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Cientistas descobrem como os egípcios moveram pedras gigantes para formar as pirâmides

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Andrew Tarantola, no Gizmodo

Uma civilização antiga, sem a ajuda de tecnologia moderna, conseguiu mover pedras de 2,5 toneladas para compor suas famosas pirâmides. Mas como? A pergunta aflige egiptólogos e engenheiros mecânicos há séculos. Mas agora, uma equipe da Universidade de Amsterdã acredita ter descoberto o segredo – e a solução estava na nossa cara o tempo todo.

Tudo se resume ao atrito. Os antigos egípcios transportavam sua carga rochosa através das areias do deserto: dezenas de escravos colocavam as pedras em grandes “trenós”, e as transportavam até o local de construção. Na verdade, os trenós eram basicamente grandes superfícies planas com bordas viradas para cima.

Quando você tenta puxar um trenó desses com uma carga de 2,5 toneladas, ele tende a afundar na areia à frente dele, criando uma elevação que precisa ser removida regularmente antes que possa se ​​tornar um obstáculo ainda maior.

A areia molhada, no entanto, não faz isso. Em areia com a quantidade certa de umidade, formam-se pontes capilares – microgotas de água que fazem os grãos de areia se ligarem uns aos outros -, o que dobra a rigidez relativa do material. Isso impede que a areia forme elevações na frente do trenó, e reduz pela metade a força necessária para arrastar o trenó. Pela metade.

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Ou seja, o truque é molhar a areia à frente do trenó. Como explica o comunicado à imprensa da Universidade de Amsterdã:

Os físicos colocaram, em uma bandeja de areia, uma versão de laboratório do trenó egípcio. Eles determinaram tanto a força de tração necessária e a rigidez da areia como uma função da quantidade de água na areia. Para determinar a rigidez, eles usaram um reômetro, que mostra quanta força é necessária para deformar um certo volume de areia.

Os experimentos revelaram que a força de tração exigida diminui proporcionalmente com a rigidez da areia… Um trenó desliza muito mais facilmente sobre a areia firme [e úmida] do deserto, simplesmente porque a areia não se acumula na frente do trenó, como faz no caso da areia seca.

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Estas experiências servem para confirmar o que os egípcios claramente já sabiam, e o que nós provavelmente já deveríamos saber. Imagens dentro do túmulo de Djehutihotep, descoberto na Era Vitoriana, descrevem uma cena de escravos transportando uma estátua colossal do governante do Império Médio; e nela, há um homem na frente do trenó derramando líquido na areia. Você pode vê-lo na imagem acima, à direita do pé da estátua.

Agora podemos finalmente declarar o fim desta caçada científica. O estudo foi publicado naPhysical Review Letters.

O dia em que visitei o Egito

patriarca coptaRicardo Gondim

Há 4 anos visitei o Egito. Andei pelas ruas de Cairo. Tudo me chamou a atenção. As mulheres, escondidas sob véus negros, pareciam monjas reclusas. Os homens, magros em sua grande maioria, caminhavam pela ruas de mãos dadas.

Rodopiei. Um tornado cultural me deixou tonto. Tentei decifrar uma história milenar, que jamais entenderei completamente. Islam, quase onipresente, prevalece por todo o Egito. Notei que era minoria – de novo. Eu não conseguia me esconder, destaquei no meio da multidão. Me senti frágil. Tive medo. Nas alamedas estreitas de Cairo, notei a força da paranóia que a mídia ocidental passa. A propaganda imperial de que o Oriente médio é inimigo gruda na gente. Eu pressentia – erroneamente – que uma bomba estava prestes a explodir na próxima esquina. Cheguei a ver terroristas onde não existia nenhum.

Me perdi no árabe. Eu simplesmente não conseguia decifrar duas letras de um alfabeto que poderia ajudar a saber em que esquina eu estava. Em outra cultura vemos como somos provincianos. É difícil lidar com cheiros, paladares e paisagens novos. Em uma cultura em que tudo espanta, tudo choca, tudo fascina, a gente consegue avaliar a estreiteza da própria mente.

Compareci a uma Igreja Ortodoxa Copta. O padre era um velhinho, mistura de Frei Damião com pastor evangélico.  A igreja, iniciada no aterro de lixo da cidade, virou centro de romaria. O padre copta conduz uma paróquia que luta para mudar a sorte de centenas de milhares que vivem nos arredores do lixão de Cairo. Seu trabalho visa aliviar a miséria mais abjeta. Seu ministério oferece espaço de esperança e reconstrução para mulheres e crianças. No Brasil, entretanto, uma igreja que atrai tantos pobres e sincretiza vários perfis religiosos jamais seria tolerada pelo status quo evangélico. No Egito, aquela igreja é tida como uma renovação dentro da ortodoxia copta.

Fui ao Egito para participar de uma reunião de pastores e líderes evangélicos de países do sul do Equador. Éramos 40. Por acontecer no Egito, a reunião ganhou ares de conspiração. Como há muito abandonei a ambição de ganhar o mundo, eu me senti fora das aspirações do grupo. Querer ganhar o mundo desestabiliza a alma. Megalomania mina o dia a dia despretensioso e sufoca as relações desinteressadas. Me preocupei sobremaneira em notar um ambiente belicoso e intolerante entre os pastores. Em determinado momento ouvi de um deles: o islamismo é o último gigante a ser abatido antes da volta de Cristo. Minha reação imediata foi: em que essa atitude difere dos terroristas que odeiam os ocidentais, e os tratam como irmãos de satanás?

Anos depois da viagem, medito. O que significa ser cristão no mundo atual? Quem poderia amenizar tanta hostilidade? Um neo-ateísmo destila rancor contra a religião. Religiosos se estapeiam em nome da verdade que acreditam possuir. Palestinos sofrem horrores, acossados pela miséria e por um poder militar portentoso. O Islam cresce com taxas vertiginosas em diferentes regiões do mundo. Séculos depois, os mouros retomam a Europa. A França impactada pelo Iluminismo não se conforma em conviver com tanta burca, mesquista monumental e tapete estendido para reza.

Noto os líderes evangélicos assustados. Com todo o planejamento gerencial, com todo o discurso triunfalista de que Deus é por nós, pastores não entendem como os seguidores de Maomé se multiplicam como cogumelo. Enquanto os evangélicos se perdem com cultos ensimesmados e tentam provar a autenticidade da mensagem com milagre, o fenômeno religioso islâmico continua forte. Ficam as perguntas: até quando a brecha entre cristianismo e islamismo favorecerá interesses geopolíticos? Quando ortodoxos russos, gregos, coptas, armênios, católicos romanos e protestantes – junto com os longínquos evangélicos – começam a dialogar?

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

Russos escalam ilegalmente a construção mais alta da China e tiram fotos surpreendentes

chi1Stephanie D’Ornelas, no HypeScience

Os montanhistas e fotógrafos russos Vadim Makhorov e Vitaliy Raskalov não têm superpoderes, mas poderiam ser melhores amigos do Homem-Aranha. Eles ficaram famosos depois de escalar edifícios que estão entre os mais altos do mundo e a Grande Pirâmide do Gizé, no Egito, ilegalmente. Tudo para conseguir os melhores ângulos e tirar fotos incríveis.

A nova façanha dos russos foi escalar o prédio mais alto da China, o Shanghai Tower, que está em construção. O Shanghai Tower tem 632 metros de altura e será o segundo maior edifício do mundo, atrás do arranha-céu Burj Khalifa, em Dubai. Respire fundo e confira o vídeo da aventura:

Os fotógrafos russos arriscaram suas vidas, escalando a construção sem nenhum equipamento de segurança ou planejamento. Muito menos tinham autorização para fazer tudo isso. Eles passaram duas horas escalando o prédio, mas foram forçados a esperar 18 horas no topo antes da descida, pois a visibilidade estava muito baixa.

Eles compartilharam essa experiência angustiante com as fotos surreais que você confere abaixo: [PictureCorrect]

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Dupla visita 12 cidades em sete países para escalar prédios famosos e fazer fotos

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Publicado no Extra

Dois amigos russos visitaram 12 cidades em sete países para escalar algumas das atrações turísticas mais conhecidas do planeta. Em um único mês, Vitaliy Raskalov e Vadim Makhorov, de 20 e 24 anos, rodaram a Europa na aventura ambiciosa, que rendeu imagens impressionantes.

Segundo informações do Daily Mail, os jovens estavam fartos dos passeios tradicionais e as longas filas para visitarem grandes pontos turísticos. Então, em agosto, eles decidiram começar o tour para fazerem as escaladas. Vitaly e Vadim visitaram Estocolmo, Varsóvia, Praga, Frankfurt, Colônia, Amsterdã, Paris, Barcelona, ​​Benidorm, Lisboa, Cidade do Porto e Madrid.

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“Nós não queríamos invadir os lugares ou prejudicar alguém. Estávamos apenas atrás de um sonho, sempre procurando um lugar mais alto. Queríamos ver coisas que ninguém mais consegue ver”, disse Vitaly ao Daily Mail.

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Entre as escaladas mais surpreendentes da dupla estão: a Igreja da Sagrada Família, na Espanha, a Catedral de Colônia, na Alemanha e a Catedral de Notre Dame, na França. “A gente tem que esperar a oportunidade certa, às vezes, até o anoitecer para começar uma escalada”, explica Vitaly.

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Os amigos, que foram apelidados de “Skywalkers” por internautas, já escalaram até pirâmides em Gizé, no Egito. As fotos, publicadas nas redes sociais, chamam a atenção de muitos seguidores. “Muita gente curte o que a gente faz, mas esse é o tipo de ação perigosa, que não recomendamos”, finaliza Vitaly.

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Cristãos sofrem represálias no Egito após massacre contra muçulmanos

Em dois dias, ao menos 17 igrejas foram atacadas por ativistas islamistas. Organizações alertam para o risco de represálias contra coptas

Dois egípcios passam por uma igreja católica parcialmente queimada em Minya - / AFP

Dois egípcios passam por uma igreja católica parcialmente queimada em Minya – / AFP

Publicado no O Globo

Vítimas de ataques muçulmanos durante anos, os cristãos coptas do Egito viram crescer a violência contra igrejas, mosteiros, orfanatos e escolas desde o último dia 3 de julho, quando um golpe depôs o ex-presidente, Mohammed Mursi, da Irmandade Muçulmana. E de acordo com grupos de direitos humanos, as investidas não tem sido impedidas pelas autoridades egípcias.

- Estou com muito medo. E eu tenho medo pela minha filha – disse Mona Roshdy, 55 anos, ao jornal “Usa Today” quando deixava a igreja com sua família.

Ela tem motivos para se assustar. Desde quarta-feira, quando a polícia destruiu dois acampamentos da Irmandade no Cairo, deixando mais de 630 pessoas mortas, ao menos 17 igrejas foram atacadas por ativistas islamistas. Em Suez, autoridades entregaram 84 pessoas a promotores militares sob acusação de assassinatos e ataques contra a comunidade cristã copta, cerca de 10% da população do Egito – o equivalente a 8 milhões de pessoas.

Diante dos ataques, nesta quinta-feira um assessor especial do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou para o risco de represálias contra os cristãos. Juntamente com a assessora para a Responsabilidade de Proteção, Jennifer Welsh, Adama Dieng expressou sua preocupação diante da escalada da violência no país. Os dois disseram acompanhar com preocupação o número de igrejas e instituições cristãs atacadas depois dos incidentes no Cairo.

Como se pressentisse problemas, apenas dois dias antes do massacre de quarta-feira, o Papa copta Tawadros II apelou a todos os egípcios para evitar derramamento de sangue.

“Com toda a compaixão exorto todos a conservar o sangue egípcio e peço que evitem a agressão a qualquer pessoa ou propriedade”, escreveu em sua conta oficial no Twitter, na segunda-feira.

Youssef Sidhom, editor-chefe da revista cristã semanal “Watani”, disse que os ataques recentes são dolorosos e cruéis e podem dividir ainda mais as duas religiões.

- Os cristãos não devem ser movidos por isso, não devem ser arrastados para cumprir o objetivo que está por trás desta violência, que é o de segregar a solidariedade nacional entre cristãos e muçulmanos neste momento difícil pelo qual o Egito está passando – disse.

No Cairo, o grupo de direitos humanos Youth Union Maspero acusou a Irmandade de “travar uma guerra de retaliação”. O que não é negado por parte da Irmandade Muçulmana.

- Não desgosto deles como uma seita ou como povo. Ao contrário – afirmou uma figura sênior da Irmandade ao “Guardian” no início deste mês. – Nossa preocupação é que eles cegamente apoiaram um militar e uma velha guarda que se apoderou dos nossos direitos legítimos.

dica do Ailsom Heringer