Calvin e Haroldo: O Filme Realista

calvin-haroldoPor Stephan Martins, no Jovem Nerd

E o pessoal dos Gritty Reboots está de volta em mais uma megaboga homenagem a uma grande obra da infância de muitos nerds! Depois de Pokémon Snap, é hora de vermos como seria Calvin e Haroldo, a lendária série de tirinhas de Bill Watterson, como um filme realista.

No trailer, vemos que a imaginação de Calvin o manteve são durante sua infância. Mas conforme ele crescia, ela aumentava em poder de forma descontrolada, às vezes afetando o mundo ao redor.

Agora, Calvin terá de lidar com sua imaginação em seu poder máximo. Se ele não conseguir controle suficiente para combatê-la, ela poderá não só acabar com ele, mas também destruir o mundo.

Assista:

Via The Daily What

Leia Mais

Alvo de protestos, Renan é aclamado por militantes do PMDB no Senado

 renanPara militante, ‘não dá para ser contra ele enquanto ele não for  julgado’. Senador foi denunciado no STF; na internet, 1,6 milhão querem sua saída.

Felipe Néri, no G1

Na contramão de vários protestos nas ruas e na internet, militantes do PMDB aclamaram na tarde sexta-feira (1º) o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), num evento da ala jovem do partido realizado num auditório da Casa. Cerca de 500 pessoas, segundo os organizadores, participaram da Convenção Nacional da Juventude do PMDB para escolher um novo presidente e, ao final, muitos disputaram para tirar fotos com o senador.

Depois de falar rapidamente na abertura do evento, Renan parou para conversar com militantes efusivos, ao som de brados como “Renan, de novo, representando o povo!”.

Desde que foi eleito, no início de fevereiro, Renan Calheiros tem sido alvo de protestos, já realizados em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Aracaju e Maceió. Na internet, um abaixo assinado pedindo sua saída obteve adesão de mais de 1,6 milhão de pessoas.

Gabriela Schwanke, do Rio Grande do Sul, conseguiu posar ao lado de Renan Calheiros enquanto ele era entrevistado por jornalistas. Ela afirmou ficar incomodada com as manifestações contra o senador.

“Incomoda, mas não dá para ser contra ele enquanto ele não for julgado”, disse Gabriela. Para a integrante do partido, Renan é uma figura histórica para o PMDB. “Enquanto as denúncias contra ele não forem provadas, ele continuará sendo um símbolo do partido”, disse ao G1.

Na mesma linha opinou o presidente da fundação do PMDB no Paraná, Rafael Xavier. “Ele está sendo investigado como qualquer cidadão pode ser. Se for considerado culpado, cabe à Justiça definir”, declarou.

Militante do PMDB-RS, Gabriela Schwanke posa ao lado de Renan Calheiros (Foto: Arquivo pessoal)
Militante do PMDB-RS, Gabriela Schwanke posa
ao lado de Renan Calheiros (Foto: Arquivo pessoal)

Denúncia

Uma semana antes de sua eleição para o Senado, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal denúncia contra Renan Calheiros, acusando-o de desvio de dinheiro público, falsidade ideológica e uso de documento falso.

A resistência ao senador remonta à sua renúncia da presidência do Senado em 2007, após a suspeita de que tinha pensão de uma filha paga por um lobista. A denúncia do Ministério Público se baseou no suposto uso de notas fiscais frias na época a fim de justificar renda para a despesa.

Na semana passada, seis senadores e um deputado assinaram uma carta de entidades anticorrupção pedindo ao STF agilidade no tratamento dado à denúncia apresentada pela PGR. Os ministros do Supremo ainda não decidiram se abrirão ação penal contra o senador, que nega as acusações.

Durante o evento, os jovens do PMDB também manifestaram apoio ao ex-presidente do Senado José Sarney (PMDB-AC). Para o ex-presidente, o grito de guerra foi: “Sarney, guerreiro, do povo brasileiro!”, mesmo bordão usado por militantes petistas em referência a Lula.

Leia Mais

Mãe indonésia mata o filho afogado por ele ter pênis pequeno

Charlez Nisz, no Vi na Internet

Uma mãe indonésia matou afogado o seu filho de 9 anos sob a alegação de que estava preocupada com o futuro do menino por ele ter um pênis pequeno. Para ela, isso afetaria demais a vida do garoto. A informação foi dada por um porta-voz da polícia nesta quinta-feira (28), segundo a agência de notícias AFP.

A mulher de 38 anos, moradora da capital Jacarta, disse que o menino tinha um pênis pequeno antes de ser circuncidado, mas após a circuncisão, o órgão parecia ter encolhido ainda mais, informou o porta-voz Rikwanto.

“Ela afogou o filho em uma banheira. Depois o vestiu e colocou seu corpo na cama. Então foi à delegacia para confessar o crime”. De acordo com a polícia, a mulher estava consciente do que havia feito, mas a polícia pediu a realização de um teste psicológico para avaliar o estado mental da mulher.

 

Leia Mais

Por uma sociedade melhor, meninos deveriam brincar de boneca e de casinha

 Menino brinca de boneca em católogo Foto: Reprodução da web

Leonardo Sakamoto, no Blog do Sakamoto

Tenho dado bonecas de pano de presente para filhos de alguns amigos. Há algumas lojas que vendem brancas, negras, indígenas, asiáticas.

Diante do estranhamento dos pais (“Ah, mas ele é menino!”), tento explicar que brincar de boneca e de casinha deveria ser algo incentivado a ambos os sexos.

Formaríamos homens mais conscientes e menos violentos se eles entendessem, desde cedo, que cuidar de bebês, cozinhar, limpar a casa não são tarefas atreladas a um gênero, mas algo de responsabilidade do casal. Não há nada mais anacrônico do que tomar como natural que o homem deve sair para caçar e a mulher ficar cuidando da tenda no clã. Em alguns países, após um período inicial de licença maternidade básica, o casal escolhe quem continua fora do trabalho para cuidar do pimpolho. Podem decidir, por exemplo, que ele ficará em casa e ela irá para a labuta.

Enquanto isso, damos armas e espadas de brinquedo para os meninos. Dia desses, vi um par de pequeninas luvas de boxe expostas em uma loja – para lutadores de seis anos. Evoluímos como sociedade, mas continuamos fomentando a agressividade entre eles como se fosse algo bom. A indústria de brinquedos, com raras exceções, trabalha com essa dualidade “meninas precisam aprender a cuidar da casa e ficar bonitas para os meninos” e “meninos precisam aprender a governar o mundo”. Quem quer romper com isso encara certa dificuldade para encontrar produtos.

O filho de um amiga ganhou de presente um kit de panelinhas, prato e talheres de brinquedo. Ele adora. Mas foi duro encontrar um modelo que não tivesse estampas com desenhos de meninas. Isso sem contar as caixas, que trazem garotas brincando de cozinha, como se o produto não pudesse ser utilizado por garotos também. Isso sem falar dessa imbecilidade de que rosa é cor de menina e azul de menino. Quando alguém começa a defender esse maniqueísmo pobre, dá uma preguiça…

Brinquedos não deveriam trazer distinção de gênero. Ou como diz uma imagem que estava correndo o Facebook: “Como saber que um brinquedo é para menino ou para menina?” E faz uma pergunta: “Vibra?” Se a resposta for sim, não é para crianças. Se a resposta for não, vale para ambos os sexos.

O homem é programado, desde pequeno, para que seja agressivo. Raramente a ele é dado o direito que considere normal oferecer carinho e afeto para outro ser em público. Ou cuidar de bebês e da casa. Manifestar sentimentos é coisa de mina. Ou, pior, é coisa de “bicha”. De quem está fora do seu papel. Papel que é reafirmado diariamente: dos comerciais de produtos de limpeza em que só aparecem mulheres sorrindo diante do novo desentupidor de privadas até a escolha de determinados entrevistados por nós jornalistas, que também dividimos o mundo entre coisas de homem e de mulher. “Ah, mas o mundo é assim, japa.” Não, não é assim. Nós que não deixamos ele ser diferente.

Homens que trabalham no Brasil gastam 9,5 horas semanais com afazeres domésticos, enquanto que as mulheres que trabalham dedicam 22 horas semanais para o mesmo fim. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Com isso, apesar da jornada semanal média das mulheres no mercado ser inferior a dos homens (36 contra 43,4 horas, em termos apenas da produção econômica), a jornada média semanal das mulheres alcança 58 horas e ultrapassa em mais de cinco horas a dos homens – 52,9 horas – somando com a jornada doméstica. Ou 20 horas a mais por mês. Ou dez dias por ano.

A análise mostra também que 90,7% das mulheres que estão no mercado de trabalho realizam atividades domésticas. Enquanto isso, entre nós homens, esse número cai para 49,7%. Porque brincar de casinha é coisa de menina.

Trabalho doméstico não é considerado trabalho por nossa sociedade, mas sim obrigação, muitas vezes relacionado a um gênero, que tem o dever de cuidar da casa. Às vezes, o casal trabalha fora e, nesse caso, terceiriza-se o serviço doméstico para outra mulher, seja ela babá, faxineira ou cozinheira. Sem, é claro, garantir a elas todos os direitos trabalhistas porque, até o Congresso Nacional aprovar nova lei, são cidadãs de segunda classe. E, diante da possibilidade de pagar direitos trabalhistas a quem faz o trabalho doméstico, a classe média pira.

A disputa é no campo do simbólico e, portanto, fundamental. Todos nós, homens, somos inimigos até que sejamos devidamente educados para o contrário. E os brinquedos que escolhemos para nossos filhos fazem parte dessa longa caminhada a fim de garantir um mínimo de decência para com o sexo oposto.

Abaixo, vídeo de uma sensacional campanha do governo do Equador contra o machismo que traduz em imagens o que quero dizer:

dica do Sidnei Carvalho de Souza

imagem: campanha da Top Toy, na Suécia

Leia Mais