Pela primeira vez, um computador conseguiu passar no Teste de Turing. O que isso significa?

z76udjuxeaaco1i3zd7u

Publicado no Gizmodo

Essa é das grandes. Um computador conseguiu enganar um monte de pesquisadores e fazê-los pensar que ele era um garoto de 13 anos de idade chamado Eugene Goostman. Assim, ele se tornou o primeiro computador do mundo a ser aprovado no Teste de Turing.

O nome do teste vem de Alan Turing, um pioneiro da computação. Para ser aprovado nele, um computador precisa se passar por um ser humano e enganar 30% dos juízes humanos em conversas por texto que duram cinco minutos, um feito que até agora nunca havia sido realizado.

“Eugene” foi criado por uma equipe da Rússia, e passou no teste organizado pela Universidade de Reading por pouco: ele conseguiu enganar 33% dos juízes. É preciso notar que o sucesso em fingir ser um menino de 13 anos que tem o inglês como segunda língua não é exatamente um feito que se iguale ao Hal 9000.

Mas mesmo assim, ainda é um grande avanço, embora os críticos já tenham levantado as bandeiras vermelhas para suas implicações. “A existência de um computador que consegue se passar por um ser humano ou por uma pessoa em quem confiamos é como um chamado ao cibercrime”, disse Kevin Warwick, um professor visitante da Universidade de Reading e importante pesquisador da Universidade de Coventry, ao The Independent.

Há sérias preocupações acerca do que isso poderá significar para a segurança online no futuro? Certamente. Mas hoje elas não estarão em primeiro plano: estaremos tentando compreender o fato de termos acabado de entrar numa nova era da computação, repleta de possibilidades. [The Independent]

Leia Mais

Caminhos que nunca falham

caminhosquenuncafalham

Caio Fábio

O soberbo cairá…

O humilde aprenderá…

O rico ficará vazio…

O pobre será farto…

O altivo será quebrantado…

O quebrantado será elevado em espírito…

O elevado em espírito será muito tentado…

O tentado se conhecerá…

Assim também…

O fraco que não é covarde é fortalecido…

O simples que não é tolo torna-se sábio…

O que renuncia a tudo… de tudo fica livre…

O que ama a tudo o que seja verdade vence todo medo…

Por isto também…

A coragem do louco é o ódio…

A vingança do tolo é blasfemia sem que ele o saiba…

A justiça do ódio é a morte e o inferno…

Ainda também…

O que mente será apanhado sempre…

O que esconde o mal terá que mostrá-lo da varanda…

O que engana ao povo será blasfemado…

Porém…

O generoso será rico de tudo…

O perdoador será um filho de Deus no mundo…

O que ama, será heredeiro de tudo!

Nele, em Quem sei que é assim e que assim será,

fonte: site do Caio Fábio

Leia Mais

Religião e alucinação

GALHO SECO

Ricardo Gondim

Tenho muita pena dos crédulos. Chego a chorar por mulheres e homens ingênuos; os de semblante triste que lotam as magníficas catedrais, na espera de promessas que nunca se cumprirão. Estou consciente de que não teria sucesso se tentasse alertá-los da armadilha que caíram. A grande maioria inconscientemente repete a lógica sinistra do “me engana que eu gosto”.

Se pudesse, eu diria a todos que não existe o mundo protegido dos sermões. Só no “País da Alice” é possível viver sem perigo de acidentes, sem possibilidade da frustração, sem contingência e sem risco.

Se pudesse, eu diria que não é verdade que “tudo vai dar certo”. Para muitos (cristãos, inclusive) a vida não “deu certo”. Alguns sucumbiram em campos de concentração, outros nunca saíram da miséria. Mulheres viram maridos agonizar sob tortura. Pais sofreram em cemitérios com a partida prematura dos filhos. Se pudesse, advertiria os simples de que vários filhos de Deus morreram sem nunca verem a promessa se cumprir.

Se pudesse, eu diria que só nos delírios messiânicos dos falsos sacerdotes acontecem milagres aos borbotões. A regularidade da vida requer realismo. Os tetraplégicos vão ter que esperar pelos milagres da medicina - quem sabe, um dia, os experimentos com células tronco consigam regenerar os tecidos nervosos que se partiram. Crianças com Síndrome de Down merecem ser amadas sem a pressão de “terem que ser curadas”. Os amputados não devem esperar que os membros cresçam de volta, mas que a cibernética invente próteses mais eficientes.

Se pudesse, eu diria que só os oportunistas menos escrupulosos prometem riqueza em nome de Deus. Em um país que remunera o capital acima do trabalho, os torneiros mecânicos, motoristas, cozinheiros, enfermeiras, pedreiros, professoras, terão dificuldade para pagar as despesas básicas da família. Mente quem reduz a religião a um processo mágico que garante ascensão social.

Se pudesse, eu diria que nem tudo tem um propósito. Denunciaria a morte de bebês na Unidade de Terapia Intensiva do hospital público como pecado; portanto, contrária à vontade de Deus. Não permitiria que os teólogos creditassem na conta da Providência o rio que virou esgoto, a floresta incendiada e as favelas que se acumulam na periferia das grandes cidades. Jamais deixaria que se tentasse explicar o acidente automobilístico causado pelo bêbado como uma “vontade permissiva de Deus”.

Se pudesse, eu pediria as pessoas que tentem viver uma espiritualidade menos alucinatória e mais “pé no chão”. Diria: não adianta querer dourar o mundo com desejos fantasiosos. Assim como o etíope não muda a cor da pele, não se altera a realidade, fechando os olhos e aguardando um paraíso de delícias.

Estou consciente de que não serei ouvido pela grande maioria. Resta-me continuar escrevendo, falando… Pode ser que uns poucos prestem atenção.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

imagem: internet

Leia Mais