Arquivo da tag: Elas

Campanha contra o abuso infantil “esconde” mensagem visível apenas por crianças

Criação de Sólo para Niños é da Grey Espanha

Amanda de Almeida, no Brainstorm9

Algumas das ideias mais bacanas e interessantes que já vi por aí são também as mais simples. No caso da campanha Sólo para Niños, que a Grey Espanha criou para Fundación Anar, os criativos tiveram uma sacada excelente ao inserir duas mensagens distintas em um único cartaz, uma delas visível somente por crianças, utilizando uma imagem lenticular – aquela que vai ficando diferente de acordo com o ângulo de visão.

Para isso, eles levaram em conta que a média de altura entre adultos no país é de 1,75m, enquanto as crianças até 10 anos medem cerca de 1,35 – o que possibilitaria ângulos de visão diferentes. Enquanto adultos enxergavam a mensagem de conscientização, as crianças visualizavam uma mensagem oferecendo ajuda, com o número do telefone para denúncias. A informação chegava até elas de maneira discreta, mesmo na presença do abusador.

dica do Fabio Martelozzo Mendes

960x540xgrey2.jpg.pagespeed.ic.aV0BuC0DmO960x540xgrey.jpg.pagespeed.ic.K59D9RLDGm2

As 4 irmãs que tiraram uma foto por ano durante 36 anos

As irmãs Brown – Heather, Mimi, Bebe e Laurie – tiraram uma foto por ano até 2010. Para tornar a série mais coerente, as quatro sempre posaram na mesma ordem.

1975

1975

Por Natasha Romanzoti, no Hype Science

Em 1975, o fotógrafo americano Nicholas Nixon tirou uma foto de sua esposa Bebe ao lado de suas três irmãs. A partir disso, eles tiveram a ideia de tornar a fotografia uma tradição anual.

Desde então, as irmãs Brown – Heather, Mimi, Bebe e Laurie – tiraram uma foto por ano até 2010. Para tornar a série mais coerente, as quatro sempre posaram na mesma ordem.

Isso resultou em um registro incrível de 36 anos. A mais nova das irmãs, Mimi, tinha apenas 15 anos na primeira foto, e a mais velha, Bebe, estava com 61 anos na última. Quando Nixon começou a tirar os retratos, as irmãs Brown tinham entre 15 a 25 anos.

Mesmo que as imagens não sejam deslumbrantes do ponto de vista artístico, elas certamente tocam o coração. Ver como as estações, a moda e os cortes de cabelo mudaram ao longo da série, enquanto uma coisa permaneceu a mesma – o forte vínculo familiar -, traz uma sensação boa e nostálgica.

A série, intitulada “As Irmãs Brown” (The Brown Sisters) foi exibida na Galeria Nacional de Arte (Washington D.C., EUA) e no George Eastman House (Rochester, NY, EUA). Além disso, dois conjuntos foram vendidos em leilões de fotografia em Nova York (EUA).

1976

1976

1977

1977

1980

1980

1990

1990

2000

2000

2010

2010

 

Frequentar igreja uma vez por semana pode acrescentar até dois ou três anos de vida

título original: Antropólogo realiza observações científicas a respeito do impacto da religião na vida das pessoas

T. M. Luhrmann, no The New York Times [via UOL]

Mario Tama/Getty Images/AFP

Mario Tama/Getty Images/AFP

Uma das descobertas científicas mais impressionantes sobre religião nos últimos anos é que ir à igreja uma vez por semana faz bem. Frequentar a igreja – e no mínimo, a religiosidade – melhora o sistema imunológico e diminui a pressão arterial. Isso pode acrescentar até dois ou três anos de vida. A razão para isso não está inteiramente clara.

O apoio social é sem dúvida uma parte da história. Nas igrejas evangélicas que estudei como antropólogo, as pessoas realmente parecem cuidar umas das outras. Elas apareciam com o jantar quando os amigos estavam doentes e se sentavam com eles quando estavam tristes. A ajuda às vezes era surpreendentemente concreta. Talvez um terço dos membros da igreja pertencia  a pequenos grupos que se encontravam semanalmente para falar sobre a Bíblia e suas vidas. Uma noite, uma jovem de um grupo no qual eu tinha entrado começou a chorar. Seu dentista tinha dito que ela precisava de um procedimento de US$ 1.500, e ela não tinha o dinheiro. Para meu espanto, nosso pequeno grupo – cuja maioria era de estudantes – simplesmente cobriu os custos, com doações anônimas. Um estudo realizado na Carolina do Norte descobriu que fiéis frequentes tinham redes sociais maiores, com mais contatos, mais afeição e mais tipos de apoio social do que as pessoas que não frequentavam igrejas. E nós sabemos que o apoio social está diretamente ligado a uma saúde melhor.

O comportamento saudável é, sem dúvida, outra parte. Certamente muitos fiéis lutam com comportamentos que gostariam de mudar, mas, em média, os frequentadores regulares de igrejas bebem menos, fumam menos, usar menos drogas recreativas e são menos sexualmente promíscuos do que os outros.

Isso corresponde às minhas próprias observações. Numa igreja que eu estudei no sul da Califórnia, a história de conversão mais comum parecia ser ter encontrado Deus e nunca mais ter tomado metanfetaminas. (Uma mulher me disse que ao esquentar sua dose, ela desencadeou uma explosão no apartamento de seu pai que estourou as portas de vidro. Ela me disse: “Eu sabia que Deus estava tentando me dizer que eu estava indo pelo caminho errado.”) Na igreja seguinte, lembro-me de ter ido a um grupo que ouvia uma mulher falar sobre um vício que ela não conseguia largar. Assumi que ela estava falando sobre sua própria batalha contra a metanfetamina. No fim, ela achava que lia romances demais.

No entanto, acho que pode haver outro fator. Qualquer religião demanda que você vivencie o mundo como algo mais do que é apenas material e observável. Isso não significa que Deus é imaginário, mas que, como Deus é imaterial, os que creem nele precisam usar sua imaginação para representar Deus. Para conhecer Deus numa igreja evangélica, você deve experimentar o que só pode ser imaginado como real, e você deve experimentar isso como algo bom.

Quero sugerir que esta é uma habilidade e que pode ser aprendida. Podemos chamá-la de absorção: a capacidade de se envolver em sua imaginação, de uma maneira que você goste. O que eu vi na igreja como um observador antropológico foi que as pessoas eram incentivadas a ouvir a Deus em suas mentes, mas apenas para prestar atenção às experiências mentais que estavam de acordo com o que elas considerassem ser o caráter de Deus, que elas consideram bom. Vi que as pessoas eram capazes de aprender a vivenciar Deus dessa forma, e que aquelas que eram capazes de vivenciar um Deus amoroso de forma vívida, eram mais saudáveis – pelo menos, julgando por uma escala psiquiátrica padronizada. Cada vez mais, outros estudos confirmam esta observação de que a capacidade de imaginar um Deus amoroso vividamente leva a uma saúde melhor.

Por exemplo, num estudo, quando Deus era experimentado como algo mais remoto não  amoroso, quanto mais alguém rezava, mais sofrimento psiquiátrico parecia ter; quando Deus era experimentado como próximo e íntimo, quanto mais alguém orava, menos doente ficava. Em outro estudo, numa faculdade cristã particular no sul da Califórnia, a qualidade positiva de um apego a Deus diminuiu significativamente o estresse e fez isso de forma mais eficaz do que a qualidade das relações da pessoa com outras pessoas.

Eventualmente, isso pode nos ensinar como aproveitar o efeito “placebo” – uma palavra terrível, porque sugere uma ausência de intervenção em vez da presença de um mecanismo de cura que não depende de produtos farmacêuticos nem de cirurgia. Nós não entendemos o efeito placebo, mas sabemos que é real. Ou seja, temos cada vez mais provas de que o que os antropólogos chamariam de “curas simbólicas” têm efeitos físicos reais sobre o corpo. No cerne de alguns destes efeitos misteriosos pode estar a capacidade de confiar que aquilo que só pode ser imaginado seja real, e seja bom.

Mas nem todos se beneficiam da cura simbólica. No início deste mês, o filho mais novo do famoso pastor Rick Warren se suicidou. Sabemos poucos detalhes, mas a perda nos lembra que sentir desespero quando você quer sentir o amor de Deus pode piorar a sensação de alienação. Necessitamos com urgência de mais pesquisas sobre a relação entre doença mental e religião, não só para que possamos compreender mais intimamente essa relação – as formas pelas quais elas estão ligadas e são diferentes –, mas para reduzir a vergonha daqueles que são religiosos e ,no entanto, precisam buscar outros cuidados.

*T. M. Luhrmann, professor de antropologia na Universidade de Stanford e autor do livro “When God Talks Back: Understanding the American Evangelical Relationship With God” [algo como: "Quando Deus Responde: Entendendo a Relação dos Evangélicos Norte-Americanos com Deus"] é um colunista convidado.

Tradução: Eloise De Vylder

Carta ao meu filho que virá um dia

Pai caminhando com o filho

Claudio Figueiredo, no Blog do Cláudio Busu

Amado filho, seu Pai te ama. É com essas palavras que inicio essa mensagem.

Hoje estava lendo um debate sobre família, valores, ética e resolvi escrever esta pequena mensagem para que um dia possa ler.

Saiba que o mundo que você virá não será fácil, porém Papai estará sempre ao seu lado e enquanto eu estiver vivo estarei lutando para tornar esse lugar melhor.

Infelizmente algumas pessoas aqui irão tentar te fazer chorar, porém sempre haverá alguém bom para consolar.

Busque sempre em você a força para superar os desafios, porque tudo que você precisa Deus te deu.

Um dia eu escutei uma gravação de um Pastor Americano que mudou minha maneira de pensar. Ele disse: “Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!”.

Tudo começou porque suas filhas não podiam estudar na mesma escola que crianças brancas.

Tempos depois ele foi morto, porém o seu sonho sempre ficou vivo e sua luta conseguiu gerar resultados.

Acredita meu filho, que até certo tempo atrás era impossível o EUA aceitar um negro ser presidente? Chegaram inclusive a enforcá-los em árvores e queimar cruzes para comemorar.

Eu vi o primeiro e o nome dele é Barack Obama. Tudo começou com o sonho deste Pastor Americano que era negro e se chamava Martin Luther King.
As pessoas no mundo de hoje estão brigando porque um outro Pastor está na mídia.

Só que esse é branco, brasileiro e ao invés de lutar pela conquista de direitos para sua gente, ele batalha contra a luta que outras pessoas fazem por seus direitos.

Seu nome é Marco Feliciano, ele luta contra a União Homoafetiva e o seu reconhecimento pelo Estado.

Meu amado filho, não quero doutriná-lo, muito ao menos direcionar seu pensamento.

Porém deixo apenas os seguintes ensinamentos.

Seu Pai é um cristão Católico Apostólico Romano com muito orgulho e por isso faz questão de seguir a palavra de Jesus como seu supremo professor e Mestre.

Ele veio para esse mundo não por causa dos Doutores, intelectuais, ricos ou poderosos, mas pelas pessoas humildes e os pecadores humilhados.

Esse mundo meu filho amado é muito injusto. Aqui você será julgado pela sua cor, suas escolhas, seu local de morada, sua profissão, pela sua fé e pela sua opção sexual.

Para isso usarão as mais diversificadas doutrinas. Citarão intelectuais, autores e inclusive a Bíblia Sagrada.

Porém meu filho aprenda que Jesus veio para reescrever a nossa história, sendo que certa vez ele nos ensinou:

“Aproximou-se dele um dos escribas que os tinha ouvido disputar, e sabendo que lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.
Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Marcos 12:28-31).

Então meu filho, jamais julgue alguém ou aponte o dedo. Se não concordares com uma atitude, ame aquela pessoa dobrado. Viva sua vida na caridade, justiça e amor.

Nunca acredite nas verdades do homem, mas sim em tudo aquilo que Deus tocar seu coração. Leia a bíblia, principalmente o Novo Testamento. Extraia dali o sentido da palavra e não trate os textos bíblicos como um manual de instrução.

Pensar que a Bíblia é um manual de instrução, significa enxergar Deus apenas como um Senhor barbudo sentado em um trono de ouro, brincando de Governar.

Não caia nesse erro. A família de Deus é como os dedos de uma mão. Todos são diferentes, porém o que seria do forte polegar, sem o pequeno mindinho para auxiliá-lo?

Por fim apenas ame as pessoas, respeite-as e siga o seu caminho. Não se preocupe com o outro, porque somente Deus tem a autoridade para julgar uma alma pecadora.

Um terço das mulheres prefere alisador de cabelos a um homem

Publicado originalmente no Terra

De acordo com as mulheres, os alisadores são mais confiáveis que os homens (Foto: Getty Images)

De acordo com as mulheres, os alisadores são mais confiáveis que os homens (Foto: Getty Images)

Há quem acredite que elas vivem sonhando com o futuro namorado, mas uma pesquisa mostra que, se pudessem escolher, quase um terço das mulheres preferiria ter um novo alisador de cabelos a um homem. As informações são do Female First.

A pesquisa realizada pelo site Fabriah pediu para 1 mil mulheres escolherem em uma lista com 10 itens o que estariam dispostas a perder em troca de um alisador. Dessas, 31% respondeu que abririam mão dos homens para manter os cabelos perfeitos. De acordo com elas, as “chapinhas” são mais confiáveis do que um novo homen.

“Posso confiar que meu alisador sempre vai estar lá quando eu precisar, ele nunca me decepcionou, mas o mesmo não pode ser dito sobre os homens”, disse uma das entrevistadas.

A segunda opção mais votada para abrir mão foi “um fim de semana romântico com seu parceiro”, com 15% dos votos, seguido de aparelhos tecnológicos, como iPad ou Iphone. Em quarto, empatados, bolsas e sapatos de grifes renomadas. “Se meu cabelo estiver bonito, eu me sinto bem. Luxos como gadgets ou bolsas e sapatoas  são legais, mas me sentir bonita é mais importante”, justificou outra participante.

Em sexto lugar, uma noite fora com as amigas foi escolhida por 7% das entrevistadas, seguido de 6% de perfumes de grifes, 5% para maquiagem e 3% para tratamentos de beleza. Por fim, apenas 2% das mulheres abririam mão de uma viagem para ter os cabelos bonitos.

“Eu nunca fui capaz de encontrar um cara decente, por isso trocaria qualquer um que eu já namorei nos últimos 12 meses por um alisador”, afirmou uma entrevistada de 20 anos.