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Evangélica, ring girl do UFC será capa da revista ‘Playboy’

Aline Franzoi, ring girl do UFC, no ensaio sensual para a revista “Vip” Foto: revista vip

Aline Franzoi, ring girl do UFC, no ensaio sensual para a revista “Vip” Foto: revista vip

Publicado originalmente no Extra

Já está decidido quem será a estrela da “Playboy” em setembro, mês seguinte ao esperado ensaio de Nanda Costa na edição de aniversário. Será Aline Franzoi, a primeira brasileira a trabalhar como ring girl no UFC.

A morena, de apenas 20 anos, estreou no posto em janeiro deste ano, quanto também apareceu num ensaio sensual para a revista “Vip”.

Evangélica, ela chegou a dizer que nunca posaria nua, mas mudou de ideia. Nas redes sociais, ela costuma postar mensagens de cunho religioso e as fotos que faz como modelo.

Antes de estrear nos ringues, Aline participou de concursos de Miss e fez uma ponta na novela “Guerra dos sexos”.

Aline Franzoi, ring girl do UFC (foto: Divulgação)

Aline Franzoi, ring girl do UFC (foto: Divulgação)

Espaço dos evangélicos na TV aumenta

Ana Paula Valadão canta no “Encontro dom Fátima Bernardes” (via blog Amigos DT)

Karina Kosicki Bellotti, na Folha de S.Paulo

O final dos anos 1980 e o início dos anos 1990 foram marcados pelo estranhamento em relação aos evangélicos por parte da grande imprensa e das grandes redes abertas –Globo, Manchete, SBT, em especial, após a compra da Rede Record por Edir Macedo, bispo e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

Muitos se perguntavam quem eram esse grupo e como ele havia alcançado essa visibilidade, num país até então majoritariamente católico.

O sentido das coberturas era em geral ofensivo, de reportagens investigativas, com câmeras escondidas, entrevistas com dissidentes, retratando de forma negativa a relação entre alguns grupos de evangélicos (os chamados neopentecostais) e a arrecadação de dízimos e ofertas.

Reportagens mostrando cultos da Universal em estádios, com sacos de dinheiro sendo abençoados, foram mostrados de forma demonizadora, sendo contrapostas a depoimentos de outros líderes religiosos que condenavam a prática, afirmando que isso não era cristianismo.

O período de 1989 a 1995 foi marcado por uma espécie de “guerra santa”, que culmina com o “chute na santa”, dado por um pastor da Universal no dia de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro de 1995. Nesse período, vemos vários veículos de comunicação demonizando os neopentecostais, o que “respinga” em outros grupos evangélicos que não são identificados com esse grupo.

Ressalto a minissérie “Decadência”, veiculada pela Globo em setembro de 1995, escrita por Dias Gomes, em que Edson Celulari interpretava um pastor sem escrúpulos, além da própria cobertura dada pela Globo, uma emissora tradicionalmente simpática ao catolicismo, por conta do chute na santa.

Observamos que, nos últimos cinco anos, a Globo tem se aproximado deste público, porque tem lhe conferido não somente um peso de formação de opinião, mas também de mercado consumidor.

Agora há o Festival Promessas, o selo da Som Livre para música cristã contemporânea -que reúne artistas evangélicos e católicos, que já tocaram no Faustão e tiveram música em trilha sonora de novela.

Da quase ausência de cobertura de eventos evangélicos, como a Marcha para Jesus, para a cobertura no “Jornal Nacional” dos cem anos da Assembleia de Deus (2011), da Marcha para Jesus, e mesmo dos protestos feitos por Silas Malafaia contra o projeto de lei 122/06 (contra a homofobia), vemos uma mudança de atitude significativa.

É importante destacar que a bancada evangélica cresceu no Congresso (e que tem se aproximado do governo desde a administração Lula), cresceu o poder aquisitivo de muitos evangélicos que ocupavam a chamada classe C e aumentou a mobilização de parcelas de evangélicos nas redes sociais, o que dá maior voz e visibilidade para esse grande e heterogêneo conjunto religioso denominado “evangélico”.

Se antes o evangélico era retratado de forma demonizada –no caso das lideranças- ou paternalista -no caso do fiel, retratado como um sujeito vulnerável aos ataques de líderes inescrupulosos-, atualmente vemos um retrato mais positivo, mas ainda longe da sua grande diversidade. São retratados como sujeitos religiosos que merecem respeito, que votam, que consomem e são exigentes na qualidade do que lhe é oferecido.

A aproximação se dá mais pela música, pela figura feminina de artistas como Ana Paula Valadão (que recentemente cantou no “Encontros com Fátima Bernardes”) e Aline Barros, e até por programas como “Sagrado”, que traz diferentes lideranças religiosas para falar sobre diversos assuntos da vida e da morte.

É uma aproximação ainda cuidadosa, que não livra a Globo dos deslizes de chamar os cantores evangélicos de “estrelas da música gospel” (a crença rejeita qualquer alusão a idolatria), mas perto de como era -e não era- antigamente, é um grande avanço, que é comemorado por muitos evangélicos nas redes sociais.

Lembro-me de como a ida de Aline Barros ao “Domingão do Faustão” foi comemorada por blogs e em comunidades evangélicas no Orkut. Como o universo evangélico é muito diversificado, é difícil pontuar que só há desconfiança em relação à iniciativa da Globo em se aproximar deste grupo; a Record procura galvanizar a atenção dos “evangélicos” como um todo, oferecendo programação religiosa, mas não há unanimidade entre os evangélicos em relação ao que essa emissora produz.

Acredito que as redes sociais têm ajudado a conferir maior visibilidade; o próprio uso da mídia feito por grupos evangélicos tem conferido também esta visibilidade, seja em termos de evangelização, seja nas campanhas eleitorais e até nas ameaças de boicote a novelas da Globo, como “Salve Jorge”.

Agora, uma das características ligadas historicamente a uma suposta “identidade evangélica” no Brasil é essa idéia de estar afastado da grande sociedade católica ou secular; essa ideia de “estar no mundo, mas não pertencer a ele”.

O reconhecimento maior que a grande mídia tem oferecido aos evangélicos traz alguns desafios a essa autoimagem evangélica, pois dentro desse grupo heterogêneo destaca-se o desejo de vigiar de perto o que a grande mídia fala sobre ele, tendo em vista todo o histórico de agressões e perseguições empreendidas.

Então, destaca-se essa autoimagem positiva, de povo honesto, trabalhador, que canta, louva, veste-se de forma elegante, mas sem ostentação; que é igual a todo mundo no dia a dia, e que leva sua crença muito a sério, pois enxerga na própria vida um testemunho a ser dado para quem não é evangélico -a ideia de ser “sal da terra, luz do mundo”.

dica da Ana Carolina Ebenau

Missa é realizada para mulher que guardava ‘código’ de Chico Xavier

Kátia e Chico Xavier eram vizinhos e amigos(Foto: reprodução/TV Integração)

Kátia e Chico Xavier eram vizinhos e amigos
(Foto: reprodução/TV Integração)

Kátia Maria morreu e era uma das três pessoas que guardavam o código. Admiradores de Chico Xavier continuam esperando por um sinal dele.

Publicado originalmente no G1

Amigos e parentes se reuniram, nesta terça-feira (25), para lembrar o sétimo dia da morte de Kátia Maria, uma aposentada de 59 anos que morreu levando um segredo: um código que o médium Chico Xavier confiou a três pessoas de Uberaba, no Triângulo Mineiro. “O que ele deixou foi segredo. E ela levou consigo”, disse a irmã de Kátia, a dona de casa Josélia de Faria Alberto.

Em setembro deste ano, Kátia Maria fez duas cirurgias na mesma semana. A primeira foi para retirar 304 pedras pequenas da vesícula e três grandes. A segunda foi para tratar uma diverticulite. Ela se recuperou, abriu uma lanchonete e estava trabalhando feliz, mas depois teve anemia, ficou fraca e o quadro da doença se agravou. Kátia não resistiu e morreu na última terça-feira (18), às 7h30.

O tal código garantiria a autenticidade de uma carta ou outro tipo de manifestação que o médium mandaria do plano espiritual. Kátia era vizinha e amiga de Chico Xavier e o líder espírita morreu nos braços dela. Um momento marcante que a aposentada sempre fazia questão de relembrar. “Não me apavorei. Com certeza ele já estava me preparando para isso, pois fiquei calma e tranquila”, contou ela na época da morte do médium, em 2002.

O código secreto foi criado em 1994, oito anos antes da morte de Chico Xavier. Apesar da senha, segundo os amigos, Chico dizia que quando morresse ainda passaria um bom tempo sem se manifestar. Iria aposentar o lápis e o papel. Nos últimos dez anos, várias mensagens supostamente enviadas pelo médium surgiram, mas nenhuma seria verdadeira.

Quem também guarda este mistério é o filho adotivo do médium, Eurípedes Higino Reis. Ele contou que a senha é única e que a morte de Kátia não compromete o código. Higino garantiu que também irá levar o segredo para o túmulo. “Amigo a gente não trai. Amigo a gente guarda no coração. E como é muito difícil ter amigos nos nossos dias, imagine um amigo diferente como o Chico Xavier. Tenho certeza de que nenhum dos três trairia a lealdade que ele teve conosco. E tenho ainda mais certeza de que ele tem essa lealdade do lado de lá, nos olhando sempre”, ressaltou Eurípedes.

Além da amiga e do filho, o médico Eurípedes Tahan é o terceiro personagem dessa história. Ele também foi um dos escolhidos para guardar o segredo. “Alguns meses antes dele partir ele nos deu uma maneira de podermos identificar alguma palavra que ele viesse a nos trazer. Tudo o que já foi feito está aqui. Se ele não se manifestar é porque não há necessidade”, explicou o médico.

Enquanto Chico não se comunica, seguidores buscam conforto no mausoléu onde o corpo dele está enterrado, em Uberaba. Eles esperam pacientes e esperançosos o dia no qual Chico Xavier vai se manifestar. Para muitos, isso independe de qualquer código. “O código maior do Chico Xavier é o trabalho feito pelo bem. O bem bem feito”, afirmou a voluntária Neuza Assis.

Já o farmacêutico Glênio Felipe, também demonstrou serenidade em relação ao assunto. “Se de repente eles se forem e o segredo não for revelado é porque não era para ser. O Chico sabe o que está fazendo”, disse.

Eurípedes Higino explicou o porque da certeza de que o médium ainda não tenha se manifestado de forma escrita, como muitos acreditam. “Acredito, como ele nos dizia, que tudo o que ele tivesse de escrever estava escrito. Ele está se manifestando e continuará se manifestando de várias maneiras. Pessoas nos contam que sonharam com ele, que viram ele, sentiram a presença dele. O que ele comentava era com a psicografia, com a escrita, a manifestação não iria acontecer”, revelou o filho adotivo do médium.