Papa propõe que conventos sirvam de abrigo para refugiados

Algumas das construções foram transformadas em hotéis que geram recursos e críticas para a Igreja
Imigrantes não devem ser temidos, afirma Francisco

Papa Francisco fala aos refugiados no Centro Astalli AP / L'Osservatore Romano
Papa Francisco fala aos refugiados no Centro Astalli AP / L’Osservatore Romano

Publicado por Reuters [via O Globo]

ROMA – Construções da Igreja que não estão sendo utilizadas devem servir de abrigo para refugiados, “que devem ser abraçados e não temidos”, disse o Papa Francisco a pessoas que buscavam asilo, na tarde desta terça-feira, em Roma. A atitude reforçou a ênfase do atual papado nos pobres e no sofrimento dos imigrantes. A queda no número de seminaristas e noviças esvaziou conventos e monastérios, que acabaram sendo transformados em hotéis que garantiram renda extra para a Igreja, mas também atraíram críticas.

- Conventos e monastérios vazios não devem ser convertidos em hotéis pela Igreja para ganhar dinheiro. (As construções) não são nossas, elas são para a carne de Cristo, que é o que os refugiados são – explicou o Pontífice durante uma audiência fechada no Centro Jesuíta Astalli, em Roma.

Francisco encontrou vários imigrantes que procuram asilo na Itália, incluindo alguns da Síria, depois de fazer um apelo pela paz no país árabe no final de semana. Ele também afirmou que cuidar dos pobres não deve ser um trabalho apenas para os “especialistas”, mas sim uma atividade que engaje todos os membros da Igreja, e seja parte da formação dos padres.

- A palavra solidariedade assusta as pessoas no mundo desenvolvido – pontuou o Papa.

Desde que expressou seu desejo por uma “Igreja pobre e para os pobres” pouco depois de sua eleição, em março, o papado de Francisco tem sido marcado pelo seu estilo humilde e pela importância dada aos destituídos.

Em julho, ele visitou a ilha italiana de Lampedusa, onde chegam, anualmente, dezenas de milhares de imigrantes ilegais. Lá, condenou a indiferença aos muitos que morrem tentando atravessar o Mediterrâneo em busca de uma vida melhor.

dica do Ailsom Heringer

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Por falta de funcionários qualificados, Apple deve inaugurar loja em dezembro

Empresa tem 13 vagas abertas para trabalhar na loja do Rio de Janeiro e outras 10 na área de software e engenharia para São Paulo

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publicado no Administradores

A Apple Store já está sendo construída no segundo pavimento do Village Mall, complexo anexado ao Barra Shopping, no Rio de Janeiro. Mas o estabelecimento, que deveria ter sido inaugurado em julho, irá abrir as portas apenas no início de dezembro. Motivo: falta de profissionais qualificados, segundo os rigorosos padrões da empresa.

De acordo com a INFO, a inauguração está prevista precisamente para o dia 7 de dezembro, com um pequeno evento — mas isso só irá acontecer após a companhia preencher os quadros. Um funcionário nível “Genius” recebe aproximadamente R$ 5 mil, enquanto a remuneração para cargos de chefia chega a R$ 10 mil.

No total, ainda estão abertas 13 vagas nas funções de engenheiro de soluções, líder corporativo e encarregado de estoque, dentre outras. Além das vagas no setor de varejo, a Apple também precisa de 10 profissionais nos segmentos software, engenharia, administrativo e finanças para atuação em São Paulo (SP). Aplicações para trabalho na Apple Brasil podem ser feitas pelo hotsite de empregos da companhia.

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Sheik irrita novamente torcedores do Corinthians, agora aparece em público lendo um livro

emersonPublicado impagavelmente no Sensacionalista

O jogador Emerson Shiek, após dar um selinho em seu amigo e irritar torcedores do Corinthians, fez muito pior. Desta vez, ele maculou a torcida lendo um livro. Segundo o líder da Gaviões da Fiel, ler livros é coisa de coxinha e o jogador deveria ser expulso do clube.

Sheik, assustado, disse que tudo não passou de uma grande brincadeira. Ele falou que apenas posou pra foto com o livro na mão, mas que não estava lendo, pois sequer foi alfabetizado.

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SC: promotor nega casamento gay e desdenha de noivas

Carta do promotor Henrique Limongi chama união homoafetiva de 'indisputavelmente anômala' Foto: Priscila Minkz Zanuzzo / Reprodução
Carta do promotor Henrique Limongi chama união homoafetiva de ‘indisputavelmente anômala’
Foto: Priscila Minkz Zanuzzo / Reprodução

Publicado no Terra

Um promotor de Santa Catarina negou nesta semana a união civil entre duas mulheres, e ainda desdenhou do pedido. Henrique Limongi baseou-se na Constituição, que ainda afirma que a entidade familiar é composta “entre o homem e a mulher”, e ignorou a recomendação do Conselho Nacional de Justiça e da Corregedoria-Geral da Justiça de Santa Catarina de reconhecimento do casamento gay como união estável.

Além de negar o pedido, o promotor escreve na carta de reposta que a união de Priscila Minks Zanuzzo e Carmen Abreu de Melo é “indisputavelmente anômala” e que foge aos “mais comezinhos parâmetros de normalidade” – comezinhos significa simples e de fácil entendimento. Limongi ainda menciona “o chamado casamento gay ou, para ser ‘politicamente correto’, união homoafetiva” (sic) e diz que a Constituição tem “clareza de fustigar a visão” sobre o tema, o que deveria, na escrita do magistrado, “dispensar, assim, fogosos malabarismos exegéticos ou extenuantes ensaios de hermenêutica”.

“Quando a gente entrou com pedido, não via a possibilidade de ser negado”, conta Priscila ao Terra, “mas ainda não é lei, então tem a arbitrariedade do promotor e do juiz”. Para fazer a união civil, um casal deve pedi-la no cartório, que lavra o pedido e encaminha os documentos ao promotor, que deve habilitar todas as uniões – independente de serem homoafetivas. A decisão do promotor ainda precisa ser validada pela Justiça.

“Acredito que o juiz não vai negar”, opina Priscila, mas ressalva que, se o magistrado endossar a decisão do promotor, ela e a noiva vão recorrer da decisão.

Juntas há 10 anos, Priscila e Carmen, 29 e 30 anos, decidiram oficializar a união pelo “aspecto legal, de ter os direitos que as outras pessoas têm”. Elas planejavam assinar os documentos no cartório dia 23, e no fim de semana realizariam uma festa para os amigos.

“Foi bem horrível receber essa carta, porque não é só a carta dizendo ‘olha, segundo a lei, vocês não podem casar’. A carta é cheia de ironias, sarcasmos, colocando negrito ‘entre homem e mulher’, dá pra sentir um tom bem preconceituoso. Não é só o que está escrito, mas o modo como está escrito”, diz Priscila.

Foi por se sentirem ofendidas que as duas publicaram a carta em seus perfis no Facebook, onde reclamam que o magistrado “caçoa” do pedido de união estável. Na rede social, os amigos de outras cidades – de São Paulo, terra natal de Carla, e do oeste de Santa Catarina, onde Priscila nasceu -, passaram de empolgados com o casamento em Florianópolis para indignados.

“Estou me informando sobre o que é possível fazer contra esse promotor, porque acho que com essa carta ele está fazendo um desserviço, está colocando as convicções pessoais dele na frente de tudo, não só se pautando na lei mas indo além e ofendendo gratuitamente”, diz Priscila. “E eu sei que ele já escreveu outra carta semelhante”, comenta, em referência a documento divulgado por reportagem da RBS TV sobre um pedido de união homoafetiva que Limongi negou a dois homens em junho. As imagens destacam trechos da carta que, como a enviada às noivas, colocam em negrito e sublinhado que a Constituição cita “homem e mulher” para que a união estável se caracterize como entidade familiar.

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12 capas de revistas inesquecíveis

Publicado no AdNews

A capa de uma revista precisa ser forte. A função primária é chamar a atenção do leitor para que ele se sinta seduzido a comprar a publicação na banca de jornal.

O site Mashable selecionou 12 capas históricas que, na opinião da publicação, nunca serão esquecidas. Confira a lista e deixe sua opinião nos comentários: faltou alguma?

12 – People – Set/1997

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Esta edição da People vendeu 3 milhões de cópias. É a segunda mais vendida da história da publicação, perdendo apenas para a capa sobre o atentado ao World Trade Center.

11 – Time – Mai/2012

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A edição da Time provocou um debate sobre amamentação. Existe uma idade limite para amamentar? É ok dar de mamar em público? O que é melhor para a saúde da criança? Segundo o fotógrafo Martin Schoeller, autor da imagem controversa, a ideia de amamentação remota a figura de um bebê nos colos da mãe, algo que não acontece nos dias de hoje. Não com as crianças mais velhas, é claro.

10 – Esquire – Out/1966

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A capa alltype divulgava a reportagem mais longa já publicada pela Esquire e também mudou os rumos da opinião pública sobre a guerra do Vietnam. O autor da reportagem, John Sack, ficou surpreso, pois esperava uma foto de guerra qualquer. Harold Hayes e George Lois, os criadores, disseram que o repórter não havia entendido seu próprio artigo no fim das contas.

9 – Sports Illustrated – Abril/2013

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O atentado na Maratona de Boston ocorreu horas antes do fechamento da revista, o que fez com que os editores corressem para produzirem uma capa convincente. O resultado foi esta capa chocante.

8 – Esquire – Dez/2000

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O fotógrafo desta capa da Esquire teve apenas 7 minutos para produzir a fotografia. Inicialmente, ela deveria captar o espírito de Lincoln em seu memorial (veja aqui). O problema é que alguns críticos acharam que a imagem remetia aos então recentes escândalos sexuais do presidente.

7 – Time – Abril/1997

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Ellen DeGeneres, então estrela de Hollywood, decidiu sair do armário justamente na capa da Time. O resultado? Entrou no ostracismo durante três anos e não conseguia emprego.

Hoje em dia, é uma das mais respeitadas apresentadores da TV dos EUA e, recentemente, foi anunciada como a próxima apresentadora do Oscar.

6 – New York – Nov/2012

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Esta imagem de Manhattan durante o furacão Sandy ganhou o prêmio de Capa do Ano da Sociedade Americana de Editores de Revista.

A foto também foi utilizada para inaugurar a conta da revista no Instagram.

5 – People – Set/2001

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Esta capa assustadora dos ataques de 11 de setembro contra o World Trade Center se tornou a edição mais vendida da história da People.

4 – Glamour – Agos/1968

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Katiti Kironde foi a primeira mulher negra a figurar na capa de uma grande revista feminina norte-americana.

3 – The New Yorker – Mar/1976

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Saul Steinberg criou esta ilustração que representa como os nova-iorquinos viam o mundo.

2 – Life – Agos/1969

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Esta capa da Life foi feita em homenagem ao primeiro pouso lunar tripulado, ocorrido em 20 de julho de 1969. A edição especial foi lançada três semanas depois.

A edição também ajudou a convencer quem ainda tinha dúvidas da ida do homem à Lua, já que tinha textos e imagens esclarecedoras, numa época em que a internet era apenas um sonho.

1 – National Geographic – Jun/1985

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A imagem de Sharbat Gula, a garota afegã que vivia em um campo de refugiados ao longo da fronteira do Paquistão, tornou-se a capa mais famosa da National Geographic em seus 125 anos de história.

Steve McCurry captou o olhar assombrado da garota. Sharbat teve sua aldeia bombardeada, seus parentes mortos e caminhou pelas montanhas durante semanas antes de chegar ao acampamento.

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