Robô transmite imagens de câmara secreta da Pirâmide de Gizé

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publicado no Terra

Um robô transmitiu, pela primeira vez, imagens do interior de uma câmara secreta na Grande Pirâmide de Gizé, localizada no Egito. O lugar não é visto por ninguém há 4.500 anos. As informações são do site Science Alert.

Segundo a publicação, a Grande Pirâmide é o único vestígio remanescente das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Quando construída, por volta de 2.560 a.C., ela tinha 146,5 metros de altura. Parcialmente desintegrada, hoje mede 138,8 metros.

A pirâmide possui três câmaras conhecidas: a de base, a do rei e a da rainha. Ao lado delas, existe um estreito corredor que é bloqueado por portas de pedra. Por anos, cientistas tentaram enviar robôs a fim de descobrir o que existia atrás dessas portas.

Em 1993, um robô foi enviado ao local, mas não conseguiu avançar. Quase uma década depois, um outro robô conseguiu perfurar um bloco das pedras e surgiu, então, a hipótese de que haveria uma câmara secreta por trás das portas.

Neste ano, uma equipe de engenheiros liderada por Rob Richardson, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, desenvolveu um terceiro robô que conseguiu rastejar para dentro do túnel entreaberto e gravar imagens no interior da câmara.

Foram encontrados hieróglifos de 4.500 anos, escritas em tinta vermelha, e esculturas de pedra. Segundo os especialistas, é provável que as descobertas sejam resquícios do trabalho dos trabalhadores que construíram a pirâmide. Eles dizem ainda que o lugar deveria ser simbólico e não funcional, logo, não há uma tumba nessa passagem. As pesquisas continuam.

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A pirâmide mais antiga do Egito está sendo destruída pela empresa contratada para restaurá-la

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publicado no GizModo

Saqqara, no Egito, é o complexo de pedra mais antigo construído por humanos – e nele fica a pirâmide mais antiga do Egito. É uma peça insubstituível da história que vem se degradando há 4600 anos. De acordo com um relatório local, no momento ela está sendo destruída pela empresa contratada para “restaurá-la”.

Na realidade, a empresa contratada pelo Ministério de Antiguidades do Egito pode ter cometido um crime na restauração. Segundo o Egypt Independent, leis de preservação exigem que qualquer nova construção não substitua mais de 5% da estrutura original. A empresa, que segundo relatos nunca havia feito uma restauração (!), construiu um punhado de novas paredes e estruturas que excedem esse limite.

Ok, talvez isso não seja tão grave. Afinal, paredes podem ser derrubadas. Mas segundo ativistas ouvidos pelo Egypt Independent, a nova construção está contribuindo para o colapso da pirâmide, que é considerada a estrutura feita em pedra mais antiga do planeta.

Em 1992, um grande terremoto abalou a região e quase destruiu a pirâmide. Ele fez com que toneladas de pedras caíssem no chão e o topo da pirâmide ficou com um buraco em forma de domo, nas palavras do arqueologista Peter James, que diz que ela “pode cair a qualquer momento”.

Na época, a empresa de James instalou um engenhoso suporte em formato de balão chamado WaterWall. “O produto de PVC reforçado internamente pode ser inflado por ar e então preenchido com água”, escreve James. “Foi esse produto que usamos para suportar o domo invertido de pedra”. O sistema funcionou bem e, com o tempo, especialistas em restauração planejaram instalar hastes de aço para fortalecer a pirâmide permanentemente.

Mas o financiamento acabou. E continua escasso, aparentemente, com a instabilidade sociopolítica que se instaurou no Egito. A empresa que foi contratada para continuar o serviço nunca atuou na restauração de uma estrutura arcaica — na verdade, nunca terminou um projeto sequer. Falando ao Al-Masry Al-Youm, com tradução do Egypt Independent, um defensor disse que a empresa é responsável direta pelo colapso de uma parte da estrutura.

Trata-se de uma situação triste e, infelizmente, recorrente na história. Com sorte, porém, uma estrutura que sobreviveu aos últimos 4600 anos conseguirá sair dessa também.

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Cientistas descobrem como os egípcios moveram pedras gigantes para formar as pirâmides

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publicado no Universo Racionalista

Como já havíamos comentado anteriormente, a hipótese (não científica) dos “Alienígenas no Passado” nunca passou de pseudociência, isto é, através de premissas falhas, manipulação de dados e evidências, os pseudocientistas fundamentavam suas hipóteses (veja aqui e aqui).

Comumente nos deparávamos com alegações absurdas, tais como:

“Naquela época, os seres humanos não tinham ‘tecnologia’ o suficiente para construir pirâmides, e nos hieróglifos, por exemplo, haviam representações de supostos deuses, mas na verdade eram alienígenas, logo a explicação mais lógica é a de que os aliens construiram as pirâmides.”

Mas afinal, como uma civilização antiga, sem a ajuda de tecnologia moderna, conseguiu mover pedras de 2,5 toneladas para compor suas famosas pirâmides?

A pergunta afligia egiptólogos e engenheiros mecânicos há séculos. Mas agora, uma equipe da University of Amsterdam acredita ter descoberto o segredo.

Tudo se resume ao atrito. Os antigos egípcios transportavam sua carga rochosa através das areias do deserto: dezenas de escravos colocavam as pedras em grandes “trenós”, e as transportavam até o local de construção. Na verdade, os trenós eram basicamente grandes superfícies planas com bordas viradas para cima.

Quando você tenta puxar um trenó desses com uma carga de 2,5 toneladas, ele tende a afundar na areia à frente dele, criando uma elevação que precisa ser removida regularmente antes que possa se ​​tornar um obstáculo ainda maior.

A areia molhada, no entanto, não faz isso. Em areia com a quantidade certa de umidade, formam-se pontes capilares – microgotas de água que fazem os grãos de areia se ligarem uns aos outros – o que dobra a rigidez relativa do material. Isso impede que a areia forme elevações na frente do trenó, e reduz pela metade a força necessária para arrastar o trenó. Pela metade.

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De acordo com o estudo:

Os físicos colocaram, em uma bandeja de areia, uma versão de laboratório do trenó egípcio. Eles determinaram tanto a força de tração necessária e a rigidez da areia como uma função da quantidade de água na areia. Para determinar a rigidez, eles usaram um reômetro, que mostra quanta força é necessária para deformar um certo volume de areia.

Os experimentos revelaram que a força de tração exigida diminui proporcionalmente com a rigidez da areia. Um trenó desliza muito mais facilmente sobre a areia firme e úmida do deserto, simplesmente porque a areia não se acumula na frente do trenó, como faz no caso da areia seca.

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Estas experiências servem para confirmar o que os egípcios claramente já sabiam, e o que nós provavelmente já deveríamos saber. Com isso, colocamos um ponto final nas hipóteses pseudocientíficas dos “Alienígenas do Passado”.

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Cientistas descobrem como os egípcios moveram pedras gigantes para formar as pirâmides

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Andrew Tarantola, no Gizmodo

Uma civilização antiga, sem a ajuda de tecnologia moderna, conseguiu mover pedras de 2,5 toneladas para compor suas famosas pirâmides. Mas como? A pergunta aflige egiptólogos e engenheiros mecânicos há séculos. Mas agora, uma equipe da Universidade de Amsterdã acredita ter descoberto o segredo – e a solução estava na nossa cara o tempo todo.

Tudo se resume ao atrito. Os antigos egípcios transportavam sua carga rochosa através das areias do deserto: dezenas de escravos colocavam as pedras em grandes “trenós”, e as transportavam até o local de construção. Na verdade, os trenós eram basicamente grandes superfícies planas com bordas viradas para cima.

Quando você tenta puxar um trenó desses com uma carga de 2,5 toneladas, ele tende a afundar na areia à frente dele, criando uma elevação que precisa ser removida regularmente antes que possa se ​​tornar um obstáculo ainda maior.

A areia molhada, no entanto, não faz isso. Em areia com a quantidade certa de umidade, formam-se pontes capilares – microgotas de água que fazem os grãos de areia se ligarem uns aos outros -, o que dobra a rigidez relativa do material. Isso impede que a areia forme elevações na frente do trenó, e reduz pela metade a força necessária para arrastar o trenó. Pela metade.

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Ou seja, o truque é molhar a areia à frente do trenó. Como explica o comunicado à imprensa da Universidade de Amsterdã:

Os físicos colocaram, em uma bandeja de areia, uma versão de laboratório do trenó egípcio. Eles determinaram tanto a força de tração necessária e a rigidez da areia como uma função da quantidade de água na areia. Para determinar a rigidez, eles usaram um reômetro, que mostra quanta força é necessária para deformar um certo volume de areia.

Os experimentos revelaram que a força de tração exigida diminui proporcionalmente com a rigidez da areia… Um trenó desliza muito mais facilmente sobre a areia firme [e úmida] do deserto, simplesmente porque a areia não se acumula na frente do trenó, como faz no caso da areia seca.

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Estas experiências servem para confirmar o que os egípcios claramente já sabiam, e o que nós provavelmente já deveríamos saber. Imagens dentro do túmulo de Djehutihotep, descoberto na Era Vitoriana, descrevem uma cena de escravos transportando uma estátua colossal do governante do Império Médio; e nela, há um homem na frente do trenó derramando líquido na areia. Você pode vê-lo na imagem acima, à direita do pé da estátua.

Agora podemos finalmente declarar o fim desta caçada científica. O estudo foi publicado naPhysical Review Letters.

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O dia em que visitei o Egito

patriarca coptaRicardo Gondim

Há 4 anos visitei o Egito. Andei pelas ruas de Cairo. Tudo me chamou a atenção. As mulheres, escondidas sob véus negros, pareciam monjas reclusas. Os homens, magros em sua grande maioria, caminhavam pela ruas de mãos dadas.

Rodopiei. Um tornado cultural me deixou tonto. Tentei decifrar uma história milenar, que jamais entenderei completamente. Islam, quase onipresente, prevalece por todo o Egito. Notei que era minoria – de novo. Eu não conseguia me esconder, destaquei no meio da multidão. Me senti frágil. Tive medo. Nas alamedas estreitas de Cairo, notei a força da paranóia que a mídia ocidental passa. A propaganda imperial de que o Oriente médio é inimigo gruda na gente. Eu pressentia – erroneamente – que uma bomba estava prestes a explodir na próxima esquina. Cheguei a ver terroristas onde não existia nenhum.

Me perdi no árabe. Eu simplesmente não conseguia decifrar duas letras de um alfabeto que poderia ajudar a saber em que esquina eu estava. Em outra cultura vemos como somos provincianos. É difícil lidar com cheiros, paladares e paisagens novos. Em uma cultura em que tudo espanta, tudo choca, tudo fascina, a gente consegue avaliar a estreiteza da própria mente.

Compareci a uma Igreja Ortodoxa Copta. O padre era um velhinho, mistura de Frei Damião com pastor evangélico.  A igreja, iniciada no aterro de lixo da cidade, virou centro de romaria. O padre copta conduz uma paróquia que luta para mudar a sorte de centenas de milhares que vivem nos arredores do lixão de Cairo. Seu trabalho visa aliviar a miséria mais abjeta. Seu ministério oferece espaço de esperança e reconstrução para mulheres e crianças. No Brasil, entretanto, uma igreja que atrai tantos pobres e sincretiza vários perfis religiosos jamais seria tolerada pelo status quo evangélico. No Egito, aquela igreja é tida como uma renovação dentro da ortodoxia copta.

Fui ao Egito para participar de uma reunião de pastores e líderes evangélicos de países do sul do Equador. Éramos 40. Por acontecer no Egito, a reunião ganhou ares de conspiração. Como há muito abandonei a ambição de ganhar o mundo, eu me senti fora das aspirações do grupo. Querer ganhar o mundo desestabiliza a alma. Megalomania mina o dia a dia despretensioso e sufoca as relações desinteressadas. Me preocupei sobremaneira em notar um ambiente belicoso e intolerante entre os pastores. Em determinado momento ouvi de um deles: o islamismo é o último gigante a ser abatido antes da volta de Cristo. Minha reação imediata foi: em que essa atitude difere dos terroristas que odeiam os ocidentais, e os tratam como irmãos de satanás?

Anos depois da viagem, medito. O que significa ser cristão no mundo atual? Quem poderia amenizar tanta hostilidade? Um neo-ateísmo destila rancor contra a religião. Religiosos se estapeiam em nome da verdade que acreditam possuir. Palestinos sofrem horrores, acossados pela miséria e por um poder militar portentoso. O Islam cresce com taxas vertiginosas em diferentes regiões do mundo. Séculos depois, os mouros retomam a Europa. A França impactada pelo Iluminismo não se conforma em conviver com tanta burca, mesquista monumental e tapete estendido para reza.

Noto os líderes evangélicos assustados. Com todo o planejamento gerencial, com todo o discurso triunfalista de que Deus é por nós, pastores não entendem como os seguidores de Maomé se multiplicam como cogumelo. Enquanto os evangélicos se perdem com cultos ensimesmados e tentam provar a autenticidade da mensagem com milagre, o fenômeno religioso islâmico continua forte. Ficam as perguntas: até quando a brecha entre cristianismo e islamismo favorecerá interesses geopolíticos? Quando ortodoxos russos, gregos, coptas, armênios, católicos romanos e protestantes – junto com os longínquos evangélicos – começam a dialogar?

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

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