A ex-modelo viciada em crack e o nosso racismo implícito

modelo-crack

Tony Goes, na Folha de S. Paulo

Dois anos atrás, o “mendigo gato” causou comoção nas redes sociais. Assim que foi postada uma foto do então morador de rua em Curitiba, surgiram pessoas dispostas a ajudá-lo. “Vamos dar emprego, vamos dar abrigo, vamos tirá-lo dali!”, bradavam os internautas. Pela mais prosaica das razões: o rapaz, um ex-modelo viciado em crack, era de fato muito bonito.

Agora a história se repete – só mudou o sexo da protagonista. Loemy Marques teve seu drama revelado pela revista “Veja São Paulo”, e jornalistas de diversos órgãos partiram imediatamente em seu encalço. Equipes de TV disputaram quase que a tapa o privilégio de levá-la a seus programas.

Tudo muito bonito, claro. E também não resta dúvida de que a moça mereça toda essa atenção. Mas aí, surge a pergunta que não quer calar: por que só ela?

A cracolândia paulistana é povoada por gente oriunda de todas as classes sociais, mas a imensa maioria não tem o apelo midiático de Loemy. Nenhum deles gerou um mutirão de solidariedade, nem atraiu para si as câmeras da televisão. Por que muitos deles são pobres, são feios, muitas vezes desdentados – e, muitas vezes, negros.

Loemy Marques e Rafael Nunes, o “mendigo gato”, foram reconhecidos como “um dos nossos” por boa parte do público com acesso à internet. Não deveriam estar dormindo ao relento, muito menos se prostituindo para poder comprar a droga. Precisamos resgatá-los, e rápido!

Ambos são louros de olhos azuis. Ambos eram modelos antes de decaírem. Desvios imprevistos de rota levaram-nos à marginalidade. Pelo curso natural das coisas, deveriam estar morando em casas confortáveis e fazendo carreiras de sucesso.

Ainda mais poderosa que a beleza dos dois é a raça. Duvido, mas duvido muito, que uma ex-modelo negra tivesse a mesma sorte que Loemy. No máximo, ela ganharia uma reportagem num desses programas vespertinos sensacionalistas. Afinal, adoramos conhecer a desgraça de quem um dia esteve bem, mas já não está mais.

Essa curiosidade mórbida justifica parte do circo armado ao redor de Loemy (na segunda, 24, a matéria da Folha sobre ela foi a mais lida de todo o UOL). Mas não explica a avalanche de solidariedade que a ex-modelo vem recebendo.

No próximo domingo, ela será exibida feito um troféu num programa de auditório. Estará de banho tomado, penteada, maquiada e usando roupas novas. Mas não, não estará curada: nenhuma clínica de reabilitação oferece resultados em menos de uma semana.

Mesmo assim, teremos a gostosa sensação de missão cumprida. Mais uma beldade loura que foi salva de uma vida de desespero. Mais uma branca de “boa aparência” que foi reconduzida ao bom caminho.

Enquanto isto, milhares de “nóias” negros e mulatos permanecem nas ruas.

Leia Mais

Universitários desenvolvem esmalte de unha que pode detectar drogas em bebidas

Produto que muda de cor permite que mulheres verifiquem se alguém adulterou o seu drinque durante uma festa, por exemplo

Esmaltes de unha: arma contra estupros (foto: Marcio Oliveira / Agência O Globo)
Esmaltes de unha: arma contra estupros (foto: Marcio Oliveira / Agência O Globo)

Publicado em O Globo

Quatro estudantes da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, estão desenvolvendo um esmalte de unha capaz de revelar a presença de drogas, como Rohypnol e GHB, que costumam ser utilizadas por estupradores para adulterar bebidas de potenciais vítimas. Ao entrar em contato com essas substâncias, o esmalte alteraria a sua cor, alertando sobre a tentativa de ataque.

Batizada de Unvercober colors, a empresa criada pelos universitários tem como objetivo desenvolver tecnologias que permitam o empoderamento das mulheres na sua própria proteção contra criminosos.

“Para o nosso primeiro produto, estamos desenvolvendo um esmalte de unha que muda de cor quando em contato com drogas usadas em estupros, como a Rohypnol, Xanax, e GHB. Com o nosso esmalte, qualquer mulher poderá discretamente garantir a sua própria segurança ao simplesmente mergulhar o seu dedo na sua bebida. Se o esmalte mudar de cor, ela saberá que há algo errado”, afirma a empresa em sua página no Facebook.

Tecnologias que procuram garantir que bebidas estão livres de substâncias que podem ser usadas para crimes, como porta-copos, ou mesmo copos, não são novidade. No entanto, caso vingue, a iniciativa do esmalte permitiria uma ferramenta mais discreta para aqueles que não querem deixar transparecer que suspeitam que a sua bebida tenha sido adulterada.

Apesar de promissor, o produto ainda não tem data para chegar ao mercado.

Leia Mais

Os profetas do gangsta gospel

Pastor Ton em sua igreja: “Eu danço em cima do sangue de Jesus” (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
Pastor Ton em sua igreja: “Eu danço em cima do sangue de Jesus” (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

Anna Virginia Balloussier, no Religiosamente

Em comum, eles cantam sobre a “vida loka” da periferia, com roupas “de mano”, em meio a carrões “da hora”. E fazem isso em nome de Deus.

Pastor Ton, Marcio Moreira e Paulo “Profeta” Deivid são expoentes do gangsta gospel.

Esse estilo musical une pregação evangélica a um gênero particular do rap, com batida agressiva e letras sem rodeios sobre drogas (“bagulho mesmo”), criminalidade (“a chapa esquenta”) e violência policial (“os gambé embaça”).

O gangsta –derivativo de gângster– conta a vida como ela é. E ela nem sempre era bonita de onde vieram pioneiros americanos do gangsta, como Snoop Doggy Dogg e Tupac Shakur (morto há 18 anos, com quatro tiros em Las Vegas).

“Sempre sonhei em fazer clipe que nem os gringo”, diz Pastor Ton, 36, autor de músicas como “Serial Killa” e “121” (número do homicídio no Código Penal).

Ele curte carrões “lowrider”, aqueles que andam quase arrastando no chão e quicam feito bola de basquete, bem comuns entre gangues de mexicanos nos Estados Unidos.

“Assim como os carros deles pulam na presença da [Nossa Senhora de] Guadalupe, quero que aqui pulem aos pés do meu Deus”, diz.

No vídeo de “É Us Crent’s”, que ele mesmo dirigiu, canta com cara de mau ao lado de um Chevrolet Impala 1962, cor azul.

Na vida real, Ton tem um Gol 1999 e duas lojinhas de salgado. O dízimo que recebe, segundo Ton, mal paga o aluguel de R$ 600 do galpão em Guaianases, zona leste de São Paulo.

É lá que funciona a Comunidade Profética Descendentes de Davi, que lidera ao lado da mulher, a ex-prostituta e hoje pastora Angela de Jesus. Com 35 cadeiras de plástico branco e um orelhão grafitado com o nome “JESUS” do lado de fora, a igreja funciona ao lado de uma boca de fumo.

Quando canta coisas como “no meio da Babilônia o demônio impera com um fuzil em punho” ou “a fumaça encobre o rosto de Lúcifer”, Pastor Ton tem um objetivo claro: “Converter a cultura gangsta aos pés do Senhor”.

“O gansgta diz o que tá rolando, mas não mostra saída. O gangsta gospel fala, ‘ó, tá rolando isso’, mas tem uma saída. Deus.”

Nos anos 1990, a chamada “linguagem das ruas” ganhou força nos Estados Unidos e uma “versão brasileira, Herbert Richers”, encabeçado pelos Racionais MC’s.

Quando Pastor Ton começou, na banda Criminal Base, não era pastor nem Ton: atendia por Everton Santos, um rapper que se amarrava no som de Mano Brown e andava pra lá e pra cá com um revólver calibre 32, escondido na mala dos vinis (“enferrujado, se atirasse só dava tétano”).

“Até que Deus pediu para que eu trocasse minhas roupas”, diz.

MUDANÇA DE HÁBITO

Certa madrugada, após curtir todas num bailão, esperava um ônibus que nunca chegava. Para passar o tempo, refugiou-se numa Assembleia de Deus. Gostou do que viu e decidiu ficar.

“De repente, eu tava de cabelo curto, sem brinco, sem roupas largas, todo de social.”

Everton saiu “do mundão”. O mundão, contudo, não saiu dele. Se passava um carro tocando Racionais, “a lágrima escorria” de tanta saudade. Aos poucos, foi percebendo que sua “maneira de pregar o Evangelho era gangsta”. E que ele podia usar isso a seu favor.

Os jovens em particular o escutavam: taí um pastor que falava a língua deles. “Entro em lugares que a música dos caras de terno e gravata não vai entrar.”

Hoje Pastor Ton afinou o discurso e folgou as roupas. Usa uma blusa bege três vezes maior do que seu número, como tantos manos da periferia, “porque na cadeia não tem essa de tamanho de roupa”.

Nos pés: All-Star preto. Na cabeça: o boné dos Los Angeles Kings, um time de hóquei. Completam o visual óculos escuros (faz sol), relógio dourado (comprou no Brás) e luva de ciclista (acha estilo).

Quando o veem, alguns “crentes engravatados” até torcem o nariz. Mas, em geral, conta que evangélicos de todas as idades costumam entrar na onda.

Pastor Ton estica os braços até a altura do peito: “As mais tradicionais de coque dão um pulo deste tamanho”.

Paulo Deivid e Marcio Moreira, em Francisco Morato, na Grande SP (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
Paulo Deivid e Marcio Moreira, em Francisco Morato, na Grande SP (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

Marcio Moreira também acha que deu um salto na vida.

Na juventude, vendia drogas como crack e cocaína para a molecada. Uma tentativa de superar o irmão mais velho, Mauricio. “Quis crescer pior do que ele.”

Mauricio, traficante, morreu esfaqueado numa emboscada com 48 presos de uma facção rival, durante uma rebelião numa penitenciária de Sorocaba (SP). Era “Superman” do caçula. “Aquele ladrão que onde chegava era representado. Quando chegava, o pessoal já fazia churrasco para ele”, diz.

Depois da tragédia familiar, Marcio entrou de cabeça na “vida bandida”. Num dia de tempestade, quis entrar de cabeça no asfalto. Viu um carro passando e, de saco cheio de tudo, decidiu se jogar na frente dele. “Aí escutei Deus falar comigo. ‘Não se joga, Marcio, vai para a igreja’.”

Ele foi. No mesmo dia, perdeu na chuva o dinheiro do aluguel. Depois, uma moça ligou dizendo que achou a carteira.

Marcio viu um sinal. “Deus já tá começando, por mais que eu seja um pecador…”

Hoje, ele é pastor e faz gangsta gospel com a mulher e o filho, no grupo Terceiro Dia. “Jesus foi crucificado, ressuscitou no terceiro dia. Morre o velho homem, nasce a nova criatura.”

No clipe de “Amor em Extinção”, o trio discorre sobre como o amor está acabando no “mundão”. Cenas da família se intercalam à de palhaços assustadores –imagens tiradas de filmes de terror do “Cine Trash”, programa que o personagem Zé do Caixão apresentava na Band. “É o próprio demônio dando risada da humanidade”, Marcio explica a simbologia.

Outros símbolos ele carrega no corpo: tatuagens da época em que ainda não era convertido, como um escorpião, um dragão e um ícone da gangue que ele fazia parte, a Mais 1 Tranqueira (“a gente rivalizava com a Operação Maloca”).

Marcio carrega a cruz no pescoço: um crucifixo sobreposto à camisa social cinza, que combina com uma bermuda militar, meião branco quase até o joelho e All-Star preto.

Ele conversa com amigo Deivid, da Profetas da Z/O (de Zona Oeste, onde começou a carreira), sobre um festival cristão que ambos vão participar, o Louvorzão –também escalados, o Grupo de Pagode Resgate e a Pura Unção.

Estamos na casa/estúdio/futura igreja de Marcio, em Francisco Morato (Grande SP): um cômodo com teto de telha onde coexistem fogão, geladeira, mesa de som, cama de casal e armário amarronzado tipo Casas Bahia (na porta, adesivos de galinhas e dos dizeres “Glória a Deus”, em amarelo berrante).

Deivid passa sempre lá para discutirem o “movimento”.

“No passado eram os profetas da Bíblia. Hoje nós, servos de Deus, somos constituídos perante a Bíblia como profetas”, diz o rapper de Carapicuíba (Grande SP), de jeans e blusa branca extralargos e lenço lilás no pescoço.

Deivid alisa o cavanhaque e discursa: que estilo não é documento. “As pessoas mais tortas e mais erradas, que mais roubam no país, não andam dessa forma, andam muito bem vestidas”.

No Facebook, ele “dá like” na série de TV “Breaking Bad”, “Chaves” e “The Big Bang Theory”. Como literatura, curte uma única opção: a Bíblia. As escrituras, para ele, deixam claro: “Quem não vem pelo amor, vem pela dor”.

Foi um adolescente “loucão, que chapava de bebida”, acostumado a crescer numa vizinhança onde os tiros às vezes eram tantos que pareciam milho em panela de pressão.

Convertido, caiu a ficha. “Nosso foco é resgatar os mano da rua como a gente foi resgatado”. Uma batalha e tanto pela frente, ele crê. “Deivid contra Golias.”

Leia Mais

Freira usa rap e hip hop para levar religião a dependentes químicos

De acordo com a religiosa, é necessário entrar na realidade deste público.
Irmã Inez mora em Paranaguá e também trabalha com moradores de rua.

Irmã Inez viu no rap a possibilidade de se aproximar de jovens dependentes químicos e moradores de rua (foto: Arquivo Pessoal)
Irmã Inez viu no rap a possibilidade de se aproximar de jovens dependentes químicos e moradores de rua (foto: Arquivo Pessoal)

Bibiana Dionísio, no G1

A irmã Inez de Souza Carvalho, que mora em Paranaguá, no litoral do Paraná, rompeu barreiras do tradicionalismo e aderiu ao rap e ao hip hop para levar a religião aos jovens com dependência química e aos moradores de rua. Ela canta, dança e usa hábitos estilizados – tudo para adequar a linguagem ao público. O método diferenciado, segundo a freira, é eficaz. Inclusive, os shows têm sido requisitados fora do estado para eventos religiosos ou com a intenção de assistir adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Para o mês de agosto, há apresentações marcadas em São Paulo e Rio de Janeiro. Tanto sucesso já fez com que ela ganhasse títulos de Freira do Rap e de Madrinha dos Raps do Paraná.

Irmã conquistou o título de Madrinha dos Raps do Paraná (foto: Arquivo Pessoal)
Irmã conquistou o título de Madrinha dos Raps do
Paraná (foto: Arquivo Pessoal)

“Eu precisava evangelizar esses jovens, mas era impossível. Uma freira falar de Deus, catequizar, falar que Deus os ama, é difícil. Eles falavam que isso não existe”, conta a irmã Inez. De acordo com a Secretaria Municipal de Assistência Social de Paranaguá, apenas no mês de julho, passaram pelo serviço de atenção a pessoas em situação de vulnerabilidade, 59 pessoas. A estimativa do poder público é de que mais de 90% deles tenham vício em drogas ou álcool. Este é o número oficial, porém, a quantidade de pessoas que passam por este problema e não procuram ajuda é ainda maior.

Foi para superar esses obstáculos que o rap surgiu como uma opção. Para a irmã, o resultado tem sido fantástico. Alguns jovens, comemora a irmã, conseguiram se livrar do vício, e outros a enxergam como um porto seguro a ponto de me ligarem no meio a madrugada para pedir ajuda. “Tem que entrar no mundo deles, ver a realidade, o que eles fazem e como eles vivem. O rap é uma forma para eles se expressarem. Nós usamos a música para resgatá-los e confrontá-los com este mundo vazio que eles vivem”.

Com o histórico de nove anos de uso de crack, Erickson Roberto Nascimento de Santos, de 29 anos, conseguiu mudar a própria vida a partir do trabalho da irmã Inez. Para ele, que hoje trabalha com manutenção de alvenaria, chega a ser difícil descrever o quanto foi beneficiado. “O rap o hip hop ajudam muito. A letra fala de união, envolve muito os jovens e ajuda as crianças a entenderem que a vida com drogas é uma vida ao contrário. O rap tem a dança, e eles [jovens] começam a se envolver na dança e não querem parar. É um trabalho tremendo”, disse Erickson.

Ele conta que tinha preconceito com instituições voltadas para tratamento de dependentes químicos, mas que as consequências do crack fizeram com que ele procurasse ajuda. “Eu estava perdendo o meu casamento, a confiança das pessoas, estava perdendo até o meu trabalho. A irmã Inez confiou em mim, me ajudou, conseguiu uma vaga e eu disse que não iria decepcioná-la”, lembrou. Erickson ficou nove meses em tratamento em uma casa de recuperação em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. O espaço foi fechado em 2013.

Com a música “Menor abandonado”, a irmã retrata o sentimento de quem vive nas ruas. “Andando pelas ruas, nesta escuridão, com frio e com fome, e sem ter um pão, sem ninguém para me ajudar nesta solidão, nos caminhos desta vida, sem ter um irmão. Tive toda liberdade pra fazer o que quis, mas confesso a você que eu nunca fui feliz Nunca quis saber de Deus, nem conhecer o céu, nunca imaginei que o mundo fosse tão cruel. O prazer e a maldade foi o que escolhi, nunca conheci o amor, e nem o Senhor, mas agora eu quero conhecer, mostra, por favor, esse amor que vem do céu, seja como for”.

Nem sempre as composições falam diretamente de religião. A Copa do Mundo inspirou a irmã a compor o rap “Mundo é meu Brasil” (veja o vídeo). Ao brincar com trechos do hino nacional, a letra fala que todo o homem quer ser livre e amado no país adorado. Também menciona o clamor da população por um país sem racismo e desigualdade. “O grito do meu povo que deseja um mundo novo, é a voz do coração que faz a pátria uma nação tão esperada”, diz trecho da música.

A freira avalia que a sociedade justa, tão desejada, não e fácil de conquistar, se o “tráfico corre e ninguém vê”. Além disso, a irmã chama a população. “Eu não posso mais ficar em berço esplêndido deitado, só na tranquilidade, esperando o sol da liberdade. Temos muito o que falar, trabalhar, ajudar”.

Independentemente da mensagem, os shows são sempre muito animados e fazem com que o público entre na batida do hip hop. A irmã tem uma banda e duas outras freiras também cantam e dançam no palco. Cada apresentação exige um período de preparação, já que as irmãs precisam ensaiar as coreografias e planejar todos os momentos do show. A irmã Inez tem ainda outros cinco CD de música sacra gravados.

Irmã Inez durante show: sucesso com admiradores do estilo no litoral do Paraná (foto: Arquivo pessoal)
Irmã Inez durante show: sucesso com admiradores do estilo no litoral do Paraná (foto: Arquivo pessoal)

(mais…)

Leia Mais

Empresa holandesa cria ‘baseado’ eletrônico

Publicado no Catraca Livre

Depois do cigarro, agora é a vez da maconha. A empresa holandesa E-Njoint BV diz que desenvolveu o “primeiro” baseado eletrônico do mundo. O E-Njoint é descartável e não contém THC (princípio ativo da maconha), tabaco ou nicotina, tornando o produto inofensivo e 100% legal.

O produto tem a forma típica de um cigarro de maconha e uma luz verde com o símbolo da folha de cannabis acende e aparece na ponta cromada toda vez que o usuário dá uma tragada. São oferecidos seis sabores diferentes de frutas.

baseado1

 

A questão agora é de como as instituições governamentais vão classificar esta nova invenção que está sendo atualmente comercializada na Europa.

Só mesmo os holandeses para pensarem numa versão eletrônica do baseado. “A Holanda é famosa no mundo inteiro por sua atitude tolerante e liberal com relação às drogas leves, sendo que a introdução deste novo produto defende claramente a posição de que, desde que você não perturbe ou prejudique outras pessoas e se mantenha dentro dos limites legais, tudo estará muito bem”, diz Menno Contant, CEO da E-Njoint.

The Dutch invent world’s first electric joint

Na realidade o E-Njoint não é o primeiro cigarro eletrônico de maconha. Desde o começo do ano, Open Vape fabrica e vende um produto similar nos Estados Unidos.

No caso do “baseado” eletrônico americano, o refil contém óleo extraído da folha e de partes da cannabis descartadas no processo de preparação da maconha para a venda, como caule e flores.

Leia Mais