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Bill Gates, Steve Jobs e Richard Branson… grandes empreendedores que não foram excelentes alunos

Uma pergunta: o que é ser inteligente?

Marcelo Nakagawa, no Blog do Empreendedor

Se você acompanha os posts diários do Blog do Empreendedor do Estadão PME, já deve ter se identificado com um ou outro colega empreendedor que narra seus desafios, desejos e dilemas diários neste espaço.

O que fazer quando ocorre uma emergência com o cliente? O que fazer quando um investimento na empresa não deu certo? Automatizar ou não um processo? Deixar os colaboradores trabalharem em casa? Quem é o verdadeiro cliente da empresa? Pegar um empréstimo ou não? Ser dono do seu próprio negócio vale realmente a pena?

Mais do que concordar ou discordar, acredito que o mais importante para o empreendedor que lê os posts é utilizar sua inteligência para ir formando a sua própria convicção. “Ir formando”, bem no gerúndio mesmo, porque esta convicção pode ser alterada a partir do conhecimento e vivência de novas experiências empreendedoras.Há décadas muitos pesquisadores vêm apontando características do empreendedor típico e aparecem coisas como persistência, coragem, paixão, liderança, visão. E há testes que “medem” o seu perfil empreendedor. Até elaborei a minha:

Você é empreendedor?
Sim []
Não []

Nestas situações, a abordagem é a mesma: não concordo e nem discordo, apenas utilizo a minha inteligência para formar a minha própria convicção. A principal delas é que todo grande empreendedor aprende rápido. E faz isto porque é muito inteligente. Mas o que me incomodava nesta minha convicção é que boa parte dos grandes empreendedores não foram excelentes alunos e vários famosos até desistiram da faculdade como Bill Gates, Steve Jobs e Richard Branson.

Só encontrei a resposta para este incômodo quando conheci os trabalhos de Howard Gardner, autor da teoria das Inteligências Múltiplas. Gardner explica que a inteligência do ser humano não pode ser mensurada apenas pelo raciocínio lógico-matemático cobrado nos vestibulares e nas faculdades. Neste tipo de inteligência, o sujeito estuda para saber qual botão apertar. Se aperta o botão certo, tira nota 10 é considerado inteligente.

Não raro, o aluno “inteligente” decora qual botão apertar. Um dos alertas importantes destacados por Gardner é que “a maior parte dos testes (das escolas e faculdades) mede a inteligência lógica e de linguagem. Quem é bom nas duas é bom aluno.

Enquanto estiver na escola, pensará que é inteligente. Porém, se decidir dar um passeio pela cidade, rapidamente descobrirá que outras habilidades fazem falta, como a espacial e a intrapessoal – a capacidade que cada um tem de conhecer a si mesmo, fundamental hoje”.Mas muitos empreendedores que conheço não são apertadores de botão, já que em muitos casos, nem botão há ou em outros, eles criam seus próprios botões. Gardner defende que há outros tipos de inteligências como a musical, espacial, linguística, interpessoal, intrapessoal, corporal, naturalista e existencial.

E o que noto é que há empreendedores que não foram alunos “nota 10”, mas que têm uma elevada inteligência espacial para entender contextos, um elevado grau de confiança em função de sua inteligência intrapessoal ou são ótimos em lidar com pessoas, pois dominam a inteligência interpessoal, apenas para citar algumas das inteligências. Acredito que os grandes empreendedores souberam alinhar suas inteligências mais destacadas com o que Howard Gardner chama de

Cinco Mentes para o Futuro, que em sua opinião são essenciais para o desenvolvimento do ser humano que são a mente disciplinada (exige o esforço para sermos bons em algo), a mente sintetizadora (que sabe o que realmente importa e como isto pode ser combinado), a mente criativa (que cria soluções inovadoras eficazes a partir da disciplina e síntese), a mente respeitosa (que reconhece que o ser humano é único, com crenças e valores diferentes) e a mente ética (que faz a coisa certa mesmo quando não atende aos nossos interesses).

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Bebê se salva de afogamento e vira hit na internet

Técnica ‘anti-afogamento’ do Infant Swimming Resource pode ser ensinada a crianças a partir dos 6 meses de idade 
Ana Paula Andrade, na CARAS

Vídeo mostra menino se salvando de afogamento na piscina e vira hit na internet com mais de 7 milhões de visualizações. A proeza foi possível graças à técnica que pode ser aprendida por bebês de 6 meses de idade. E serve de alerta, pois os afogamentos estão entre as principais causas de morte de crianças.

Nas aulas do ISR, o bebê aprende a se virar sozinho e a boiar, até que seja resgatado

O vídeo de um bebê se salvando de um afogamento na piscina é sucesso na internet com mais de 7 milhões de visualizações no YouTube (são duas versões, confira abaixo). O pequeno Miles – que aparenta ter pouco mais de 1 ano -  cai na água e, sozinho, se vira, começa a boiar e grita para chamar a atenção dos pais. Ele fica nessa posição por mais de 5 minutos, tempo em que um bebê “comum”  já poderia ter morrido afogado.

A proeza foi possível graças ao treinamento do menino na escola americana Infant Swimming Resource (‘técnicas de natação infantil’, em tradução livre), que ensina os pequenos – literalmente – a se virarem sozinhos e a boiar caso caiam acidentalmente na piscina. Se não tivesse sido ensinado, talvez Miles já fizesse parte das tristes estatísticas que colocam o afogamento como a principal causa de morte de crianças menores de 4 anos nos Estados Unidos. No Brasil, os afogamentos são a segunda causa de óbito entre crianças de 1 a 14 anos, de acordo com dados da ONG Criança Segura. Em 2010, 1.184 crianças morreram afogadas, segundo o Ministério da Saúde.
Fundada em 1966 por Harvey Barnett, o ISR dá aulas para bebês a partir dos 6 meses de vida.  No site da escola, o texto diz que “crianças são curiosas, espertas e têm uma incrível capacidade de burlar cercas e portões de piscinas. O ISR aproveita essa habilidade de superar obstáculos para ensinar os bebês a salvarem suas próprias vidas”. O treinamento básico, feito por profissionais certificados, leva cerca de seis semanas, tempo em que o bebê aprende a se virar, boiar e se acalmar até que seja resgatado. Nem é preciso dizer que não se deve tentar fazer o treinamento em casa sem a orientação de um profissional especializado.

O vídeo impressiona e vale como alerta para ressaltar os perigos que rondam a rotina de uma criança. Lembre-se que os bebês precisam de supervisão constante de um adulto, pois podem se envolver em acidentes em questão de segundos. Todo o cuidado é pouco, principalmente quando há uma piscina por perto.

Confira o vídeo que virou hit na web:

E a versão estendida, que mostra parte do treinamento:

Carta Aberta às Lideranças das Igrejas Evangélicas do Brasil

foto: INternet

foto: Internet

Não havendo sábia direção, o povo cai, mas, na multidão de conselheiros, há segurança. (Provérbios 11.14)

Prezados irmãos e prezadas irmãs,

Nós, pastores, pastoras e líderes evangélicos de organizações envolvidas com a agenda dos Direitos Humanos, escrevemos esta carta aberta para pedir sua intervenção nos recentes acontecimentos relacionados à nova composição da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados.

Constatamos, surpresos, que 12 dos 18 membros da Comissão são membros de Igrejas Evangélicas, o que representa grande responsabilidade para nós, pastores e líderes evangélicos envolvidos com esse tema. Entendemos que este momento representa uma oportunidade concreta para a promoção e a defesa dos direitos dos mais vulneráveis e das minorias. Nesse sentido, é preciso tanto uma postura de escuta à Deus e à sociedade, quanto a certeza de que os espaços de poder ocupados precisam ser utilizados principalmente como espaços de serviço.

No entanto, o quadro que assistimos no processo de eleição da presidência da Comissão foi desolador. Não se trata aqui de pré-julgar o presidente recém-eleito, mas não há como desconsiderar seus vários comentários públicos sobre negros, homossexuais e indígenas, declarações que inviabilizam a sustentação política de seu nome entre os que atuam e são sensíveis às temáticas dos Direitos Humanos.

A Igreja Evangélica brasileira experimenta um momento singular, com a enorme responsabilidade de ter vários parlamentares atuando na CDHM que foram apoiados oficialmente por diferentes denominações, situação que abre a possibilidade de que – caso haja mudanças na presidência da comissão e uma postura condizente com a função – seja dada uma importante contribuição ao campo dos Direitos Humanos no País. Para tanto, é fundamental que o clima de conflito e mobilizações contrárias à nova presidência sejam dissipados. Por essa razão, redigimos esta carta como um apelo, na esperança de que os líderes das Igrejas considerem orientar seus fiéis que atuam como parlamentares – que elegeram a nova composição da Comissão -, para que atuem na resolução deste conflito.

O ano de 2013 pode trazer avanços nos trabalhos da CDHM e por isso fazemos este apelo aos líderes das igrejas que apoiaram os parlamentares evangélicos. Nosso pedido, aliás, se junta à conclamação de vários setores da sociedade e perpassa não somente movimentos ligados às lutas de minorias, mas também a OAB e diferentes indivíduos e organizações. Cumpre discernir que não há uma perseguição aos evangélicos; há, sim, uma situação de conflito que precisa ser equacionada, especialmente porque, para nós, o compromisso do Evangelho com os mais pobres e vulneráveis é central. Ainda há tempo para a indicação de um novo ou nova parlamentar que, a despeito de suas convicções, traga pacificação e consenso à sociedade brasileira, presidindo a CDHM com a isenção esperada. É tempo para nova disposição, numa postura aberta, a fim de que seja viável a indicação pelo PSC de um outro nome, que não possua tamanha rejeição.

Urge que os irmãos, pelas posições que ocupam, façam um firme e público pronunciamento para a sociedade e para os fiéis de suas igrejas com relação à defesa dos direitos humanos e à importante contribuição que a comunidade evangélica pode oferecer a este tema. Nossa oração é que exemplos históricos como os do Pr. Martin Luther King Jr., do Rev. Jaime Wright e do Bispo Desmond Tutu possam inspirar e servir de referência para a atuação dos vários parlamentares evangélicos na CDHM, levando-os a se posicionar ao lado dos que sofrem injustiças.

Prezados irmãos, escrevemos aqui sob o temor ao nosso Deus e conscientes de que há um caminho de consenso para esta situação. A ninguém, muito menos aos direitos dos que sofrem, interessa que esta disputa entre posições extremas prossiga.

Em Cristo, despedimo-nos,

1) Adriano Trajano – Pastor Batista
2) Alessandro Rodrigues Rocha – Pastor Batista
3) Alexandre de Silva – Pastor Igreja do Nazareno
4) Aluísio Faria de Siqueira – Pastor Metodista
5) Alzira dos Reis Silva – Presbítera Presbiteriana Unida
6) Ana Paula Calixto – Irmã Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo – Ministério Profético
7) André Esteves – Pastor Presbiteriano
8) André Sidnei Musskopf – Escola Superior de Teologia/EST
9) André Tadeu de Oliveira – Licenciado Presbiteriana Independente
10) Anivaldo Padilha – Koinonia
11) Anselmo Melo – Pastor Comunidade Apostólica Operação Resgate
12) Antonio Carlos Costa – Pastor Presbiteriano/Rio de Paz
13) Antônio Carlos Ribeiro – Pastor Luterano
14) Antonio Carlos Rosalino – Pastor Luterana Livre
15) Ariovaldo Ramos – Pastor Batista
16) Bruno dos Santos – Pastor Apostólica Vida Nova
17) Bruno Privatti – Pastor Batista
18) Bruno Santos Nascimento Dias – Rede FALE Rio
19) Caio Marçal – Missionário Rede Fale
20) Carlos Alberto Bezerra Junior – Pastor da Comunidade da Graça
21) Carlos Alberto Rodrigues Alves – Reverendo Presbiteriano
22) Carlos Augusto Lopes Pastor Assembleia de Deus Independente
23) Carlos Eduardo Calvani – Reverendo Episcopal Anglicana
24) Carlos Eduardo Mattos – Pastor Metodista
25) Carlos Jeremias Klein – Reverendo Presbiteriana Independente
26) Carlos Queiroz – Pastor da Igreja de Cristo
27) Christian Gillis – Pastor Batista
28) Cibele Kuss – Pastora Luterana
29) Cleber Diniz Torres – Reverendo Presbiteriana Independente
30) Clemir Fernandes Silva – Pastor Batista
31) Daniel Costa – Capelão Batista El Shadai
32) Daniel de Almeida e Souza Jr – Pastor Batista
33) Daniel Mário Alves de Paula – Pastor Assembléia de Deus
34) Daniel Rocha – Pastor Metodista
35) Daniel Souza – Rede Ecumênica da Juventude/REJU
36) Daniela Zeidan – Seminarista Batista
37) Djalma Torres – Pastor da Igreja Evangélica Antioquia
38) Domingos Amauri Massa – Pastor Batista
39) Douglas Rezende – Rede Fale Paraná
40) Éber Ferreira Silveira Lima – Ministro Presbiteriana Independente
41) Edson Fernando de Almeida – Pastor da Igreja Cristã de Ipanema
42) Edson Igre Insarraldi – Pastor Batista Aliança Bíblica
43) Eliana Aparecida Amancio Cerqueira – Ministério de Mulheres Batistas
44) Eliana Rolemberg – Coordenadoria Ecumênica de Serviço/CESE
45) Eliandro Viana – Pastor Batista
46) Eliel Amaral – Pastor Igreja Maanaim
47) Elza Zenkner – Revda. Metodista
48) Ênio Caldeira Pinto – Universidade Filadélfia/Unifil
49) Érick Rodrigo da Silva – Assembléia de Deus Ministério de Madureira
50) Filadelfo Oliveira – Bispo Episcopal Anglicana
51) Flávio Conrado – Novos Diálogos
52) Francisco Simão Neto – Pastor Assembléia de Deus
53) Francisco Thiago de Almeida – Pastor Metodista
54) Geter Borges de Sousa – Evangélicos Pela Justiça/EPJ
55) Gilberto Carmo dos Santos – Pastor CEEA
56) Giselle Gomes da Silva Prazeres Souza – Reverenda Episcopal Anglicana
57) Guilherme Schaper – Pastor Luterano
58) Gustavo Lima – Pastor Presbiteriano
59) Hélio Sales Rios – Pastor Presbiteriano
60) Inailda Bicudo – Presbitera Presbiteriana Independente
61) Ismar do Amaral – Pastor Presbiteriano
62) Israel Mazzacorati – Faculdade Latino Americana de Teologia Integral
63) Jane Maria Vilas Bôas – Presbiteriana do Planalto
64) Jefferson Ramalho – Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos
65) Jefferson Silva – Pastor Batista
66) Joanildo Burity – Espiscopal Anglicana
67) Joaquim Xavier de Souza Neto – Rede FALE Triângulo Mineiro
68) Joel Zeferino – Pastor Batista
69) Johannes Wille – Pastor Luterano
70) John Medcraft – Pastor da Ação Evangélica
71) Jônatas Souza de Abreu – Rede Fale Campina Grande
72) Jonathan Menezes – Pastor Presbiteriano
73) Jony Wagner de Almeida – Pastor Presbiteriano
74) Jorge Eduardo Diniz – Reverendo Presbiteriana Unida
75) Jose Antonio Gonçalves – Pastor Presbiteriana independente
76) José Carlos Silva – Pastor Batista Nacional
77) José do Carmo da Silva – Reverendo Metodista
78) Jose Romulo de Magalhaes Filho – Pastor Presbiteriana Independente
79) José Wendel Cavalcante Ferreira – Rede FALE Fortaleza
80) Josias de Souza Novais – Pastor Batista
81) Juliano Fabricio – Sal da Terra
82) Julio Paulo Tavares Zabatiero – Faculdade Unida de Vitória
83) Kathlen Luana de Oliveira- Escola Superior de Teologia/EST
84) Keiny Moreira da Cunha – Pastor Batista
85) Lays Gonçalves da Silva – Rede FALE Paraná
86) Léa Cordeiro – Pastora Metodista
87) Leonara Almeida – Rede Fale São Paulo
88) Levi Araújo – Pastor Batista
89) Lirian Angélica Rezende de Moraes – Rede FALE BH
90) Luiz Caetano Grecco Teixeira – Rev. Episcopal Anglicana
91) Luiz Carlos Gabas – Reverendo Episcopal Anglicana
92) Luiz de Jesus – Pastor Batista Boas Novas
93) Luiz Mattos – Instituto Anima
94) Lyndon Araujo – Pastor Congregacional
95) Manoel Ribeiro de Moraes Junior – Pastor Batista
96) Marcelo Gualberto da Silva – Pastor Presbiteriano
97) Marco Aurélio Alves Vicente – Pastor Assembléia de Deus – Catedral da Família
98) Marcos Custódio – CADI-Origem
99) Marcos Fellipe Marques – Pastor Comunidade de Jesus
100) Marcos Machado – Pastor Batista
101) Marcos Monteiro – Pastor Comunidade de Jesus em Feira de Santana
102) Marcos Viana – Pastor Comunidade Cristã em Amsterdam
103) Marcus Vinicius Matos – Rede Fale Coordenação Nacional
104) Mardes Silva – Pastor Igreja Betesda do Ceará
105) Mauricio Andrade – Bispo da Episcopal Anglicana
106) Mersia Lisboa Costa – Missionária Batista
107) Miguel Ângelo – Presbítero Igreja de Cristo
108) Morgana Boostel – Rede FALE
109) Mozart João de Noronha Melo – Reverendo Luterano
110) Nancy Cardoso Pereira – Pastora Metodista
111) Nello Pulcinelli – Pastor Batista
112) Nelson Gervoni – Pastor Batista
113) Neusa Butzlaff – Pastora Luterana
114) Neusa Tetzner – Pastora Luterana
115) Octavio A. S. Filho – Pastor Metodista
116) Odja Barros – Pastora Aliança de Batistas do Brasil
117) Orivaldo Lopes Junior – Pastor Batista
118) Orvandil Moreira Brabosa – Bispo Igreja Anglicana Tradicional do Brasil
119) Paltiel de Souza Ferreira – Bispo Comunidade Evangélica Cristã
120) Patrick Timmer – Missionário da Aliança Bíblica Universitária do Brasil/ABUB
121) Paulo Ayres Mattos – Bispo Metodista
122) Paulo Cesar Garcia – Pastor Comunidade Milícia
123) Paulo Saraiva – Pastor Batista
124) Pericles Gonzaga de Souza – Pastor Presbiteriana Unida
125) Rafael Lira – Juventude Batista do Estado de SP
126) Raul Matamala Seminarista Batista
127) Regis Augusto Domingues – Reverendo Episcopal Anglicana
128) Reinaldo Castro – Pastor Comunidade Cristã Novo Nascimento
129) Renan Nery Porto – Fale Uberaba
130) Ricardo Bitun – Pastor da Igreja Manaim
131) Ricardo Matense – Evangélicos Pela Justiça/EPJ
132) Rodrigo Guimarães Pinheiro – Pastor Batista
133) Romi Becker – Pastora Luterana
134) Ronny Clayton – Pastor Batista
135) Rosilea Maria Roldi Wille – Luterana
136) Sandro Amadeu Cerveira – Reverendo Presbiteriana Unida
137) Serguem Jessui Machado da Silva – Tearfund
138) Simei Marcondes de Carvalho – O Brasil para Cristo
139) Valdir Steuernagel – Pastor Luterano
140) Valmir Paze – Pastor da Ig Nazareno/Mov. Evangélico Progressista/MEP
141) Vanda Aparecida Fernandes Massa – Capelã Batista
142) Vilma Petsch – Diácona Luterana
143) Vitor Louredo de Souza – Grupo de Ações Evangelísticas – Missões Urbanas
144) Wagner Lemos Junior – Movimento pela Ética Evangélica Brasileira
145) Waldir Benevides- Reverendo Presbiteriano
146) Welinton Pereira – Pastor Metodista
147) Wellerson de Almeida – Reverendo Anglicano
148) Wellington Santos – Pastor Batista
149) Wellington Vieira – Pastor Federação das CTs Evangélicas do Brasil/FETEB
150) Wellison Magalhães Paula – Pastor Batista
151) Werner Fuchs – Pastor Luterano
152) Ziel Machado – Pastor Metodista Livre
153) Zwinglio Mota Dias – Pastor Presbiteriana Unida

Se você é líder e quer subscrever o manifesto, clique aqui.

PS: post atualizado às 22h

A César o que é de César

Protesto em Londres Foto via Facebook

Protesto em Londres Foto via Facebook

João Marques de Almeida, no Facebook

Como cidadão, creio que as decisões políticas de um país devem refletir a vontade do povo. Democracia representativa é isso, os eleitos devem representar a voz do país como um todo, ou ao menos chegar perto desse ideal.

Governar pelo povo e para o povo, sem nunca deixar de abraçar e proteger as minorias e os que mais carecem de “governo”, no intuito de levar a sociedade a um patamar de liberdade, fraternidade, igualdade (tratando o igual como igual e o desigual como desigual, como prega nossa isonômica constituição).

O que anda acontecendo no nosso digníssimo congresso (ou o que sempre aconteceu, na medida da nossa ingenuidade ou apatia política) é mais e mais descaradamente o extremo oposto, numa inversão total do objetivo de um governo. (vocês são representantes do povo e não donos do poder, meus queridos políticos! Quando a nação em massa clama e protesta, o mínimo a se fazer é ouvir);

Já como cristão, tenho em mim asco ainda maior pelas atitudes dos falsos-pastores e de qualquer que tente jogar o Cristianismo na lama suja dos “podres poderes”. (A César o que é de César, caros “pastores”! Isso serve tanto pra moeda quanto pra política). Como engolir um ser que se diz “representante de Cristo” que vem e prega a tal “teoria da prosperidade” a pessoas espiritualmente, educacionalmente e financeiramente carentes, invertendo o conceito do dízimo na velha e suja bandeira medieval da venda de bênçãos que o próprio Lutero tão firmemente lutou pra derrubar?

Sem nem mencionar os inúmeros falsos ensinamentos e fundamentalismos religiosos do século XVI já derrubados e desmascarados cansadas vezes sem fim. O nome disso é abuso espiritual e é um fenômeno não só brasileiro, haja vista o cenário fundamentalista-político americano, por exemplo. (Quem quiser conhecer mais sobre o abuso espiritual no Brasil, sugiro a leitura do livro “Feridos em nome de Deus” da jornalista Marília de Camargo César).

Feliciano é apenas mais um representante de um “Irracionalismo Cristão”, reciclado inúmeras vezes num looping indesejado da história e que a eterna imperatriz humana – a ignorância – permite que aconteça. E pelos motivos “piores possíveis de sempre” (poder, ganância, dinheiro). Os exemplos atuais são muitos e todos conhecem.

Além de tudo, é bom lembrar que vivemos num estado LAICO, ou seja, qualquer Cristão que quiser se meter a representar o Estado, deve fazê-lo no total respeito aos contrários, como todo bom e verdadeiro cristão (ou como diria Jesus, com AMOR AO PRÓXIMO, alteridade, conceito cada vez mais esquecido em nossos tempos). De outra forma, não se meta a viver de política. Dito isso, é bom que todo e qualquer que se diz cristão passe a analisar seus próprios conceitos e posicionamentos com relação a estes abusos. (Luther King já dizia que o problema do mundo não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons).

Perceba que os únicos momentos em que Jesus realmente se revoltou e pregou com grande veemência foi ao se dirigir justamente aos fundamentalistas religiosos de sua época. (os ditos fariseus). Não entram no reino dos céus nem deixam entrar. Atravancam o caminho. Afastam as pessoas de Deus, quando deveriam juntar.

Deus não se impõe sobre a livre vontade de ninguém, meu amigo, saiba bem disso. “Quem tiver ouvidos que ouça”, dizia sempre Jesus, que não parava pra ficar importunando ninguém, falava a sua palavra e saia pelo seu caminho, caminho que sabia bem qual era (extremamente político em cada ato e palavra sem nunca ter se metido em politicagens romanas, diga-se). Ora, a própria teologia cristã prega que quem é assim de tal modo impertinente, que tenta imperar de toda forma sobre a sua liberdade e vontade, lhe oprimindo nesse processo é o próprio diabo; este sim…

Né não, Feliciano? As palavras falam do que o coração está cheio e é pelos frutos que sabemos onde finca a raiz de cada um. Assim se revela de fato a quem se segue e por quem se prega.

Direitos humanos e fé cristã

foto: Facebook

foto: Facebook

Márcio Rosa, no Inquietações de um aprendiz

É lamentável que, ainda hoje, não tenhamos evoluído ao ponto de garantir os direitos mais elementares a todas as pessoas. Não basta reconhecer tais direitos, é necessário efetivá-los, sem qualquer distinção. A expressão “direitos humanos” gera reações inexplicáveis em algumas pessoas, que, ao que parece, entendem que nem todos os humanos são destinatários dos tais direitos. Há, nesse ponto de vista, grupos de pessoas que não são merecedoras dos mesmos direitos das pessoas “direitas” e “bem nascidas” (como detesto essa expressão). É claro que tais pessoas são direitas sob o próprio ponto de vista.

Há uma dificuldade enorme de aceitar as diferenças. Somos ainda tão primitivos que há nesse mundo discriminação por conta da cor da pele. Mas, evidentemente, em qualquer pesquisa que se faça, a maioria das pessoas diz que há racismo no Brasil, mas ninguém se reconhece racista. Preconceituoso é sempre o outro.

“É que Narciso acha feio o que não é espelho”, como canta Caetano. Assim, quem não professa a mesma crença é visto com desconfiança. Quem não tem o mesmo comportamento sexual é tido como abominação. Quem não adota o mesmo estilo de vida é torpe. Quem não tem a mesma convicção política é alienado. Quem não repete os mesmos dogmas é herege. O diferente está sempre errado.

Para além do elementar direito à vida e do sagrado direito à liberdade, é necessário avançar para igualdade. Mas a igualdade só será vivenciada quando os diferentes forem acolhidos, quando as diferenças não forem barreiras para a celebração da fraternidade.

Nossa Constituição Federal, em seu artigo 1º, lança como um dos fundamentos da República, o princípio da dignidade da pessoa humana. No artigo 3º, dispõe como objetivos fundamentais do país, “construir uma sociedade livre, justa e solidária”, e ainda “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. No tão citado artigo 5º, arremata dispondo que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”.

O texto fundante da nossa república afirma a igualdade e repele a discriminação de qualquer natureza. Por isso causa espécie que se queira negar direitos elementares a qualquer grupo de pessoas. Não me parece razoável que uma pessoa tenha negado o direito de constituir uma família por conta de sua orientação sexual, por exemplo, já que todos os brasileiros são iguais e não pode haver distinção de qualquer natureza.

Celebro, também, o fato de o texto fundante do cristianismo afirmar que “Deus não faz distinção de pessoas”. Mas lamento o fato de que muitos de seus seguidores discriminem de maneira tão contundente pessoas que não creem ou não vivem conforme suas crenças. Não preciso ter as mesmas crenças, nem adotar o mesmo comportamento que o outro para que o respeite. Mas não se pode negar direitos humanos fundamentais a quem quer que seja. Reconhecer esses direitos não quer dizer assumir o mesmo estilo de vida, mas apenas respeitá-lo.

Em tempos de celeuma por conta de direitos humanos, nunca é demais lembrar as palavras de um pastor, esse sim, verdadeiramente um defensor desses direitos, Martin Luther King Jr: “Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença – nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais”. Aspirou, tal pastor, o dia em que todas as pessoas, brancos e negros, pobres e ricos, judeus e gentios, católicos e protestantes “poderão se sentar junto à mesa da fraternidade”, sem qualquer distinção.