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Ana Paula Padrão acha Rachel Sheherazade “um perigo”

anapaulapadraoMauricio Stycer, no UOL

Longe da televisão há um ano, desde que deixou a Record, Ana Paula Padrão foi a entrevistada da estreia de um novo quadro do “CQC”, da Band, chamado “50 perguntas”.

Muito à vontade, a jornalista só fugiu de uma pergunta (“Dilma ou Aécio?”), por entender que seria uma declaração de voto. Ironizou uma das questões (“Jornal da Record” ou “Jornal Nacional”?), observando: “Que falta de auto-estima! ‘Jornal da Band’, né?”. Classificou Rachel Sheherazade, do SBT, como “imatura e bem intencionada, ou seja, um perigo”, disse que não pretende voltar a apresentar um telejornal, cantou “She”, se disse “liberalíssima” em política, “mais liberal ainda” na cama e, rindo muito, lembrou de sua maior gafe: chamou o “Jornal da Record” de “Jornal da Globo” na estreia dos Jogos Olímpicos de Londres. Vale a pena ver.


 

Petição pede para Obama intervir na contratação de Ben Affleck como Batman

Ben Affleck; John Goodman; Kyle Chandler; Barry Livingston; Tate Donovan; Alan Arkin; Victor Carber; Scoot McNairy, Rory Cochran

Publicado na Folha de S. Paulo

contratação de Ben Affleck, 41, como Batman continua repercutindo negativamente na internet.

Além dos abaixo-assinados já criados, um fã do super-herói resolveu pedir para Obama intervir na situação.

Ele criou uma petição no site da Casa Branca, pedindo para que o presidente americano torne ilegal a contratação.

“Nós pedimos à administração Obama que torne ilegal o Ben Affleck interpretar o Batman (ou qualquer outro super-herói) pelos próximos 200 anos”, diz o texto.

“Somos americanos preocupados, que se importam com seus heróis da ficção, muitas vezes mais do que com seus heróis verdadeiros”, argumenta.

“Tenho certeza de que o senhor Affleck é um cara bacana, mas tem um grande histórico de arruinar filmes que ele não estrela, dirige, produz e até faz o catering sozinho.”

“Batman é um cientista, você pode ser um herói”, finaliza.

A petição, postada na sexta-feira (23), foi apagada do site, que alegou que o criador violou os termos de participação.

Guitarrista do Queen diz que programa The Voice é um insulto à música

Em seu site, May disse acreditar que o reality show não merece qualquer legitimidade e que é “o programa mais deprimente da TV”.

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Publicado originalmente no Rock Nordeste

Parece que o lendário guitarrista do Queen, Brian May, quer mesmo comprar briga com o pessoal da BBC e toda uma legião de fãs do programa The Voice, que aqui no Brasil é conhecido por The Voice Brasil. Em seu site na  internet, May disse acreditar que o reality show não merece qualquer legitimidade e que é “o programa mais deprimente da TV”. A postagem já tem quase um mês que foi feita, mas só agora parece que fez o efeito desejado pela grande mídia britânica.

Outros adjetivos foram dados ao  musical, como “estúpido” e “depressivo”. Ele defendeu ainda que o programa acabe o mais rápido possível, naturalmente, quando as pessoas irão perder o gosto por isso.

“Quando alguém canta ou toca, de verdade, não precisa ficar se esgoelando para tentar persuadir alguém a notá-lo. Basta ter alguma mensagem, emoções sublimes, algo belo que possa ser compartilhado pelo músico com um público, que dá a atenção àquilo que ele acredita merecer”, disse o músico que emendou ainda afirmando que “ é totalmente estúpida a ideia de que alguém possa julgar um cantor virado de costas para ele e perder todo esse contato”.

O The Voice foi lançado originalmente na Holanda e atualmente tem edições em diversos países, inclusive no Brasil. Na atração, os jurados selecionam os candidatos de costas e apenas se viram para os competidores caso aprovem sua performance. Na versão da BBC, o programa é comandado Jessie J  e Will.iam e Tom Jones.

E aê, o que vocês acharam da opinião do virtuoso guitarrista, Phd em astrofísica e reitor da Universidade John Moores de Liverpool? Vocês concordam ou não?

Segue a íntegra da declaração do guitarrista do Queen.

“Desculpe, eu odeio ser negativo – mas eu tenho que dizer isso.

Na minha opinião, o ‘The Voice’ é absolutamente o programa mais irritante, estúpido e depressivo na televisão. É também um insulto à música e aos músicos.

Toda vez que eu vejo jovens cantores arrebentando suas entranhas para tentar conquistar a atenção de alguém, que está grosseiramente sentado de costas para o cantor… eu me sinto enojado.

O programa rebaixa o ato de cantar a um nível de um obstáculo estúpido. Isso não é definitivamente o sentido da música.

Quando alguém canta ou toca, de verdade, não precisa ficar se esgoelando para tentar persuadir alguém a notá-lo. Basta ter alguma mensagem, emoções sublimes, algo belo que possa ser compartilhado pelo músico com um público, que dá a atenção àquilo que ele acredita merecer. A apresentação é tudo que um músico pode oferecer… sua voz, seu som, sua linguagem corporal, sua expressão facial, um contato visual íntimo. É totalmente estúpida a ideia de que alguém possa julgar um cantor virado de costas para ele e perder todo esse contato. Para mim, isso não faz o menor sentido. É totalmente venenoso para o crescimento de jovens músicos.

Eu odeio ver o ótimo  Tom Jones preso nesse cenário, que parece depravar todos a perderem sua dignidade.

Eu espero que esse programa tenha uma morte natural em breve.”

Vídeo: CQC cala Marco Feliciano


 

Publicado na TV UOL

O repórter Maurício Meirelles foi até Brasília e conferiu a primeira sessão da Comissão de Direitos Humanos e Minorias presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Após uma sessão muito tumultuada, o presidente declarou que nunca foi homofóbico.

Foi o único comentário do deputado, que permaneceu calado diante das perguntas mais incisivas e provocantes do repórter.

O programa ridicularizou a pronúncia errada da entrevistada católica, mas tanto Marcelo Tas como Meirelles o tempo todo referiram-se ao deputado como “MarcoS Feliciano”. #fail

Esse deslize não esmaeceu o brilho da estreia de Dani Calabresa e de reportagens sensacionais como a comparação da reconstrução do Japão após o Tsunami com a corrupção generalizada na serra fluminense após as chuvas de verão em 2011 e 2012. A denúncia sobre a nutricionista que atropelou e matou e, mesmo sem carteira, continua dirigindo foi outro bom momento.

Por retiros mais relevantes, por juventude mais relevante

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Murillo Leal, no Crer Pensando

Toda vez que se aproxima desta época do ano as propagandas a respeito do carnaval na televisão começam a veicular a mesma mensagem. “Se divirta, use camisinha.” Ao passo que nas nossas igrejas evangélicas, começamos a pensar no que vamos fazer, ou melhor, qual estratégia vamos usar para que os jovens prefiram nossos acampamentos e eventos do que as festas tradicionais. A partir daí, vale tudo! Desde “gospelizar” o mundo até “esconder-se do pecado” na chácara da igreja.

Historicamente falando, não sei bem como foi que a concepção de carnaval tornou significado de sexo a todo custo. Só sei que sempre que alguém fala desta data, automaticamente associamos a sexualidade. Porém, precisamos entender que santidade não é apenas aparentar bom comportamento, mas que santidade parte de dentro para fora por meio do Espírito Santo. Sendo assim, é possível que tenhamos alguém no meio dos ímpios que seja realmente santificado, ou outro entre os considerados santos que esconda um caráter de ímpio.

Existe uma inocência na liderança de jovens e adolescente atualmente que só imaginam sua juventude longe dos pecados. Agimos como que a a mãe super-protetora que faz vistas grossas para a realidade.

Nós, que somos a liderança da igreja, precisamos tirar a percepção equivocada de que os jovens das nossas igrejas não usam drogas, não transam e não cometem outros absurdos contra o evangelho. Talvez essa inocência faz com que tratemos os jovens com uma certa infantilidade que já deveria ter ficado para traz na meninice. Ficamos com medo de que eles fujam ao expor a verdade sobre eles.

Os pastores e liderança são tentados quase que todo ano a fazer “piruetas” para que seus jovens não percam o interesse em ir à igreja. Conheço projetos que investem milhões em espécie de blocos de carnaval, em artistas gospel apenas para entreter a moçada e tentar convencer-se de que curtir o carnaval, desde que as musicas sejam cristãs, as bebidas sejam sem álcool, e a euforia seja longe do mundo, vale a pena, entretanto quando você percebe pouco falam do evangelho vivo e real que não está preocupado com a aparência mas com o coração dessa juventude. É fácil impor regras e comportamentos, mas conversar abertamente sobre isso ainda é um desafio.

Precisamos focar nossos eventos não em entreter essa juventude, não em elaborar estratégias para prendê-los nos bancos das igrejas, mas precisamos confrontar seus corações, suas realidades, suas meias verdades, suas percepções de mundo, suas idéias formadas, e investir mais em desintoxicá-los desse mundo ao invés de apenas os alimentar desse mesmo lixo que ouvem o tempo todo, só que é um ambiente cristão.

Ou fazemos isso ou podemos estar vivendo um engano mútuo, no qual a liderança finge que pregou e os jovens fingem que foram impactados, mas todo ano a história se repete. Precisamos preparar a igreja de amanhã para o peso que o mundo colocará nas suas costas e não anestesiá-los com uma falsa ideia de evangelho. Esse sim é o nosso desafio.