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Padre Fábio de Mello grava música de Ludmila Ferber em novo CD

Bruno Astuto, no site da Época

Padre Fábio de Mello está de CD novo. ‘Estou aqui’, nome de uma canção de Roberto e Erasmo Carlos gravada por ele no álbum, dá título ao seu 16º trabalho como cantor. São 13 músicas, todas de cunho religioso.  Bem diferente do seu trabalho anterior, no qual interpretou clássicos ‘profanos’ da música brasileira, como ‘Lamento sertanejo’ (Gilberto Gil e Dominguinhos) e ‘A vida do viajante’ (Luiz Gonzaga).

“Naquele trabalho, cantei músicas que fizeram parte da minha formação musical. Neste, canto canções que estão ligadas à minha conversão”, diz o padre. Com produção de Guto Graça Mello, Padre Fábio diz que este é seu melhor trabalho. “O Guto reconheceu que eu já tinha uma identidade musical e por isso não quis me modificar. Mas me deu importantes direções”, diz o padre.

O novo trabalho traz uma ousadia: uma canção composta pela pastora evangélica Ludmila Ferber chamada ‘Nunca pare de lutar’. “Posso desagradar tantos aos católicos, quanto aos evangélicos”, diz o religioso. “Incomoda-me o fato de algumas pessoas se sentirem melhores que as outras por conta de sua fé. Acredito em uma religião que aproxime e não que separe as pessoas”, completa. Fábio diz que Ludmila é sua amiga.

Além da obra musical e missionária, Fábio, de 41 anos, também ficou com fama de galã por causa dos cabelos sempre bem arrumados, roupas alinhadas e corpo em forma. “Aprendi, ainda pequeno, com a minha mãe, a ter cuidados comigo”. Por conta de sua vocação, ele diz que evita algumas situações. “Sou um padre. Não posso aparecer de camisetinha por aí. Depois que fiquei famoso, parei de ir à praia”.

Em 2010, ambos cantaram juntos essa música breguíssima no Domingão do Faustão.
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O xiita gospel contra o mundo real

Marcos Almeida, no blog Nossa Brasilidade

Toda a produção cultural do nosso povo, dos religiosos aos ateus, nestes 500 anos de história, e não só daqui mas de todo o mundo, tem na seguinte certeza a  sua principal razão de ser:

“Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez” (Salomão 950 A.C.).

É como se coubesse dentro do nosso coração toda a eternidade, o mundo inteiro morando dentro da gente. Milhares de hóspedes, ideias e  experiências, tudo é enigma e mistério; tudo se esvai e fica, tudo dura e passa apressado, mas nunca  passa sem nos deixar marcados. A eternidade dentro de nós dói à beça. Dói demais!

Está aí o principal motivo para qualquer produção cultural; a fome de céu, ou, o mundo inteiro que mora dentro de nós e que carece de luz pois é só escuridão. Vivemos tateando no escuro, buscando alguma forma de encontrar qualquer janela que ilumine o ambiente misterioso que é o nosso coração. Uma janela apenas já iluminaria tudo.

É por isso que passei a compartilhar aqui no Nossa Brasilidade as implicações culturais dessa nossa estrutura; já que toda cultura é uma forma de se posicionar diante desse mistério absurdo! Agora, passo a transcrever também o nosso repertório  de música popular.  Seguindo a mesma ótica.

Quantos artistas conseguiram olhar para dentro e encontrar a estranha ideia da eternidade, o anseio pelo porvir, a vontade da duração, o susto diante da grandeza das coisas! Todos eles, posso afirmar, não conseguem se livrar desse incômodo!

Alguns xiitas do movimento gospel, aqueles “defensores” de Deus que fizeram a leitura errada desse texto, achando que esse sopro divino estaria circulando apenas no coração do religioso [ou melhor, da sua religião], não admitem que fora das suas cercas existam homens que anseiam pela eternidade. Nenhuma novidade nisso. Vamos pra frente, dando razão ao que é real.

Sem extremismos ou mentiras apologéticas, fiquem agora com Roberto e Erasmo Carlos – a parceria mais bem sucedida da música popular brasileira:

Desde o começo do mundo
Que o homem sonha com a paz
Ela está dentro dele mesmo
Ele tem a paz e não sabe
É só fechar os olhos e olhar pra dentro de si mesmo

Tanta gente se esqueceu
Que a verdade não mudou
Quando a paz foi ensinada
Pouca gente escutou
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo

Outro dia, um cabeludo falou:
“Não importam os motivos da guerra
A paz ainda é mais importante que eles.
”Esta frase vive nos cabelos encaracolados
Das cucas maravilhosas
Mas se perdeu no labirinto
Dos pensamentos poluídos pela falta de amor.
Muita gente não ouviu porque não quis ouvir
Eles estão surdos !

Tanta gente se esqueceu
Que o amor só traz o bem
Que a covardia é surda
E só ouve o que convém
Mas meu Amigo volte logo
Vem olhar pelo meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo

Um dia o ar se encheu de amor
E em todo o seu esplendor as vozes cantaram.
Seu canto ecoou pelos campos
Subiu as montanhas e chegou ao universo
E uma estrela brilhou mostrando o caminho
“Glória a Deus nas alturas
E paz na Terra aos homens de boa vontade”

Tanta gente se afastou
Do caminho que é de luz
Pouca gente se lembrou
Da mensagem que há na cruz
Meu Amigo volte logo
Venha ensinar meu povo
Que o amor é importante
Vem dizer tudo de novo

 (Todos estão surdos / Roberto Carlos – Erasmo Carlos)

vídeo: Fernanda Abreu, em Elas cantam Roberto

Folha promove eleição das melhores capas de CD nacionais

Marcus Preto, na Folha Online

A morte do CD como formato para armazenar, comercializar e ouvir música já vem sendo anunciada desde a invenção do Napster, o primeiro programa de troca de arquivos pela internet a se popularizar no mundo em 2000.

Hoje, mais de uma década depois, o formato ainda resiste. Mas já soa supérfluo às novas gerações de consumidores de música. Nem é preciso fazer o mapa astral do CD para saber que 2012 não lhe reserva grande sorte.

Baseando-se nas clássicas votações das melhores capas de LPs de todos os tempos, a Folha presta uma homenagem à curta história desse seu sucessor e promove uma eleição das 25 capas de CDs nacionais mais representativas dos 25 anos em que o formato reinou no mundo.

CONCISÃO

“Uma vagina é a ideia mais óbvia, já que o tema do disco é sexo. Mas o Erasmo [Carlos] nunca fala de sexo-sexo, fala de sexo-com-amor. Por isso o coração, também uma escolha óbvia. As impressões digitais representam duas identidades que se encontram.”

Essa é a descrição da embalagem do CD “Sexo” -primeira colocada na eleição das melhores capas nacionais de todos os tempos- por seu criador, Ricardo Leite.

Veterano no “métier” (estreou em 1983, com a banda Paralamas do Sucesso), Leite afirma que, atualmente, “os artistas têm de pensar nas capas como se elas fossem um ícone de aplicativo de celular”. Concisão é a regra.

Autor de capas clássicas de LPs de Paulinho da Viola, Clara Nunes e Chico Buarque, entre outros, Elifas Andreato diz que o ofício de um capista tem algo de “alcoviteiro”.

“A capa é a primeira coisa que a pessoa vê”, diz. “O que fazemos é atrair o público para a grande obra musical que está ali para ser descoberta.”

Andreato afirma que perdeu o interesse pelas capas quando o CD dominou o mercado, no início dos 1990. Passou a ser necessário trabalhar em um quarto do espaço.

Houve um período de adaptação entre a “morte” do LP e o fixação do CD, em que as capas deste eram simples reduções das daquele.

Segundo as contas de Gê Alves Pinto, autor da capa de “João, Voz e Violão”, 4º lugar no nosso ranking, foi a partir de 1994 que as capas de CD começam a ser vistas como “uma nova embalagem”.

“Ali, artistas como Gringo Cardia e Luiz Stein conseguiram espalhar pelo folheto do CD um projeto gráfico cuja sofisticação busca compensar a perda de espaço do LP”, diz.

Cardia, que desenhou capas de artistas como Rita Lee, Marina Lima e Skank, diz que a morte do CD não acaba com o papel da imagem que resume o conceito do som.

“A música sempre vai ter visualidade. Se não tiver mais capa, terá uma pagina na web ou qualquer outra coisa. O público precisa associar uma imagem ao artista”, diz

Para Giovanni Bianco, autor da capa do novo CD de Marisa Monte e de “Hard Candy” (2008), de Madonna, “o mais dramático é perceber que, agora, a capa precisa funcionar em 5 cm, como a vemos no pequeno display do nosso iPod”. Continue lendo

Estudo comprova que mulheres NÃO são o sexo frágil


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Publicado originalmente no Hyperscience e no Telegraph

“Dizem que mulher é o sexo frágil, mas que mentira absurda…”. Quando cantou isso, Erasmo Carlos não sabia que estava tão certo.

De acordo com um novo estudo, o sexo feminino é geneticamente programado para resistir melhor a infecções, ao câncer e também possui um sistema de reserva para combater doenças.

A descoberta lança luz sobre por que os membros do chamado sexo “mais forte” sucumbem a uma gripinha.

Os seus sistemas de imunidade não são páreos para os de suas esposas e namoradas, por causa do cromossomo feminino X.

A razão pela qual as mulheres são mais vigorosas parece ter a ver com microRNAs – cadeias curtas de RNA codificado no cromossomo. RNA é o primo genético do DNA e pode ter importantes efeitos biológicos.

Os microRNAs têm o efeito de “silenciar” genes de imunidade no cromossomo X, de acordo com a nova pesquisa.

Isso deixa os homens em desvantagem já que eles só têm um cromossomo X. As mulheres têm dois, de modo que mesmo quando os genes de imunidade são silenciados em um, o outro pode compensar.

As estatísticas mostram que em humanos, assim como acontece com outros mamíferos, as fêmeas vivem mais do que os machos e são mais capazes de lutar contra episódios de infecção ou trauma. Os pesquisadores acreditam que é devido ao cromossomo X, que em humanos contém 10% de todos os microRNAs detectados até agora no genoma (código genético).

Vários microRNAs localizados no cromossomo X parecem ter funções importantes na imunidade e no câncer.

Do ponto de vista biológico, a diferença provavelmente evoluiu porque as mulheres precisam assegurar mais a sobrevivência da espécie. Elas precisam ser capazes de resistir à infecção durante a gravidez e quando nutrem uma criança.

Mulheres frágeis? É, mentira absurda.