Foto é retirada de exposição em SP por receio de represália policial

Instituição que exibia a imagem temia represálias (?!) de policiais militares

“Ratos: Esqueleto Coletivo”, de Antonio Brasiliano
“Ratos: Esqueleto Coletivo”, de Antonio Brasiliano

Alexandre Maia, no Fotografia-DG

Na manhã desta quarta-feira (14), uma imagem do fotógrafo Antonio Brasiliano foi retirada de uma exposição no Espaço Revista Cult, na Vila Madalena, em São Paulo, por receio de que a casa sofresse represália de policiais militares.

A foto polêmica de Brasiliano foi realizada em 2005, durante a reintegração de posse da Ocupação Prestes Maia e mostra, em primeiro plano, ratos grafitados na divisória de concreto da via de transito e, no segundo, uma fileira de policiais militares.

Segundo o fotógrafo, que teria sido informado do ocorrido, viaturas da PM teriam passado duas vezes em frente ao espaço aconselhando os funcionários do local a tirar a foto, que deveria permanecer exposta no muro de entrada do local até o dia 24 de agosto.

Nunca presenciei as ações, mas de fato existiu alguma coisa, porque a imagem foi tirada.” – disse o fotógrafo à Folha.

O Espaço Revista Cult não se manifestou a respeito do comportamento da PM. Segundo a Folha de São Paulo, uma representante do centro informou que a foto causou mal-estar e que a decisão de tirá-la foi tomada para se evitar contrangimento.

A PM afirmou, através de sua assessoria, que não há ordem oficial da corporação para a retirada da imagem e que, se realmente houve pressão, foi “uma atitude individual de alguns soldados”. Segundo a instituição, é necessário uma denúncia formal para que a corregedoria abra investigação.

via Resumo Fotográfico / Folha de São Paulo

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Deputado quer instituir no Ceará o Dia do PMDB

DeputadoDannielOliveira

 

Publicado no O Povo

O deputado estadual Danniel Oliveira (PMDB)  quer homenagear seu partido. É dele a autoria do projeto de lei que institui no Ceará o Dia do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). A proposta entrou em tramitação nesta terça-feira, 13, na Assembleia Legislativa.

De acordo com o projeto, o Dia do PMDB seria comemorado anualmente no dia 24 de março, data que corresponde à fundação do partido, em 1966, com o nome inicial de Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Só com a reorganização dos partidos político, no início da década de 1980, a agremiação recebeu a letra “P” no início da sigla.

“A instituição do dia do PMDB no Estado do Ceará é o reconhecimento honroso da credibilidade da agremiação conquistada junto aos seus apoiadores na tradicional luta em prol das garantias democráticas e direitos constitucionais dos cearenses”, afirma Danniel Oliveira, na justificativa do projeto. Danniel é sobrinho do presidente estadual do PMDB, senador Eunício Oliveira.

O projeto segue para a procuradoria da Assembleia e depois para as comissões técnicas da Casa. Se aprovado, é encaminhado para votação em plenário e, em caso de aprovação, segue para a sanção ou veto do governador.

O PMDB hoje
Atualmente, o PMDB está no comando da Câmara dos Deputados, com Henrique Eduardo Alves, e do Senado, com Renan Calheiros. Além disso, o partido tem o vice-presidente da República, Michel Temer. No Ceará, tem o vice-governador, Domingos Filho, e em Fortaleza comanda a Câmara Municipal, com Walter Cavalcante.

Atualmente, o partido está na base aliada de Dilma Rousseff (PT) na presidência, de Cid Gomes (PSB) no Governo do Estado e de Roberto Cláudio (PSB) na Prefeitura de Fortaleza.

Em recente entrevista ao O POVO, o cientista político André Singer, ex-porta voz do governo Lula, classificou o PMDB como “uma espécie de jabuticaba da política brasileira, algo que existe apenas no nosso País”. Isso porque, na avaliação de Singer, o partido tem se mantido forte mesmo sem concorrer à presidência da República, restringindo-se ao papel de principal aliado.

Projeto de lei extremamente relevante para o estado. #vergonha

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Twitter reforça ferramentas de denúncias após ameaças contra mulheres

Botão será inserido na versão web e em plataformas móveis

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Publicado no O Globo

O Twitter anunciou neste sábado mudanças nas ferramentas de denúncias contra posts ofensivos. O botão para sinalizar conteúdo inadequado, já presente no aplicativo para iPhone, será levado para a versão web e outras plataformas móveis. A medida foi tomada após a empresa ser pressionada por causa de ameaças de morte e estupro contra mulheres publicadas no microblog.

“Eu peço desculpas pessoalmente para as mulheres que sofreram abusos no Twitter”, escreveu Tony Wang, diretor geral do Twitter no Reino Unido, em sua página pessoal na rede. “O abuso que eleas sofreram é inaceitável. Não é aceitável no mundo real, e não é aceitável no Twitter”.

Além da inserção do botão, a filial da empresa no Reino Unido vai ampliar o número de funcionários destacados para a função de avaliar as denúncias.

A onda de mensagens misóginas começou após a ativista Caroline Criado-Perez encerrar com sucesso campanha para levar um rosto feminino para as notas de libra. No dia 24 de julho, o Banco da Inglaterra anunciou que Jane Austen vai substituir Charles Darwin na nota de dez libras.

Caroline começou a ser alvo de diversas ameaças de morte e estupro pela rede social. Dois homens foram detidos acusados de participação no caso, sendo que um deles também é suspeito de ameaçar a congressista Stella Creasy.

Após o anúncio do Twitter, Caroline comemorou as mudanças.

— O processo atual é longo, complicado e impossível de usar se você está sob ataque permanente como eu estive — afirmou.

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Mulher perde a hora no motel e forja sequestro para enganar o marido em Blumenau (SC)

Renan Antunes de Oliveira, no UOL

Uma mulher de 20 anos, empregada de uma malharia, forjou o próprio sequestro para enganar o marido depois de perder a hora no motel com um amante. O caso aconteceu em Blumenau (120 km de Florianópolis) na semana passada e só agora foi revelado.

Segundo a delegada Rosi Serafim, a mulher deu queixa no dia 24 de julho. Ela disse à polícia que fora sequestrada ao sair de casa, na rua Bahia, levada para um cativeiro num matagal a 4 km de distância, mas que conseguiu fugir dos supostos sequestradores e chegar caminhando à casa de uma tia.

Os policiais que investigaram o caso notaram inconsistências nos depoimentos da mulher. Ela contou que na fuga perdeu os sapatos e estava calçando apenas as meias. Mas a delegada notou que as meias usadas estavam limpas, o que seria incompatível com a fuga pelo mato e a longa caminhada.

Pressionada pela delegada, a mulher acabou confessando a farsa. Ela disse que estava com o amante num motel e que os dois perderam a noção do tempo. Ela disse que foi dele a sugestão do falso sequestro, para dar uma justificativa ao marido pelo atraso.

A mulher vai responder por falsa comunicação de crime. Os nomes dos envolvidos não foram revelados pela polícia. A marido soube da farsa durante a investigação policial.

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