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Copa expõe as “falhas horríveis” do Brasil, afirma jornal britânico

Dois operários morreram em obras no estádio de Manaus para Copa do Mundo, a Arena da Amazônia, em 14 de dezembro de 2013. Parte dos trabalhos foi interditada pela Justiça (foto: Renata Brito/AP0

Dois operários morreram em obras no estádio de Manaus para Copa do Mundo, a Arena da Amazônia, em 14 de dezembro de 2013. Parte dos trabalhos foi interditada pela Justiça (foto: Renata Brito/AP0

Publicado no UOL

“A Copa do Mundo começa daqui a menos de dois meses, quando o Brasil enfrentará a Croácia em São Paulo, no dia 12 de junho. Isso considerando, é claro, que o estádio estará pronto – ele ainda está em obras. De qualquer forma, parece que a principal competição do futebol mundial irá definir outras coisas além de qual nação tem o melhor futebol do mundo. Ela também poderá exercer influência crucial nas eleições presidenciais brasileiras, marcadas para outubro”.

Assim começa reportagem do jornal britânico “Financial Times” publicada no último domingo, cujo título é “O belo jogo expõe as falhas horríveis do Brasil” (The beautiful game exposes Brazil’s ugly flaws). De acordo com a publicação – um dos jornais de economia mais respeitados do mundo -, a Copa do Mundo é “uma nuvem negra” no horizonte da presidente e candidata a reeleição, Dilma Rousseff.

“Grande parte dos problemas se anunciam no Rio de Janeiro, onde uma série de crises colocaram um grande ponto de interrogação sobre a pretensa capacidade do Brasil de organizar um evento tão complexo quanto uma Copa do Mundo, para não falar dos Jogos Olímpicos, que a capital fluminense sediará daqui a dois anos”, escreve o “FT”.

A matéria recorda ainda as manifestações ocorridas durante a Copa das Confederações, em junho do ano passado, que teriam chocado a classe política brasileira. “Centenas de milhares tomaram as ruas da nação e enfrentaram a polícia, exigindo o fim da corrupção que aflige todas as instituições”, afirma a reportagem, que afirma também que as manifestações foram mais intensas no Rio de Janeiro, onde há falta de infraestrutura e onde políticas de pacificação das favelas falharam.

Para o jornal, incidentes envolvendo corrupção policial e a volta de traficantes a favelas ‘pacificadas’ deixaram a cidade ainda menos segura do que era há um ano: “Roubos e assassinatos estão em alta, e confrontos armados entre traficantes e policiais estão de volta ao noticiário. A população está assustada”.

A reportagem britânica afirma que os protestos do ano passado foram feitos majoritariamente pela população de classe média, e que “os moradores da favela se mantiveram fiéis ao Partido dos Trabalhadores, de Dilma”, mas, durante a Copa, “se os manifestantes voltarem às ruas, não serão necessários muitos incidentes envolvendo gangues cariocas e turistas estrangeiros para que se levantem dúvidas quanto a competência de Dilma Rousseff”.

Por fim, a reportagem do Financial Times profecia: “Se o Brasil falhar na organização da Copa, Dilma talvez tenha que procurar outro emprego, e só poderá culpar a si mesma. (…) A mensagem dos protestos do ano passado não poderia ter sido mais clara. O Brasil precisa acabar com a corrupção e focar em saúde, educação e transporte. Se não fizer isso, o governo será punido”.

PSDB propõe tornar Bolsa Família permanente

Partido apresentou projeto no mesmo dia em que programa faz 10 anos.
Para o presidente da legenda, programa deixaria de ser ‘instrumentalizado’.

O presidente do PSDB e senador Aécio Neves (MG) em sessão da CCJ (foto: Geraldo Magela/Senado)

O presidente do PSDB e senador Aécio Neves (MG)
em sessão da CCJ (foto: Geraldo Magela/Senado)

Filipe Matoso, no G1

O PSDB protocolou nesta quarta-feira (30) um projeto no Senado que torna o programa Bolsa Família permanente. A proposta foi oficializada no mesmo dia em que o programa completa dez anos, e após uma cerimônia de comemoração da presidente Dilma Rousseff com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva num evento em Brasília.

Pela proposta, o programa passaria a ser incorporado à Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). O partido argumenta que com a inclusão o programa passaria a ter recursos garantidos pelo Fundo Nacional de Assistência Social, sob controle do Conselho Nacional de Assistência Social.

O texto sugere ainda que o pagamento do Bolsa Família seja feito por até seis meses continuados para o beneficiário que ingressar ou retornar ao mercado formal de trabalho. “A medida permite criar maior garantia e estímulo para que o beneficiário ingresse no mercado sem risco de perda imediata do benefício”, argumentou o partido.

O presidente do partido, senador Aécio Neves (MG), afirmou que que o Bolsa Família deixaria de ser “instrumentalizado” pelo governo federal. Ele disse também que se o projeto for aprovado, o programa passará a ser uma “política de Estado, para deixar de ser um programa de governo, com tom eleitoreiro”.

“A partir da aprovação desse projeto, o Bolsa Família deixa de ser um projeto de um partido político e passa a ser uma política de Estado, porque é assim que precisa ser tratada. É preciso tirar esse tormento e a angústia de toda véspera de eleição em que as famílias ficam atemorizadas por irresponsabilidade e leviandade de alguns que acham que os adversários irão interromper o programa”, afirmou o senador.

Aécio Neves (MG) disse também que o Bolsa Família é um programa “importante” para os brasileiros que precisam dos benefícios de programas de transferência de renda.

No projeto, o PSDB argumenta que “a rede de proteção social, que originou o Bolsa Família, já existe há algum tempo no Brasil”. O senador afirmou que programas de transferência de renda já existiam no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

“O governo se preocupa em anunciar a ampliação de usuários, mas não se preocupa em saber como estão os beneficiários. Queremos acabar com a utilização eleitoreira e criminosa em alguns momentos do programa”, disse o presidente do PSDB.

Também nesta quarta em Brasília, em cerimônia de comemoração aos 10 anos do Bolsa Família, Lula disse que “incomoda muita gente que os pobres estejam evoluindo”. Ele defendeu os resultados do programa e pediu que a equipe econômica do governo pare de “regatear” dinheiro para os pobres.

Bolsa Família

Lançado em 2003, atualmente o Bolsa Família beneficia diretamente 50 milhões de pessoas, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Social.  Somente em 2013, serão investidos R$ 24 bilhões com o programa, o equivalente a 0,46% do Produto Interno Bruto (PIB).

O benefício médio mensal por família, ainda de acordo com o ministério, é de R$ 152. O valor total das transferências do Bolsa Família teve aumento real de 55% entre 2010 e 2013 e, entre os mais pobres, cresceu 102%.

Como contrapartida, as famílias devem manter crianças e adolescentes com 85% de frequência na escola e garantir o calendário de vacinação de crianças menores de 7 anos. As gestantes devem ainda fazer pré-natal e acompanhamento pós-parto.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

Para voltar à mídia, Aécio Neves adota 12 beagles

Abandonados no Instituto Royal, os camundongos resolveram criar os Rat Blocs

Abandonados no Instituto Royal, os camundongos resolveram criar os Rat Blocs

Publicado impagavelmente no The i-Piauí Herald

POSTO 12 – Escanteado do debate sucessório depois da polarização entre Dilma Rousseff e Marina Silva, Aécio Neves resolveu adotar 12 beagles resgatados do Instituto Royal. “Um partido que tem um tucano como símbolo é o verdadeiro defensor dos povos das florestas e dos bichos fofinhos”, explicou Aécio, com um dos animaizinhos no colo, assegurando-se de que todos os beagles que levou para casa são fêmeas.

“Aécio é um homem carinhoso, sabe cuidar de todos os seres vivos sem a hipocrisia assistencialista. Suas cadelas serão independentes e terão a liberdade de ir e vir sem a coleira do Estado”, explicou o marqueteiro Renato Pereira. A atitude foi elogiada por Fernando Henrique Cardoso e enaltecida por Geraldo Alckmin. A assessoria de José Serra informou que ele ainda não sabe se gosta de beagles. “É um tipo de cachorro?”, perguntou a assessores.

Emocionado com a coragem do tucano, Romualdo Azeverde sugeriu uma solução para que as pesquisas científicas não fiquem sem cobaias. “Testem os remédios nos petralhas”, escreveu, em negrito. “Usemos as antas”, sugeriu o ex-colunista Diego Maionese, depois de longa hibernação.

No final da tarde, Dilma espirrou e Marina se negou a dizer “saúde”. A recusa de Marina foi manchete em todos os jornais do país, com destaque para a falta de educação da presidenta, que não colocou a mão na frente do nariz e colocou a adversária em risco.

Chapa Dilma-Temer perde no Sudeste para Marina-Eduardo

Pesquisa Datafolha mostra fragilidades de todos os candidatos
Petista é hoje a favorita, mas apresenta alguns pontos fracos

Fernando Rodrigues, no UOL

A notícia principal na pesquisa Datafolha realizada na sexta-feira (11.out.2013) é que Dilma Rousseff (PT) seria reeleita hoje no primeiro turno se os candidatos fossem apenas Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).

A petista teria 42% contra 21% do tucano Aécio e 15% do socialista Eduardo. Ou seja, 42% X 36%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, a fatura estaria liquidada e Dilma passaria mais 4 anos no Palácio do Planalto.

Mas há outros aspectos que devem ser considerados numa análise neste momento, quando ainda falta 1 ano para a eleição. O levantamento do Datafolha mostra fragilidades presentes em todas as pré-candidaturas consideradas.

Um dos aspectos mais relevantes trata de uma simulação qualificada de um eventual segundo turno. O Datafolha indagou aos eleitores em quem votariam se a disputa final ficasse entre as chapas de Dilma Rousseff (PT) + Michel Temer (PMDB) contra Marina Silva + Eduardo Campos (PSB). Nesse caso, o resultado muda de figura. A petista fica em situação de empate técnico no país (44% X 42%) e perde no Sudeste (40% X 44%). Eis os dados (clique na imagem para ampliar):

Uma má notícia para Eduardo Campos é que quando ele é o candidato a presidente (e Marina Silva ocupa a vaga de vice), a vitória da dupla Dilma-Temer seria certa se a eleição fosse hoje: 46% X 37%.

Mas há aí também um sinal de alerta para Dilma Rousseff. Mesmo com Eduardo Campos sendo o cabeça de chapa, a petista passa um aperto no Sudeste. Ela e Temer ficariam com 41% contra 40% da dupla Eduardo-Marina. Ou seja, empate técnico. Eis os dados (clique na imagem para ampliar):

Os cenários de segundo turno são bem diferentes quando o Datafolha apresenta apenas o nome de Dilma e o de um possível adversário (situação que não existe na vida real, pois a urna eletrônica traz sempre os nomes e as fotos dos candidatos a presidente e a vice, juntos).

O confronto “seco” entre Dilma X Marina fica em 46% X 41% (e não os 44% X 42% do cenário qualificado, quando são informados os nomes dos candidatos a vice-presidente, quando a diferença cai para dois pontos percentuais).

No caso do embate “seco” Dilma X Eduardo Campos, esse eventual segundo turno é amplamente favorável à petista: 55% X 23%, uma diferença de 32 pontos. Mas o abismo se reduz a meros 9 pontos (como mostra o quadro acima) quando Eduardo é apresentado tendo Marina Silva como candidata a vice-presidente.

O que isso quer dizer? Que quando os eleitores são informados da situação que pode existir de fato, com a aliança entre Eduardo Campos e Marina Silva, um pode realmente ajudar o outro, pois eles se transferem votos mutuamente.

Dilma entra em brincadeira do Facebook e troca foto de perfil

Foto postada por Dilma.

Foto postada por Dilma.

Publicado em O Globo

RIO — A presidente Dilma Rousseff trocou sua imagem de perfil do Facebook. Agora ela é identificada por uma fotografia antiga, de quando criança. Seguindo o comportamento de parte dos usuários da rede social — que presta homenagem ao Dia das Crianças — , a presidente começa a interagir de forma mais próxima aos internautas. Também o perfil do PT no Senado postou uma montagem de Lula e Dilma quando eram pequenos.

No dia 27 do mês passado, Dilma voltou a usar sua conta Twitter, depois de longo tempo afastada do microblog. A pouco mais de um ano para as eleições, a estratégia do Planalto é intensificar o uso das redes sociais.