Cliente de banco recebe cartão com termo homofóbico e será indenizado em R$ 27 mil

Banco terá que indenizar cliente vítima de preconceito (foto: Arquivo)
Banco terá que indenizar cliente vítima de preconceito (foto: Arquivo)

Publicado no Extra

O Itaucard foi condenado pela Justiça a pagar uma indenização por danos morais, no valor de R$ 27.120, a um cliente que recebeu o cartão com o o xingamento homofóbico “Folote do Inferno” no lugar de seu nome. A decisão foi tomada pelo 3º Juizado Especial Cível de Anápolis, em Goiás. No dicionário, a palavra “folote” é usada para designar algo muito largo e frouxo. O termo costuma ser usado em algumas regiões do país com uma conotação exclusivamente sexual.

Na sentença, a juíza Luciana de Araújo Camapum afirma que, no caso citado, a expressão foi utilizada justamente com cunho sexual e de forma preconceituosa: “No meu entender, o termo somado a ‘do inferno’ e à condição sexual do autor caracteriza ato homofóbico, que deve ser veementemente combatido, diante da torpeza, da insensibilidade, do preconceito e do descaso da empresa com o cliente. Foi uma atitude vil e criminosa, que merece reprimenda proporcional e severa”, destacou.

Na audiência, a juíza constatou também que o cliente foi alvo constante de outras piadas e deboches quando ligava para a central de atendimento do banco Itaú. “Por sua voz afeminada, mesmo com o nome masculino no sistema, ele foi chamado várias vezes como ‘senhora’. É, sem dúvidas, uma forma de humilhação”.

Além disso, o cliente alegou, em audiência, que se sentiu constrangido com a correspondência, já que ele mora com familiares e outros poderiam ter visto o envelope endereçado com a expressão em vez de seu nome.

Antes de entrar na Justiça, o consumidor levou o cartão ao Procon, e o órgão de defesa do consumidor. Em contato com a empresa, constatou a validade do cartão e que não se tratava de uma fraude.

A instituição bancária não contestou os fatos, mas apresentou na audiência uma proposta de acordo, no valor de R$ 600, que o cliente não aceitou. As informações são do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).

Procurado, o Itaú Unibanco informou que não irá recorrer da decisão.

dica do Tércio Ribas Torres

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Hello Kitty é uma menina, não uma gata, diz empresa que criou personagem

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Publicado no UOL

Ela tem jeito de gato, feições de gato, mas, na verdade, é uma menina. A revelação sobre a natureza da famosa personagem Hello Kitty foi feita pela antropóloga Christine R. Yano, curadora de uma exposição sobre a agora “ex-gatinha” no museu nipo-americano de Los Angeles.

“A Sanrio [empresa responsável pela personagem] me disse que Hello Kitty não é uma gata. Ela é um personagem de desenho, e é uma garotinha. Ela é amiga, mas não um gato. Uma razão é porque ela nunca está de quatro. Ela anda e senta como uma criatura bípede. E ela até tem um gato de estimação, o Charmmy Kitty”, disse ao jornal “Los Angeles Times”.

Polêmica, a afirmação repercutiu entre os fãs de Hello Kitty nas redes sociais e lembrou o caso do personagem Pateta, da Disney, que, com traços de cão, é amigo de Pluto, um cachorro quadrúpede.

Criada pelo designer japonês Yuko Shimizu, em 1974, Kitty (“gatinho”, em inglês) ganhou fama mundial por meio de desenhos animados, jogos e dos mais variados acessórios voltados ao público feminino.

A Hello Kitty é o principal produto da Sanrio, que registra, a cada ano, um volume de negócios de US$ 5 bilhões (R$ 11,2 bilhões). Febre na cultura pop, a personagem já inspirou uma música da cantora Avril Lavigne, já foi tema de um vestido usado por Lady Gaga e também já virou objeto de esculturas do artista americano Tom Sachs.

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Menina de 8 anos cria empresa de venda de limonada para ajudar a acabar com a escravidão infantil

Vicente Carvalho, no Hypeness

Quando Vivienne Harr, na época com apenas 8 anos, via uma exposição, em maio de 2012, observou uma fotografia de dois rapazes escravos carregando pedras grandes e a foto a deixou tão chocada que ela sabia que precisaria fazer alguma coisa para tentar mudar a situação.

Daquele dia em diante, Vivienne não conseguiu mais ficar indiferente e decidiu então agir: criou uma banca de limonada, onde inicialmente vendia a bebida por 2 euros. Inicialmente, o resultado não foi muito bom, até que a menina decidiu parar de cobrar um valor, deixando o preço livre para quanto a pessoa quisesse pagar. “O que seu coração mandar”, podia ler-se na banca, junto com o anúncio da razão de estar vendendo a limonada: para ajudar as crianças que trabalham sob escravidão.

Tudo então mudou e Vivienne chegou a conseguir mais de 115 mil euros (cerca de 350 mil reais),  o valor necessário para ajudar a libertar 500 escravos.

Mas depois de conseguir essa quantia, ela não conseguiu mais parar, pois sabe do número absurdo de crianças que ainda vivem em situação de semi ou total escravidão, e com a ajuda da família, especialmente do pai, Eric Harr, a jovem lançou o projeto “Make a Stand”, para vender a sua limonada orgânica, a “Lemon-aid”. 5% do lucro da empresa vai para a Fundação Make a Stand, que ela fundou para destinar os recursos a parceiros como a UNICEF, por exemplo. Como o negócio social começou a crescer, seu pai pediu demissão do emprego e atualmente se dedica integralmente à empresa fundada pela filha, que em uma palestra disse: “Se a vida te der um limão, mude o mundo com ele!”

A empresa ainda usa produtos orgânicos, sem conservantes e todos os ingredientes estão claramente descritos nos rótulos, além da transparência total caso alguém precise de informações sobre como o dinheiro levantado será aplicado para a erradicação da escravidão infantil.

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Atualmente a empresa integra o grupo B Corporation, uma certificação internacional que valida que a empresa tem em toda sua estrutura os cuidados com impacto social, ambiental e financeiro (aqui no Brasil, uma das únicas que tem o selo é a Natura).

Recentemente foi lançado um documentário contando a trajetória da menina norte-americana. Vale a pena assistir ao trailer abaixo:


Post por Razões para Acreditar.

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Empregados são demitidos por se recusarem a rezar e dizer ‘eu te amo’

Fachada da empresa, onde o funcionário é obrigado a rezar e dizer "eu te amo" aos colegas. Reprodução/Facebook (Cost Containment Group)
Fachada da empresa, onde o funcionário é obrigado a rezar e dizer “eu te amo” aos colegas. Reprodução/Facebook (Cost Containment Group)

Ana Clara Otoni, no Page not Found

Um bom clima no trabalho é importante para a produtividade da equipe. Mas, uma empresa de Long Island (Nova York, EUA) que tentou “forçar a barra” para que os funcionários se dessem bem está sendo processada.

Isso porque a diretoria da empresa familiar, Cost Containment Group, demitiu vários funcionários que se recusaram a rezar e agradecer a Deus pelos seus empregos e ainda a dizer “eu te amo” aos chefes e colegas de trabalho.

As ações eram diárias e faziam parte de um método criado pela tia do dono da empresa, de acordo com a agência de notícias Reuters. Chamado “Onionhead”, ou cabeça de cebola, na tradução livre, a metodologia corporativa tem a intenção de reunir e agregar os funcionários como as camadas da cebola.

Segundo o órgão que defende os direitos trabalhistas, a prática da empresa violava os direitos civis e religiosos dos funcionários.

Em um dos casos relatados na denúncia, uma gerente de projeto de TI contara que fora punida por ser católica e não querer participar das atividades espíritas impostas pela empresa. Após a reclamação, a mulher foi transferida de setor e uma enorme estátua de Buda foi colocada em seu antigo escritório. A gerente questionou o rebaixamento de cargo e foi demitida.

Os advogados dos funcionários demitidos pedem uma indenização com juros pelos danos psicológicos e materiais causados aos empregados demitidos e uma liminar que proíba o método.

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‘Divulgadores da TelexFree têm o direito de pedir o dinheiro de volta’, diz Ministério da Justiça

 

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Publicado na Veja

As vítimas do esquema bilionário de pirâmide da TelexFree podem começar a se preparar para reaver o dinheiro aplicado da empresa. O Ministério da Justiça, por meio de sua assessoria de imprensa, disse ao site de VEJA que os chamados ‘divulgadores’ da TelexFree poderão mover ações na Justiça agora que já há o reconhecimento crime de pirâmide. ‘Divulgadores da TelexFree têm o direito de pedir o dinheiro de volta’, afirmou o Ministério da Justiça, em nota.

Com os bens bloqueados e atividades suspensas desde meados do ano passado, a Ympactus Comercial Ltda., conhecida como TelexFree foi condenada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, órgão da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon/MJ) a pagar uma multa de 5,590 milhões de reais por operar “esquema financeiro piramidal”, que é crime contra a economia popular no Brasil.

Segundo o DPDC, a empresa estaria ofendendo princípios básicos do Código de Defesa do Consumidor, como o dever de transparência e a boa-fé nas relações de consumo, além de veiculação de publicidade enganosa e abusiva. A decisão de pedir a dissolução da empresa, contudo, cabe ao poder Judiciário. A TelexFree teve suas operações no Brasil bloqueadas e tentou, por diversas vezes, pedir recuperação judicial. Mas todos os pedidos foram negados. Apenas depois do pedido de dissolução da empresa poderá ser tomada a decisão de nomear um liquidante para fazer a gestão da massa falida e, quiçá, ressarcir os divulgadores.

A empresa pode recorrer da decisão junto à Senacon/MJ mas, mesmo assim, este não deixa de ser mais um revéz para uma companhia que captou mais de 1 bilhão de reais de brasileiros com promessas de lucro fácil em um esquema, entendido pelo Judiciário, como insustentável financeiramente.

O processo de investigação contra a empresa foi aberto em junho do ano passado motivado por denúncias de vários órgãos estaduais do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, principalmente Procon e Ministério Público do Acre.

A matriz da TelexFree nos Estados Unidos foi também alvo de uma intensa investigação da Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que regula o mercado financeiro do país. A conclusão, divulgada há duas semanas, é de que ela forma uma clássica pirâmide financeira, que arrecadou mais de 1 bilhão de dólares com divulgadores ao redor do mundo.

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