7 frases proibidas em uma entrevista de emprego

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publicado na EXAME.com

Você tem um currículo interessante, demonstrou ter todas as competências exigidas para a vaga, mas no fim da entrevista deixou escapar uma frase que pôs tudo a perder?

De acordo com Felipe Brunieri, gerente de finanças da Talenses, não é raro que um candidato seja desqualificado por conta de uma declaração infeliz – mesmo que tenha ido bem em todas as outras etapas da seleção.

“O peso de uma frase mal colocada é muito grande para um recrutador”, alerta ele. “A impressão causada na entrevista corresponde a aproximadamente 50% da nota final”, estima Brunieri.

Ele aconselha prestar atenção à escolha das palavras e, sobretudo, ao tom de voz. “Às vezes, o que mais impacta o recrutador é a forma de falar”, comenta.

A seguir, veja algumas frases que causam ruído numa entrevista de emprego, na opinião de três especialistas:

“Meu antigo emprego era horrível.”
Falar mal do empregador ou dos colegas do passado soa muito mal aos ouvidos do recrutador. “Além de ser anti-ético, dá a impressão de que o candidato é uma pessoa agressiva e intolerante”, afirma Brunieri.

“Todo mundo costuma elogiar o meu trabalho.”
Não é proibido mencionar feedbacks positivos que você já recebeu. Mas a autoconfiança pode beirar a arrogância. Segundo Brunieri, o candidato que não cuida do tom das suas afirmações sobre seu próprio desempenho pode parecer antipático ou avesso ao trabalho em equipe.

“Odeio / detesto / não suporto tal coisa.”
Brunieri recomenda evitar palavras com carga negativa muito forte. “Frases muito carregadas podem dar a ideia de que você é inflexível e agressivo”, afirma.

“Tipo / cara / meu / animal / etc.”
Frases recheadas de gírias também não costumam soar bem. “É preciso um mínimo de formalidade e distanciamento, sobretudo num primeiro momento”, diz Brunieri

“Qual é o salário?”
Indagar sobre remuneração de forma muito direta ou apressada é outro risco. “É bom ter calma e escutar a proposta antes, ou você dará a entender que só quer o emprego pelo dinheiro”, afirma a coach Débora Monique.

“Meu problema é que sou perfeccionista e trabalho muito.”

Recrutador nenhum acredita num candidato que diz que seu pior “defeito” é ser dedicado demais. Além de ser pouco honesta, essa declaração transmite falta de autoconhecimento, segundo Luís Arrobas, sócio da 2GET.
“Não faço questão dessa vaga.”
Mesmo que você tenha recebido outra proposta melhor, demonstrar completo desinteresse pela vaga que você vai declinar pode ser ruim para o seu futuro. “Declarações assim fecham portas”, diz Brunieri.

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Candidatos muito bonitos têm menos chances de emprego, diz pesquisa

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Publicado no Estadão

A maioria dos recrutadores de pessoal para as empresas brasileiras prefere evitar a contratação ou promover trabalhadores com beleza acima da média, segundo uma pesquisa desenvolvida pela Elancers, com 2.075 recrutadores no Brasil.

A empresa do segmento de sistemas de recrutamento e seleção constatou que 46% dos recrutadores olham com restrições os candidatos muito bonitos.

As mulheres bonitas têm suas chances de contratação reduzidas em até 30%, em comparação às não tão atraentes. Segundo a pesquisa, um dos motivos é o fato de que a seleção é feita geralmente por mulheres (96%), solteiras (67%) e com idade média de 29 anos

Cezar Tegon, presidente da Elancers, diz que a pesquisa evidenciou que apenas 2% dos pesquisados admitiu buscar no mercado pessoas com beleza acima da média.

“Pelo menos 1% de empresas contratam, deliberadamente, profissionais considerados feios”, diz Tegon. “É evidente que a grande maioria das empresas evita pessoas muito bonitas, talvez com exceção daquelas empresas que buscam profissionais para atendimento ao público ou em áreas de vendas”, explica Tegon.

Ele acrescenta que em alguns casos as mulheres muito bonitas são preteridas porque alguns recrutadores as consideram um ‘fator de distração’ no trabalho”. Outro motivo seria o preconceito que associa beleza à falta de inteligência, segundo a empresa, ou até medo da esposa, no caso de diretores casados.

Segundo Tegon, os profissionais muito bonitos precisam de uma estratégia diferenciada para conseguir um bom emprego: “O ideal é que pessoas mostrem suas qualidades, suas competências profissionais e suas qualificações, sem se preocupar tanto com a aparência e questões estéticas”, diz.

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Negligenciar matemática prejudica saúde, emprego e vida em geral

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Publicado no HypeScience

É comum pensar que matemática não serve para nada, e que tudo aquilo que aprendemos na escola é uma perda de tempo. No entanto, não ter habilidades matemáticas é uma má notícia para a nossa carreira, escolhas de vida e até mesmo para nossa saúde mental.
Muitos estudantes têm verdadeiro medo de matemática, um sentimento impulsionado por uma cultura que está constantemente tentando nos convencer de que ela é difícil e inútil.

No entanto, o tempo passa e nossas vidas pessoais e profissionais tornam-se cada vez mais dependentes da nossa capacidade de compreender e processar números, que hoje simplesmente não é boa.

De acordo com dados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), uma rede mundial de estimativa do desempenho escolar coordenada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil está na 58ª posição do ranking em matemática. O primeiro lugar é da China. Abaixo do Brasil, aparecem Argentina (59ª) e Peru (65ª).
De 2009 a 2012, o Brasil ganhou pontos no ranking em matemática, passando de 386 a 391, mas a melhora não foi suficiente para que o país avançasse de posição e, apesar da melhora, 2 em cada 3 alunos brasileiros de 15 anos não conseguem interpretar situações que exigem apenas deduções diretas da informação dada, e não são capazes de entender percentuais, frações ou gráficos.

A numeracia que poucos têm, ou a matemática que é pouco ensinada

Alfabetização matemática não implica proficiência em algumas das áreas mais avançadas de matemática, como cálculo ou trigonometria. Em vez disso, descreve o conhecimento e as habilidades necessárias para gerenciar com eficácia as demandas matemáticas de diversas situações.

Também chamada de numeracia, a alfabetização matemática não requer o conhecimento da “matemática escolar”, mas sim um nível mínimo de competência necessária para compreender e manipular números.
É a capacidade de um indivíduo de identificar e compreender o papel que a matemática desempenha no mundo, fazendo julgamentos bem fundamentados e usando a matemática de forma que atenda às suas necessidades como um cidadão construtivo, preocupado e reflexivo.
Alfabetização em matemática, portanto, é menos sobre as habilidades com equações complexas e mais sobre a capacidade de realizar operações mecânicas com números e símbolos.
Numeracia também pode envolver o que o matemático Sol Garfunkel chama de “alfabetização quantitativa”, a habilidade de fazer conexões quantitativas sempre que a vida exige (como ser confrontado com resultados de testes médicos conflitantes, e precisar decidir se submeter a um ou outro procedimento) e “modelagem matemática”, ou a capacidade de resolver na prática problemas cotidianos e formulações matemáticas (como decidir se é melhor comprar ou alugar uma casa).

Necessidade gritante

A nossa necessidade de matemática nunca foi tão grande. Cada vez mais tem uma influência pronunciada sobre nossas escolhas fiscais e até mesmo sobre nosso risco no que tange à saúde. Tem até sido associada com uma susceptibilidade reduzida ao efeito de enquadramento (um viés cognitivo no qual as pessoas reagem às opções dependendo se elas são ou não apresentadas de uma forma positiva ou negativa), a tendência de escolha lógica sobre a emoção, e uma maior consciência dos riscos que têm um componente numérico envolvido.

Tão importante quanto isso, a numeracia também tem um impacto significativo em nossas carreiras. Tendo em conta que o mundo está se movendo em direção a uma economia baseada no conhecimento, a falta de habilidade matemática é uma grande preocupação que afeta não só nossas oportunidades, mas também nossa capacidade de avaliar criticamente as informações a nós apresentadas, tirando nossas próprias conclusões, ao invés de alguém ter que nos dizer o que elas significam.

De fato, muitas profissões exigem pelo menos um senso rudimentar de matemática, incluindo contabilidade, análise de risco, finanças, engenharia, arquitetura, ciências sociais, planejamento urbano e outras, incluindo trabalhos fora das áreas especializadas.
Não saber matemática reduz as chances de emprego e promoções, resultando em carreiras não qualificadas, empregos de baixa remuneração e desemprego.

De acordo com a pesquisa PISA, a proficiência em matemática é um forte preditor de resultados positivos para jovens adultos, que influencia seus ganhos futuros. As competências de base em matemática têm um grande impacto sobre as oportunidades de vida dos indivíduos, aumentando o acesso das pessoas a empregos melhor remunerados e mais gratificantes, além de estarem intimamente relacionadas à forma como a riqueza é compartilhada dentro das nações.

Além disso, a pesquisa mostra que as pessoas com fortes habilidades em matemática também são mais propensas a se voluntariar, se veem mais como atores e não como objetos de processos políticos e são mais propensas a confiar nos outros. Justiça, integridade e inclusão nas políticas públicas, portanto, também dependem das competências matemáticas dos cidadãos.
Solução simples

Taxas de numeracia baixas e até mesmo a relutância em se concentrar em áreas mais avançadas de matemática são, em grande parte, a consequência de uma cultura antimatemática. Não é raro ouvir os alunos queixarem-se de quão chata, difícil ou inútil ela é. Claramente, essa cultura tem que mudar.

Mas, para isso, também que temos que levar a conta a ansiedade que a matemática produz, uma condição real com consequências para a saúde mental. Ansiedade matemática é um sentimento de tensão, apreensão ou medo que interfere com o desempenho de matemática das pessoas. Pesquisas já mostraram que os indivíduos com ansiedade matemática têm pior memória de trabalho, o que é provavelmente causado por uma interrupção de processos centrais no cérebro.

Estudos anteriores também mostraram que confiança pode amenizar essa ansiedade. Por exemplo, a ameaça de reputação quando se trata de desempenho ruim em matemática causa ansiedade. Estudos têm demonstrado que mulheres se saem melhor em testes quando usam nomes falsos. Ao assumir um outro nome – quer se trate de um masculino ou feminino -, as mulheres podem anular a ameaça de manchar sua reputação (e provar o falso estereótipo de que são ruins de conta) e usam suas verdadeiras habilidades matemáticas.
Além disso, ansiedade matemática é mais sobre a antecipação de fazer contas do que sobre fazer contas. Só de pensar nisso, o cérebro de uma pessoa pode mostrar os mesmos sinais do que quando ela está sentindo dor. Então, como aliviar a ansiedade matemática? E como podemos deixar de lado a cultura antimatemática predominante?

Tudo se resume à qualidade da educação e como a matemática é apresentada, diz Garfunkel.
Diferentes conjuntos de habilidades matemáticas são úteis para diferentes carreiras, e a educação matemática tem que refletir isso.
Por exemplo, quantas vezes a maioria dos adultos se encontrou uma situação em que eles precisaram resolver uma equação quadrática? Será que eles precisam saber o que é um número complexo?

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Claro, matemáticos, físicos e engenheiros profissionais precisam saber de tudo isso, mas a maioria dos cidadãos tiraria melhor proveito do estudo de hipotecas, programação de computadores e leitura de resultados estatísticos de um ensaio clínico, para citar alguns exemplos.
Um currículo de matemática que incida sobre os problemas da vida real exporia os alunos a ferramentas abstratas de matemática, especialmente a manipulação de quantidades desconhecidas, mas não focaria somente no ensino da matemática “pura”, sem contexto, e sim ensinaria problemas relevantes que levariam os alunos a apreciar a maneira como um modelo de fórmula matemática esclarece situações do mundo real.

Outra mudança positiva seria abolir o uso da misteriosa variável “x”, que muitos estudantes se esforçam para entender, e passar para uma abordagem contextual, no estilo que os cientistas trabalham, introduzindo fórmulas com abreviaturas para quantidades simples, como a famosa equação de Einstein, “E = mc2”, onde “E” representa energia, “m” massa e “c” velocidade da luz.

Garfunkel nos pede para imaginar álgebra, geometria e cálculo sendo substituídos por coisas como finanças, contabilidade e engenharia básica. Assim, no curso de finanças, os alunos aprenderiam a usar fórmulas em planilhas e estudar orçamentos de pessoas, empresas e governos, e no curso de engenharia básica, aprenderiam o funcionamento de motores, ondas sonoras, sinais de TV e computadores etc.
O que você acha? Com certeza, seria uma nova visão da matemática nas escolas, mas traria, de fato, melhores resultados para a sociedade?

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Estudo revela 10 atitudes que matam a produtividade no trabalho

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Publicado no G1

O que faz com que os trabalhadores a perdem a maior parte do tempo no escritório? Enviar mensagens de texto? Navegar nainternet? Conversar com colegas de trabalho perto do bebedouro? Uma pesquisa da CareerBuilder identifica os 10 comportamentos que os empregadores dizem ser os maiores assassinos de produtividade no local de trabalho.

O uso pessoal da tecnologia é um dos principais culpados por trás atividade improdutiva no trabalho. Um em cada quatro trabalhadores (24%) admitiu que durante um dia de trabalho eles utilizam pelo menos 1 hora em chamadas pessoais, e-mails ou textos; 25 estimam que gastam 1 hora ou mais durante o dia de trabalho para pesquisar na internet assuntos não relacionados ao trabalho.

Comportamentos de colegas de trabalho, reuniões e outros fatores também criam obstáculos para maximizar o desempenho, segundo os recrutadores.

Veja os 10 comportamentos que ‘matam’ a produtividade:

1) Telefone e mensagens de texto – 50%
2) Fofoca – 42%
3) Internet – 39%
4) Mídias sociais – 38%
5) Pausa para lanches ou para fumar – 27%
6) Colegas de trabalho barulhentos – 24%
7) Reuniões – 23%
8) E-mail – 23%
9) Colegas de trabalho que param em sua mesa para conversar – 23%
10) Colegas de trabalho fazendo chamadas em viva-voz – 10%

A pesquisa on-line foi realizada pela Harris Poll em nome da CareerBuilder, nos Estados Unidos, de 10 fevereiro a 4 março com 2.138 gerentes de contratação e profissionais de recursos humanos, e 3.022 trabalhadores do setor privado de indústrias e empresas.

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Narcisistas têm mais chances nas entrevistas de emprego

Estudo mostra que recrutadores são mais atraídos por este comportamento

Dr. House - divulgação
Dr. House – divulgação

Publicado em O Globo

Sabe aquela dica padrão de que numa entrevista de emprego é preciso ser humilde? Pois um estudo realizado pela Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, traz um resultado diferente e afirma que, considerando dois entrevistados de mesma qualificação, são os narcisistas que têm mais chances de se sair bem na conversa, como mostra o site Phys.org. Os resultados da pesquisa sugerem, ainda, que os candidatos de culturas que colocam maior ênfase na humildade, incluindo algumas asiáticas, podem ter mais dificuldade em conseguir um emprego na América do Norte.

“A entrevista de emprego é uma das poucas situações sociais em que o comportamento narcisista pode trazer uma boa impressão. Normalmente, as pessoas o evitam, especialmente para não se exporem demais”, afirma o professor de psicologia da Universidade e principal autor do estudo, Del Paulhus.

Durante a pesquisa, os participantes tiveram que responder um questionário para medir seu nível de narcisismo e foram filmados também. Na avaliação da gravação, os pesquisadores perceberam que os candidatos com este perfil tendem a falar de si, fazer contato visual, contar piadas e a fazer mais perguntas aos recrutadores. O estudo descobriu que as pessoas que se classificaram como narcisistas e os que tiveram este comportamento na filmagem eram vistos como mais atraentes pelos entrevistadores.

Os pesquisadores também descobriram que os participantes da herança japonesa, chinesa e coreana exibiram menores níveis de narcisismo, e eram menos propensos a serem classificados nos processos seletivos.

Paulhus diz que o estudo oferece lições importantes tanto para quem busca um emprego como para os contratantes. “Os candidatos devem se envolver com o entrevistador, continuando a se autopromover durante a conversa. Por outro lado, os entrevistadores devem olhar para além de estilo cultural e avaliar as qualificações individuais. Ao invés de focar no charme superficial, os recrutadores devem analisar o potencial dos candidatos aptos a longo prazo na organização”.

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