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Springfield, a cidade dos Simpsons, terá uma versão de verdade em Orlando

Série eleita pela Time como o melhor programa de TV do Século XX vai virar atração turística

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Publicado originalmente no Estadão

MIAMI – Os criadores da série Os Simpsons, a mais popular da Fox, sempre evitaram dar pistas exatas sobre a localização da cidade de Springfield, apesar da grande pressão dos inúmeros fãs.

Agora, finalmente, os seguidores das aventuras de Homer, Marge Bart, Lisa e Maggie Simpson, que já mereceram 27 prêmios Emmy, finalmente  poderão visitar a cidade onde vivem os personagens ir à taberna do Moe e tomar uma Duff e comer um Krusty Burger.

No próximo verão abrirá as portas na Flórida a primeira réplica da cidade por enquanto fictícia, anunciou o estúdio Universal, em Orlando.

A data de abertura ainda não foi confirmada, mas a empresa promete que este será o único lugar do mundo onde os seguidores da famosa série que está há mais tempo em exibição nos Estados Unidos  poderão passear por todas as ruas da ‘verdadeira’Springfield.

“Pela primeira vez na história, todos vão poder entrar no mundo que só é visto na televisão”, afirma o presidente da Universal Creative, Mark Woodbury.

Desde maio de 2008, em Orlando e em Hollywood, já existe uma atração dedicada expressamente aos populares personagens amarelos de Matt Groening, a “The Simpsons Ride”, mas nos próximos meses a Flórida ganhará uma cidade inteira cheia de atrações como restaurantes, lojas, brinquedos e também os personagens da conhecida cidade de 30 mil habitantes.

“E, sim, também haverá a famosa cerveja Duff, fabricada exclusivamente para a Universal em Orlando, assim como o Krusty Burgers”, promete o responsável pelo projeto.Também não faltarão o restaurante marinheiro do Capitão Horatio McCallister, a pizzaria do Luigi e a loja de donuts.

O presidente da Fox Consumer Products, Jeffrey Godsick, diz que a ideia de converter lugares icônicos como Springfield em realidade é uma decorrência do sucesso absoluto dos Simpsons. O desenho foi considerado o melhor programa de televisão do Século XX pela revista Time.

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dica do Etewaldo Junior

Conheça a prisão-clube que está mexendo com o sistema penal europeu

Afrouxando as algemas, o presídio de baixa-segurança da ilha de Bastoy, na Noruega, conseguiu alcançar a menor taxa de reincidência criminal do mundo

Condenado por homicídio toma banho de sol no lado de fora dos aposentos onde vive, na prisão norueguesa

Condenado por homicídio toma banho de sol no lado de fora dos aposentos onde vive, na prisão norueguesa

Felipe Amorim, na revista Samuel

À disposição dos 120 moradores da ilha norueguesa de Bastoy, há quadra de tênis, campo de futebol, saunas, câmara de bronzeamento artificial, sala de cinema, estúdio musical e uma biblioteca. Os quartos são mobiliados e equipados com TV a cabo. O trabalho na fazenda, na colheita, na lavanderia, na balsa ou na pesca rende cerca de 57 coroas norueguesas (ou 20 reais) por dia para cada um. Ao contrário do que se imagina, no presídio com a menor taxa de reincidência da Europa não há celas, armas, cassetetes ou câmeras de monitoramento; apenas uma regra: nada de álcool, drogas e violência.

Bastoy é um dos únicos quatro presídios de baixa-segurança do mundo. Na ilha, os apenados — que durante as noites têm apenas cinco guardas para vigiá-los — fazem tudo do que a criminologia moderna os privou. Os ex-assassinos, ex-ladrões e ex-traficantes trabalham, estudam, se divertem, se exercitam e tomam sol. Aqui, o prefixo “ex” não é por mera generosidade, e sim pela baixíssima taxa de reincidência criminal. Apenas 16% dos que cumpriram pena em Bastoy voltam ao crime; no Brasil, o índice supera os 70%. O êxito do “corretivo” aplicado na ilha já faz com que a Noruega pense em expandir o modelo, iniciativa que causa arrepios nos penalistas mais rígidos e revanchistas.

Único presídio-ilha da Noruega, Bastoy e está a alguns quilômetros do continente e abriga 120 presos

Único presídio-ilha da Noruega, Bastoy e está a alguns quilômetros do continente e abriga 120 presos

“Bastoy faz exatamente o oposto dos presídios convencionais, onde os presos são trancafiados sem qualquer tipo de responsabilidade pessoal, alimentados e tratados como animais”, diz o diretor da prisão. No cargo desde 2007, o psicoterapeuta (especializado na escola da Gestalt) Arne Nilsen já trabalhou em presídios ingleses e passou mais de dez anos no Ministério da Justiça norueguês antes de mudar-se para a ilha. Para ele, é preciso olhar as punições com um sentimento menos vingativo e repressor. “Privar uma pessoa da sua liberdade por um certo período já é um castigo suficiente em si, sem que seja necessário precarizar as condições do presídio”, disse Nilsen, ao jornal inglês The Daily Mail.

Ao contrário dos modelos mais rígidos, o sistema penal norueguês não prevê nem pena de morte nem prisão perpétua, e o tempo máximo que um cidadão pode passar na cadeia é de 21 anos (no Brasil, são 30). Assim, a sociedade norueguesa é obrigada a se conformar com o fato de que a maioria dos prisioneiros, por mais hediondos que tenham sido seus crimes, vai ser libertada mais dia, menos dia.

Além de exercitar a convivência social dos condenados, as tarefas de trabalho também ajudam a gerir o modelo de negócios da ilha. “Bastoy é na verdade a prisão mais barata da Noruega”, defende Nilsen. Com a força de trabalho dos presos, Bastoy precisa contratar menos funcionários e ainda assim consegue produzir parte da sua comida e do seu combustível. Para ajudar a fechar as contas, medidas “sustentáveis” como o uso de energia solar e restrição da circulação de automóveis diminuem os custos.

No vídeo abaixo, em norueguês, conheça um pouco mais de Bastoy:

Fengselslivet på Bastøya from Robert Hansen, Fargefilm AS on Vimeo.

Rotina

Bjorn Andersen é um sociólogo e pesquisador de 52 anos que chegou a Bastoy após passar três anos em um presídio comum, condenado por tentativa de homicídio. Casado há mais de duas décadas e pai de cinco filhos, Andersen agrediu a esposa, após ouvir que ela havia comprado um apartamento e estava para fazer a mudança. “Eu surtei e a ataquei”, diz ele, balançando a cabeça.

De segunda a sexta-feira, Andersen é responsável por acordar tomar café e embalar o seu almoço, antes das 8h30, horário em que entra no trabalho. Como os presos, ele é liberado às 14h30 e o “jantar” é servido logo em seguida. A partir daí, todos têm até as 23h para fazer o que bem entenderem. Andersen aproveita para terminar a dissertação que estava concluindo antes de ser preso.

Entre os 70 funcionários (35 guardas) que compõem a equipe, Bastoy oferece aos presos enfermeira, dentista, fisioterapeuta e uma creche para crianças. Pelo menos uma vez por semana, todos podem receber uma visita de até três horas. “Encontros íntimos” também são permitidos e prisioneiros com filhos pequenos podem passar um dia inteiro com suas namoradas e companheiras.

As restrições ao álcool, às drogas e às condutas violentas são claras e inflexíveis. Se alguém quebrar as regras, Bastoy conta com duas celas escondidas e fechadas, com portas de ferro e sem janela especialmente para os infratores aguardarem a transferência de volta para os presídios comuns. Segundo um dos presos, já faz mais de dois anos desde que foi habitada pela última vez, quando um dos condenados foi pego com bebida no quarto.

A casa acima abriga a biblioteca da ilha; das 15h às 23h presos podem consultar o acervo e fazer outras atividades

A casa acima abriga a biblioteca da ilha; das 15h às 23h presos podem consultar o acervo e fazer outras atividades

Mod Men: O mundo de Mad Men através das lentes do século 21

Imagens criadas pela equipe do Shutterstock mostram a diferença que 50 anos podem fazer

Header2-960x539.jpg.pagespeed.ce.U6vWQ1CvKGPor Amanda de Almeida, no Brainstorm9

Cinquenta anos separam o cotidiano dos Mad Men e o nosso atual dia a dia. É impossível deixar de pensar no que aqueles criativos fariam hoje em dia, quando as ferramentas disponíveis são praticamente ilimitadas. Para marcar o início da sexta – e penúltima – temporada, a equipe do Shutterstock criou Mod Men, uma série de seis ilustrações retratando objetos de uso diário dos Mad Men em 1963 vistos através das lentes do século 21.

Don Draper, por exemplo, era obrigado a levar quilos de papéis em sua pasta. Nada que uma nuvem não resolvesse em 2013…

Don1.jpg.pagespeed.ce.bl05-RD7eTJoan Harris seria muito mais feliz com um iPad para substituir seu bloco de notas. Sem contar que a tecnologia ajuda a conter o desperdício.

Joan2.jpg.pagespeed.ce.gUnJPe_1pCAbaixo, dois bons exemplos de uma tendência transformadora dos últimos 50 anos: saem a bebida e o cigarro de Roger Sterling e Betty Francis – os “refrescos” do escritório e alívio contra o estresse para entrar alternativas muito mais saudáveis, como a vitamina de frutas e yoga.

Roger1.jpg.pagespeed.ce.MweJkHfmr7 Betty1.jpg.pagespeed.ce.r7iwwrDVPAPete Campbell ganharia tempo se seus contatos estivessem organizados em agendas virtuais, em vez de um rolodex.

Pete1.jpg.pagespeed.ce.FW13Sc-6BTSe você já trabalhou com máquinas de escrever e hoje tem um computador à disposição, sabe bem o quanto isso é revolucionário. Antigamente, quem cometia um erro de datilografia (hoje digitação), tinha 2 opções: rasurar o trabalho tentando apagar ou começar tudo de novo. Pelo menos naquela folha. E, sim, havia casos que não permitiam rasuras. Peggy Olson certamente economizaria muito papel com um computador, mas por outro lado não desenvolveria a habilidade de acertar de primeira, como alguns representantes da era Mad Men faziam.

Peggy2.jpg.pagespeed.ce._FxYHHvEdoVia Shutterstock Blog

Pessoas criando a sua cidade é o futuro?

Pessoas criando a sua cidade é o futuro?Holanda e arredores são lugares muito fodas. Tudo que é irado e que eu vejo na internet acabo descobrindo depois que acontece por lá. Eles realmente estão a um passo a frente do resto.Ano passado, eu acho, encontrei na internet um exemplo dessas coisas “iradas”. Era o I Make Rotterdam, um projeto de crowdfunding para construir uma passarela sobre uma avenida. A passarela tinha como objetivo ligar dois pontos da cidade que estavam meio divididos por causa dessa avenida, uma via rápida para carros que não dava muitas oportunidades para os pedestres atravessá-la. Dando espaço para as pessoas circularem, o comércio aumentaria e a zona voltaria a ter mais vida.Até aí tudo bem. Uma obra comum. Passagem para pedestres. Ok. Mas o incrível eu descobri depois. A passarela não era obra do governo, e sim da população. Eles estão financiando o projeto. É uma “obra púlica crowdfundiada”. Depois de ouvir do governo que a previsão para a construção de uma passarela no local era pra daqui 30 anos, eles decidiram agir. 30 anos era muito tempo.Durante a bienal de Rotterdam em 2011, o estúdio ZUS apresentou o projeto, e, após todos gostarem e a prefeitura dar o ok, começaram o crowdfunding para a ideia acontecer. Cada pessoa que doasse teria seu nome (ou frase que quisesse) gravada na ponte, que é feita de madeira. O que demoraria 30 anos para acontecer, demorou 1 com a força das pessoas.O projeto inteiro ainda conta com a recuperaração de um prédio abandonado, terraços verdes e parques. A ponte já foi, e o resto deve estar em vias de acontecer. Se tratando dos holandeses, não duvido de nada.

publicado no Shoot The Shit

Holanda e arredores são lugares muito fodas. Tudo que é irado e que eu vejo na internet acabo descobrindo depois que acontece por lá. Eles realmente estão a um passo a frente do resto.

Ano passado, eu acho, encontrei na internet um exemplo dessas coisas “iradas”. Era o I Make Rotterdam, um projeto de crowdfunding para construir uma passarela sobre uma avenida. A passarela tinha como objetivo ligar dois pontos da cidade que estavam meio divididos por causa dessa avenida, uma via rápida para carros que não dava muitas oportunidades para os pedestres atravessá-la. Dando espaço para as pessoas circularem, o comércio aumentaria e a zona voltaria a ter mais vida.

Até aí tudo bem. Uma obra comum. Passagem para pedestres. Ok. Mas o incrível eu descobri depois. A passarela não era obra do governo, e sim da população. Eles estão financiando o projeto. É uma “obra púlica crowdfundiada”. Depois de ouvir do governo que a previsão para a construção de uma passarela no local era pra daqui 30 anos, eles decidiram agir. 30 anos era muito tempo.

Durante a bienal de Rotterdam em 2011, o estúdio ZUS apresentou o projeto, e, após todos gostarem e a prefeitura dar o ok, começaram o crowdfunding para a ideia acontecer. Cada pessoa que doasse teria seu nome (ou frase que quisesse) gravada na ponte, que é feita de madeira. O que demoraria 30 anos para acontecer, demorou 1 com a força das pessoas.

projeto inteiro ainda conta com a recuperaração de um prédio abandonado, terraços verdes e parques. A ponte já foi, e o resto deve estar em vias de acontecer. Se tratando dos holandeses, não duvido de nada.

Revista americana sugere que ‘Avenida Brasil’ vire série nos EUA

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Trecho da matéria publicada na “EW”<br />
Foto: Reprodução
Trecho da matéria publicada na “EW”REPRODUÇÃO

Tatiana Contreiras, no O Globo

A ideia não foi nossa, e sim da revista americana “Entertainment Weekly” — mas assinamos embaixo, óbvio. Escrita pela jornalista Nuzrat Naoreen, a matéria levanta a bola de atrações internacionais que renderiam bons remakes na TV americana. Qual a primeira sugestão da lista? Sim, “Avenida Brasil”. A trama de João Emanuel Carneiro, exibida no horário nobre na TV Globo, é a aposta da publicação para uma série.

Não é de hoje que a TV americana se inspira em produções internacionais para turbinar sua grade. “The killing” é um bom exemplo: a atração é versão da série dinamarquesa “Forbrydelsen”. Mais recentemente, o canal FX anunciou que vai exibir “The bridge”, adaptação do drama “Bron”, coprodução sueca e dinamarquesa. A lista da EW ainda inclui produções como “Line of duty” (inglesa), “Iss pyaar ko kya naam doon?” (indiana) e “Reply 1997” (Coreia do Sul).

No item sobre “Avenida Brasil”, até uma dupla de atrizes é sugerida para ocupar o lugar de Nina (Débora Falabella) e Carminha (Adriana Esteves): Odette Annable (de “House”) e a ex-pantera Jaclyn Smith. A ligeira semelhança com “Revenge” também é lembrada, e a lista ainda decreta: “Flatbush Avenue” (uma das principais avenidas de Nova York) seria melhor que o reboot de “Dallas”.