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Artista canadense cria fantásticas esculturas 3D em melancias

Clive-Cooper-16Valerie Scavone no Hypennes

O canadense Clive Cooper deu um outro rumo às melancias: esculturas em 3D. Inspirado em personagens do cinema, TV e quadrinhos, Cooper cria esculturas incríveis na melancia. Cada peça demora cerca de 6 horas para ficar pronta, porém sua vida é curta é dura no máximo um dia. Depois deste tempo, as obras vão perdendo a forma naturalmente.

Para definir os contornos, Clive usa uma raspadeira e, em seguida, cria bordas com uma faca.

Clive Cooper esculpia também em abóboras mas foi perdendo o gosto porque o vegetal tem apenas uma cor. “Eu gosto de usar melancias porque elas tem uma coloração vermelha, verde e branca. No caso da abóbora, você só tem uma cor para trabalhar.

Cooper afirma, ainda, que adora o processo criativo de trabalhar com a fruta e promete que vai continuar até esgotar as possibilidades infinitas.

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Conheça o artista que está chocando as pessoas nas ruas com esculturas

Fita adesiva é um dos principais materiais utilizados por ele.

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Publicado no QGA

Imagine que você está andando na rua quando se depara com um homem caído e esfaqueado, ou avista pernas saindo de uma tubulação, e até mesmo analisa se aquela lixeira na qual você passa na frente todos os dias antes de ir para o trabalho está mesmo sendo “fecundada” por vários espermatozoides gigantes feitos de fita adesiva.

Não, não é imaginação. E mais do que uma brincadeira de mau gosto, o que você está vendo pode ser simplesmente uma nova intervenção urbana feita pelo artista de rua, Mark Jenkins.

As manifestações artísticas diferentes, ousadas (já que a maioria é colocada ilegalmente) e criativas vieram da cabeça do artista norte americano e já estão dando o que falar mundo afora.

Mark Jenkins já está sendo classificado como o primeiro artista de rua a fazer intervenções urbanas em 3D. Outras pessoas já o chamam de o “novo Banksy”, pelo caráter satírico de algumas obras, mas comparações à parte, Mark Jenkins quer mesmo é tirar as pessoas do marasmo, da rotina meio zumbi que é cultivada nas cidades grandes.

Em entrevista para o jornal Washington Post, o artista de 35 anos que trabalha como designer afirma que suas obras são “uma desculpa para que ele possa trabalhar ao ar livre”. “Talvez eu nem seja um artista. Mas talvez eu seja como um ‘psicólogo amador’ fazendo pesquisas de campo e usando homens de fita adesiva como meio”, conta.

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dica da Cléo Precci

Esculturas ultra realistas feitas para filmes

Viviane Werneck, no Blogs Pop

NEsculturaGeekCapaVeja o incrível trabalho do estúdio Schell Sculpture.

As esculturas, protótipos e maquetes sempre fizeram parte das grandes produções do cinema. Afinal, o que seria dos grandes filmes dos nossos heróis e vilões preferidos se não fosse a “ajudinha” visual desses trabalhos? O mais interessante é que de tão perfeitas, algumas dessas esculturas acabam se passando por personagens reais e, às vezes, o espectador nem nota a diferença.

Parte desse surpreendente trabalho é realizado no estúdio Schell Sculpture, que estão na ativa há mais de 10 anos. De acordo com o site Zupi, só para se ter uma ideia, o designer e proprietário Jordu Schell já participou nessa parte conceitual do cinema em mega produções como: “Avatar”, “As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian”, “300″, “Hellboy”, “Aliens vs Predator – Requiem”, “Homens de Preto”, “The Mist”, “Batman Returns”, “Edward Mãos de Tesoura”, “Alien: Resurrection”, “The X-Files Filme”, “Predator II”, “Galaxy quest”, “Evolução”, “Babylon 5 – The Series”, e por aí vai.

Vale muito a pena visitar o site oficial do estúdio para obter mais detalhes sobre a participação do Schell Sculpture nessa área e não deixe de conferir a galeria de imagens aqui.

Isto não é um jogo – esculturas em tamanho de Lorenzo Quinn

Publicado por Tecno@art News

Lorenzo Quinn é autor de uma série de esculturas de mãos em tamanho real que se divertem com os brinquedos. A instalação pública intitulada “Isto não é um jogo, ou isto é um jogo” joga com o imaginário da criança e traz um conjunto de narrativas visuais que ocorrem a partir dos brinquedos manipulados. Ao mesmo tempo traz em evidência uma mensagem sobre a gravidade de uma guerra.

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Visualmente semelhante é a série de instalações Vroom Vroom e La Dolce Vita, que apresentam mãos que orientam os carros como se fossem brinquedos.

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Lorenzo Quinn's Vroom Vroom Sculpture Is Installed On Park Lane

Lorenzo Quinn's Vroom Vroom Sculpture Is Installed On Park Lane

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dica do Etewaldo Junior

As letras vivas de Andreas Scheiger

Inês Petiz, no Obvious

Andreas Scheiger é um artista talentoso, com um trabalho no mínimo peculiar. Na sua perspetiva, as letras são organismos vivos, dignos de estudo e classificação taxonômica e podemos conhecer a fundo o seu processo evolutivo, a partir das suas esculturas, onde encontramos letras fossilizadas, dissecadas, conservadas em âmbar ou em frascos de formol.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

Tudo começou com o livro “The Alphabet and Elements of Lettering” de Frederic W. Goudy (famoso desenhador de fontes como Copperplate Gothic, Kennerly e Goudy Old Style). Goudy inspirou Scheiger com sua ideia de que as letras eram um registo da História e do desenvolvimento humanos, possuindo uma forma orgânica. Deixando-se levar por essa premissa, Scheiger interpretou as letras como organismos, provenientes de diferentes espécies consoante a sua fonte. Em esculturas de um realismo impressionante, deu asas à imaginação e criou letras de carne e osso, com veias e elementos evolutivos encontrados em várias espécies conhecidas. Nasceu assim o aclamado projeto “The Evolution of Type” (“A Evolução do Tipo”).

Para os apaixonados por tipografia torna-se de certa maneira fascinante esta linha de pensamento, pois quando se pensa em criar uma fonte observam-se detalhes intimamente relacionados com o seu formato, a espessura e a inclinação dos traços, o modo como as letras interagem entre si, o seu comportamento quando escaladas e muito mais, mas Scheiger propõe um raciocínio completamente diferente. Como é a estrutura óssea de um C, que músculos sustentam um B, onde está o coração que faz pulsar as veias de um A? De onde nasceu esse C, esse B, esse A? Como se reproduz, como eram os seus antepassados pré-históricos e em que estado de preservação chegaram até nós para que possamos aprender mais sobre o nosso alfabeto? Perguntas diferentes, estas, que nos fazem parar um pouco no nosso quotidiano agitado e refletir um instante sobre um mundo diferente, em que as letras são seres vivos, de corações pulsantes. Teriam mais valor as palavras?

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

A descontextualização das letras para este ambiente científico da era vitoriana permite-nos um olhar mais atento para o alfabeto, como se o enaltecesse, lhe desse o peso da matéria viva, aguçando a curiosidade de querer saber mais, levantar a pele de cada letra e conhecer o seu interior. Metáfora de Goudy sobre o impacto do alfabeto escrito na História da humanidade, que nos faz analisar com mais atenção este pilar da evolução que tomamos como um dado adquirido.

Pelas mãos precisas de Scheiger nasceu uma variedade de esculturas, construídas com materiais tão curiosos como as peças em si mesmas. Ossos de galinha, folhas secas, ramos de árvore, plasticina, barro, resina e madeira são apenas alguns dos materiais usados na construção das letras que, invariavelmente, são pretas, por ser esta a sua cor natural, segundo o autor. Este partilha o processo de construção das esculturas no seu blog, para quem ficou com vontade de ver mais do que o trabalho acabado. Um olhar por detrás do pano para a criação real destas letras de fantasia.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

Desde cedo apaixonado por trabalhos manuais, escultura, desenho e pintura, Scheiger destacou-se logo na escola, onde os professores lhe pediram que ilustrasse o jornal escolar. A esta primeira tarefa seguiu-se o papel de ilustrador principal na mais importante revista de estudantes da Áustria, país onde vive e trabalha, que posteriormente levou a novas propostas, tendo trabalhado como designer gráfico e diretor de arte em publicidade.

É através da combinação da sua paixão com a sua experiência profissional que cria projetos tão criativos e interessantes, num experimentar constante de materiais e estilos. Segundo Scheiger, “em todos os seus trabalhos, aspira criar impacto visual ao simplificar um conceito complexo”.

Descubra mais sobre este peculiar artista no seu “Laboratório Gráfico”.
© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.

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© Andreas Scheiter, “The Evolution Of Type”.