Homem tem água encanada trocada por cerveja em pegadinha

Com o apoio de uma marca de cerveja da Nova Zelândia, grupo ligou o encanamento da casa do amigo em diversos barris. Cerveja gelada saía das torneiras da cozinha e banheiros

canoPublicado originalmente no iG

Você já imaginou chegar em casa e ter cerveja gelada à sua espera nas torneiras da cozinha, banheiros e lavanderia? Foi exatamente isso que aconteceu com Russ, um morador de Auckland, na Nova Zelândia.

A pegadinha foi uma colaboração dos amigos de Russ com a Tui, marca de cervejas local. Ao site ninemsn, um porta-voz da empresa afirmou que a ideia partiu da cervejaria, mas todos os sujeitos que aparecem são amigos da vítima, e que eles já fazem brincadeiras do tipo uns com os outros.

No vídeo, os amigos de Russ, com ajuda de um encanador profissional, trocam as tubulações da residência, ligando-as em barris de cerveja embaixo da casa. Em seguida eles instalam 14 câmeras escondidas para captar as reações do morador.

Perplexo com o fato de ter cerveja – gelada – saindo da torneira da cozinha, Russ começa a filmar o incidente, o que passa a impressão de que ele realmente não sabe o que está acontecendo. Próximo dali, em um lugar que parece uma garagem, os amigos acompanham e se divertem com o amigo.

Russ parte então para checar as instalações da casa, e é quando ele se depara com os barris de cerveja. Ao sair de lá ele se depara com os amigos, entendendo que foi vítima de uma brincadeira. O vídeo completo  (clique para assistir) com mais de sete minutos também foi disponibilizado.

dica do Jarbas Aragão

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Crime e preconceito: mães e filhos de santo são expulsos de favelas por traficantes evangélicos

A filha de santo foi expulsa do Lins porque deixou suas roupas brancas no varal Foto: Urbano Erbiste / Extra
A filha de santo foi expulsa do Lins porque deixou suas roupas brancas no varal Foto: Urbano Erbiste / Extra

Publicado no Extra

A roupa branca no varal era o único indício da religião da filha de santo, que, até 2010, morava no Morro do Amor, no Complexo do Lins. Iniciada no candomblé em 2005, ela logo soube que deveria esconder sua fé: os traficantes da favela, frequentadores de igrejas evangélicas, não toleravam a “macumba”. Terreiros, roupas brancas e adereços que denunciassem a crença já haviam sido proibidos, há pelo menos cinco anos, em todo o morro. Por isso, ela saía da favela rumo a seu terreiro, na Zona Oeste, sempre com roupas comuns. O vestido branco ia na bolsa. Um dia, por descuido, deixou a “roupa de santo” no varal. Na semana seguinte, saía da favela, expulsa pelos bandidos, para não mais voltar.

- Não dava mais para suportar as ameaças. Lá, ser do candomblé é proibido. Não existem mais terreiros e quem pratica a religião, o faz de modo clandestino – conta a filha de santo, que se mudou para a Zona Oeste.

A situação da mulher não é um ponto fora da curva: já há registros na Associação de Proteção dos Amigos e Adeptos do Culto Afro Brasileiro e Espírita de pelo menos 40 pais e mães de santo expulsos de favelas da Zona Norte pelo tráfico. Em alguns locais, como no Lins e na Serrinha, em Madureira, além do fechamento dos terreiros também foi determinada a proibição do uso de colares afro e roupas brancas. De acordo com quatro pais de santo ouvidos pelo EXTRA, que passaram pela situação, o motivo das expulsões é o mesmo: a conversão dos chefes do tráfico a denominações evangélicas.

Mãe de santo teve terreiro fechado na Pavuna pelo "exército de Jesus" Foto: Urbano Erbiste / Extra
Mãe de santo teve terreiro fechado na Pavuna pelo “exército de Jesus” Foto: Urbano Erbiste / Extra

Atabaques proibidos na Pavuna

A intolerância religiosa não é exclusividade de uma facção criminosa. Distante 13km do Lins e ocupada por um grupo rival, o Parque Colúmbia, na Pavuna, convive com a mesma realidade: a expulsão dos terreiros, acompanhados de perto pelo crescimento de igrejas evangélicas. Desinformada sobre as “regras locais”, uma mãe de santo tentou fundar, ali, seu terreiro. Logo, recebeu a visita do presidente da associação de moradores que a alertou: atabaques e despachos eram proibidos ali.

-Tive que sair fugida, porque tentei permanecer, só com consultas. Eles não gostaram — afirma.

A situação já é do conhecimento de pelo menos um órgão do governo: o Conselho Estadual de Direitos do Negro (Cedine), empossado pelo próprio governador. O presidente do órgão, Roberto dos Santos, admite que já foram encaminhadas denúncias ao Cedine:

- Já temos informações desse tipo. Mas a intolerância armada só pode ser vencida com a chegada do estado a esses locais, com as UPPs.

O deputado estadual Átila Nunes (PSL) fez um pedido formal, na última sexta-feira, para que a Secretaria de Segurança investigue os casos.

- Não se trata de disputa religiosa mas, sim, econômica. Líderes evangélicos não querem perder parte de seus rebanhos para outras religiões, e fazem a cabeça dos bandidos — afirma.

Nas favelas, os ‘guerreiros de Deus’

Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, chefe do tráfico no Morro do Dendê, ostenta, no antebraço direito, a tatuagem com o nome de Jesus Cristo. Pela casa, Bíblias por todos os lados. Já em seus domínios, reina o preconceito: enquanto os muros da favela foram preenchidos por dizeres bíblicos, os dez terreiros que funcionavam no local deixaram de existir.

Guarabu passou a frequentar a Assembleia de Deus Ministério Monte Sinai em 2006 e se converteu. A partir daí, quem andasse de branco pela favela era “convidado a sair”. Os pais de santo que ainda vivem no local não praticam mais a religião.

A situação se repete na Serrinha, ocupada pela mesma facção. No último dia 22, bandidos passaram a madrugada cobrindo imagens de santos nos muros da favela. Sobre a tinta fresca, agora lê-se: “Só Jesus salva”.

O babalaô Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), criada justamente após casos de intolerância contra religiões afro-brasileiras em 2006, afirma que os casos serão discutido pelo grupo, que vai pressionar o governo e o Ministério Público para que a segurança do locais seja garantida e os responsáveis pelo ato sejam punidos. “Essas pessoas são criminosas e devem ser punidas. Cercear a fé é crime”, diz o pai de santo.

Mãe de santo: proibida de circular na favela com as "roupas do demônio" Foto: Urbano Erbiste / Extra
Mãe de santo: proibida de circular na favela com as “roupas do demônio” Foto: Urbano Erbiste / Extra

Lei mais severa

Desde novembro de 2008, a Polícia Civil considera como crimes inafiançáveis invasões a templos e agressões a religiosos de qualquer credo a Lei Caó. A partir de então, passou a vigorar no sistema das delegacias do estado a Lei 7.716/89, que determina que crimes de intolerância religiosa passem a ser respondidos em Varas Criminais e não mais nos Juizados Especiais. Atualmente, o crime não prescreve e a pena vai de um a três anos de detenção.

Filha de santo, que foi expulsa do Lins: ‘Não suportava mais fingir ser o que não era’.

- Me iniciei no candomblé em 2005. A partir de minha iniciação, comecei a ter problemas com os traficantes do Complexo do Lins. Quando cheguei à favela de cabeça raspada, por conta da iniciação, eles viravam o rosto quando eu passava. Com o tempo, as demostrações de intolerância aumentaram. Quando saía da favela vestida de branco, para ir ao terreiro que frequento, eles reclamavam. Um dia, um deles veio até a minha casa e disse que eu estava proibida de circular pela favela com aquelas “roupas do demônio”. As ameaças chegaram ao ponto de proibirem que eu pendurasse as roupas brancas no varal. Se eu desrespeitasse, seria expulsa de lá. No fim de 2010, dei um basta nisso. Não suportava mais fingir ser o que eu não era e saí de lá.

Mãe de santo há 30 anos, expulsa da Pavuna: ‘Disseram que quem mandava ali era o ‘Exército de Jesus”.

- Comprei, em 2009, um terreno no Parque Colúmbia, na Pavuna. No local, não havia nada. Mas eu queria fundar um terreiro ali e comecei a construir. No início, só fazia consulta, jogava búzios e recebia pessoas. Não fazia festas nem sessões. Não andava de branco pelas ruas nem tocava atabaque, para não chamar a atenção. Um dia, o presidente da associação de moradores foi até o local e disse que o tráfico havia ordenado que eu parasse com a “macumba”. Ali, quem mandava na época era a facção de Acari. Já era mais de santo há 30 anos e não acreditei naquilo. Fui até a boca de fumo tentar argumentar. Dei de cara com vários bandidos com fuzis, que disseram que ali quem mandava era o “Exército de Jesus”. Disse que tinha acabado de comprar o terreno e que não iria incomodar ninguém. Dias depois, cheguei ao terreiro e vi uma placa escrito “Vende-se” na porta — eles tomaram o terreno e o puseram a venda. Não podia fazer nada. Vendi o terreno o mais rapidamente possível por R$ 2 mil e fui arrumar outro lugar.

dica do Igor Bonan e do Alexandre Melo Franco Bahia

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Aos 87 anos, aposentada maratonista faz aula de inglês no computador e cria perfil em rede social

Maria Correa Alves, de 87 anos, em meio aos jovens no computador Foto: Mazé Mixo
Maria Correa Alves, de 87 anos, em meio aos jovens no computador Foto: Mazé Mixo

Paolla Serra, no Extra

Maria Corrêa Alves acorda antes das 7h. Depois de checar os emails dos amigos e se atualizar no Facebook, ela alterna 15 tiros de corrida de 100 metros com outros 100 de caminhada na rua. Todas as quartas-feiras, faz curso de inglês numa sala multimídia através de videoconferência com uma professora americana. Uma rotina de tirar o fôlego de qualquer jovem. Mas, aos 87 anos, a aposentada ainda encontra tempo e disposição para fazer crochê e dar atenção a cinco filhos, 12 netos e seis bisnetos.

- Velho não pode esperar! – suspira a idosa, apaixonada pela correria do dia a dia.

Maria conta que sempregostou de atletismo, mas, quando casou, passou a se dedicar à casa e à família. Aos 60 anos, porém, ela correu a primeira maratona. De lá para cá, foram outras 29. No Rio. Em Blumenau. Em Nova York. No Chile. Na África do Sul. Na Finlândia.

- São 42 quilômetros e 185 metros – pontua ela, que já esteve entre as quatro corredoras mais idosas do mundo.

A paixão pela tecnologia chegou mais tarde. Recentemente, comprou um computador e se inscreveu nas redes sociais. Assim como ela, mais de 3,78 milhões de pessoas no Brasil com mais de 55 anos tinham um perfil no Facebook, há um ano, segundodados do próprio site. Hoje, esse número é bem maior:

- Eu sou antiga, mas não gosto de nada antigo.

Maria durante uma das maratonas que correu Foto: / Arquivo pessoal
Maria durante uma das maratonas que correu Foto: / Arquivo pessoal

Alfabetização

Maria faz cursos de informática na Nave do Conhecimento, em Padre Miguel. É lá também que estuda inglês, na turma da neta, a professora Paula Isidoro, de 30 anos. Nesse espaço da Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia, além de Santa Cruz, Madureira e Irajá, há 527 frequentadores com mais de 70 anos, tendo 48 deles tem entre 81 e 90 anos. Eles participam de cursos que vão de alfabetização digital, tecnologia e empreendedorismo, edição de vídeos, além de acessar a internet.

- Venho todo dia a tarde para ver as notícias do Flamengo, falar com as pessoas e ainda me distrair. Essa novidade da computação é muito boa – elogia o guia turístico aposentado Luiz Marques, de 69 anos, assíduo nas máquinas da Nave.

Luiz Marques mostra seu perfil no Facebook Foto: / Mazé Mixo
Luiz Marques mostra seu perfil no Facebook Foto: / Mazé Mixo

Turismo virtual

Luiz Marques trabalhou com hotelaria por 45 anos. Passou pelas grandes redes de hotéis do Rio e por pousadas em Itatiaia. Aposentado, ele não quer saber de ficar parado. Há três meses, criou um perfil no Facebook e passa as tardes conectado – ou tentando se conectar – a cinco amigos na rede.

- Dos cinco, só conheço mesmo dois. Os outros eu vi a foto e cliquei, não sei nem quem são. Todo dia, eu tento falar com eles, mas não consigo. Não sei o defeito que está tendo – lamenta, sem perceber que a opção do bate-papo da página está desativada.

Pesquisa

De acordo com o IBGE, de 2005 a 2011, aumentou em 222,3% o contingente de brasileiros que, assim como José, com 50 anos ou mais, entraram na internet.

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Facebook testa salas de bate-papo semelhantes às do UOL

Recurso permite que pessoas desconhecidas conversem em um mesmo lugar

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Publicado no Olhar Digital

Facebook deverá adicionar salas de bate-papo à rede social. A informação é do site TechCrunch, que diz ter fontes “relacionadas ao assunto”. Segundo o veículo, a empresa confirma que o recurso, batizado de “Host Chat”, já está em testes.

O funcionamento seria semelhante ao Chat do UOL, popular no Brasil no final dos anos 90.  Usuários poderiam entrar em ambientes específicos e bater papo com amigos e desconhecidos.

Um dos grandes diferenciais do Host Chat seria a possibilidade de qualquer pessoa entrar em uma conversa sem precisar de convite. Quando a sala de bate-papo é criada, o chat aparece no News Feed dos amigos e, então, todos podem participar.

No entanto, o dono da conversa pode limitar a privacidade, escolher quantos poderão entrar na conversa e ainda poderá expulsar as pessoas que desejar.

A novidade faz parte da estratégia da companhia para ganhar relevância entre serviços de mensagem como WhatsApp, Hangouts e iMessage. A ideia é promover o relacionamento dos usuários para que eles passem mais tempo dentro do site.

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“Candy Crush” ultrapassa “Angry Birds” e se torna jogo mais popular do mundo

Game "Candy Crush"
Game “Candy Crush”

publicado no F5

O jogo “Candy Crush Saga”, que virou mania na internet e nos smartphones, acaba de alcançar o topo das listas de jogos mais populares no Facebook, na Apple Store e no iOS.

O “Candy Crush” ultrapassou o até então jogo mais popular do mundo, “Angry Birds”.

A empresa King, desenvolvedora do game, bateu a Zynga, criadora do “Farmville”, e é atualmente a mais popular empresa de games sociais. As informações são do site “Daily Mail”.

Sediada em Londres, a King já registra mais de 66 milhões de usuários no mundo inteiro, dos quais 15 milhões jogam “Candy Crush” diariamente.

Já a Zynga está atrás, com 52 milhões de usuários. No auge de sua popularidade, o “Farmville” teve 82 milhões de usuários jogando diariamente.

Desde o lançamento do Candy Crush, os usuários já passaram o total de 103 mil anos jogando e mais de 1 trilhão de doces foram esmagados.

O presidente da King, Riccardo Zacconi, atribui o sucesso do jogo à facilidade de o usuário entender como funciona. “É o passatempo perfeito”, elogiou, em entrevista ao “The Sun”.

Segundo Zacconi, mais de 90% dos jogadores que zeraram o Candy Crush nunca gastaram dinheiro com o jogo e conseguiram zerar sozinhos ou com a ajuda dos amigos.

 

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