Garoto de 13 anos constrói reator nuclear e quebra recorde

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Publicado no Gizmodo

Você lembra qual foi seu maior feito aos 13 anos de idade? Bem, não importa o que seja, porque Jamie Edwards o superou: este jovem cientista é a pessoa mais nova a realizar fusão nuclear.

Há alguns anos, Jamie gastou todo o seu dinheiro de Natal em um contador Geiger, que serve para medir radiação. Então, ele elaborou uma proposta ambiciosa para construir seu próprio reator nuclear – você pode baixá-la aqui.

Após apresentá-la ao diretor da escola, ele recebeu da própria escola um orçamento de 2.000 libras (quase R$ 8.000) para realizar seu projeto – um fusor de Farnsworth-Hirsch. Trata-se de um dispositivo que usa um campo elétrico para acelerar íons e gerar a fusão nuclear.

Funciona assim: uma máquina cria tensão elétrica entre duas peças de metal, entre as quais há um tubo de vácuo. Através dele, fluem íons de carga positiva. Quando a tensão cai, esses íons ganham velocidade e colidem no centro da máquina, fundindo-se em uma só partícula. É possível detectar quando isso acontece usando o contador Geiger.

Mas isso não é perigoso? Na verdade, Jamie explica que a radiação é fácil de conter: basta usar um pedaço de chumbo; e ao desligar o fusor, ele para de emitir radiação. O maior problema aqui é o vácuo, porque partes de vidro no fusor podem quebrar – daí o uso de óculos protetores. E para evitar choques elétricos, basta “colocar uma das mãos no bolso”, diz ele.

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Jamie conseguiu, aos 13 anos, colidir dois átomos de hidrogênio para formar hélio através de fusão nuclear. Ele detalhou seu progresso ao longo do caminho, e você pode conferir tudo no blog dele.

O recorde de “físico nuclear mais jovem” pertencia a um garoto americano, que tinha 14 anos ao realizar a proeza. Jamie fará 14 anos neste final de semana, por isso ele correu contra o tempo. E o que o futuro reserva para Jamie? Assim como todo jovem nessa idade, ele promete criar um mini colisor de hádrons. [BBC]

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Quando você vai morrer? O tamanho da sua barriga pode prever

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Publicado no Hype Science

Dizem as más línguas que um homem sem barriga é um homem sem história. Mas o que a pesquisa do Dr. Nir Krakauer descobriu é que um homem sem barriga é, na verdade, um homem que pode ter uma história muito mais longa.

O estudo

Em 2012, o Dr. Nir Krakauer, assistente de engenharia civil na Escola de Engenharia da CCNY Grove, e seu pai, o também doutor Jesse Krakauer, desenvolveram um novo método para quantificar o risco associado à obesidade abdominal.

A equipe liderada pelos dois analisou dados de uma pesquisa feita com 7.011 adultos com mais de 18 anos, que participaram da primeira “Health and Lifestyle Suvery” (HALS1), no meio dos anos 1980 e depois de outra pesquisa realizada 7 anos depois, a HALS2. A amostra foi um tanto representativa da população britânica em termos de região, cargo, naturalidade e idade.

Então, em 2009, eles também recolheram dados do Serviço Nacional de Saúde britânico para identificar mortes e casos de câncer e, ao cruzar esses dados com os nomes que participaram das pesquisas HALS1 e HALS2, verificaram que 2.203 dos que haviam morrido faziam parte do grupo que estava sendo acompanhando.

Em seguida, eles compararam todas as causas de morte entre as pessoas da amostra utilizada para as pesquisas HALS com outras variáveis, incluindo o Índice de Massa Corporal (IMC), circunferência da cintura e relações cintura/quadril e cintura/altura.

O Resultado

O resultado da análise de todos esses dados mostrou que a forma do corpo, especificamente da cintura, é um forte indicador do risco de mortalidade entre a população analisada.

Os professores Nicolas Danchin e Tabassome Simon, da França, também se aprofundaram nessa pesquisa para comprovar que o tamanho da barriga tem relação direta com o aumento do risco de morte em sobreviventes de ataques cardíacos.

Segundo o Professor Simon, uma barriga grande, obesidade e baixo peso estão associados com o maior risco de morte. Ou seja: não é bom a pessoa ser muita magra ou muito gorda, mas pior ainda é quando a barriga é grande. Do ponto de vista destes pesquisadores, o acúmulo de gordura na região da cintura merece uma atenção maior do que sobrepeso e obesidade leve. [Medicalxpress]

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‘Sem-teto’ húngaro ganha dois milhões de euros na loteria

László Andraschek ganhou uma fortuna na loteria
László Andraschek ganhou uma fortuna na loteria

Publicado na Folha de S.Paulo

Um “sem-teto” húngaro de 55 anos, que ganhou dois milhões de euros na loteria, declarou que pensa em viver sem luxos e planeja apoiar gente sem recurso e com “destinos difíceis”, informaram nesta quarta-feira os meios de comunicação húngaros.

László Andraschek vivia em um centro de amparo e em apartamentos sociais na cidade de Györ, ao oeste de Budapeste, quando em setembro do ano passado comprou um bilhete de uma loteria húngara, que sorteava uma enorme quantia acumulada, com as últimas moedas que tinha no bolso.

Um dia depois viu que os números nos quais havia apostado foram sorteados e não acreditou, segundo contou o milionário cuja história só foi conhecida agora.

“Tremia todo o corpo, as pessoas que estavam ao meu lado me perguntavam o que estava acontecendo”, relatou László em suas primeiras impressões à televisão “RTL Klub”.

O já milionário comprou um carro, uma casa onde vive com sua esposa, e presenteou seus cinco irmãos com uma quantia em dinheiro.

László assegurou que não tem interesse pelo luxo, tem “desejos especiais”, e quer visitar uma irmã que vive no Canadá, algo que considera um desafio porque nunca viajou de avião.

“Há lugares belos na Europa”, disse, para acrescentar que também planeja fazer uma rota turística pela Itália.

László e sua esposa preparam a criação de uma fundação para apoiar gente sem recursos e com “destinos difíceis”, enquanto a imprensa local de Györ já informou que o casal doou “uma soma importante” a uma organização caridosa local.

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Cão abandonado ajuda músico de rua e os dois viram parceiros de trabalho

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Publicado no Hypeness

O improvável (mas adorável!) dueto começou numa manhã de trabalho normal para Sergei Ivanovich. O artista de rua se preparava para tocar clarinete numa das praças da cidade ucraniana de Dnepropetrovsk, como sempre faz, quando um vira-lata abandonado se aproximou.Apesar de nunca ter visto o cachorro antes, Sergei percebeu que seu show era muito melhor a dois.

O artista e o cão (que começou logo a ‘cantar’) foram o grande sucesso do dia, com centenas de pessoas parando para os ver. O vídeo com a performance acabou por ir parar ao Youtube e rapidamente atingiu os milhares de visualizações.

Mas a melhor parte veio no fim: impressionado pela atitude e talento do cão, Sergei o levou pra casa, adotando o vira-lata como parceiro de trabalho. Bela parceria entre humanos e animais.

Vale a pena ver o show deste duo:

 

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Em dois anos, 75% da população brasileira será de classe média, prevê Itaú

Clóvis Rossi, na Folha de S.Paulo

Ricardo Villela Marino, executivo-chefe para América Latina do Itaú Unibanco, tocou música para os ouvidos do público de Davos, ao anunciar que 75% dos brasileiros estarão na classe média de hoje até 2016.

Classe média significa consumo, que significa bons negócios, e bons negócios são o que mais perseguem os executivos que compõem a principal clientela do encontro anual na cidade suíça.

Mas classe média numerosa tem uma vantagem adicional, política: “Uma classe média que se sinta parte da economia contribui para a estabilidade política”, diz Rob Davies, ministro do Comércio e Indústria da África do Sul.

Um segundo efeito político foi apontado por Villela Marino, mas este é no mínimo polêmico: “Quando os pobres sobem para a classe média, o voto não está mais atado a benefícios sociais”.

No Brasil, pelo menos, há inúmeros pesquisas que mostram que programas de inclusão social atam, sim, o voto aos governantes que os introduzem ou ampliam.

Por essas e outras razões, o tema classe média permeou duas das sessões de ontem do Fórum Econômico Mundial.

A previsão do executivo do Itaú impressiona ainda mais se somada aos dados que esgrimiu, depois, o ministro de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri: de 2003 a 2013, 54 milhões de brasileiros subiram para as classes A, B e C.

Se a nova classe média fosse um país, seria o 23º mais populoso, à frente da Espanha, compara Neri.

Como já havia 67 milhões na classe média, pelas contas do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), tem-se que o Brasil está hoje com 121 milhões de pessoas -ou dois terços da população- na classe média.

Se a previsão de Marinho se confirmar, seriam 39 milhões de uma novíssima classe média, até chegar, portanto, aos 75% da população.

Pelos critérios da Secretaria de Assuntos Estratégicos, fazem parte da classe média (classe C) famílias com renda per capita de R$ 291 a R$ 1.019.

ARMADILHAS

O aumento da classe média, fenômeno mundial, mas particularmente forte na região da Ásia Pacífico, não traz apenas flores, constataram os debatedores.

Para Enrique García, presidente da Corporação Andina de Fomento (CAF), esse avanço pode provocar o que os economistas chamam de “armadilha da renda média”. Traduzindo: os pobres têm um ganho de renda, mas estacionam no novo patamar e dele não conseguem sair.

Para essa armadilha, “o calcanhar de aquiles é a baixa qualidade da educação”, diz o executivo da CAF.

Uma segunda questão é o pipocar de manifestações em inúmeras partes do mundo, em geral tendo como eixo a classe média (nova ou antiga).

Maurício Macri, prefeito de Buenos Aires e único candidato presidencial assumido para 2015, cunhou uma bela frase de efeito para se referir aos protestos: “Um pobre de hoje é rico em informação e milionário em expectativas”. Logo, sai às ruas para cobrar dos governos.

Os debates não serviram, em todo o caso, para esclarecer o que, exatamente, é classe média. “É uma definição muito arbitrária”, disse, por exemplo, o ex-presidente mexicano Ernesto Zedillo.

Neri preferiu brincar com uma antiga definição americana: classe média seria quem possui dois carros, dois cachorros e uma piscina.

Se é assim, a classe média dos EUA está minguando, disse Laura D’Andrea Tyson (Universidade da Califórnia, em Berkeley): “A classe média não se recuperou das grandes recessões”.

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