7 fatos que provam que você e o cosmos estão intimamente conectados

Foto em longa exposição mostra a trajetória de estrelas durante a noite (Foto: flickr/creative commons/ ben a. king)

publicado na Galileu

que antes pertencia ao domínio da religião e do mito está, cada vez mais, tornando-se consenso na ciência: todas as coisas do Universo estão profundamente relacionadas umas com as outras.

Acredite: conforme os cientistas vão escavando os mistérios da realidade, fica cada vez mais evidente que parece haver uma profunda interdependência entre as coisas. Esta convicção, que já foi muitas vezes trazida à tona pela intuição humana, tem ganhado cada vez mais espaço na comunidade científica.

Existem certos fatos, já familiares à ciência, que podem dar origem a uma espécie de espiritualidade, similar àquela proporcionada pela religião. São descobertas grandiosas que nos recordam que fazemos parte de um grande todo, do qual somos inseparáveis. Elas reforçam a ideia de que a velha distinção homem versus natureza não faz sentido algum.

Separamos sete destes fatos, que têm grande impacto filosófico e podem te fazer olhar de outra forma para a realidade ao seu redor. Confira:

1 – Somos todos poeira das estrelas

A frase, tornada famosa pelo astrônomo Carl Sagan, significa basicamente que todos os elementos que formam os seres humanos, os vegetais, as rochas e tudo o mais que existe no planeta foram formados há bilhões de anos, durante a explosão de estrelas a anos luz de distância daqui. É isso mesmo: elementos pesados como o ferro que corre no nosso sangue, ou o ouro que compõe as nossas jóias, só podem ser sintetizados na natureza em condições extremas de temperatura e pressão – ou seja, quando uma estrela morre e explode violentamente, virando uma supernova. O material formado, então, se espalha pelo espaço interestelar, podendo dar origem a novas estrelas e planetas.

2 – Os átomos do seu corpo já pertenceram a outros seres vivos

A Terra é praticamente um sistema fechado – a matéria que existe aqui não escapa naturalmente para o espaço sideral. Logo, podemos concluir que todos os átomos existentes no planeta estiveram aqui desde o início, e circularam ao longo das eras por incontáveis ciclos químicos e biológicos. Isto quer dizer que os elementos que hoje compõem nossos corpos podem, perfeitamente, ter feito parte de um tiranossauro rex no passado, ou de uma árvore, uma pedra, ou até mesmo de outros seres humanos.

3 – Toda a vida na Terra tem um grau de parentesco

Quando olhamos para a exuberante biosfera que  existe em nosso planeta, é difícil acreditar que, nos primórdios da vida, o único ser se resumia a um organismo unicelular. Ao longo de bilhões de anos de evolução, as espécies foram se diferenciando e se adaptando a diferentes ambientes. Mas, por mais distintas que pareçam, todas têm um grau de parentesco umas com as outras, sem exceção. Todas tiveram um ancestral comum em algum momento.

4 – Quimicamente, animais e plantas se complementam

As árvores são nossas “primas”, e podem ser compreendidas como complexas fábricas naturais que sintetizam o gás carbônico, eliminando o oxigênio. No nosso caso, o processo é reverso – nós respiramos o oxigênio e expelimos gás carbônico. Podemos dizer então que os vegetais e os animais são, evolutivamente falando, perfeitos uns para os outros, e mantém uma relação de interdependência.

5 – Seu corpo é perfeitamente adaptado para viver na Terra

Não apenas o corpo humano, mas todos os seres vivos do planeta, são minuciosamente moldados para sobreviver no ambiente terráqueo. Se vivêssemos em um lugar com maior gravidade, por exemplo, nossos músculos e estrutura óssea teriam de ser bem mais resistentes para aguentar a pressão. O implacável processo de seleção natural se encarrega de escolher as espécies mais aptas à sobrevivência. De certa forma, toda a vida que conhecemos tem a cara da Terra, porque é perfeita para ela.

6 – No nível quântico, não existem objetos sólidos

Quando tocamos em qualquer objeto, sentimos claramente que se trata de algo sólido, palpável. No entanto, a sensação não passa de um engano de nossos sentidos: são apenas as nuvens de elétrons dos átomos de nossa pele interagindo com as nuvens eletrônicas do objeto. O que se pode chamar de sólido é o núcleo dos átomos, mas eles jamais se tocam. Os átomos são compostos quase que inteiramente de vazio.

7 – Partículas subatômicas podem estar conectadas mesmo a milhões de anos luz uma da outra

Não importa que uma das partículas esteja na Via Láctea e a outra na vizinha Andrômeda – se houver entre elas o chamado entrelaçamento quântico, uma é parte indissociável da outra. Elas se influenciam instantaneamente, superando até mesmo a velocidade da luz. Isto é possível pois o princípio sugere que a matéria universal esteja interligada por uma rede de “forças”, sobre a qual pouco conhecemos, que transcende até mesmo nossa concepção de tempo e espaço.

 

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Hotel cinco estrelas nos EUA abre as portas e recebe 500 sem-teto para a noite de natal

A procura por vagas para ser voluntário da iniciativa é maior do que a para ser hóspede

Publicado no Catraca Livre

O hotel Omni, um cinco-estrelas localizado no centro de Dallas, nos EUA, manteve sua tradição natalina e fez nessa véspera de Natal a mesma coisa que nos últimos nove anos: abriu suas portas para servir um banquete e hospedar homens, mulheres e crianças sem-teto por uma noite.

Em 2012, o prefeito de Dallas  Mike Rawllings foi um dos que serviram os moradores de rua.
Em 2012, o prefeito de Dallas Mike Rawllings foi um dos que serviram os moradores de rua.
reprodução soupmobile

Os moradores de rua chegam por um tapete vermelho, recebem muitos abraços e até cumprimentos do Papai Noel. Depois, almoçam, tomam banho, ganham roupas novas e se preparam para um banquete de natal. Na manhã do dia seguinte, acordam em belos e quentes quartos.

A ação é comandada pela SoupMobile, uma organização sem fins lucrativos que distribui alimentos e constrói abrigos para moradores de rua. O objetivo do “Room at the Inn“, como o evento do dia 24 de dezembro é conhecido, é juntar fundos para esse trabalho. Cada um dos mil voluntários que participam da ação (o prefeito da cidade é um deles) paga cerca de mil dólares para estar ali. E a procura é grande, pois existe até uma fila de espera para quem quiser servir e ajudar os sem-teto.

O vídeo abaixo (em inglês) foi feito na edição do ano passado e mostra como é a ação.

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Ben Canales: fotógrafo das estrelas

Publicado no Discovery Brasil

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Você já ouviu falar em astrofotografia? Nossa galeria de fotos mostra o trabalho do astrofotógrafo Ben Canales, especialista em tirar fotos do céu – mais especificamente durante a noite. Com apenas 31 anos de idade, Canales já viajou ao redor do mundo, tirando fotos das estrelas e conquistando muitos prêmios com suas obras primas.

Fotografo autodidata, ele sempre gostou de ir à lugares distantes, que lhe permitissem ver as estrelas. Começou a tirar fotografias primeiramente como um hobby, mas também para compartilhar com seus amigos suas experiências noturnas.

Fascinado pelo mistério das estrelas e apaixonado pelo que faz, Ben Canales compartilha com o público suas dicas de como tirar boas fotografias a noite, como, por exemplo, estar a no mínimo 80km de distância da cidade. Embora fotografe paisagens, gosta de mesclar elementos naturais e humanos em suas fotografias, que costumam conter pessoas, cabanas, casas abandonadas ou carros.

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Luz e trevas

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Por Tuco Egg, no A Trilha

Elmiro caminhava sozinho no ermo da floresta escura que ladeava sua casa. A luz trêmula do lampião queimava banha de porco iluminando discretamente o caminho e temperando-o com o aroma pesado da gordura queimada. Era pouco óleo e Elmiro esperava alcançar os limites da floresta antes da luz extinguir-se. O som que ecoava no mato era vibrante, vivo, intenso e tenso.

A chama se apagou quando o velho já avistava adiante o azulado da luz da lua refletindo difuso no nevoeiro que lambia sereno o pasto verde do seu sítio. Elmiro parou no limite da floresta, sentou no tronco seco do cambucá que fora derrubado a machado pelo seu avô para fazer os moirões que cercavam a bicharada e permaneciam lá, firmes, há cinco décadas. Sentado na beira do tronco, ergueu a cabeça lentamente para deleitar-se na visão que lhe enlevava a alma.

Viajou os olhos solenemente pelas estrelas, constelações, nebulosas, planetas e meteoros enquanto sentia a brisa gelada e úmida da noite molhar sua face sulcada por um emaranhando incrível de rugas profundas. As gotas do orvalho escorriam lentamente pelos labirintos de seu rosto. Agora de olhos fechados, Elmiro lembrava do luar incrível que vira no ano anterior quando tropeirava solitário pelas serranias de Campos Novos. Salgou o orvalho com lágrimas pela simples lembrança do vapor azulado subindo do corpo quente de seu cavalo, dançando à luz do luar em movimentos imponderáveis, naquela noite belíssima.

O cheiro do café já alcançava a beirada da floresta. Era hora de aquecer-se em casa.

***

A partir do século 18, e de forma definitivamente empolgante, o iluminismo fez nossos olhos se abrirem para um universo novo de conhecimento. Os misticismos antigos foram um a um sendo iluminados pela luz das novas e incontestáveis descobertas. E viu o homem que isso era bom, diria com muito acerto a versão humanista da poesia de gênesis.

Um universo de escuridão se dissipa em um clique. Se não for no interruptor, será no google. E a luz deitará sobre nós. E todas as trevas serão dissipadas.

Mas a luz que a ciência nos lançou apagou as estrelas. Nos movimentos frenéticos de nossos centros urbanos não há mais espaço para nebulosas, estrelas cadentes e vapores azuis dançando ao luar. Nem para os mistérios que essas visões evocam. Nossas lâmpadas iluminam o ambiente que vivemos, e isso é uma bênção, mas apagam para sempre os mistérios indecifráveis da noite e os movimentos que suas asas suaves embalavam na alma do homem.

Um amigo me fez lembrar da frase de Carl Sagan: É melhor saber do que crer. Saber é bom, disso ninguém tem dúvida, mas jamais saberemos o suficiente. Crer e saber podem andar juntos, de mãos dadas, e dançar nas noites escuras e geladas, sob a luz do luar.

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Artista malaio faz incríveis retratos de celebridades à base de rabiscos

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Publicado no Metamorfose Digital

Para o ilustrador mediano, traçar linhas desorientadas não é a melhor maneira de criar retratos realistas. Entretanto Vince Low não é um ilustrador qualquer. O artista baseado em Kuala Lumpur, Malásia, de alguma forma, que a gente não consegue entender, consegue produzir retratos impecáveis de alguns dos maiores atores de Hollywood usando apenas rabiscos infantis.

O principal ilustrador da agência de publicidade malaia, Grey, tem um portfólio impressionante de obras de arte impressionantes, mas sua série de retratos mais recente, chamada Faces, é particularmente atraente. Isso porque as representações impressionantes de estrelas como Jack Nicholson, Morgan Freeman, Will Smith e Leonardo Di Caprio foram todas feitas exclusivamente com rabiscos em telas brancas.

A maioria das pessoas têm dificuldade em captar suas características únicas, utilizando técnicas de desenho clássico, mas ele cria representações faciais altamente precisas apenas utilizando milhares de linhas que se sobrepõem. Simplesmente incrível!

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