Ele afirma que a soberania de Deus significa que Deus não deve satisfações a ninguém, e, portanto, não precisa prestar contas ou dar explicações de seus atos. Isso é evidente, pois Deus não tem ninguém acima dele que o obrigue a fazer ou deixar de fazer o que quer que seja. Nesse sentido, é soberano, é absolutamente livre para agir, sem se submeter a qualquer outra vontade senão a sua mesma.

Essa livre autodeterminação de Deus implica que Deus é soberano no sentido de poder fazer qualquer coisa que escolha fazer, em qualquer tempo que escolha fazer. “Deus pode fazer” é diferente de “Deus faz”. O fato de Deus poder fazer qualquer coisa que escolha fazer não significa que tudo o que acontece se explica pela ação de Deus. Deus não é “o agente primário – a causa primária, a última explicação – de tudo o que acontece”, como pretende Talbot. De fato, há muita coisa que acontece em oposição à vontade de Deus.

Isso explica o Deus que sofre por amor. O Deus que morre, em vez de matar. O Deus que se sacrifica. O Deus que dá passos para trás para abrir lugar para suas criaturas. O Deus que se esvazia para que suas criaturas tenham espaço de ser. O fato de que Deus pode fazer tudo quanto escolhe fazer, mas não é responsável por tudo quanto acontece, explica o Deus que chora, lágrimas de Jesus:

Jerusalém, Jerusalém, assassina de profetas,
que agride os mensageiros de Deus!
Quantas vezes desejei reunir seus filhos,
reunir seus filhos como faz a galinha,
que mantém seus pintinhos debaixo das asas –
MAS VOCÊ RECUSOU E ME VIROU AS COSTAS!

Deus é soberano. Deus pode fazer tudo o que escolhe fazer, na hora em que escolhe fazer: “Agindo eu, quem o impedirá?, pergunta pela boca do profeta Isaías. Mas isso não significa que Deus faz tudo o que pode. E muito menos significa que faz acontecer todas as coisas e controla cada detalhe dos fatos de nossas vidas.

Deus pode fazer tudo o que quer fazer. Mas, Deus é amor, e, portanto, como bem disse o jesuíta François Varillon, “Deus faz tudo quanto o amor pode”. Em seu livro A humildade de Deus, expressa a grandeza do amor e da soberania de Deus: “Deus respeita de modo absoluto a liberdade do ser humano. Ele a criou, e não foi para petrificá-la, ou violentá-la. É por isso que ele jamais grita, nem impõe. Ele sugere, propõe, convida. Ele não diz “Eu quero”, mas “Se tu quiseres” (…) “Deus é maior que o nosso coração”, diz são João na sua primeira carta. Ele fica escondido para não se tornar irresistível. A sua invisibilidade é uma forma de pudor”. A humildade de Deus é sua forma de amor.

fonte: Fan page do Ed René Kivitz

Papa: Internet é um presente de Deus

Francisco afirma que mundo digital precisa de ternura para se tornar ‘uma rede não só de fios, mas de pessoas’

Papa Francisco abençoa multidão durante audiência geral na Praça de São Pedro (foto: ANDREAS SOLARO / AFP)

Papa Francisco abençoa multidão durante audiência geral na Praça de São Pedro (foto: ANDREAS SOLARO / AFP)

Publicado em O Globo

CIDADE DO VATICANO – O mundo digital em alta velocidade das redes sociais, quase sempre superficial, precisa de uma injeção de calma, reflexão e ternura para se tornar “uma rede não só de fios, mas de pessoas”, afirmou o Papa Francisco nesta quinta-feira. Em mensagem para o Dia Mundial das Comunicações da Igreja Católica, o Pontífice disse que os meios de comunicação e a Internet, os quais ele chamou de “algo verdadeiramente bom, um presente de Deus”, poderia unir as pessoas, mas que a comunicação digital frequentemente impede que elas conheçam de fato umas as outras.

“Precisamos de ternura. O mundo da mídia tem de ser preocupar com a humanidade”, disse ele. “O mundo digital pode ser um ambiente rico em humanidade, uma rede não só de fios, mas de pessoas”.

Francisco, de 77 anos e nascido na Argentina, denunciou a por vezes “agressão violenta” da mídia e de comunicações que têm como objetivo principal a promoção do consumo e a manipulação. Ele pediu que as pessoas sejam não só tolerantes no ambiente digital, mas que também ouçam e tentem entender os pontos de vista dos outros.

“A velocidade com a qual a informação é comunicada supera a nossa capacidade de reflexão e julgamento”, afirmou. “A variedade de opiniões sendo transmitidas pode ser vista como boa, mas também pode levar as pessoas a se entrincheirar atrás das suas fontes de informação, que vão apenas confirmar os seus desejos e ideias, ou interesses políticos e econômicos”.

Os católicos, segundo ele, devem dialogar com os outros. E não pensar que suas ideias e tradições sozinhas “são válidas ou absolutas”.

“Dialogar significa acreditar que o outro tem algo importante a dizer”, afirmou. ‘Dialogar não significa renunciar as suas ideias e tradições, mas a pretensão de que elas sozinhas são válidas ou absolutas”.

Roy Jones Jr sobre lesão de A. Silva: Deus faz todas as coisas por uma razão

foto: UFC

foto: UFC

Boxeador fala sobre fratura de Anderson Silva

Publicado no Mano a Mano

O pugilista Roy Jones Jr comentou a luta entre Anderson Silva e Chris Weidman, realizada no UFC 168, e disse que o americano levava vantagem, mas o brasileiro estava focado e já havia sido visto em ação naquelas condições contrárias e acabou vencendo.

“É preciso compreender que Deus faz todas as coisas por uma razão”, disse ao HustleBoss.com. “Aquilo seria algo que estaria sob o controle Dele. Anderson estava preparado da melhor maneira que ele podia. Weidman é um cara mais forte e estava levando vantagem. Isso não significa que Weidman venceria, mas estava parecendo favorável para o lado dele no início. Mas Anderson estava muito focado e eu o tenho visto dar a volta antes, então nada estava fora da luta, ele apenas estava muito concentrado”.

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RJJ revelou a conversa que teve com o “Aranha” e explicou que o incidente foi algo além do controle do ex-campeão peso médio do Ultimate Fighting Championship.

“E como eu disse a ele, ‘Qualquer momento que você chuta tão forte e tão rápido, você quebra sua perna na canela do outro cara, é muito rápido, muito duro. Sua força é o que realmente quebra a sua própria perna, você me entende? Você tem de entender que isso está além do seu controle. Ninguém neste planeta teria dito isso antes daquela luta que o Chris iria conferir o seu chute e quebrar a sua perna”, disse Jones ao lado da cama de Anderson Silva.