Arquivo da tag: Eles

Pai fotografa filho autista e cria laços entre os dois

Fotografia mostra universo infantil com sutileza e sensibilidade

sR563QF - Imgur

 

Publicado originalmente no Catraca Livre

O fotógrafo Timothy Archibald começou a fotografar o filho, Elijah, quando ele tinha cinco anos. As fotos colaborativas eram uma maneira de criar algo em comum e uma tentativa de entender um ao outro. Um pouco depois de começarem o projeto, o filho foi diagnosticado com autismo.

Segundo Archibald, o diagnóstico fez com que ele entendesse melhor o filho e surgiu a necessidade de criar uma ponte emocional entre os dois.  As fotos passariam a ter papel importante na relação e resultaram no livro “Echolila: Sometimes I Wonder”.

Na construção das fotos, os dois trabalham juntos, mas Archibald afirma que tenta deixar o filho com todo o processo criativo e o fotógrafo apenas opera a camêra. Depois,  eles redefinem e tentam melhorar as ideias das fotos. Nada é programado e Elijah costuma fazer coisas inesperadas.

Confira galeria abaixo.

Yj7vwDc - Imgur OXK2fQU - Imgur OFsF6dl - Imgur K6WBmSG - Imgur K2nPHeC - Imgur fciUF7N - Imgur f0pqO6X - Imgur CraAFOr - Imgur 8RKl2o6 - Imgur

O lago rosa

lagoa1-650x459lagoa5lagoa2lagoa21lagoa3lagoa-rosaCarlos Ruas

O Lago Retba, no Senegal, está cor-de-rosa. A coloração é resultado de altos níveis de sal na água, e fica mais visíveis nas estações secas. Em algumas áreas, a concentração de sal chega a 40%.

Senegaleses navegam diariamente nas águas do Retba, para coletar o mineral, que depois fica amontoado nas margens do lago. Assim como no Mar Morto, é bem fácil flutuar no Retba, por causa da alta concentração salina.

Segundo Michael Danson, microbiologista da Universidade de Bath, na Inglaterra, a cor é produzida por uma microalga, que se adapta e reproduz em meios com alta concentração de sal.

- Elas produzem um pigmento nesse tom que absorve e utiliza a luz solar para criar mais energia, deixando a água em tom rosa – explicou o especialista – Já chegamos a pensar que o Retba e o Mar Morto eram incompatíveis com formas de vida, mas eles são bastante vivos.

Fonte: Extra [via Um Sábado Qualquer]

Não odeie os poderosos porque eles são altos e bonitos

Essas estatísticas esquisitas vêm de um novo campo acadêmico que está na moda, chamado economia biológica, que compara traços físicos com recompensa monetária.

foto1

 

Por Lucy Kellaway, no Valor Econômico

Não importa o que se diga de Margaret Thatcher, em uma coisa a falecida ex-primeira-ministra britânica estava certíssima: tomar lições de dicção para falar de forma mais grave.

Na época, fiquei indignada que uma mulher que acabara de ser eleita para o mais alto cargo do país sentisse necessidade de soar como um homem. Mas hoje vejo que aquilo tinha menos a ver com uma disputa de sexos do que com o tom da voz em si.

Cientistas da Universidade Duke estudaram a extensão vocal de 792 presidentes americanos de empresas e constataram que aqueles com a voz mais grave tendem a comandar companhias maiores, receber salários melhores e durar mais tempo no emprego. Uma queda de 22 Hertz na frequência da voz implica em uma companhia US$ 440 milhões maior, um pacote de remuneração US$ 187 mil maior e um período extra de 151 dias no emprego.

Essas estatísticas esquisitas vêm de um novo campo acadêmico que está na moda, chamado economia biológica, que compara traços físicos com recompensa monetária. Nos últimos anos, um grande número de estudos foi feito na área e na semana passada me enveredei por eles. Quanto mais eu lia, mais perturbada ficava com a conclusão apontada por todos eles: os mais altos, os poderosos, os bonitos e aqueles que têm voz grave se saem muito bem. Os baixos, gordos, franzinos e de voz fraca estão em grande desvantagem.

Os estudos mais conhecidos envolvem a altura. Uma pesquisa de 2005 revelou que os diretores-presidentes das empresas que fazem parte lista das 500 maiores companhias da revista “Fortune” tinham em média 1,82 metro de altura – consideráveis 6 centímetros a mais que o homem americano médio. A maioria dos CEOs está dolorosamente consciente da vantagem representada pela altura. Quando o jornal “USA Today” perguntou a eles se gostariam de ser cinco centímetros mais altos ou ter uma cabeleira mais vasta, quase todos votaram na altura.

Esta parece ser a resposta certa. Ser careca não diminui as chances de sucesso de um homem – na verdade, parece até aumentá-las. Há muitos modelos de calvos a serem seguidos, como Steve Ballmer da Microsoft e Daniel Akerson da General Motors, e um estudo da Wharton Business School revelou que eles são percebidos como mais altos e fortes que aqueles cujas cabeças são cobertas por uma grossa camada de cabelos.

Já os pelos no rosto parecem ser um caso diferente. O que isso lhe confere não é poder, mas confiança. Um estudo publicado no “Journal of Marketing and Communications” constatou que os homens com barba despertam mais a confiança dos consumidores, exceto nos casos em que eles vendem roupa íntima masculina.

Além de analisar a altura e os folículos capilares, os economistas biológicos também vêm observando os rostos dos CEOs. Um estudo estabeleceu um laço positivo entre a largura do rosto e o tamanho da companhia. Quanto mais largo o rosto, melhor. Outro colocou estudantes para analisar recortes de fotografias de CEOs em busca de sinais de poder e cordialidade. Mais uma vez, aqueles com os rostos percebidos como poderosos comandavam, de fato, as companhias mais bem-sucedidas.

Se esse tipo de característica traz vantagens, o mesmo acontece com a beleza. Vários estudos mostram a existência de um “prêmio beleza” – a estimativa é de que as pessoas bonitas ganham de 10% a 20% a mais que o resto de nós. Um estudo conduzido em Harvard há poucos anos, pediu a candidatos a empregos que resolvessem quebra-cabeças. As pessoas mais bonitas não se saíram melhor na tarefa que as outras, mas os empregadores apresentaram uma propensão muito maior em contratá-las.

Para as mulheres, o importante é ser loira. Um estudo da Universidade de Queensland apresentou a dolorosa constatação de que as mulheres de cabelos claros ganham em média 7% mais que as outras. Quanto às gordas, elas se saem particularmente mal. Há uma pequena e triste equação criada pela Universidade de Nova York, ligando a quantidade de gordura no corpo à quantidade de dinheiro que se deixa de ganhar. Um aumento de 1% na massa corporal resulta em uma queda de 0,6% na renda.

Se é realmente assim que o mundo funciona – e é um pouco difícil negar isso -, há uma resposta óbvia para nós. Precisamos usar salto alto, tingir os cabelos (ou raspá-los), fazer regime, contratar o professor de dicção de Thatcher e estufar as bochechas.

Mesmo assim, do ponto de vista de um empregador, há uma lição diferente a ser tirada da economia biológica. O razoável a se fazer é explorar as propensões do mercado. Deixar os outros pagarem um ágio pelas pessoas belas e altas, e contratar apenas as pessoas baixas, mal vestidas e de voz feia. Elas serão tão boas quanto as belas em suas funções, mas serão mais leais e também mais baratas.

Campanha contra o abuso infantil “esconde” mensagem visível apenas por crianças

Criação de Sólo para Niños é da Grey Espanha

Amanda de Almeida, no Brainstorm9

Algumas das ideias mais bacanas e interessantes que já vi por aí são também as mais simples. No caso da campanha Sólo para Niños, que a Grey Espanha criou para Fundación Anar, os criativos tiveram uma sacada excelente ao inserir duas mensagens distintas em um único cartaz, uma delas visível somente por crianças, utilizando uma imagem lenticular – aquela que vai ficando diferente de acordo com o ângulo de visão.

Para isso, eles levaram em conta que a média de altura entre adultos no país é de 1,75m, enquanto as crianças até 10 anos medem cerca de 1,35 – o que possibilitaria ângulos de visão diferentes. Enquanto adultos enxergavam a mensagem de conscientização, as crianças visualizavam uma mensagem oferecendo ajuda, com o número do telefone para denúncias. A informação chegava até elas de maneira discreta, mesmo na presença do abusador.

dica do Fabio Martelozzo Mendes

960x540xgrey2.jpg.pagespeed.ic.aV0BuC0DmO960x540xgrey.jpg.pagespeed.ic.K59D9RLDGm2

Estudo garante que dinheiro traz felicidade

Ilustração: Studio Instant Press

Ilustração: Studio Instant Press

Publicado por AFP [via UOL]

O dinheiro traz felicidade e ter mais dinheiro deixa as pessoas mais felizes, independentemente de já terem o suficiente para se manter, garantem cientistas especializados em economia.

Embora o vínculo entre dinheiro e bem-estar não surpreenda, o novo estudo contradiz pesquisas anteriores que sugeriram que este efeito diminuía acima de um certo nível de renda, que permite às pessoas atenderem às suas necessidades básicas.

Os economistas da Universidade de Michigan Betsey Stevenson e Justin Wolfers afirmam em seu artigo, pulicado na edição de maio do periódico ‘American Economic Review, Papers and Proceedings’, que não há evidências de um ponto “de satisfação” na equação dinheiro-felicidade.

“Não encontramos evidências de um ponto de satisfação”, escreveram.

“O vínculo entre renda e bem-estar que encontramos quando examinamos apenas os pobres é semelhante àquele encontrado quando examinamos apenas os ricos”, destacaram.

Eles descobriram que o vínculo é válido “ao se fazer comparações cruzadas entre países ricos e pobres assim como ao se fazer comparações entre pessoas ricas e pobres de um país”.

O estudo é o mais recente de um campo que rende muita discussão e parece contradizer uma teoria denominada “Paradoxo de Easterlin”, desenvolvida em 1974 por Richard Easterlin, que está na Universidade do Sul da Califórnia.

A pesquisa de Easterlin, baseada em consultas feitas no Japão, sugeria um pequeno ou nenhum aumento na felicidade nacional apesar do milagre econômico que o país viveu após a Segunda Guerra Mundial.

Estudos posteriores apontaram para uma renda anual nos Estados Unidos de US$ 75.000 e em países pobres numa faixa entre US$ 8.000 e US$ 25.000, além da qual o dinheiro não impactaria mais o bem-estar.

Mas Stevenson e Wolfers afirmaram que a pesquisa demonstrou que o Paradoxo de Easterlin e teorias similares simplesmente estão equivocadas.

“Se houver um ponto de satisfação, ainda não o alcançamos”, afirmaram.

“Nós não encontramos evidências de uma quebra significativa, tanto na relação felicidade-renda, quanto na relação satisfação-renda, mesmo com rendas anuais acima do meio milhão de dólares”, acrescentaram.

Stevenson e Wolfers usaram dados de três diferentes estudos cruzados entre países, incluindo a consulta Pew Global Attitudes, a pesquisa Gallup World Poll e o International Social Survey Program.

“Eles demonstram uma clara relação entre o nível médio de bem estar em um país com sua renda média”, escreveram.

“Enquanto os ganhos com a renda ficam mais lentos à medida que os países enriquecem, eles nunca desaparecem. Dobrar a renda de um país tem o mesmo impacto no bem estar de seus cidadãos, independente do ponto inicial”, emendaram.

Stevenson e Wolfers, que também é um membro não residente da Brookings Institution, têm feito estudos nesta área há anos e a última pesquisa sustenta suas conclusões de um estudo de 2008.

“Enquanto à ideia de que há algum nível crítico de renda além do qual a renda não impacta mais o bem-estar (…) trata-se de algo em desacordo com os dados”, concluíram.