Arquivo da tag: dono

Ao ver dono sendo preso, cão entra em viatura da polícia e vai junto

Caso foi registrado em Rio Branco, no estado do Acre

Cão não abandona dono preso e surpreende policiais  (foto: Davi Sahid/ac24horas)

Cão não abandona dono preso e surpreende policiais (foto: Davi Sahid/ac24horas)

Publicado no Planeta Bicho

A atitude de um cachorro surpreendeu policiais militares que trabalham no 2º Distrito de Rio Branco, na Rua 17 de novembro, no Acre. Eles foram avisados por moradores de que havia um cidadão portando uma faca nas proximidades da Gameleira, praça mais conhecida da região.

No local, eles prenderam Antônio Mariano. O homem foi colocado na viatura da polícia para que, na delegacia, esclarecesse o porte da faca. Foi quando um cão da raça poodle pulou no veículo para ficar com o dono.

O cachorro permaneceu o tempo todo ao lado de Mariano, comovendo policiais e o delegado responsável pelo caso.

Horas mais tarde, após depoimento, o homem foi liberado.

Cão salta em trilhos de metrô para salvar dono cego após queda em Nova York

cão1

Cecil Williams, 61, e labrador Orlando escaparam de ser mortos por trem ao deitarem no vão entre os trilhos

Publicado no Último Segundo

O cão-guia Orlando, um labrador retriever preto, corajosamente saltou nos trilhos em um metrô de Manhattan na terça-feira depois que seu dono cego perdeu consciência e caiu enquanto um trem se aproximava.

Cecil Williams, 61, e Orlando escaparam de ficar com sérios ferimentos quando o trem passou acima dos dois – um final milagroso para uma situação angustiante que começou quando Williams começou a se sentir mal quando ia ao dentista.

“Ele tentou me segurar”, disse um emocionado Williams à Associated Press em sua cama no hospital, a voz embargando algumas vezes.

Testemunhas disseram que Orlando começou a latir freneticamente e tentou evitar que Williams caísse da plataforma. Matthew Martin afirmou ao New York Post que Orlando saltou para os trilhos e tentou levantar Williams mesmo enquanto o trem se aproximava. “Ele o lambia, tentando fazer com que se movesse”, disse Martin.

Testemunhas pediram ajuda, e o maquinista desacelerou enquanto Williams e Orlando deitaram no vão que fica entre os trilhos. “O cão salvou minha vida”, disse Williams.

Enquanto Williams recuperava a consciência, ouviu alguém lhe pedir que não se movesse. Funcionários de emergência o colocaram em uma maca e o retiraram do metrô, além de assegurarem que Orlando não estava muito ferido.

“Me sinto maravilhado”, disse Williams. “Sinto que Deus, uma força maior, tem algo reservado para mim. Não morri dessa vez. Estou aqui por uma razão.”

Veja fotos de Cecil Williams com seu labrador Orlando:

cão2 cão3 cão4 cão5 cão6 cão7

Há quatro meses, cão monta guarda, em vão, à espera do dono

Cão Beethoven espera dono que morreu há dois meses de ataque cardíaco (foto: Apu Gomes/Folhapress)

Cão Beethoven espera dono que morreu há dois meses de ataque cardíaco (foto: Apu Gomes/Folhapress)

Roberto Oliveira, na Folha de S.Paulo

Ninguém imaginaria que aquele bichinho, abandonado numa favela, infestado de carrapatos e tomado pela sarna, sobreviveria a doenças de pele espalhadas pelo corpo.

Voluntários de uma ONG recolheram o cão e lhe deram tratamento. Faltava um lar. José Santos Rosa, funileiro da zona leste paulistana, quis ficar com ele. O filhote chegou numa caixa de sapatos.

Zé pensou em levá-lo para casa, mas, ao saber que o cão ficaria “gigante”, herança de seus traços genéticos, mezzo labrador, mezzo rottweiler, resolveu deixá-lo na oficina.

Logo, Beethoven passou a orquestrar barulhos por onde andava. Serelepe, cruzava fácil as grades do portão, que ganhou tampões de madeira para mantê-lo a salvo da rua.

O cãozinho, lembra a vizinha Margareth Thomé, 47, “achava que era gato”: escalava o muro da funilaria e andava sobre ele, espreitando, ansioso, a chegada do dono.

Na tentativa de conter o ímpeto felino do cão, Zé levantou ainda mais o muro.

Por volta das 7h, o barulho do molho de chaves de Zé era a senha para Beethoven pular da cama e ir direto se sacudir no colo do dono.

Sábado, domingo ou feriado, sol e chuva, pouco importava o dia, tampouco o clima, lá estava ele, postado na entrada, fazendo festa para Zé.

Mas, desde o dia 8 de junho, uma manhã de sábado, o silêncio e a tristeza tomaram conta de Beethoven: a rotina de latidos, saltos e carinhos, ao longo de quatro anos, foi interrompida.

Na noite anterior, depois de se despedir do “amigão”, como era de costume, o funileiro pegou o carro para ir embora. Dirigia pela avenida Rio das Pedras (zona leste), quando, sentindo fortes dores no peito, procurou às pressas um lugar para estacionar.

Ligou para o Samu. A emergência veio rápido, só que tarde demais: Zé, 54, sofreu um ataque cardíaco. Deixa a mulher, duas filhas e Beethoven.

Mesmo calado e desolado, Beethoven continua fiel à guarda matinal à espera de Zé

Mesmo calado e desolado, Beethoven continua fiel à guarda matinal à espera de Zé

‘SEMPRE AO SEU LADO’

“O cachorro ficou tão desamparado quanto elas”, diz Margareth. A vizinha fez uma “vaquinha” para comprar ração, mas o apetite do cão, antes voraz, diminuiu bastante.

Ela pretende encontrar um novo lar para Beethoven, que hoje divide o teto com outros seis cães de rua, trazidos por um carroceiro que está “ocupando” a funilaria. A família de Zé não tem condições de ficar com Beethoven, que foi para adoção (www.facebook.com/cristiane.biral ).

“Quando ele ouve o barulho de chaves, vem correndo para o portão”, conta Margareth. “Acha que é o Zé.”

Elvira Brandolin, 79, outra vizinha, lembra que a rua nunca esteve tão calada. “Ele latia fazendo festa para o Zé. Infelizmente, a festa acabou.”

Autora de livros como “Um Cão pra Chamar de Seu”, a veterinária Regina Rheingantz Motta, 53, explica que Beethoven continua exercitando sua rotina “de encontros e despedidas de seu dono, mas ele ainda não aprendeu a incluir nela a morte”.

A persistência de Beethoven fez com que seus vizinhos enxergassem semelhanças entre o cão sem raça definida e a tocante história de Hachiko, o cachorro akita do filme “Sempre ao Seu Lado”.

Após a morte do dono, Hachiko continua indo “buscá-lo” na estação de trem, assim como Beethoven continua lá, às portas da funilaria, à espera do amigo humano.

Baseado em uma história real acontecida no Japão, o longa fez sucesso com Richard Gere no papel do professor, dono do cão, que morre, assim como o Zé, vítima de um ataque fulminante.

Mesmo calado e desolado, Beethoven continua fiel à guarda matinal à espera de Zé, todos os dias, às 7h.

O que ele ainda não sabe é que o dono jamais voltará.

José Teixeira da Silva, 60, brinca com o cão Beethoven, que parou de latir após morte do dono (foto: Apu Gomes/Folhapress)

José Teixeira da Silva, 60, brinca com o cão Beethoven, que parou de latir após morte do dono (foto: Apu Gomes/Folhapress)

Fazendeiro egípcio é preso por dar nome de general a seu burro

Policial revista dono de burro em subúrbio do Cairo. No sábado, um fazendeiro foi preso por dar nome de general a seu animal (foto: MOHAMED ABD EL GHANY / REUTERS)

Policial revista dono de burro em subúrbio do Cairo. No sábado, um fazendeiro foi preso por dar nome de general a seu animal (foto: MOHAMED ABD EL GHANY / REUTERS)

Publicado em O Globo [via Extra]

CAIRO – Um fazendeiro egípcio foi preso neste sábado por ter nomeado seu burro com o nome do Abdel-Fattah el-Sissi, o mais alto general do país. Omar Abul-Magd foi detido após policiais notarem que o animal usava um boné com o nome do militar, mas não ficou claro se o apetrecho era uma gozação com el-Sissi ou uma homenagem. A motivação do homem não fez diferença para os agentes, que o encarceraram por insulto ao general.

Outras oito pessoas foram presas hoje no resto do país por supostamente terem feito pichações contra o governo militar. Depois de el-Sissi ter anunciado o golpe que derrubou o ex-presidente Mohamed Mursi, as detenções arbitrárias de partidários da Irmandade Muçulmana e opositores viraram um costume, segundo observadores.

A queda de Mursi, em julho desse ano, teve grande apoio popular, mas também grande resistência de islamistas. Partidários do ex-presidente acamparam nos arredores de duas mesquitas no Cairo e centenas foram massacrados quando as Forças Armadas removeram à força os ativistas.

No início desta semana, uma corte militar ordenou que cinco manifestantes pró-Mursi fossem condenados a dois e três anos de cadeia por protestos contra o Exército, alegando que os ativistas estavam difamando as Forças Armadas. Três dos acusados foram julgados à revelia.

Após 12 anos, ladrão deixa bilhete de desculpas e devolve dinheiro à loja

O bilhete deixado pelo ladrão 12 anos após assalto (Foto: Reprodução/Instagram)

O bilhete deixado pelo ladrão 12 anos após assalto (Foto: Reprodução/Instagram)

Érika Kokay, no Bombou na Web

A loja InterAsian Market, em Nashville, nos Estados Unidos, foi assaltada há cerca de 12 anos. Na ocasião, o ladrão levou US$ 300 (aproximadamente R$ 680), após apontar um revólver ao caixa. Nesta semana, inesperadamente, o criminoso voltou ao local e deixou um bilhete e o dinheiro de volta, emocionando o dono da InterAsian e toda a internet. Segundo o recado deixado, o homem que realizou o assalto era viciado em drogas. Hoje, se arrepende do que fez no passado. A loja publicou o bilhete no Instagram, com a seguinte legenda (em tradução livre):

“Nós fomos roubados há 11 ou 12 anos. Hoje, nós surpreendentemente recebemos este bilhete do ladrão e o dinheiro  de volta. Isto é verdadeiramente inspirador e nos lembra que existem pessoas boas no mundo. Ao anônimo, gostaríamos de dizer que tudo está perdoado e obrigado pelo seu bilhete. Nós não ligamos para o dinheiro. Ficamos mais inspirados e tocados com sua atitude. Esperamos que você encontre paz na vida e prosperidade. Cumprimentos!”

Abaixo, leia o bilhete (também em tradução livre):

“Eu sou viciado em drogas. Há mais ou menos 11 ou 12 anos, eu assaltei esta loja com um revólver. Eu já não uso mais drogas e sinto que preciso compensar as pessoas que eu machuquei no passado. Eu vim a sua loja por volta das 9 ou 10 horas em 2002 ou 2003, peguei um pacote com 6 cervejas e pedi por cigarros. Quando o caixa abriu para me dar o troco, eu saquei um revólver e peguei US$ 300 da caixa registradora, depois fugi em um carro branco. Espero que você aceite este dinheiro e me perdoe. Que a paz esteja com você – anônimo.”

Raridade, não?