Igreja Universal vai indenizar ex-pastor incentivado a fazer vasectomia para ser promovido a bispo

Igreja Universal do Reino de Deus pagará R$ 100 mil a ex-pastor que teria sido obrigado a fazer vasectomia (foto: Carlos Ivan / Agência O Globo)
Igreja Universal do Reino de Deus pagará R$ 100 mil a ex-pastor que teria sido obrigado a fazer vasectomia (foto: Carlos Ivan / Agência O Globo)

Publicado no Extra

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) terá que pagar uma indenização de R$ 100 mil a um ex-pastor. O religioso foi incentivado a fazer cirurgia de vasectomia com a promessa de promoção para o cargo de bispo da congregação. A decisão foi tomada pela Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

No processo, o ex-pastor informou que trabalhou na igreja entre 1995 e 1997, em Itapevi, na Região Metropolitana de São Paulo. Ele recebia um salário que chegava a R$ 1 mil, com comissões. Em reuniões na cúpula da igreja, ele teria recebido a promessa de promoção ao cargo de bispo na África. Só que para isso teria de fazer a vasectomia. De acordo com ele, o motivo da exigência era que a nova função exigiria dedicação total, e o desempenho poderia ser prejudicado se tivesse filhos.

Na ação trabalhista, ele disse que essa exigência era sempre lembrada, inclusive com promessas de salário maior, apartamento e carro de luxo. No ano de 1996, submeteu-se à cirurgia, às custas da Igreja Universal. No processo, contou que a essa “imposição” frustrou sua ex-esposa, que queria ser mãe, e causou o divórcio do casal em 1997.

A IURD se defendeu lembrando que na Igreja a maioria dos pastores e bispos casados possui filhos, e que o grau de zelo para com o ministério religioso não é avaliado pela ausência de prole. “Esta não é condição para o seu exercício”. Ainda segundo a igreja, a opção de submeter-se à cirurgia e a escolha do momento decorreu da manifestação de vontade do ex-pastor.

O processo

Primeiramente, a Primeira Vara do Trabalho de Itapevi (SP) julgou improcedente o pedido. O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), porém, condenou a Universal a pagar indenização por danos morais.

Para o TRT, a exigência da vasectomia, paga pelo empregador, como condição “para a obtenção, manutenção, exercício ou promoção no trabalho, ainda que na profissão da fé”, é “conduta altamente reprovável” e contraria os direitos à dignidade da pessoa humana e de personalidade, de integridade psicofísica, intimidade e vida privada.

A Universal recorreu da decisão no TST. No entanto, o recurso não foi aceito pelo tribunal.

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Papa pede debate franco sobre gays, divórcio e anticoncepcionais

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Publicado em O Povo

O papa Francisco pediu ontem aos bispos, na Cidade do Vaticano, para opinar sem medo sobre questões contenciosas como contracepção, gays, casamento e divórcio. O apelo foi feito na III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família, que durará duas semanas. O encontro tem o objetivo de transformar os ensinamentos da Igreja Católica sobre a família, relevantes para os católicos atuais.

Francisco disse aos prelados que eles nem deviam temer lhe mostrar desrespeito, afirmando querer um debate franco que não deveria ser amenizado por temores em relação a algumas questões vistas tão como tabu que nem deveriam ser discutidas.

“Vocês devem dizer o que sentem que o Senhor diz a vocês”, afirmou o sumo pontífice. Ao mesmo tempo, ele pediu aos quase 200 cardeais, bispos e padres reunidos para ouvir uns aos outros com humildade e “receber com boa vontade o que os outros irmãos têm a dizer”. Em sermão solene em missa na basílica de São Pedro, que abriu formalmente o sínodo no domingo, 5, o santo padre fez o mesmo apelo, deixando claro que não lhe agradou uma disputa interna pública que precedeu o encontro.

Polêmica

O pontífice se referia ao fato de que, no mês passado, o cardeal norte-americano conservador Leo Raymond Burke e outros religiosos publicaram um livro defendendo com força que se continue negando a comunhão aos fiéis que se divorciam e voltam a se casar.

O principal alvo da recomendação foi o cardeal alemão Walter Kasper, para quem a Igreja deve encontrar formas de mostrar misericórdia às pessoas cujos primeiros casamentos fracassaram e que querem permanecer como parte integral da Igreja. (das agências)

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Juiz indiano quer testes de impotência e frigidez antes do casamento

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Publicado no Terra

Um juiz indiano sugeriu uma solução incomum para conter um dos maiores motivos de divórcio no país: testes obrigatórios para detectar o vigor sexual do noivo e da noiva antes do casamento.

Segundo N. Kirubakaran, do tribunal de Madras (sul do país), a medida é necessária porque muitos casamentos estão sendo desfeitos pelo que chamou de “impotência” ou “frigidez”.

O magistrado lembrou que, como a maioria dos casamentos na Índia ainda é arranjada, muitos homens escondem problemas sexuais de suas parceiras, o que violaria o direitos das mulheres.
Pela proposta de Kirubakaran, homens e mulheres que queiram se casar passariam por exames médicos para evitar que impotentes ou frigidas se casem e também para prevenir o que ele chamou de doenças “perigosas e incuráveis”.

Polêmica
A sugestão do magistrado causou polêmica, dividindo a classe médica.
Alguns chegaram a apoiá-la. Um médico do país disse que a proposta teria um impacto positivo para as mulheres, já que muitas delas acabam levando a culpa quando o casal não pode ter filhos.

Outros, no entanto, afirmaram que os exames médicos obrigatórios seriam intrusivos einapropriados, dada a natureza muitas vezes temporária da disfunção sexual.

Em entrevista à BBC, um médico afirmou que os testes não seriam à prova de falsificação e que os exames nas mulheres violariam as normas médicas. Ele afirmou que a intenção do juiz pode ter sido “louvável”, mas não era “factível”.

O tribunal de Madras vai realizar uma sessão no próximo sábado para discutir o assunto.

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Homens baixos têm menos probabilidade de divórcio que homens médios ou altos, diz estudo

Pesquisa recolheu informações sobre 4.500 famílias de 1986 até 2011

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Publicado em O Globo

NOVA YORK – Um novo estudo da Universidade de Nova York (NYU) afirmou que a altura do homem não só influencia na compra de um terno, como pode estar relacionada com o sucesso de seu casamento. Analisando dados do Painel de Estudo de Dinâmicas de Renda (PSID, na sigla em inglês), sociólogos recolheram informações sobre as mesmas 4.500 famílias desde 1968 e descobriram que homens mais baixos têm 32% menos probabilidade de divórcio do que homens médios ou altos.

Foram analisados dados de 1986 até 2011 para determinar se a altura, registrada no primeiro ano, afetava a dinâmica do relacionamento de um homem. Os homens foram classificados como baixos (menos de 1,67m, em 1986, menos de 1,70m, em 2009), médios ou altos (mais de 1,85m, em 1986, mais de 1,88m, em 2009).

Os pesquisadores também mediram a renda, a educação e a diferença de altura entre os cônjuges, uma vez que os homens estavam casados. Por exemplo, em 1986, 92,7% dos homens eram mais altos do que suas mulheres; em 2009, 92,2% eram mais altos.

A partir dos dados, os pesquisadores descobriram outras grandes diferenças nos padrões de relacionamento entre homens baixos e altos. Homens mais baixos eram também eram mais propensos a se casar com mulheres menos escolarizadas e mais jovens. Uma vez casados​​, eles fizeram menos do trabalho doméstico e ganharam uma renda muito maior do que o seu cônjuge.

Os pesquisadores acreditam que, uma vez que altura está relacionada à masculinidade, homens baixos podem usar outros aspectos da relação – renda ou trabalho doméstico – para demonstrar a sua masculinidade.

“Homens baixos trocam seu status de provedor por menos trabalho doméstico (…) por que uma menor ajuda no trabalho doméstico ou uma parcela maior nos lucros relativos permitem que homens baixos representem os ideais tradicionais de gênero, assim demonstrando a sua masculinidade na ausência de diferenças antropomórficas simbólicas”, informaram os pesquisadores no artigo.

Já os homens altos tendem a se casar mais cedo na vida, mas tinham mais risco de divórcio mais tarde, enquanto os homens mais baixos tiveram casamentos mais estáveis​​. No entanto, pesquisadores observam que a ligação entre os homens curtos e casamentos estáveis ​​poderia ser porque eles escolheram se casar mais tarde (ou não têm a opção até mais tarde).

Os homens altos também foram mais propensos a se casar com mulheres mais perto de sua idade, e que foram mais bem educadas.

“Do ponto de vista dos modelos de relacionamento, isso indica que os homens mais altos trocam seu atributo atraente (altura) por cônjuges mais instruídos, enquanto os homens curtos são incapazes de fazê-lo”, escreveram os estudiosos.

Por ter sido estudado no intervalo de 1986 – 2011 e por não se aplicar a todos os casais, naturalmente, o estudo pretende apenas lançar luz sobre uma possível ligação da aparência física do sexo masculino com seu desempenho econômico.

Como explicam os pesquisadores no artigo: “Casamento e divórcio têm implicações para a estratificação socioeconômica e a acumulação de ativos, nossos efeitos observados sugerem que a altura dos homens podem afetar indiretamente a sua situação econômica e mobilidade socioeconômica através destes processos demográficos.”

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