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O poeta está vivo: Janires faria hoje 60 anos


Marcelo Gualberto fala sobre Janires em programa exibido em 2008 pela Rede Super de Televisão em homenagem ao compositor.

Janires Magalhães Manso, ou simplesmente Janires (Vitória, 22 de maio de 1953 — Três Rios, 11 de janeiro de 1988) foi um cantor, compositor, produtor musical, arranjador e multi-instrumentista que iniciou sua carreira no fim da década de 1970, sendo mais conhecido como o principal responsável pela modernização da música cristã ocorrida na década de 80.

De família pobre e filho de mãe solteira, passou parte de sua juventude usando drogas. Após ser preso e permanecer durante um tempo em uma casa de recuperação se tornou cristão.

Foi o fundador e um dos vocalistas do Rebanhão, a primeira banda de rock cristão do Brasil a alcançar notoriedade nacional.

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dica do Rogério Moreira

A situação de Nelson Ned

Nelson+Ned+nelson_ned

Pisquila, no Luis Nassif Online

Praticamente não se ouve mais nas rádios o inconfundível vozeirão do cantor mineiro de Ubá, Nelson Ned. “O Pequeno Gigante da Canção”, como era conhecido, fez grande sucesso cantando músicas românticas nos anos 60 e 70, tanto no Brasil como no exterior. Foi bastante conhecido em toda a América Latina e em especial no México.

Em sua carreira artística ele gravou 32 discos em português e espanhol e vendeu cerca de 45 milhões cópias, sendo que o seu maior sucesso foi a música “Tudo Passará”. Um dos seus maiores apoiadores foi o Chacrinha, apesar de que foi o radialista Aldair Pinto, da rádio Inconfidência de Belo Horizonte, quem lhe deu a primeira oportunidade de cantar no rádio, logo no início dos anos 60.

Hoje, aos 66 anos de idade e doente (o artista perdeu a vista do olho direito e vive em uma cadeira de rodas), encontra-se internado em uma clínica de repouso na cidade de São Roque/SP e com parcos recursos financeiros para sobreviver. Sofrendo com problemas de saúde causados pelo diabetes e hipertensão arterial, o cantor também foi diagnosticado com o Mal de Alzheimer em seu estágio inicial.

Nelson Ned começou a ter a sua saúde abalada em decorrência das drogas (cocaína e álcool) do qual foi usuário até o início de 1993, quando após um longo tratamento, largou o vício. Além disso, sofrera um derrame cerebral em novembro de 2003, do qual demorou cerca de quase três anos para se recuperar. Tendo dividido o palco com cantores conhecidos internacionalmente como Júlio Iglesias e Tony Benett, chegou em uma das suas turnês pelos Estados Unidos a se apresentar no Carnegie Hall e no Madison Square Garden, ambos em Nova York.

Separado há três anos de Maria Aparecida e com parcos recursos financeiros para sobreviver, hoje ele é tutelado e está sob a guarda da sua irmã Neuma, que ficou responsável pelos direitos autorais das suas músicas, sendo isso a sua única fonte de renda atualmente. A casa onde morava na zona sul de São Paulo junto com a ex-esposa, pegou fogo no ano passado e até hà pouco estava sem reforma. Boa parte do acervo do cantor perdeu-se com o incêndio (discos, fitas, vídeos, álbuns e prêmios).

É triste ver o Nelson Ned nesta situação, pelo tanto que ele já fez pela música brasileira. Como sou admirador da voz e do trabalho desse grande artista, resolvi homenageá-lo neste post. Destaco este vídeo de um programa de televisão, onde ele canta seu grande sucesso “Tudo Passará”, que inclusive é considerada pelo próprio Nelson como sendo a sua música predileta.

dica do Eduardo Silva

Estudo mostra que maioria da população de rua não bebe nem usa drogas

Pesquisa derrubou mitos e trouxe à tona outra realidade sobre o perfil dessa população; somente 13% dos moradores de rua são analfabetos, 65% não bebem e 62% não usam drogas

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Igor Carvalho, no Brasil de Fato

O Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro realizou um estudo para traçar um perfil das pessoas em situação de rua, na região metropolitana da capital. A pesquisa derrubou mitos e trouxe à tona outra realidade sobre o perfil dessa população. Somente 13% dos moradores de rua são analfabetos, 65% não bebem e 62% não usam drogas.

“A intenção do projeto era realizar um mapeamento dessa população. É muito difícil realizar esse censo, nem o Censo do IBGE os afirma, pois parte da premissa do endereço,ou seja, são pessoas invisíveis”, afirmou a coordenadora do estudo, Juliana Moreira.

Para o vereador Renato Cinco (PSOL), a desmistificação dos hábitos da população de rua é “extremamente importante”. “Esse estudo fortalece uma crítica que fazemos ao governo e para a imprensa, que sempre transformou a população de rua como ‘cracudos’. Espero que possamos tratar dessa população sem os estigmas e os mitos que recaem sobre eles.”

“Há relatos durante as entrevistas de violação de Direitos Humanos por parte dos agentes da prefeitura. Os relatos apontam que esses agentes rasgam os documentos”, disse Cinco sobre o projeto “População de Rua”, da prefeitura do Rio, que começou em dezembro. “Tenho escutado muitas denúncias de violência contra moradores de rua nessas abordagens do projeto. É um processo de higienização no Rio de Janeiro.”

O Ministério Público do Rio entrou com uma ação civil pública, onde pede a perda de função pública e suspensão por cinco anos dos direitos políticos do prefeito Eduardo Paes e do secretário de governo, Rodrigo Bethlem, por conta da ação adotada contra moradores de rua. Segundo a promotoria, os agentes utilizam armas de fogo para levarem compulsoriamente as pessoas a um abrigo.

A ausência dos documentos evita que pessoas em situação de rua não tenham acesso a políticas sociais. A Defensoria escutou 1.247 pessoas em situação de rua, destes, 1.049 não possui acesso a benefícios assistenciais.

Com os resultados, a Defensoria irá estabelecer parcerias com o Tribunal de Justiça e o Ministério do Trabalho, para emitir novos documentos e emitir a Carteira de Trabalho da população de rua.

Gay adota neta de traficantes e menina torna-se Mini Miss Brasil

Antes da conquista, garota viveu o drama de perder a visão do olho direito. Para a capixaba Ana Clara, superação deve-se ao carinho do pai adotivo.

Ana Clara Ferrares foi eleita Mini Miss Brasil Oficial 2013 (Foto: Arquivo Pessoal)

Ana Clara Ferrares foi eleita Mini Miss Brasil Oficial 2013 (Foto: Arquivo Pessoal)

Publicado originalmente no G1

A rotina de preparação para concursos de beleza e ensaios fotográficos passa longe da vida que Ana Clara Ferrares, de 10 anos, levava há apenas dois anos. A estudante é neta de traficantes presos no Espírito Santo e enfrentou a perda da visão do olho direito em um acidente. Hoje, ela se define como uma criança feliz, após ser adotada aos oito anos pelo missólogo Guto Ferrares, que é homossexual. Em abril deste ano, ela foi eleita Mini Miss Brasil Oficial 2013, em concurso realizado em São Paulo, uma conquista que a menina levou para o pequeno município de Aracruz, no Espírito Santo.

No Espírito Santo, a oportunidade que Ana Clara teve é bem diferente da realidade de crianças com mais de três anos que esperam para ser adotadas. Em todo o estado, segundo o Tribunal de Justiça (TJ-ES), 132 crianças e adolescentes esperam por um novo lar e o número de pretendentes habilitados passa de 750, mas em geral, a adoção de recém-nascidos e menores de dois anos é preferência entre esses pais. Para incentivar essa ação, foi criada a I Campanha de Incentivo à Adoção Tardia, no município da Serra, na Grande Vitória, que acontece de 19 a 24 de maio.

O pai adotivo Guto Ferrares, de 25 anos, contou que os pais biológicos da filha eram foragidos da polícia e ela morava com os avós, em Colatina, no Noroeste do estado, mas eles tinham envolvimento com o tráfico de drogas e foram presos. Ana Clara acabou morando com vizinhos por algum tempo.

Mas as dificuldades não pararam por aí. “Quando ela morava no bairro São Judas Tadeu, em Colatina, um bandido da comunidade foi preso e os moradores resolveram soltar fogos para comemorar. Um dos foguetes caiu em cima da casa que ela morava e o telhado explodiu. Um pedaço bateu direto no olho direito dela e a cegou”, contou Guto.

A história de Ana Clara chegou aos ouvidos do pai adotivo através de uma amiga da mãe dele, que é moradora de Colatina. Guto contou que se comoveu com a história e como já tinha vontade de ser pai, mas nenhuma pretensão de se casar, resolveu ver se havia alguma maneira de adotar a garota. “Três meses depois do acidente, a menina fez uma cirurgia no olho e foi nesse dia que a gente se conheceu. Fui bem devagar com ela, de início não falei que eu a adotaria, falei que era um amigo e que ela passaria uns dias comigo, para ver se gostava”, lembrou.

Para a garota, as dificuldades foram superadas com a ajuda de um grande aliado: o carinho do pai adotivo. “A adaptação foi fácil porque a minha nova família me recebeu de um jeito muito carinhoso, muito diferente do que eu recebia na vida que tinha antes. Com meu pai foi ainda mais especial, porque na verdade eu nunca conheci meu pai biológico. Ele é a pessoa mais importante da minha vida e hoje tenho uma família completa”, disse a menina.

Guto, que é homossexual, chegou a pensar que seria difícil explicar para Ana Clara que era um pouco diferente da maioria dos pais. “No início, ela não sabia o que era gay. Expliquei à ela que era um pouquinho diferente do que ela estava acostumada a ver, que não namoraria uma mulher. Acredito que a criança é o que os pais passam para ela, adquire valores. Eu sou um pai bem rígido, quero o melhor para ela, portanto em casa não existe preconceito e nem falta de educação”, falou.

Guto e Ana Clara (Foto: Arquivo Pessoal)

Guto e Ana Clara (Foto: Arquivo Pessoal)

Ajuda para recomeçar
A menina simpática, descontraída e vencedora de concursos de beleza chegou à casa de Guto totalmente retraída, sem conseguir conversar muito com as pessoas. O pai, então, procurou uma ajuda psicológica para ajudar a filha a superar os traumas de infância.

“Hoje ela é uma criança totalmente diferente, bem resolvida. Na verdade, ela fez um tratamento psicológico só por seis meses, foi uma espécie de preparação para a nova vida, um empurrão. Ela realmente deixou tudo o que viveu para trás, foi muito forte, e passou a me tratar como se eu sempre tivesse sido o pai dela”, contou Guto Ferrares.

Guto também comentou as mudanças que a paternidade trouxe para sua vida. “Eu não paro para pensar que eu fiz parte da evolução dela, penso no que construímos juntos, que ela tornou minha vida mais especial. Hoje ela trata a dificuldade da visão como superação, encara a diferença dela como algo positivo, isso é maravilhoso.”

Ana Clara vai disputar o Mini Miss Universo no fim deste ano (Foto: Arquivo Pessoal)

Ana Clara vai disputar o Mini Miss Universo no fim
deste ano (Foto: Arquivo Pessoal)

Mini Miss Brasil
Já adaptada à nova casa, Ana Clara Ferrares contou ao pai que sempre teve o sonho de ser modelo, mas se considerava aleijada por ser cega de um olho. O apoio e o conhecimento de Guto foram essenciais para que a menina não desistisse de suas ambições. “Sou missólogo, um preparador de beleza de misses e misters, então tive segurança para conversar com ela sobre isso. Expliquei que ela não era aleijada, que era bonita e poderia ser o que quisesse. Contei que existem modelos de todos os tipos, até mesmo uma que é surda”, explicou.

Um dia, a menina pediu para começar a competir em concursos de miss, acreditando que o pai seria o primeiro a apoiá-la, mas essa não a primeira reação. “Tinha medo que ela perdesse algum concurso e ficasse para baixo, não queria vê-la sofrer. Mas ela acabou contando tudo para a psicóloga dela, que me ‘deu um puxão de orelha’, falou que seria importante para ela”, disse.

Desde então, a garota passou a colecionar títulos. Em 2011, ela ganhou o Mini Miss Espírito Santo 2012. No ano seguinte venceu o Mini Miss Brasil Fotogenia 2013 e foi chamada para a seleção do Mini Miss Espírito Santo Oficial, que também venceu. No dia 27 de abril deste ano, ela ganhou o Mini Miss Brasil Oficial e agora vai disputar, na categoria dela, o concurso de Miss Universo em Buenos Aires, no fim deste ano.

Ana Clara gostou tanto da experiência que agora faz parte de seus projetos para o futuro continuar desfilando. “Eu descobri que adoro participar de concursos e desfiles e quero seguir uma carreira.”

Adoção tardia
Segundo a juíza da Vara da Infância e Juventude da Serra, Gladys Pinheiro, as pessoas dispostas a adotar querem recém-nascidos ou bebês. “Nossa cultura já está mudando, mas ainda precisamos trabalhar e repercutir a importância dessa ação com as crianças mais velhas e os adolescentes. Geralmente, elas costumam ficar em abrigos até atingirem a maioridade”, disse.

Mas essas situação não se encaixa no caso de Guto e Ana Clara. Foi de uma relação inicial de amizade que surgiu o amor de pai e filha, sem se importarem se não tinham o mesmo sangue. A idade da menina, então com oito anos, não foi um empecilho. “O melhor de ser pai é poder passar todo o meu carinho e o amor para ela, e esses sentimentos não medem idade e nem deixam espaço para preconceitos”, disse.

Ana Clara foi adotada por Guto há dois anos (Foto: Arquivo Pessoal)

Ana Clara foi adotada por Guto há dois anos (Foto: Arquivo Pessoal)

‘Ela está arrependida’, afirma marido de mulher que agrediu cão no RS

Homem não quis se identificar e diz que sofre ameaças desde sexta (10).
‘Não cometi crime algum. Vamos continuar vivendo normalmente’, diz.

Homem diz que sofreu ameaças por e-mail e por celular (Foto: Reprodução/RBS TV)

Homem diz que sofreu ameaças por e-mail e por celular
(Foto: Reprodução/RBS TV)

Publicado no G1

Ao levar a esposa para prestar depoimento à polícia nesta terça-feira (14), o marido da mulher que foi filmada agredindo um filhote de poodle na última sexta (10) disse que a família está arrependida pelo fato e preocupada com a exposição do filho na imprensa. O homem de 46 anos, que pediu para não ser identificado, revelou que não pretende se mudar do condomínio onde o vídeo foi registrado.

Ele afirma que a família vai continuar vivendo normalmente, mesmo assustada com as ameaças sofridas desde que o vídeo foi publicado.

“Fiquei muito bravo com ela. O país inteiro ficou. Mas nós frequentamos a igreja, somos evangélicos, nunca passamos por isso. Houve muita exposição dos meus filhos. Ela vai assumir, já está arrependida”, declara o marido. “Creio que a denúncia deveria ser feita mesmo e ficar com a Justiça. Eu não cometi crime algum, vamos continuar vivendo normalmente, não temos por que nos mudar. Foi um fato isolado”, diz.

Ele diz ainda que sua mulher passará por exames para comprovar que não usa drogas. “É difícil. Vamos procurar assistência psicológica e ela vai fazer exames para provar que não usa mais drogas”, explica.

Mulher presta depoimento
A antiga dona do filhote se apresentou à polícia nesta terça para prestar depoimento. Ela chegou acompanhada dos filhos e do marido pouco depois das 9h à sede da Delegacia de Polícia para Crianças e Adolescentes (Deca) e está sendo ouvida pelo delegado Andrei Luiz Vivan.

A mulher estava sendo procurada pela Polícia Civil desde a segunda-feira (13), mas não havia sido encontrada. Segundo o delegado, o caso é investigado inicialmente pelo Deca pois também existem suspeitas que ela praticava agressões contra os filhos. No decorrer da investigação, o delegado Leandro Cantarelli Lisadro, da Delegacia para Criança e Adolescente Vítima (DPCAV), assumirá o caso.

As imagens gravadas por um estudante mostram a mulher e o filho agredindo o animal, um filhote da raça poodle, em um condomínio na Zona Norte da capital gaúcha. O animal desmaiou e foi resgatado na última sexta-feira (10) pelo subsíndico do condomínio, Bruno Campelo. O cão foi levado por ele e pelo síndico até uma clínica, onde passou por exames e foi medicado. No domingo, ele já estava bebendo água e se alimentando sozinho.

Em determinado momento do vídeo, a mulher que agrediu o filhote diz a um de seus filhos: “Todos os cachorros, todos os bichos que tu vês na rua a gente não trata bem. A gente vai e bate”.

Cãozinho tem novo dono e passa bem

O filhote de poodle batizado de Rossi passa bem após agressão (Foto: Fernando Lopes/G1)

O filhote de poodle batizado de Rossi passa
bem após agressão (Foto: Fernando Lopes/G1)

Adotado pelo homem que o resgatou, o filhote Rossi recebeu a primeira vacina nesta terça-feira (14). Recuperado, ele já corre normalmente e brinca com a filha do novo dono, Bruno Campelo.

“Ele está começando a viver uma nova vida”, afirmou Bruno ao G1, em visita à RBS TV nesta terça. Rossi ficou em uma clínica veterinária durante um dia e meio, quando a veterinária o liberou para ir para casa. No apartamento novo, o filhote se alimenta com ração específica e brinca com os moradores. “Ele ficou meio tímido no início, depois começou a se soltar. Tenho uma filha de 1 ano e 3 meses, a Bruna. Ela brinca muito com ele, tem hora que ele exagera na mordida e ela sai correndo, mas volta a brincar, faz um carinho”, conta.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

ñ vou postar aqui, mas está circulando no facebook uma imagem com fotos da agressora e a palavra “evangélica” escrita em tamanho maior que o próprio nome dela. precisa disso?