Por que tantos homens matam suas famílias em domingos de agosto?

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Publicado no Hype Science

No que deve ser um dos mais obscuros projetos de pesquisa já feitos, uma equipe britânica estudou casos de “Destruidores de Famílias”, em que um membro da família assina outros. Alguns padrões emergiram dos 71 casos encontrados.

Por um lado, a maioria dos assassinos era do sexo masculino: 59 dos 71. Destes, mais da metade estava na casa dos trinta. Cerca de 20% das mortes aconteceu em agosto e quase metade aconteceu nos fins de semana, principalmente aos domingos.

Por quê?

Os pesquisadores afirmam que muitos dos casos são baseados em percepções de masculinidade e sensações de ser desafiado. A razão de tantos casos acontecerem nos fins de semana e, em agosto, os cientistas argumentam, é que um pai afastado (novamente, geralmente o pai) terá acesso às crianças durante os meses de verão (no Hemisfério Norte) e fins de semana – mas, no final desse tempo, ele pode ter que devolvê-los à mãe, o que explicaria os assassinatos que acontecem em agosto e aos domingos.

Os dados confirmam isso: o motivo mais comum por trás dos assassinatos, os pesquisadores descobriram, era uma família com pais separados, que incluiu questões como o acesso a crianças. Essa categoria foi responsável por dois terços dos motivos declarados.

A equipe também quebra algumas suposições que as pessoas podem fazer sobre os assassinos, como a de que são sempre homens frustrados com histórico de doença mental. Na verdade, 71% dos assassinos estavam empregados, e muitos tinham carreiras de sucesso (embora muitos também não fossem – os pesquisadores afirmam que a segunda razão mais comum para os assassinatos era a dificuldade financeira).

Os dados defendem a colocação de assassinatos como estes em uma nova categoria de crime, diferente dos “assassinatos por diversão”, com os quais às vezes são confundidos. Os pesquisadores vão ainda mais longe para categorizar os assassinatos familiares em quatro diferentes subcategorias:

  • Hipócrita: O assassino tenta colocar a culpa por seus crimes sobre a mãe, que ele responsabiliza pela quebra da família. Isso pode envolver o assassino telefonar para o seu parceiro antes do assassinato para explicar o que ele está prestes a fazer. Para estes homens, o seu ganha-pão é fundamental para a sua ideia de família ideal;
  • Desapontado: Este assassino acredita que sua família foi responsável por deixá-lo para baixo ou agiu de forma a prejudicar ou destruir a sua visão de vida familiar ideal. Um exemplo pode ser a decepção de que as crianças não estão seguindo os costumes religiosos ou culturais tradicionais do pai;
  • Anárquico: Nestes casos, a família tornou-se, na mente do assassino, firmemente ligada a economia. O pai vê a família como o resultado de seu sucesso econômico, permitindo-lhe mostrar suas realizações. No entanto, se o pai se torna um fracasso econômico, ele vê a família como não servindo esta função;
  • Paranoico: Aqueles que percebem uma ameaça externa à família. Muitas vezes são os serviços sociais ou o sistema legal, que o pai tem medo que o coloque contra os filhos ou até o tire dele. Aqui o crime é motivado por um desejo de proteger a família.

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Astronauta mostra desafios de lavar cabelo em ambiente sem gravidade

Única mulher na ISS grava vídeo que mostra como mantém os fios limpos. Maior dificuldade enfrentada é não poder utilizar água corrente no espaço.

Astronauta Karen Nyberg molha cabelo com bolsa de água morna (Foto: Reprodução/YouTube/InsideISS)
Astronauta Karen Nyberg molha cabelo com bolsa de água morna (Foto: Reprodução/YouTube/InsideISS)

Publicado no G1

Para lavar o cabelo no espaço, é preciso levar em conta que a água pode simplesmente escapar e sair flutuando.

A astronauta americana Karen Nyberg, de 43 anos, atualmente a única mulher na Estação Espacial Internacional (ISS), resolveu gravar um vídeo para mostrar aos curiosos como ela faz para manter limpas as madeixas loiras em um ambiente de gravidade zero. Em sua conta do twitter, ela disse que a demonstração era uma resposta a muitas perguntas que recebeu sobre o assunto.

Para começar, ela coloca um pouco de água morna (que fica armazenada em um tipo de bolsa) no couro cabeludo. O mais difícil, segundo ela, é conseguir manter a água entre os fios. Parte dela escapa pelo ar em grandes “bolhas”, na falta da gravidade para puxá-la para baixo. Depois de molhar o cabelo até as pontas, espalha um pouco de shampoo sem enxágue.

Esfrega até as pontas com os dedos e, depois, com a toalha. “Sem a água corrente, é preciso usar a toalha para ajudar a tirar a sujeira”, explica. Depois, coloca um pouco mais de água no couro cabeludo e novamente espalha até as pontas, com a ajuda de um pente.  Por fim, ela usa a toalha novamente para tirar o excesso de umidade. Durante todo o processo, e sempre que Karen resolve deixar o cabelo solto, os fios ficam totalmente levantados.

Todos os acessórios de que precisa ficam grudados à parede com velcro. Ela explica que deixa os cabelos soltos enquanto ele seca. A água que evapora dos fios vai ser coletada pelo sistema de ar condicionado. Posteriormente, o sistema de processamento de água  da estação vai transformá-la em água potável.

 

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Bispo Edir Macedo, agora, é banqueiro

Macedo foi classificado pelo BC como investidor estrangeiro.

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Publicado no Correio Braziliense

Sem explicações convincentes, o Banco Central pediu e a presidente Dilma Rousseff autorizou o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, a comprar 49% do capital do Banco Renner, com sede no Rio Grande do Sul. Seria uma operação corriqueira não fossem dois pontos: Macedo foi classificado pelo BC como investidor estrangeiro, mesmo tendo nascido no Brasil, e o bispo não reúne os atributos necessários exigidos pela autoridade monetária para operar no mercado financeiro, entre eles, habilitação técnica. Nunca se soube que Macedo tenha atuado em um banco, corretora ou distribuidora de valores.

A dificuldade do BC em justificar a operação é enorme. Tanto que se limitou a responder o questionamento do Correio por meio de uma nota lacônica. “A participação no capital de instituição financeira nacional de pessoas físicas (brasileiras ou não) ou jurídicas residentes ou domiciliadas no exterior depende de reconhecimento de interesse do governo brasileiro, se ausentes acordos internacionais ou de reciprocidade”, assinalou. Para o BC, essas palavras, carregadas de tecnicismo, são suficientes para esclarecer quaisquer dúvidas.

Dica do Guilherme R. Basilio

 

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Artista malaio faz incríveis retratos de celebridades à base de rabiscos

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Publicado no Metamorfose Digital

Para o ilustrador mediano, traçar linhas desorientadas não é a melhor maneira de criar retratos realistas. Entretanto Vince Low não é um ilustrador qualquer. O artista baseado em Kuala Lumpur, Malásia, de alguma forma, que a gente não consegue entender, consegue produzir retratos impecáveis de alguns dos maiores atores de Hollywood usando apenas rabiscos infantis.

O principal ilustrador da agência de publicidade malaia, Grey, tem um portfólio impressionante de obras de arte impressionantes, mas sua série de retratos mais recente, chamada Faces, é particularmente atraente. Isso porque as representações impressionantes de estrelas como Jack Nicholson, Morgan Freeman, Will Smith e Leonardo Di Caprio foram todas feitas exclusivamente com rabiscos em telas brancas.

A maioria das pessoas têm dificuldade em captar suas características únicas, utilizando técnicas de desenho clássico, mas ele cria representações faciais altamente precisas apenas utilizando milhares de linhas que se sobrepõem. Simplesmente incrível!

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A missionária nua

Helen Hunt e John Hawkes no filme 'As sessões' (Foto: Divulgação)
Helen Hunt e John Hawkes no filme ‘As sessões’ (Foto: Divulgação)

Ivan Martins, na Época

Eu a conheci na faculdade. Baixinha, sorridente, era muito sensual sem ser bonita. Gostava de mim, mas também gostava de outro sujeito, mais velho, e provavelmente de mais alguns, de quem eu nunca soube. Era generosa. Aguerrida. Uma vez, conversando sobre sexo, me disse que, num mundo sem preconceitos, seria prostituta. Não apenas pelo prazer de transar, que era enorme nela, mas pela possibilidade de ajudar. “Tem tanto homem triste por aí”, ela me disse. “Gente feia, doente, mas que é bonita por dentro. Essas pessoas precisam de carinho.” Ela achava que seu corpo poderia ser usado para reduzir as dores do mundo.

Ontem, vendo As sessões – o filme em que Helen Hunt interpreta a terapeuta que ajuda um homem paralisado a perder a virgindade – eu acho que entendi, 30 anos depois, o que a minha amiga queria dizer. E que tipo de pessoa era ela.

A terapeuta do filme, inspirada numa mulher de verdade, ajuda as pessoas com dificuldade sexuais a descobrir o prazer. Conversa com elas, toca e se deixa tocar, transa. Trabalha em conjunto com uma psicóloga, discutindo as necessidades e dificuldades do paciente. Uma dessas profissionais, que ainda hoje atua na Califórnia, deu entrevistas recentes à imprensa brasileira e disse já ter atendido mais de 900 pessoas, homens em sua maioria. Não deve ser gente particularmente bonita. Muitas nem serão agradáveis. Mas a terapeuta se despe e se deita com elas do mesmo jeito. É um trabalho, mas também uma missão.

Há um pouco da minha amiga nessa terapeuta do sexo, mas talvez haja um pouco dela em cada mulher.

As mulheres fazem sexo porque gostam, mas fazem também porque nós, homens, precisamos disso desesperadamente. Fazem por carinho e às vezes por pena. Fazem para ver – eu já ouvi isso – os nossos olhos brilharem de satisfação. Elas nos dão de presente seus corpos macios e nós, muitas vezes, abrimos o pacote com pressa, famintos, sem sequer perceber que há um bilhete com dedicatória. Ao contrário do paralítico do filme, que entende o tamanho da graça que recebe, nós não choramos felizes e comovidos. Mas talvez devêssemos. Assim como na profissional descrita pelo filme, há um quê de santa (e de puta, naturalmente), em cada mulher que nos recebe entre as suas pernas – com as nossas dores e os nossos medos, com as nossas vaidades e injustificadas aspirações.

Por essas razões, e por outras que não entendo inteiramente, o filme me deixou terrivelmente comovido.

Talvez porque eu ainda sinta, como um garotinho impúbere, que as mulheres que se deixam despir, tocar e penetrar realizam um ato de profunda e impagável generosidade para com os homens. Talvez porque eu me perceba, como o paralítico do filme, como todos os homens que eu conheço, assustadoramente dependente da atenção, do corpo e do afeto femininos. Talvez, ainda, porque, assim como personagem do filme, e como todos, homens e mulheres, eu seja capaz de antever, no momento mesmo em que o prazer explode, a iminência da perda e a profundidade da separação que se insinuam. O sexo que acabou nunca é o bastante, nunca é suficiente, nunca é exatamente o que buscávamos. Queremos amar e ser amados. Queremos tudo.

Minha amiga, aos 20 e poucos anos, intuía isso tudo. Por isso sonhava em colocar o seu corpo a serviço das almas e dos corpos doentes. Se vivesse em outro país, talvez isso virasse uma carreira. Aqui, é provável que essa vocação tenha simplesmente adormecido, como tantas coisas que a gente sufoca na juventude para nos tornarmos adultos produtivos. Mas, onde quer que esteja, tenho certeza que se minha amiga vir o filme reconhecerá, naquela mulher que goza com o corpo sofrido de um bom homem, a possibilidade de sentimentos que estão muito além do hedonismo e do moralismo. Tomara que ela veja o filme – e que o papa Bento XVI veja também. Nunca é tarde para se perceber certas coisas.

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