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“Bem-vinda ao hospício da família brasileira”, diz Marcelo Tas para Dani Calabresa

img20121222163938Publicado originalmente no Na Telinha

Em seu perfil no Twitter, Marcelo Tas se manifestou neste sábado (22) sobre a ida de Dani Calabresa para o “CQC”.

“Bem-vinda ao hospício da família brasileira, Dani!”, disse o líder do grupo.

De saída para a Record, o humorista Rafael Cortez também desejou sorte à Dani: “Estou feliz com a ida da @calabresadani para o CQC. A Dani vai detonar! Espero que ela seja tão feliz lá como eu fui. Boa sorte e muito sucesso!!!”.

Esposa de Marcelo Adnet, Dani Calabresa deixa a MTV e passa a integrar o elenco do “CQC” na próxima temporada. Segundo a emissora, a participação de Calabresa no programa ainda está sendo formatada.

O “CQC” entrou de férias e deve voltar com exibições ao vivo no dia 11 de março.

Americana agride namorado por ameaçar levar última cerveja embora

Vanessa Robinson, de 28 anos, atacou o parceiro com uma faca. Homem, que comprou a cerveja, disse que iria embora e levaria bebida.

Mulher de 28 atacou o namorado quando o homem
ameaçou levar a cerveja (Foto: Divulgação)

publicado no Planeta Bizarro 

Em Hempfield, no estado americano da Pensilvânia, uma mulher começou uma briga com o namorado e o feriu com uma faca porque o homem teria ameaçado deixar o apartamento com a última cerveja que estava na geladeira.

De acordo com a emissora de TV “WPXI”, Vanessa Robinson, de 28 anos, discutiu com James Gallone, quando o homem, que teria comprado a cerveja, afirmou que deixaria o apartamento levando a bebida. Vanessa teria gritado que o parceiro não deixaria a residência daquela maneira, o que teria iniciado a discussão, seguida de agressões.

A polícia informou que, por causa da briga, a cerveja teria sido derramada no chão e, furiosa, a mulher pegou uma faca e atacou o namorado, ferindo-o superficialmente no braço, costas e barriga, antes que Gallone pudesse desarmar Robinson.

O homem foi levado para o hospital para fazer alguns pontos e passa bem. Já Vanessa foi presa e recebeu três acusações de agressão, uma delas com agravante por ser com uma arma branca.

Inspiração

Ricardo Gondim, em seu site

O poeta sempre busca inspirar-se. Inspiração significa colocar dentro da alma o que pode gerar encanto pela vida a partir das palavras; é inalar o vento que procria e tragar o ar que inebria. Todo o escritor, porém, sente vez por outra o ar rarefeito. Nessas horas falta a matéria prima da poesia. Os pensamentos ficam desconexos. As palavras rodopiam num redemoinho exasperante. As ideias, ensandecidas, criam um turbilhão na cabeça; e o coração, de tanto pensar, nada sente.

Aridez produz no poeta uma sensação de morte provisória; provisória, porque não mata completamente, só o deixa catatônico, estéril. E o primeiro sinal desse estado não é letargia, mas agitação. Irrequieto, belisca vários livros e mal consegue avançar nas páginas. Os olhos nervosos, o coração acelerado, os ouvidos desatentos não permitem a aragem criadora tranquilizar a alma. E sem placidez, como de uma lagoa adormecida entre duas montanhas, nenhum poeta cria qualquer coisa.

Contudo, o desespero de escrever mora no seu peito. Ele não se conforma, precisa fertilizar-se; carece de convencer-se de que a sua esterilidade é passageira. Assim se dá o Big Bang de um texto qualquer. Ele toma a pena e começa a rabiscar. Mas eis que de repente o texto toma as rédeas. E o poeta, outrora senhor do universo, vira refém. As palavras assumem o comando.  Ele, qual gatinho seguro por mãos poderosas, vê-se carregado de um lado para o outro pelas palavras que tenta redigir.

Tal é a vida: os projetos mais audaciosos viram rotina, as experiências mais fantásticas acabam, as emoções mais arrebatadoras fenecem. Euforia, qual menina cheia de graça, “vem e passa”. O tempo fecundo se acaba. A hora esplêndida murcha. Os segundos frenéticos findam. A vida entra em compasso fúnebre. A marcha se arrasta melancólica pela avenida. Nessa hora, a música de Maria Bethânia, Calmaria, ganha força: “Ê calmaria/ Melancolia que devora/ Tempo espicha/ O segundo vira hora/ Ê calmaria/ Traz a mágoa e vai-se embora”.

O que fazer? Resta tomar o caminho do poeta quando se vê diante da página desinspirado e partir para a vida mesmo sem  convicção: engatinhar um passo, ensaiar um xote, trotar uma corrida, desafinar uma cantiga, gaguejar um compromisso, bosquejar um projeto. Na quietação, obedecer ao imperativo de seguir, tímido mesmo. Devagarinho, deixar que a própria vida conduza. Basta não se permitir atolar na lacuna da aridez. A calmaria vai embora. Em mínimos movimentos a vida conduz adiante. Sem pressa. Sem afobação. Esses tempos veem e vão embora. Bethânia de novo: “Meu Deus não me livre disso/ Não me livre disso, não me livre disso/ Desse risco de tristeza/ Desse amor feito corisco/ Desse rasgo de beleza/ Sempre a beira do abismo”. 

Por que? Ora, pois “Quem quer singrar os mares/ Sem passar por tempestades/ É melhor fincar n’areia/ O barco, a vela, a vontade/ Quem teme a escuridão/ Nem carece ver o brilho/ Passeando no arco da amplidão.

Na sequidão, sem muita inspiração, autopromovido poeta, faço coro: “Ê calmaria/ Vento vem e leva embora…”.

Soli Deo Gloria

foto:  google