Sheik árabe oferece US$ 1 milhão por fusca de Mujica

A revelação foi feita pelo próprio presidente uruguaio a uma revista de seu país. Se o carro de 1987 for vendido, o dinheiro será doado para projeto social

O presidente uruguaio José 'Pepe' Mujica e seu fusca azul (foto: Natacha Pisarenko/AP/AP)
O presidente uruguaio José ‘Pepe’ Mujica e seu fusca azul (foto: Natacha Pisarenko/AP/AP)

Publicado na Veja on-line

O presidente uruguaio José ‘Pepe’ Mujica, que ganhou fama mundial por ser o ‘chefe de Estado mais pobre’ do mundo, estuda a curiosa oferta de um sheik árabe, que está disposto a pagar 1 milhão de dólares (2,4 milhões de reais)  por seu velho Fusca azul, informou nesta quinta-feira a revista Búsqueda. Segundo a publicação uruguaia, a proposta foi feita durante a cúpula de G77+China celebrada em junho do ano em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, mas só foi revelada nesta quinta. A revista, no entanto, não revelou o autor da proposta feita ao presidente por seu carro.

Esta não foi a única oferta que o presidente uruguaio recebeu por seu velho fusquinha azul. “Primeiro, me fizeram uma proposta. Fiquei um pouco surpreso e, no início, duvidei e não dei muita importância. Mas depois me fizeram outra proposta e levei um pouco mais a sério. Em todo caso, se for concretizado, o dinheiro irá para o Plano Juntos [projeto federal de construção de moradias populares] ou para outro que favoreça o Uruguai”, afirmou Mujica à revista.

Segundo a publicação, em setembro, em um encontro com representantes diplomáticos em Montevidéu, o embaixador do México, Felipe Enríquez, também ofereceu dez veículos em troca do famoso Volkswagen de 1987. Segundo a mais recente declaração de renda de Mujica, seu Fusca está avaliado em 70.000 pesos uruguaios (cerca de 5.000 reais). O ex-guerrilheiro que chegou ao poder em 2010 doa a maior parte de seu salário ao Plano Juntos, um projeto de moradia solidária que criou ao assumir a presidência.

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O problema das Santas Casas é o problema dos santos

Atirador do CinemaPublicado por Ricardo Alexandre

Que se escancare, que se puna, que se apure a questão dos 2100 hospitais sem fins lucrativos brasileiros, que acumulam uma dívida de 15 bilhões de reais, que ameaçam baixar as portas e deixar milhares de pessoas sem atendimento.

Mas há uma questão periférica no problema que convém ser lembrada, especialmente depois que o maior de todos eles, a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (foto acima), fechou temporariamente seu pronto-socorro porque seus fornecedores recrudesceram diante de uma dívida de 45 milhões de reais. É claro que, em tempos eleitoreiros, foi fogo no rastilho: onde está o repasse do governo federal, onde está o dinheiro que o governo federal disse que repassou ao governo estadual etc. Tudo importante, e tudo da maior importância.

Mas não me escapou o fato de que o agigantamento de uma Santa Casa tem muito a ver com o agigantamento das denominações religiosas, e a complexidade da questão com a velocidade de tempos em que sequer paramos para pensar no óbvio de que uma obra de filantropia (que tem todo o direito de buscar parcerias tanto na iniciativa privada quanto no governo) é, sim, um problema público, mas é um problema dos santos.

“Santos” (“separado”, “destacado”) era como os primeiros cristãos referiam-se uns aos outros nos tempos em que a palavra “cristão” ainda não havia sido cunhada. Na Bíblia, os apóstolos escreviam “aos santos de Corinto”, “aos santos de Tessalônica”etc. É por isso que a Santa Casa chama-se Santa Casa: porque foi obra de santos, gente destacada para uma missão muito específica, que buscou no governo apoio, mas que não esperou do governo o seu sustento.

A importância do cuidado com os pobres na igreja cristã primitiva era pivotal. Há um episódio na Bíblia que me espanta em particular. Conta que, um belo dia, aparece em Jerusalém um ex-oficial romano, algoz de vários cristãos, dizendo-se convertido ao cristianismo. Pior: dizendo ter encontrado o próprio Jesus Cristo ressuscitado, conversado com ele e tendo por ele próprio sido enviado para falar de sua mensagem. Em outras palavras, se dizendo tão apóstolo quanto os apóstolos originais. Depois de quebrar o gelo e se entenderem, o ex-oficial romano, hoje conhecido como São Paulo, saiu com uma única recomendação do grupo original de cristãos: que não se esquecesse dos pobres (Gálatas 2.10).

Nos séculos seguintes, a ideia de curar os doentes e cuidar dos pobres foi seguida tão a risca que logo após a descriminalização do cristianismo, os monastérios começaram a abrir suas portas para andarilhos e doentes pobres. Lá pelo século quarto, os monges já cultivavam ervas medicinais que seriam usadas para tratar os viajantes em alas chamadas “infirmitorium”, que é a raiz da palavra “enfermaria”.

Embora não seja muito correto dizer que os hospitais sejam criação cristã (há registros bissextos de reunião de médicos na Ásia, na Índia  e no império romano), foi definitivamente na cristandade que eles começaram a se espalhar. Acredita-se que só a Ordem de São Bento (do lema “ora e trabalha” e seus votos de pobreza e amparo aos peregrinos) tenha inaugurado mais de 2 mil deles.

O primeiro hospital brasileiro, aliás, foi criação dos jesuítas, a Santa Casa de Misericórdia de Santos, em 1543. “Criado” é um eufemismo para dizer que os monges limpavam o chão, atendiam os colonos, faziam cirurgias e manipulavam os remédios – na falta de profissionais que quisessem se aventurar em um país selvagem daqueles.

Nos anos 1960, o surgimento da teologia da libertação rachou a igreja católica. De uma hora para outra, quem tinha agenda social virou “marxista”. Quem não tinha virou alienado – não que não o fosse antes. Há poucos meses, o papa Francisco matou a charada: “O socialismo roubou a bandeira dos pobres dos cristãos”. Pior do que isso, os santos contemporâneos se esqueceram dos pobres, e aprenderam a fazer filantropia desde que seja com o dinheiro do estado.

A tradição protestante, com sua teologia da missão integral, aparentemente conseguiu acomodar as questões sociais dentro da ortodoxia. Eu, que não sei de nada, gosto muito da ideia por trás da Rede Ibab Solidária, da Igreja Batista de Água Branca, zona oeste de São Paulo, por exemplo: angariar dinheiro e contingente humano em sua própria comunidade e enviá-los a mais de 30 ONGs de São Paulo. Quando lancei meu livro mais recente, o Cheguei bem a tempo de ver o palco desabar, o lucro das noites de lançamento foi doado para a Casa de Acolhedora de Vinhedo, também uma parceria entre uma igreja e uma prefeitura. Em vez de servir “para dentro”, os cristãos servem “para fora”, conforme desejou o teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer. Mas é apenas um modelo possível. Sei que há outros mais institucionais, outros mais pessoais, frutos do mesmo espírito. Curiosamente, mesmo dentro deles a prática hospitalar tem tido cada vez menos espaço.

Hoje, discute-se muito sobre a isenção fiscal em relação a instituições religiosas. Semana passada, um vídeo do grupo Porta dos Fundos foi ao ar, no qual um sujeito camuflava uma padaria de igreja, a fim de não pagar impostos. É uma discussão boa, mas que não precisaria avançar para muito além do próprio entendimento do que é filantropia: amor ao ser humano, ao desfavorecido. O governo cuida das pessoas por intermédio de instituições que cuidam das pessoas, e as viabiliza por meio de certas isenções fiscais. A discussão razoável seria menos sobre o sentido da isenção e muito mais sobre quais instituições são, de fato, filantrópicas.

A dificuldade das Santas Casas é, em parte, a dificuldade de uma prática religiosa que, com o avançar dos séculos, se transformou em algo cada vez mais individualista, imediatista e distante de sua mensagem original. É falta de governo, é corrupção, é desvio de dinheiro, mas também é falta de mulheres e homens santos, dispostos a, literalmente, colocar as mãos nas chagas da sociedade.

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Governo da Alemanha anuncia doação para as vítimas das enchentes no Estado do Rio Grande do Sul

Governo da Alemanha anuncia doação para as vítimas das enchentes no Estado Tadeu Vilani/Agencia RBS

Alemães prometem doar um total de R$ 100 mil em itens de primeira necessidade na próxima segunda-feira

Publicado no Zero Hora

As enchentes durante o mês de julho no interior do Rio Grande do Sul chamaram a atenção internacional para o Estado. Após a passagem vitoriosa da seleção alemã por Porto Alegre, no jogo contra a Argélia que terminou em 2 a 1 para o time de Joachim Löw, o governo da Alemanha anunciou que fará uma doação para as vítimas da chuva durante este mês. O Consulado Geral do país em Porto Alegre entregará à Defesa Civil do Rio Grande do Sul uma doação em produtos de primeiras necessidades no valor de R$ 100 mil.

A entrega dos donativos acontecerá na próxima segunda-feira no Centro Administrativo do Estado, às 10h. Entre os itens a serem entregues estão 250 colchões, 350 travesseiros, 750 cobertores e 538 kits de rancho para famílias.

Para ajudar os desabrigados pelas enchentes, a Defesa Civil recebe donativos em 11 unidades pelo Estado, conforme mapa abaixo, além de outros 300 pontos de coleta da Campanha do Agasalho. Confira a lista de pontos de arrecadação no Rio Grande do Sul.

Dúvidas sobre doações? Entre em contato com a Defesa Civil pelos telefones (51) 3288.6781 ou (51) 8443.7446.

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Copa 2014: Özil doa premiação que recebeu por título mundial para cirurgias de 23 crianças brasileiras

Publicado no Extra

O meia Özil fez uma boa ação após a conquista do título mundial com a Alemanha. Ele doou a premiação que recebeu da Federação Alemã pela conquista para cirurgias de 23 crianças brasileiras.
– Antes do Mundial pensei em apoiar a cirurgia de 11 crianças doentes. Mas depois de vencer a Copa, que não é o trabalho de apenas 11 jogadores, mas sim de uma seleção inteira, decidi aumentar o número para 23 – disse Özil por meio do Facebook.
O valor doado por Özil é de 300 mil euros (cerca de R$ 900 mil).
– Este é o meu agradecimento pessoal pela hospitalidade do povo brasileiro – completou o jogador.
A doação feita por Özil faz parte do Big Show, um projeto que arrecada verba na web para que jovens sem boas condições financeiras recebam intervenções cirúrgicas que não possam pagar.

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Argélia decide doar prêmio de R$ 19 mi da Copa para população de Gaza

argélia

Publicado no UOL

A Argélia foi uma das surpresas da Copa e cativou a torcida brasileira em seus jogos. Agora, de volta à África, a seleção decidiu doar a premiação que recebeu da Fifa por alcançar as oitavas de final. Segundo os sites 101GreatGoals e DiehardSport, o atacante Islam Slimani anunciou que toda a bonificação será destinada para a população de Gaza.

“Eles precisam disso mais do que nós”, disse Slimani em declaração reproduzida pelo DiehardSport. Nesta Copa, a Fifa destinou US$ 9 milhões (cerca de R$ 19 milhões) para os times eliminados nas oitavas de final.

A atitude é um contraste à realidade de outras seleções africanas durante o Mundial no Brasil. Camarões, Gana e Nigéria acumularam ameaças de greve e até atrasos na viagem ao Brasil porque seus jogadores não entravam em acordo com as respectivas federações quanto ao prêmio que receberiam por disputar a competição.

Nesta quarta-feira, os argelinos foram recebidos como heróis na capital Argel, com direito a passeio por carro aberto seguido por milhares de torcedores. Essa foi a melhor campanha da Argélia, que nunca havia alcançado as oitavas de final de uma Copa do Mundo.

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