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Cães sentem ciúme do dono, diz estudo

Pesquisa constatou que os animais mostravam mais ciúme quando seus proprietários interagiam com algo que parecia ser um cachorro do que quando davam atenção a outros objetos

Cachorro: manifestação mais elementar do ciúme pode afetar cães (foto: Thinkstock)

Cachorro: manifestação mais elementar do ciúme pode afetar cães (foto: Thinkstock)

Publicado na Veja on-line

Uma pesquisa confirmou o que muitas pessoas que têm cachorros já sabem: os cães sentem ciúme de seus donos. Em um estudo publicado nesta quarta-feira no periódico Plos One, os peludos se mostraram mais ciumentos quando seus proprietários eram afetivos com algo que parecia ser outro cão do que quando faziam isso com objetos aleatórios.

No experimento, os autores aplicaram em 36 cães um teste que mede o ciúme em bebês de seis meses de idade. Eles analisaram como os animais reagiam quando seus donos os ignoravam para interagir com três objetos: um bicho de pelúcia igual a um cachorro — que latia e abanava o rabo —, uma abóbora de Halloween e um livro. Os cachorros demonstraram significativamente mais ciúme quando o dono dava atenção ao bicho de pelúcia do que quando se concentrava nas demais peças.

Enquanto a maioria dos estudiosos se refere ao ciúme como uma emoção de complexa cognição, os autores da pesquisa sugerem que pode haver uma manifestação mais elementar do sentimento, que envolve a proteção de suas relações afetivas. Para eles, essa manifestação básica do ciúme afetou os cachorros.

“Muitas pessoas presumem que o ciúme é uma construção social humana ou uma emoção exclusiva das relações sexuais e românticas”, afirma a coautora do estudo, Christine Harris, professora do departamento de psicologia da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos. “Nossos resultados desafiam essas ideias, mostrando que outros animais além de nós mesmos exibem uma forte angústia quando um rival adquire o afeto de um ente querido.”

Cão salva seu dono pedindo socorro pelo iPhone

Veterano-fuzileiro-americano-McGleid-e-seu-cao-Major-que-o-salvouPublicado em O Globo

O cão Major, um retriever mistura de Pitbull com Labrador, salvou a vida de seu dono Terry McGlade, um fuzileiro naval dos EUA que sofre de transtorno de estresse pós-traumático e convulsões depois de ser ferido por um artefato explosivo improvisado (IED, na sigla em inglês) no Iraque e no Afeganistão.

Segundo o site da emissora “WSYX ABC 6”, quando McGlade teve uma convulsão no início deste mês, Major, sabia exatamente o que fazer: Ele pediu ajuda. Mas não choramingando ou latindo, mas sim dando patadas no iPhone de McGlade.

“Ele era realmente capaz de tirar meu celular de dentro do meu bolso”, lembrou McGlade à emissora, de Ohio. “Só que eu não tenho mais o telefone, pois há marcas de dentes nele”.

Major ligou para o serviço 911 pisando repetidamente na tela do telefone por alguns segundos, alertando assim atendentes interessados, que escutaram nos sons de fundo McGlade tendo uma convulsão.

McGlade diz que seu cão ligou para o 911 um total de dez vezes. “Os atendentes desligaram seguidamente por terem achado tratar-se de um trote”, disse ele.

Com a ajuda finalmente a caminho, Major estava esperando na frente da casa pela chegada dos médicos, levando-os a McGlade, que estava no quintal. “Acho que não estaria vivo hoje se não fosse Major”, acrescentou.

“Antes de ter o Major eu estava realmente muito só. Quase fui mais uma daquelas estatísticas de suicídio. Minha doença era muito grave, o transtorno de estresse pós-traumático. A organização da qual eu recebi o Major — Stiggy’s Dogs —, na verdade o salvou de uma situação também difícil, e, basicamente, agora ele é uma extensão de mim. Ele trouxe a minha confiança de volta”.

Terry McGlade inscreveu seu amigo cão em um concurso de melhor cachorro: http://www.herodogawards.org/

Ao ver dono sendo preso, cão entra em viatura da polícia e vai junto

Caso foi registrado em Rio Branco, no estado do Acre

Cão não abandona dono preso e surpreende policiais  (foto: Davi Sahid/ac24horas)

Cão não abandona dono preso e surpreende policiais (foto: Davi Sahid/ac24horas)

Publicado no Planeta Bicho

A atitude de um cachorro surpreendeu policiais militares que trabalham no 2º Distrito de Rio Branco, na Rua 17 de novembro, no Acre. Eles foram avisados por moradores de que havia um cidadão portando uma faca nas proximidades da Gameleira, praça mais conhecida da região.

No local, eles prenderam Antônio Mariano. O homem foi colocado na viatura da polícia para que, na delegacia, esclarecesse o porte da faca. Foi quando um cão da raça poodle pulou no veículo para ficar com o dono.

O cachorro permaneceu o tempo todo ao lado de Mariano, comovendo policiais e o delegado responsável pelo caso.

Horas mais tarde, após depoimento, o homem foi liberado.

Cão salta em trilhos de metrô para salvar dono cego após queda em Nova York

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Cecil Williams, 61, e labrador Orlando escaparam de ser mortos por trem ao deitarem no vão entre os trilhos

Publicado no Último Segundo

O cão-guia Orlando, um labrador retriever preto, corajosamente saltou nos trilhos em um metrô de Manhattan na terça-feira depois que seu dono cego perdeu consciência e caiu enquanto um trem se aproximava.

Cecil Williams, 61, e Orlando escaparam de ficar com sérios ferimentos quando o trem passou acima dos dois – um final milagroso para uma situação angustiante que começou quando Williams começou a se sentir mal quando ia ao dentista.

“Ele tentou me segurar”, disse um emocionado Williams à Associated Press em sua cama no hospital, a voz embargando algumas vezes.

Testemunhas disseram que Orlando começou a latir freneticamente e tentou evitar que Williams caísse da plataforma. Matthew Martin afirmou ao New York Post que Orlando saltou para os trilhos e tentou levantar Williams mesmo enquanto o trem se aproximava. “Ele o lambia, tentando fazer com que se movesse”, disse Martin.

Testemunhas pediram ajuda, e o maquinista desacelerou enquanto Williams e Orlando deitaram no vão que fica entre os trilhos. “O cão salvou minha vida”, disse Williams.

Enquanto Williams recuperava a consciência, ouviu alguém lhe pedir que não se movesse. Funcionários de emergência o colocaram em uma maca e o retiraram do metrô, além de assegurarem que Orlando não estava muito ferido.

“Me sinto maravilhado”, disse Williams. “Sinto que Deus, uma força maior, tem algo reservado para mim. Não morri dessa vez. Estou aqui por uma razão.”

Veja fotos de Cecil Williams com seu labrador Orlando:

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Há quatro meses, cão monta guarda, em vão, à espera do dono

Cão Beethoven espera dono que morreu há dois meses de ataque cardíaco (foto: Apu Gomes/Folhapress)

Cão Beethoven espera dono que morreu há dois meses de ataque cardíaco (foto: Apu Gomes/Folhapress)

Roberto Oliveira, na Folha de S.Paulo

Ninguém imaginaria que aquele bichinho, abandonado numa favela, infestado de carrapatos e tomado pela sarna, sobreviveria a doenças de pele espalhadas pelo corpo.

Voluntários de uma ONG recolheram o cão e lhe deram tratamento. Faltava um lar. José Santos Rosa, funileiro da zona leste paulistana, quis ficar com ele. O filhote chegou numa caixa de sapatos.

Zé pensou em levá-lo para casa, mas, ao saber que o cão ficaria “gigante”, herança de seus traços genéticos, mezzo labrador, mezzo rottweiler, resolveu deixá-lo na oficina.

Logo, Beethoven passou a orquestrar barulhos por onde andava. Serelepe, cruzava fácil as grades do portão, que ganhou tampões de madeira para mantê-lo a salvo da rua.

O cãozinho, lembra a vizinha Margareth Thomé, 47, “achava que era gato”: escalava o muro da funilaria e andava sobre ele, espreitando, ansioso, a chegada do dono.

Na tentativa de conter o ímpeto felino do cão, Zé levantou ainda mais o muro.

Por volta das 7h, o barulho do molho de chaves de Zé era a senha para Beethoven pular da cama e ir direto se sacudir no colo do dono.

Sábado, domingo ou feriado, sol e chuva, pouco importava o dia, tampouco o clima, lá estava ele, postado na entrada, fazendo festa para Zé.

Mas, desde o dia 8 de junho, uma manhã de sábado, o silêncio e a tristeza tomaram conta de Beethoven: a rotina de latidos, saltos e carinhos, ao longo de quatro anos, foi interrompida.

Na noite anterior, depois de se despedir do “amigão”, como era de costume, o funileiro pegou o carro para ir embora. Dirigia pela avenida Rio das Pedras (zona leste), quando, sentindo fortes dores no peito, procurou às pressas um lugar para estacionar.

Ligou para o Samu. A emergência veio rápido, só que tarde demais: Zé, 54, sofreu um ataque cardíaco. Deixa a mulher, duas filhas e Beethoven.

Mesmo calado e desolado, Beethoven continua fiel à guarda matinal à espera de Zé

Mesmo calado e desolado, Beethoven continua fiel à guarda matinal à espera de Zé

‘SEMPRE AO SEU LADO’

“O cachorro ficou tão desamparado quanto elas”, diz Margareth. A vizinha fez uma “vaquinha” para comprar ração, mas o apetite do cão, antes voraz, diminuiu bastante.

Ela pretende encontrar um novo lar para Beethoven, que hoje divide o teto com outros seis cães de rua, trazidos por um carroceiro que está “ocupando” a funilaria. A família de Zé não tem condições de ficar com Beethoven, que foi para adoção (www.facebook.com/cristiane.biral ).

“Quando ele ouve o barulho de chaves, vem correndo para o portão”, conta Margareth. “Acha que é o Zé.”

Elvira Brandolin, 79, outra vizinha, lembra que a rua nunca esteve tão calada. “Ele latia fazendo festa para o Zé. Infelizmente, a festa acabou.”

Autora de livros como “Um Cão pra Chamar de Seu”, a veterinária Regina Rheingantz Motta, 53, explica que Beethoven continua exercitando sua rotina “de encontros e despedidas de seu dono, mas ele ainda não aprendeu a incluir nela a morte”.

A persistência de Beethoven fez com que seus vizinhos enxergassem semelhanças entre o cão sem raça definida e a tocante história de Hachiko, o cachorro akita do filme “Sempre ao Seu Lado”.

Após a morte do dono, Hachiko continua indo “buscá-lo” na estação de trem, assim como Beethoven continua lá, às portas da funilaria, à espera do amigo humano.

Baseado em uma história real acontecida no Japão, o longa fez sucesso com Richard Gere no papel do professor, dono do cão, que morre, assim como o Zé, vítima de um ataque fulminante.

Mesmo calado e desolado, Beethoven continua fiel à guarda matinal à espera de Zé, todos os dias, às 7h.

O que ele ainda não sabe é que o dono jamais voltará.

José Teixeira da Silva, 60, brinca com o cão Beethoven, que parou de latir após morte do dono (foto: Apu Gomes/Folhapress)

José Teixeira da Silva, 60, brinca com o cão Beethoven, que parou de latir após morte do dono (foto: Apu Gomes/Folhapress)