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Menina de 8 anos cria empresa de venda de limonada para ajudar a acabar com a escravidão infantil

Vicente Carvalho, no Hypeness

Quando Vivienne Harr, na época com apenas 8 anos, via uma exposição, em maio de 2012, observou uma fotografia de dois rapazes escravos carregando pedras grandes e a foto a deixou tão chocada que ela sabia que precisaria fazer alguma coisa para tentar mudar a situação.

Daquele dia em diante, Vivienne não conseguiu mais ficar indiferente e decidiu então agir: criou uma banca de limonada, onde inicialmente vendia a bebida por 2 euros. Inicialmente, o resultado não foi muito bom, até que a menina decidiu parar de cobrar um valor, deixando o preço livre para quanto a pessoa quisesse pagar. “O que seu coração mandar”, podia ler-se na banca, junto com o anúncio da razão de estar vendendo a limonada: para ajudar as crianças que trabalham sob escravidão.

Tudo então mudou e Vivienne chegou a conseguir mais de 115 mil euros (cerca de 350 mil reais),  o valor necessário para ajudar a libertar 500 escravos.

Mas depois de conseguir essa quantia, ela não conseguiu mais parar, pois sabe do número absurdo de crianças que ainda vivem em situação de semi ou total escravidão, e com a ajuda da família, especialmente do pai, Eric Harr, a jovem lançou o projeto “Make a Stand”, para vender a sua limonada orgânica, a “Lemon-aid”. 5% do lucro da empresa vai para a Fundação Make a Stand, que ela fundou para destinar os recursos a parceiros como a UNICEF, por exemplo. Como o negócio social começou a crescer, seu pai pediu demissão do emprego e atualmente se dedica integralmente à empresa fundada pela filha, que em uma palestra disse: “Se a vida te der um limão, mude o mundo com ele!”

A empresa ainda usa produtos orgânicos, sem conservantes e todos os ingredientes estão claramente descritos nos rótulos, além da transparência total caso alguém precise de informações sobre como o dinheiro levantado será aplicado para a erradicação da escravidão infantil.

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Atualmente a empresa integra o grupo B Corporation, uma certificação internacional que valida que a empresa tem em toda sua estrutura os cuidados com impacto social, ambiental e financeiro (aqui no Brasil, uma das únicas que tem o selo é a Natura).

Recentemente foi lançado um documentário contando a trajetória da menina norte-americana. Vale a pena assistir ao trailer abaixo:


Post por Razões para Acreditar.

Empregados são demitidos por se recusarem a rezar e dizer ‘eu te amo’

Fachada da empresa, onde o funcionário é obrigado a rezar e dizer "eu te amo" aos colegas. Reprodução/Facebook (Cost Containment Group)

Fachada da empresa, onde o funcionário é obrigado a rezar e dizer “eu te amo” aos colegas. Reprodução/Facebook (Cost Containment Group)

Ana Clara Otoni, no Page not Found

Um bom clima no trabalho é importante para a produtividade da equipe. Mas, uma empresa de Long Island (Nova York, EUA) que tentou “forçar a barra” para que os funcionários se dessem bem está sendo processada.

Isso porque a diretoria da empresa familiar, Cost Containment Group, demitiu vários funcionários que se recusaram a rezar e agradecer a Deus pelos seus empregos e ainda a dizer “eu te amo” aos chefes e colegas de trabalho.

As ações eram diárias e faziam parte de um método criado pela tia do dono da empresa, de acordo com a agência de notícias Reuters. Chamado “Onionhead”, ou cabeça de cebola, na tradução livre, a metodologia corporativa tem a intenção de reunir e agregar os funcionários como as camadas da cebola.

Segundo o órgão que defende os direitos trabalhistas, a prática da empresa violava os direitos civis e religiosos dos funcionários.

Em um dos casos relatados na denúncia, uma gerente de projeto de TI contara que fora punida por ser católica e não querer participar das atividades espíritas impostas pela empresa. Após a reclamação, a mulher foi transferida de setor e uma enorme estátua de Buda foi colocada em seu antigo escritório. A gerente questionou o rebaixamento de cargo e foi demitida.

Os advogados dos funcionários demitidos pedem uma indenização com juros pelos danos psicológicos e materiais causados aos empregados demitidos e uma liminar que proíba o método.

‘Divulgadores da TelexFree têm o direito de pedir o dinheiro de volta’, diz Ministério da Justiça

 

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Publicado na Veja

As vítimas do esquema bilionário de pirâmide da TelexFree podem começar a se preparar para reaver o dinheiro aplicado da empresa. O Ministério da Justiça, por meio de sua assessoria de imprensa, disse ao site de VEJA que os chamados ‘divulgadores’ da TelexFree poderão mover ações na Justiça agora que já há o reconhecimento crime de pirâmide. ‘Divulgadores da TelexFree têm o direito de pedir o dinheiro de volta’, afirmou o Ministério da Justiça, em nota.

Com os bens bloqueados e atividades suspensas desde meados do ano passado, a Ympactus Comercial Ltda., conhecida como TelexFree foi condenada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, órgão da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon/MJ) a pagar uma multa de 5,590 milhões de reais por operar “esquema financeiro piramidal”, que é crime contra a economia popular no Brasil.

Segundo o DPDC, a empresa estaria ofendendo princípios básicos do Código de Defesa do Consumidor, como o dever de transparência e a boa-fé nas relações de consumo, além de veiculação de publicidade enganosa e abusiva. A decisão de pedir a dissolução da empresa, contudo, cabe ao poder Judiciário. A TelexFree teve suas operações no Brasil bloqueadas e tentou, por diversas vezes, pedir recuperação judicial. Mas todos os pedidos foram negados. Apenas depois do pedido de dissolução da empresa poderá ser tomada a decisão de nomear um liquidante para fazer a gestão da massa falida e, quiçá, ressarcir os divulgadores.

A empresa pode recorrer da decisão junto à Senacon/MJ mas, mesmo assim, este não deixa de ser mais um revéz para uma companhia que captou mais de 1 bilhão de reais de brasileiros com promessas de lucro fácil em um esquema, entendido pelo Judiciário, como insustentável financeiramente.

O processo de investigação contra a empresa foi aberto em junho do ano passado motivado por denúncias de vários órgãos estaduais do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, principalmente Procon e Ministério Público do Acre.

A matriz da TelexFree nos Estados Unidos foi também alvo de uma intensa investigação da Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que regula o mercado financeiro do país. A conclusão, divulgada há duas semanas, é de que ela forma uma clássica pirâmide financeira, que arrecadou mais de 1 bilhão de dólares com divulgadores ao redor do mundo.

A empresa que faz vídeos sobre depressão e apoia quem precisa de ajuda

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PARCERIA
Ana Saad e Geison Luz, em São Paulo. Com problemas de infância parecidos, eles filmam histórias difíceis de vida (Foto: Filipe Redondo/ÉPOCA)

Publicado na Revista Época

Ana Maria Saad e Geison Ferreira Luz têm muito em comum. Além de ter passado por transtornos emocionais na infância, têm grande paixão pelo cinema. Juntos, fundaram a Pensamentos Filmados, que conta histórias de pessoas que, como eles, viveram em meio a tabus, como suicídio e depressão.

Ana, formada em hotelaria, sofria de depressão desde os 8 anos. Aos 23, a doen­ça lhe deu uma trégua e ela foi para Londres, onde durante um ano e meio estudou cinema. Quando voltou ao Brasil, os sintomas reapareceram. “Como não tratava a causa, tive uma recaída”, diz. Foi nessas condições, em 2006, que começou um curso de atuação. Lá conheceu Geison. Nascido em Jaboatão, interior de Pernambuco, ele não se sentia emocionalmente confortável. “Cresci num ambiente sem estímulos para me desenvolver. Era uma família religiosa, um presídio”, afirma ele. Em 1994, aos 12 anos, veio para São Paulo com sua mãe. No Sudeste fez teatro e, num dos cursos que frequentava, se encontrou com Ana. Como perceberam que tinham histórias de vida parecidas, em 2008 resolveram criar um projeto audiovisual. Assim nasceu a primeira obra, V.I.D.A., um curta-metragem que mostra a depressão do ponto de vista de quem sofre da doença. Inspirado na vida de Ana, o filme chamou a atenção. “Foi enviado no primeiro corte para o Festival de Brasília. Lá a sala teve lotação máxima. Aos poucos nos demos conta do tamanho do filme”, afirma Geison. Com o sucesso, a ideia de desenvolver um projeto social ganhou força. “Ana e eu entendemos que cinema não é algo que você coloca na prateleira.

É uma ferramenta para abrir o diálogo com as pessoas, sobre questões que incomodam.”
A partir daí, a Pensamentos Filmados começou a se moldar e a produzir outros filmes, tratando de outros temas delicados. O curta-metragem Solo fala sobre a solidão. Jogatina discute a psicopatia. Todos estão na internet, no site do projeto.

Para pagar os filmes, os fundadores da Pensamentos usaram o próprio dinheiro. “Fomos tentar pela Lei Rouanet e não conseguimos. Fui atrás de editais, não tive resposta. Não consegui apoio de empresas, mas muitas pessoas físicas ajudaram, ainda que de forma tímida”, afirma Ana. Ela faz bicos para conseguir o dinheiro. Os trabalhos vão de coaching para atores a aulas de inglês. Geison trabalha como caixa de um restaurante em São Paulo. “Para fazer nosso último projeto, tive de colocar R$ 1.000 do meu bolso, o Geison mais R$ 500, e todos os que trabalharam ali foram voluntários.”

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FILMES E CAUSAS
Capas dos DVDs da Pensamentos Filmados. Entre os temas: solidão, depressão, psicopatia e superação (Foto: Reprodução)

A ação trouxe resultados, principalmente entre quem sofre com os problemas retratados nas obras do projeto. Com os celulares disponíveis no site do projeto, os fundadores acabam se tornando orientadores de muitos que não sabem a quem recorrer. “Todo dia falo com gente que me procura nas redes sociais. Vou atrás de terapeutas e indico lugares que atendem de graça”, diz Ana. Uma ferramenta mais lúdica, como os vídeos, para disseminar conhecimento sobre temas tabus é bem-vinda. “Toda vez que alguém foge do normal das coisas e quer mostrar um outro lado, deve ser incentivado”, diz Adriana Rizzo, voluntária membro da comissão nacional de divulgação do Centro de Valorização da Vida (CVV).

Mesmo com as dificuldades financeiras, há planos de crescer. Para o futuro, a Pensamentos planeja embarcar em esquetes de humor para internet que transmitam alguma mensagem positiva. O plano é arrecadar dinheiro com a publicidade da exibição dos filmes no YouTube. “Serão temas de comportamento abordados de maneira cômica, trazendo uma reflexão”, afirma Geison. “Acredito que podemos mudar o mundo. Principalmente começando por nosso próprio mundo”, diz Ana.

EUA acusam a TelexFree de fraude e congelam seus bens

cropped-telexfree1Isabel Fleck, na Folha de S.Paulo

Autoridades americanas congelaram milhões de dólares em bens e entraram com uma ação contra a TelexFree nos EUA nesta semana acusando o grupo de promover “esquema ilegal de pirâmide” financeira.

Segundo a SEC (Comissão de valores mobiliários dos EUA), autora da ação na Corte Distrital de Massachusetts, a TelexFree opera por meio de “oferta fraudulenta e não registrada de títulos”, que tem como principais alvos brasileiros e dominicanos que vivem nos EUA.

A própria empresa diz ter arrecadado mais de US$ 1 bilhão, segundo o documento apresentado pela SEC ao tribunal, mas não torna pública nenhuma documentação comprovando a receita.
No Brasil, as operações da Telexfree foram bloqueadas em 2013, por tempo indeterminado, a pedido do Ministério Público do Acre.

A decisão da comissão americana veio depois que, na segunda-feira passada, a TelexFree LLC, a TelexFree Inc. e a TelexFree Financial Inc., subsidiárias e afiliadas da TelexFree, pediram concordata em uma Corte de Nevada.

Segundo a acusação apresentada pela SEC, as três empresas declararam dever até US$ 600 milhões, mas possuir não mais que US$ 120 milhões.

De acordo com a SEC, os títulos são oferecidos pela TelexFree aos investidores com a promessa de até 250% de retorno do valor pago, por ano.

É possível escolher entre um “pacote” que custa US$ 289 e inclui um kit de publicidade, ou o de US$ 1.375, que vem com cinco kits. Segundo a própria TelexFree, 88% dos investimentos feitos em Massachusetts foram do segundo pacote, de US$ 1.375.

Em março, a TelexFree alterou seu plano de compensações, tornando muito mais difícil aos investidores atingir metas para receber seu pagamento. A mudança gerou reclamações e colocou o esquema mais em evidência.

A ação do SEC foi movida contra a TelexFree e oito de seus integrantes.

Um deles, o brasileiro Sanderley Rodrigues de Vasconcelos, conhecido como Sann Rodrigues, convocou para hoje, por meio de sua página no Facebook, uma reunião em Orlando, na Flórida, com os “líderes” que participam da empresa para “entender tudo o que aconteceu, está acontecendo e possivelmente vai acontecer com a TelexFree agora”.

Em post na quarta, ele escreveu: “Infelizmente, eu fui surpreendido e soube do ocorrido da mesma forma que vocês: pela internet”.

Segundo ele, é possível “identificar falhas e até analisar tudo o que aconteceu de forma crítica, especialmente em relação às abruptas mudanças”. Procurado pela Folha, ele não respondeu ao pedido de entrevista.

O advogado americano Gerald Nehra, citado na acusação, disse à reportagem que não responderia sobre a ação movida pela comissão.

Os diretores não foram encontrados para comentar as acusações ontem, e a página “telexfree.com” estava “em manutenção” durante o dia.