Red Bull pagará US$ 13 mi a clientes ‘que não ganharam asas’

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publicado na Exame.com

O famoso slogan “Red Bull te dá asas” nunca custou tão caro à empresa.

Ele foi usado por mais de duas décadas nas campanhas da marca de bebidas energéticas. Mas agora custará 13 milhões de dólares.

A empresa topou pagar a quantia para encerrar uma ação coletiva nos EUA que a acusava de propaganda enganosa. Afinal, ninguém “ganhou asas”.

Em uma nota oficial, a Red Bull disse que aceitou pagar o dinheiro para evitar os custos do litígio. Os 13 milhões serão distribuídos entre milhões de consumidores.

Com o acordo, os clientes que compraram a bebida nos últimos dez anos poderão escolher entre ser reembolsados em dez dólares ou receber um voucher de 15 dólares para gastarem com produtos Red Bull.

A ação

O criador da ação – à qual se juntaram outros clientes posteriormente – é o americano Benjamin Careathers. Ela foi criada em 16 de janeiro de 2013, em uma corte distrital de Nova York.

Ele alegou consumir a bebida desde 2002, sem perceber resultados em seu desempenho. Disse que a empresa enganou os consumidores ao falar “Red Bull te dá asas” e ao dizer que a bebida aumenta a velocidade e capacidade de reação e concentração.

A marca deixou claro que “desistir” de lutar contra a ação não significa que concorda que praticou propaganda enganosa, sim que quer evitar mais custos.

“Defendemos que nossos comerciais e embalagens sempre foram verdadeiros e precisos. Negamos toda e qualquer irregularidade ou responsabilidade”, anunciaram ao site BevNet.

Veja alguns dos famosos comerciais da Red Bull:

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Magnata britânico oferece férias ilimitadas aos funcionários

Empregados do grupo Virgin nos EUA e Reino Unido vão poder tirar dias, semanas ou até meses de férias sem pedir aos chefes

Publicado por BBC Brasil [via Terra]

 Richard Branson, dono do grupo Virgin, conglomerado com mais de 400 empresas. Foto: AP
Richard Branson, dono do grupo Virgin, conglomerado com mais de 400 empresas.
Foto: AP

Imagine trabalhar em um lugar onde é possível tirar férias ou dias de folga quando bem entender. Um magnata britânico decidiu conceder o privilégio aos funcionários. Eles vão poder tirar dias, semanas ou até meses para descansar sem pedir autorização dos chefes.

A iniciativa partiu do bilionário inglês Richard Branson, dono do grupo Virgin, conglomerado com mais de 400 empresas.

Em seu blog pessoal, ele anunciou a mudança e acrescentou que seus 170 funcionários nos Estados Unidos e no Reino Unido poderiam “tirar folga quando quiserem por quantos dias preferirem”.

Branson acrescentou ainda que o funcionário não vai precisar pedir a autorização dos chefes, nem mesmo dizer quando planeja retornar ao trabalho.

No entanto, o multimilionário pediu “bom senso” dos empregados.

“Cabe ao funcionário decidir se e quando precisa tirar algumas horas, um dia, uma semana ou um mês de férias, com a condição de que o faça quando estiver 100% certo de que ele/ela e a sua equipe têm todos os projetos em dia e que a ausência não vai provocar quaisquer danos à empresa”, disse Branson no blog.

Inspiração
A inspiração do magnata para tomar tal atitude foi sua filha, que leu algo sobre uma ação parecida na Netflix, uma empresa que oferece serviço de TV por internet.

A nova medida foi implementada para funcionários nos Estados Unidos e no Reino Unido “onde as políticas de férias podem ser consideradas bastante severas”.

Se der certo, Branson promete levá-la para outras filiais do grupo Virgin.

“Nós deveríamos nos concentrar no resultado do trabalho das pessoas, não em quantas horas ou dias ela trabalhou. Assim como nós não temos uma política de trabalho ‘das 9h às 17h’, nós não precisamos de uma política de férias”, escreveu Branson em seu blog.

O grupo Virgin emprega mais de 50 mil pessoas no mundo inteiro e opera em mais de 50 países. Richard Branson criou a empresa em 1970 como uma gravadora.

Desde então, a companhia evoluiu para um conglomerado que opera em diversas áreas de consumo, como aviação, música e telecomunicações.

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Cliente de banco recebe cartão com termo homofóbico e será indenizado em R$ 27 mil

Banco terá que indenizar cliente vítima de preconceito (foto: Arquivo)
Banco terá que indenizar cliente vítima de preconceito (foto: Arquivo)

Publicado no Extra

O Itaucard foi condenado pela Justiça a pagar uma indenização por danos morais, no valor de R$ 27.120, a um cliente que recebeu o cartão com o o xingamento homofóbico “Folote do Inferno” no lugar de seu nome. A decisão foi tomada pelo 3º Juizado Especial Cível de Anápolis, em Goiás. No dicionário, a palavra “folote” é usada para designar algo muito largo e frouxo. O termo costuma ser usado em algumas regiões do país com uma conotação exclusivamente sexual.

Na sentença, a juíza Luciana de Araújo Camapum afirma que, no caso citado, a expressão foi utilizada justamente com cunho sexual e de forma preconceituosa: “No meu entender, o termo somado a ‘do inferno’ e à condição sexual do autor caracteriza ato homofóbico, que deve ser veementemente combatido, diante da torpeza, da insensibilidade, do preconceito e do descaso da empresa com o cliente. Foi uma atitude vil e criminosa, que merece reprimenda proporcional e severa”, destacou.

Na audiência, a juíza constatou também que o cliente foi alvo constante de outras piadas e deboches quando ligava para a central de atendimento do banco Itaú. “Por sua voz afeminada, mesmo com o nome masculino no sistema, ele foi chamado várias vezes como ‘senhora’. É, sem dúvidas, uma forma de humilhação”.

Além disso, o cliente alegou, em audiência, que se sentiu constrangido com a correspondência, já que ele mora com familiares e outros poderiam ter visto o envelope endereçado com a expressão em vez de seu nome.

Antes de entrar na Justiça, o consumidor levou o cartão ao Procon, e o órgão de defesa do consumidor. Em contato com a empresa, constatou a validade do cartão e que não se tratava de uma fraude.

A instituição bancária não contestou os fatos, mas apresentou na audiência uma proposta de acordo, no valor de R$ 600, que o cliente não aceitou. As informações são do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).

Procurado, o Itaú Unibanco informou que não irá recorrer da decisão.

dica do Tércio Ribas Torres

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Hello Kitty é uma menina, não uma gata, diz empresa que criou personagem

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Publicado no UOL

Ela tem jeito de gato, feições de gato, mas, na verdade, é uma menina. A revelação sobre a natureza da famosa personagem Hello Kitty foi feita pela antropóloga Christine R. Yano, curadora de uma exposição sobre a agora “ex-gatinha” no museu nipo-americano de Los Angeles.

“A Sanrio [empresa responsável pela personagem] me disse que Hello Kitty não é uma gata. Ela é um personagem de desenho, e é uma garotinha. Ela é amiga, mas não um gato. Uma razão é porque ela nunca está de quatro. Ela anda e senta como uma criatura bípede. E ela até tem um gato de estimação, o Charmmy Kitty”, disse ao jornal “Los Angeles Times”.

Polêmica, a afirmação repercutiu entre os fãs de Hello Kitty nas redes sociais e lembrou o caso do personagem Pateta, da Disney, que, com traços de cão, é amigo de Pluto, um cachorro quadrúpede.

Criada pelo designer japonês Yuko Shimizu, em 1974, Kitty (“gatinho”, em inglês) ganhou fama mundial por meio de desenhos animados, jogos e dos mais variados acessórios voltados ao público feminino.

A Hello Kitty é o principal produto da Sanrio, que registra, a cada ano, um volume de negócios de US$ 5 bilhões (R$ 11,2 bilhões). Febre na cultura pop, a personagem já inspirou uma música da cantora Avril Lavigne, já foi tema de um vestido usado por Lady Gaga e também já virou objeto de esculturas do artista americano Tom Sachs.

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Menina de 8 anos cria empresa de venda de limonada para ajudar a acabar com a escravidão infantil

Vicente Carvalho, no Hypeness

Quando Vivienne Harr, na época com apenas 8 anos, via uma exposição, em maio de 2012, observou uma fotografia de dois rapazes escravos carregando pedras grandes e a foto a deixou tão chocada que ela sabia que precisaria fazer alguma coisa para tentar mudar a situação.

Daquele dia em diante, Vivienne não conseguiu mais ficar indiferente e decidiu então agir: criou uma banca de limonada, onde inicialmente vendia a bebida por 2 euros. Inicialmente, o resultado não foi muito bom, até que a menina decidiu parar de cobrar um valor, deixando o preço livre para quanto a pessoa quisesse pagar. “O que seu coração mandar”, podia ler-se na banca, junto com o anúncio da razão de estar vendendo a limonada: para ajudar as crianças que trabalham sob escravidão.

Tudo então mudou e Vivienne chegou a conseguir mais de 115 mil euros (cerca de 350 mil reais),  o valor necessário para ajudar a libertar 500 escravos.

Mas depois de conseguir essa quantia, ela não conseguiu mais parar, pois sabe do número absurdo de crianças que ainda vivem em situação de semi ou total escravidão, e com a ajuda da família, especialmente do pai, Eric Harr, a jovem lançou o projeto “Make a Stand”, para vender a sua limonada orgânica, a “Lemon-aid”. 5% do lucro da empresa vai para a Fundação Make a Stand, que ela fundou para destinar os recursos a parceiros como a UNICEF, por exemplo. Como o negócio social começou a crescer, seu pai pediu demissão do emprego e atualmente se dedica integralmente à empresa fundada pela filha, que em uma palestra disse: “Se a vida te der um limão, mude o mundo com ele!”

A empresa ainda usa produtos orgânicos, sem conservantes e todos os ingredientes estão claramente descritos nos rótulos, além da transparência total caso alguém precise de informações sobre como o dinheiro levantado será aplicado para a erradicação da escravidão infantil.

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Atualmente a empresa integra o grupo B Corporation, uma certificação internacional que valida que a empresa tem em toda sua estrutura os cuidados com impacto social, ambiental e financeiro (aqui no Brasil, uma das únicas que tem o selo é a Natura).

Recentemente foi lançado um documentário contando a trajetória da menina norte-americana. Vale a pena assistir ao trailer abaixo:


Post por Razões para Acreditar.

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