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Os melhores anúncios com o Papa

Publicado por AdNews

O Papa é Pop também na publicidade / FOTO: Reprodução

O Papa é Pop também na publicidade / FOTO: Reprodução

O Papa Bento 16 anunciou, na última segunda-feira, 11, que irá renunciar do cargo no próximo dia 28.

Esta é a primeira vez em quase seis séculos que um Papa abdica da função. O último fazer isso foi Gregório 12, em 1415.

O líder da Igreja Católica e sucessor de Pedro, segundo a tradição, é sempre tema de produtos da indústria cultural.

O Sumo Pontífice costuma ser representado em filmes e músicas e, é claro, em anúncios.

O Adnews separa algumas peças marcantes que trouxeram o Santo Padre como protagonista.

Confira:

“Unhate”
Agência: Fabrica, Itália
A polêmica imagem do Papa Bento XVI a beijar Safwad Hagazi, imã do Cairo. O Vaticano pediu a retirada da imagem.

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“Grandes notícias. Tamanho pequeno”
Agência: Jung von Matt, Alemanha
O Papa como criança para mostrar que, apesar do tamanho, o jornal Welt Kompakt tem grandes notícias.

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“Se você tem uma boa história, as pessoas vão confiar em você.”
Agência: Istropolitana D’Arcy
Anúncio para divulgar o trabalho da agência eslovaca especializada em storytelling.

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“Nem o papa deixa tudo nas mãos de Deus.”
Agência: DM9
Anúncio feito para divulgar o Itaú Seguros.

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“Pela primeira vez na história, o encontro do Papa com o Espírito Santo.”
Agência: Criativa
Peça criativa que utiliza a vinda do papa ao Brasil para promover o jornal A Tribuna.

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Interrupção de show de Thalles Roberto em igreja de Anápolis (GO) frustra a plateia

Realizado pela Igreja Assembleia de Deus Ministério de Anápolis, o Congresso de Mocidades Evangélicas Pentecostais (COMEPE) surgiu em 1964 e tem sido realizado todos os anos no período de Carnaval.

Segundo a fan page, o evento foi criado para proporcionar “informação de qualidade, conscientização sobre direitos e deveres, convivência social e como viver uma vida digna resgatando os valores familiares”.

No último sábado, a presença do cantor Thalles Roberto provocou superlotação do templo e o líder da igreja solicitou à galera presente algo quase impossível: que assistisse ao show sentada.

Como não foi obedecido, o pr. Clarimundo César não teve dúvidas e encerrou o show. “Cada povo que se comporta coletivamente contra uma autoridade, tem que pagar pelo que ele fez. Está encerrado o culto. Uma minoria prejudicou a maioria.”

O show curto dividiu opiniões e muitos internautas manifestaram seu descontentamento nas redes sociais. No dia seguinte, Thalles se apresentou (vídeo abaixo) com o povo de pé e sem nenhum incidente.

PS: o site do evento foi hackeado.

dica do Tiago Gondim

Bento pediu para sair. Tenho uma sugestão para papa!

foto: Brasilidade

foto: Brasilidade

Publicado por Leonardo Sakamoto

Vou resgatar um debate aqui, dada a importância da renúncia papal, nesta segunda (11). Num discurso a bispos brasileiros, durante as últimas eleições presidenciais, o hoje demissionário Joseph Ratzinger condenou o aborto e a eutanásia e, implicitamente, a pesquisa com embriões para obtenção de células-tronco. Ou seja, o que era esperado dele dado o posto que ocupa, sua trajetória e o contexto em que está inserido.

Mas foi além, e afirmou que “os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas”. Ou seja, em plenas eleições, Bento 16 pede para que os representantes de sua igreja orientem politicamente os fiéis.

Conversei com uma pessoa da comunidade do Jardim Pantanal (aquele bairro da capital paulista que se esvai em lama nas enchentes) sobre isso e, apesar de ser extremamente religiosa, discordou da avaliação do papa (que vai entregar o seu mandato no próximo dia 28 por, segundo ele, “não ter mais forças” para exercer o pontificado).

“Na Bíblia, está escrito para dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César. A gente tem que separar o que é política do que é religião, senão não dá certo.” É a gente simples da periferia de São Paulo ensinando bons modos para o Vaticano.

E já que haverá um conclave em breve, se eu também puder meter a colher na cumbuca dele já que ele meteu na nossa, tenho algumas sugestões de quem seria um ótimo papa.

Por exemplo, ao final de sua carta aos bispos, ele defendeu a solidariedade. Mas de que tipo de solidariedade ele está falando? Da caridade? Uma ação pouco útil, que consola mais a alma daquele que doa do que o corpo daquele que recebe? Ou da solidariedade de reconhecer no outro um semelhante e caminhar junto a ele pela libertação de ambos? Se for a primeira, ele está pregando a continuidade de uma igreja superficial, que ainda não consegue entender as palavras que estão no alicerce de sua própria fundação.

Se falou da segunda, a solidariedade como redenção do corpo e da alma, ele se referiu claramente à Teologia da Libertação. Prefiro acreditar que ele estava falando da primeira, pois seria irônico a atual administração do Vaticano (que deu continuidade à anterior) pregar algo que vem tentando soterrar há tempos.

A Teologia da Libertação tem sido uma pedra no sapato da Santa Sé. Na prática, esses religiosos católicos realizam a fé que o Vaticano teme ver concretizada ou não consegue colocar em prática. Pessoas, como Pedro Casaldáliga, que estão junto ao povo, no meio da Amazônia, defendendo o direito à terra e à liberdade, combatendo o trabalho escravo e acolhendo camponeses, quilombolas, indígenas e demais excluídos da sociedade.

Imaginem se ao invés de Ratzinger, fosse Casaldáliga abrindo a boca para falar a bispos brasileiros. E a defesa da vida fosse feita de outra forma, retomando palavras que ele proferiu há tempos:

“Malditas sejam todas as cercas! Malditas todas as propriedades privadas que nos privam de viver e amar! Malditas sejam todas as leis amanhadas por umas poucas mãos para ampararem cercas e bois, fazerem a terra escrava e escravos os humanos.”

Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia e um dos maiores defensores dos direitos humanos no país, foi marcado para morrer (novamente) no final do ano passado. Aos 84 anos e doente, teve que deixar sua casa  por conta das ameaças surgidas em decorrência do governo brasileiro, finalmente, ter começado a retirar os invasores da terra indígena Marãiwatsédé, Nordeste de Mato Grosso – ação que sempre foi defendida por ele.

Enquanto isso, nossa realidade continua lembrando muito daqueles microcosmos de poder do Brasil profundo, presentes nas obras de Dias Gomes: o padre, o delegado e o coronel, amigos de primeira hora, tomando uma cachacinha na (ainda) Casa-grande, gargalhando da vida e discutindo sobre os desígnios do mundo, que – para eles – deveria ter a cara de seu vilarejo.

No meu mundo, não. uNele, se ainda houvesse igreja, ela seria comandada por pessoas como Casaldáliga.

Grupos religiosos aproveitam Carnaval para conquistar novos fiéis

Mariana Della Barba, no BBC Brasil

Católico, Thomaz Pogili é um dos idealizadores do evento Folia com Cristo

Católico, Thomaz Pogili é um dos idealizadores do evento Folia com Cristo

À primeira vista, é a cena esperada de um Carnaval de rua: marchinhas, foliões fantasiados, alguns com instrumentos na mão e outros, com latinhas de cerveja. Mas, olhando mais de perto, um grupo destoa em meio ao bloco. São jovens de diferentes religiões que aproveitam a festa para tentar convencer novos fiéis a se juntarem a suas igrejas.

“Durante o Carnaval, onde tiver um aglomerado grande de pessoas, nós vamos. Tentamos mostrar para elas como seria sua vida com Cristo”, explica o evangélico Thiago Hernandes, de 27 anos, do grupo Jocum (Jovens com uma Missão).

“A abordagem varia de pessoa para pessoa, mas às vezes dizemos diretamente: ‘Aqui não é lugar para você’. Encontramos muitos desavisados durante o Carnaval.”

Thiago conta que, para atrair as pessoas durante a festa, eles distribuem água e fazem pequenos shows de arte, com teatro, dança, malabares ou pirofagia. Este ano, ele e outros missionários estão promovendo o chamado “impacto evangelista de Carnaval” na Baixada Santista. Sedes do grupo em outras partes do país estão fazendo o mesmo – inclusive em Ouro Preto, destino em Minas Gerais altamente popular entre os jovens no Carnaval.

‘Felicidade de fachada’

Mesmo no fim de semana anterior ao Carnaval, fiéis ligados a igrejas evangélicas se misturaram em blocos carnavalescos para disseminar suas crenças. No bairro da Pompeia, zona oeste de São Paulo, jovens da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) distribuíam aos foliões o jornalzinho Hora da Mudança.

Algumas das reportagens tinham títulos como: “Folia para esconder as tristezas”, “Musa do Carnaval tinha vida de aparência” e “Ex-líder de banda fala sobre sua felicidade de fachada durante o Carnaval”.

“A proposta do encarte Hora da Mudança é evangelizar por intermédio dos depoimentos nele descritos”, afirma a assessoria da IURD. “Ele sempre traz relatos de pessoas que tentaram preencher lacunas em suas vidas de diversas formas, mas que só se viram supridas na fé no Senhor Jesus.”

Evangélicos usam pirofagia nas ruas de São Paulo para chamar atenção de foliões

Evangélicos usam pirofagia nas ruas de São Paulo para chamar atenção de foliões

Para o professor Leonildo Silveira Campos, autor do livro Teatro, Templo e Mercado, sobre a igreja Reino de Deus, essas ações no Carnaval vêm do fato de que os neopentecostais (caso da IURD e da Renascer em Cristo) abandonarem padrões mais rígidos do pentecostalismo tradicional, em que não é permitido dançar, por exemplo.

“É uma pentecostal mais light, e daí surge essa possibilidade de invadir os espaços ditos profanos com mais desenvoltura que outros grupos religiosos”, afirma o professor. “Um pentecostal tradicional não entraria em um bar, nem que fosse só para pedir um guaraná.”

Sem promiscuidade

No Rio, grupos religiosos já têm tradição em montar seus próprios blocos carnavalescos. Além dos evangélicos como o Mocidade Dependente de Deus, criado há mais de 20 anos, há também os formados por católicos.

Um dos maiores atualmente é o Folia com Cristo, que começou a sair às ruas cariocas há seis anos e, de acordo com os organizadores, chegou a reunir mais de 30 mil pessoas em suas últimas edições.

“Tivemos essa ideia para mostrar que é, sim, possível usar o Carnaval para se divertir sem denegrir a própria imagem e sem cair na promiscuidade”, explica o microempresário católico Thomaz Pogile, de 21 anos, um dos idealizadores do evento, ligado à Arquidiocese de São Sebastião.

“Temos um trio elétrico de última geração, com cantores católicos de samba e de axé. Muitas vezes, cantamos músicas da Ivete Sangalo e da Cláudia Leitte mas com letras religiosas.”

Thomaz admite que o evento não é visto com bons olhos por setores mais tradicionais da igreja. Segundo ele, o Folia com Cristo foi muito criticado, especialmente nas primeiras edições. “Mas aos poucos, todos estão percebendo que, além de ser uma forma de evangelizar, é um evento muito família, frequentado inclusive por evangélicos, que vêm pela tranquilidade da festa.”

“Até os ambulantes que tentam vender cerveja percebem logo que não há espaço para eles ali.”

Baladas e cerimônias

Bispa Sonia participa de acampamento da igreja Renascer durante o Carnaval 2012

Bispa Sonia participa de acampamento da igreja Renascer durante o Carnaval 2012

Em vez de missionários ou blocos nas ruas, alguns grupos religiosos organizam retiros para seus fiéis. É o caso da igreja Renascer em Cristo, cuja fazenda em Mairinque (interior de São Paulo) é usada como acampamento nesse período. O site do evento explica que o evento é uma “alternativa para os jovens se divertirem e, ao mesmo tempo, serem ministrados pela Palavra de Deus no Carnaval”.

Mas Débora Nogueira, da Renascer, conta que o acampamento também é uma forma de conquistar novos fiéis, já que muitos levam amigos que não são da igreja para aproveitar as instalações do local e também para ouvir depoimentos e palestras de bispos.

“Eles (novos fiéis) são batizados lá e nas cerimônias, muitos se livram do vício, jogando fora, por exemplo, as drogas que usavam”, diz Débora. Segundo ela, as palestras religiosas são intercaladas com uma programação cultural intensa. “Além de piscinas e quadras, há baladas todas as noites, cada uma com um estilo musical diferente.”

* Colaborou João Fellet

Papa Bento 16 anuncia renúncia ao pontificado

Vincenzo Pinto/AFP

Vincenzo Pinto/AFP

Publicado originalmente no UOL

Papa Bento 16 anunciou nesta segunda-feira (11) a renúncia ao pontificado, segundo  o Vaticano. Ele deve deixar o posto em 28 de fevereiro.

Em comunicado, feito em latim durante uma assembleia de cardeais em que se discutia um processo de canonização, Bento 16 disse que vai deixar o cargo devido à idade avançada, por “não ter mais forças” para exercer a função.

“Eu convoquei vocês para este Consistório, não apenas para três canonizações, mas também para comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter repetidamente examinado a minha consciência perante Deus, eu tive a certeza de que minha força, devido à uma idade avançada, não é mais adequada para o ministério Petrino”, disse ele, de acordo com uma declaração do Vaticano.

“Por esta razão, e consciente da seriedade deste ato, em completa liberdade, eu declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro”, acrescentou o papa.

Esta é apenas a segunda vez que um Papa da Igreja Católica renuncia ao pontificado.

O cargo ficará vago até a eleição do próximo papa.

Biografia

O cardeal alemão Joseph Ratzinger foi eleito papa em 19 de abril de 2005, em substituição a João Paulo 2º, que havia morrido em 2 de abril de 2005. Bento 16 é o 265º papa e o primeiro a ser eleito no século 21.

Líder da Congregação para a Doutrina da Fé durante a maior parte do pontificado de João Paulo 2º, Bento 16 contou com o apoio das alas mais conservadoras da igreja à época de sua escolha como sumo pontífice.

Ratzinger nasceu em 16 de abril de 1927 em Marktl, Alemanha, e entrou para o seminário aos 12 anos. Na adolescência, estudou grego e latim, e mais tarde se doutorou em teologia pela Universidade de Munique.

Durante a Segunda Guerra, chegou a ser convocado para combater nos esquadrões antiaéreos alemães. Dispensado, acabou sendo recrutado primeiro pela legião austríaca e depois pela infantaria alemã, da qual desertou em menos de dois meses.

De volta ao seminário, foi ordenado padre em junho de 1951. À função, somou o trabalho como professor de teologia, primeiro na Universidade de Bonn e depois na de Regensburg, onde seria reitor.

Em março de 1977, tornou-se arcebispo de Munique e Freising e, menos de três meses depois, foi criado cardeal pelo papa Paulo 6º. Já sob João Paulo 2º, em 1981, Ratzinger tornou-se o líder da Congregação para a Doutrina da Fé.

Neste cargo, Ratzinger reprimiu com força os teólogos que saíram de sua doutrina rígida e alienou outras denominações cristãs dizendo que não são igrejas verdadeiras.

Chamado de Guardião do Dogma, ele combateu o sacerdócio feminino e condenou a homossexualidade, além de ser contra a comunhão aos divorciados que voltarem a se casar e a impedir o crescimento do laicismo dentro da Igreja, mas não se considera um “durão”.