Aluno é barrado em escola municipal do RJ por usar guias do candomblé

‘Ele foi muito humilhado’, disse a mãe sobre o ocorrido no dia 25 de agosto.
Jovem caracterizou o episódio como discriminação e mudou de escola.

Mariucha Machado, no G1

Colares são chamados 'guias' (foto: Reprodução / TV Bahia)
Colares são chamados ‘guias’
(foto: Reprodução / TV Bahia)

A rotina de ir à escola virou motivo de constrangimento para um aluno que estava se iniciando no candomblé. Aos 12 anos, o estudante da quarta série do ensino fundamental Escola Municipal Francisco Campos, no Grajaú, na Zona Norte do Rio, foi barrado pela diretora da instituição por usar bermudas brancas e guias por baixo do uniforme, segundo a família. A denúncia foi publicada nesta terça-feira (2) pelo jornal “O Dia”.

“Antes de ele entrar para o candomblé, eu avisei para a professora e ela logo disse que ele não entraria no colégio. Eu expliquei que ele teria que usar branco e as guias, mas ela não aceitou”, contou indignada a mãe do estudante ao G1, Rita de Cássia.

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Educação e até o horário de publicação desta reportagem não obteve resposta.

No dia 25 de agosto, depois quase um mês sem ir à escola, o jovem tentou voltar. “Eu levei o meu filho e, na porta da escola, ela [diretora] não viu que eu estava atrás e colocou a mão no peito dele e disse: ‘Aqui você não entra’. E eu expliquei que ele teria que usar as guias e o branco por três meses e aí ela respondeu: ‘O problema é seu’”, disse Rita de Cássia.

Rita ressaltou que o filho de sentiu humilhado diante dos amigos do colégio e chorou muito. “Se ela estivesse esperado todo mundo entrar e me chamasse no canto para tentar encontrar uma forma para colocar ele pra dentro seria uma coisa. Mas, não. Ela barrou ele na frente de todo mundo. Eu discuti, falei palavrão feio pra ela, eu admito, mas ela não poderia ter feito isso com ele. Ele foi muito humilhado”, afirmou a mãe.

O jovem de 12 anos foi definido pela mãe como uma criança determinada. Apesar do constrangimento, Rita contou que o filho em momento algum pensou em abrir mão dos ideais do candomblé.

“A escolha de entrar para o candomblé foi dele. Ele sabe o que quer, é muito firme nas decisões. Por nada ele larga a religião dele. Quando aconteceu isso tudo ele disse: ‘Se eu fosse muçulmano ou qualquer outra coisa eu deveria ser respeitado, isso é discriminação’”, lembrou a mãe.

Segundo Rita, o jovem caminhou até em casa de cabeça baixa, teve febre e perdeu o interesse de retornar à escola. “Se o meu filho estivesse com drogas, se tivesse arma tenho certeza que eles iam tampar os olhos”, reclamou.

Depois de quatro dias do episódio, ele foi transferido para a Escola Municipal Panamá, também no Grajaú, onde foi bem recebido pela diretoria, professores e estudantes.

“Depois que eu fui lá para pedir a transferência a diretora disse que não gostaria que eu levasse ele porque ele era um ótimo aluno. Mas o que ela não poderia era ter feito meu filho passar vergonha. Depois que ele foi tão humilhado, meu filho foi muito bem aceito na escola nova. Todo mundo me apoiou. Pra quem é mãe é muito difícil ver um filho sofrendo esse preconceito”, disse emocionada Rita de Cássia.

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Universitários desenvolvem esmalte de unha que pode detectar drogas em bebidas

Produto que muda de cor permite que mulheres verifiquem se alguém adulterou o seu drinque durante uma festa, por exemplo

Esmaltes de unha: arma contra estupros (foto: Marcio Oliveira / Agência O Globo)
Esmaltes de unha: arma contra estupros (foto: Marcio Oliveira / Agência O Globo)

Publicado em O Globo

Quatro estudantes da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, estão desenvolvendo um esmalte de unha capaz de revelar a presença de drogas, como Rohypnol e GHB, que costumam ser utilizadas por estupradores para adulterar bebidas de potenciais vítimas. Ao entrar em contato com essas substâncias, o esmalte alteraria a sua cor, alertando sobre a tentativa de ataque.

Batizada de Unvercober colors, a empresa criada pelos universitários tem como objetivo desenvolver tecnologias que permitam o empoderamento das mulheres na sua própria proteção contra criminosos.

“Para o nosso primeiro produto, estamos desenvolvendo um esmalte de unha que muda de cor quando em contato com drogas usadas em estupros, como a Rohypnol, Xanax, e GHB. Com o nosso esmalte, qualquer mulher poderá discretamente garantir a sua própria segurança ao simplesmente mergulhar o seu dedo na sua bebida. Se o esmalte mudar de cor, ela saberá que há algo errado”, afirma a empresa em sua página no Facebook.

Tecnologias que procuram garantir que bebidas estão livres de substâncias que podem ser usadas para crimes, como porta-copos, ou mesmo copos, não são novidade. No entanto, caso vingue, a iniciativa do esmalte permitiria uma ferramenta mais discreta para aqueles que não querem deixar transparecer que suspeitam que a sua bebida tenha sido adulterada.

Apesar de promissor, o produto ainda não tem data para chegar ao mercado.

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NASA transmite imagens da Terra em tempo real

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Publicado no Estadão

A estação espacial internacional ISS iniciou um experimento para mostrar a Terra em tempo real através de um streaming de vídeo. Quatro câmeras foram acopladas do lado de fora da estação para a captação contínua das imagens.

O projeto se chama High Definition Earth Viewing (HDEV), ou Visualização da Terra em Alta Definição, e está sendo feito em parceria com estudantes do ensino médio inscritos em um programa de criação de hardware com a agência espacial. Os alunos ajudaram a projetar algumas partes das câmeras, que também servirão para estudar os efeitos da radiação solar nos equipamentos.

O sinal da transmissão está sujeito a falhas, o que pode deixar a tela cinza. A visibilidade também ficar prejudicada quando a estação está sobrevoando o lado escuro do planeta. Mesmo assim, é possível ver imagens espetaculares ao longo do trajeto que a ISS realiza em torno do planeta azul a cada 90 minutos.

Assista no player abaixo:

Live streaming video by Ustream

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Estudantes seguram cartazes com frases preconceituosas que eles costumam ouvir

Publicado no Hypeness

Em fevereiro deste ano, a pesquisa Dimensão Social das Desigualdades, do sociólogo Carlos Costa Ribeiro, encontrou uma escala de desigualdades que acompanha de forma contínua o escurecimento da cor da pele. Os dados mostram como a cada ponto a mais no escurecimento da cor da pele corresponde também um ponto a menos na escala de oportunidades sociais e econômicas.

São dados como esses que comprovam: existe, sim, racismo no Brasil. No Brasil e no mundo. É uma verdadeira falácia tratar o tema como superado. Por isso, toda e qualquer tipo de campanha que combata esse mal aqui ou no mundo merece nosso respeito. Quando ela é feito de maneira criativa, mais ainda. É o caso da campanha “I, too, am Oxford”, criado pelos alunos da instituição.

A série de fotos traz os acadêmicos segurando placas com dizeres que costumam encarar, como “qual o seu nome africano”, “você vende drogas” ou “o seu cabelo é real?”. São estereótipos e os preconceitos que os alunos dizem enfrentar diariamente na universidade.

A tradução é livre.

 

Só porque eu vim da Somália não significa que eu conheça piratas.
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Seu inglês é muito bom para quem veio do Paquistão.
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Sim, eu sou da Jamaica. Não, eu não fumo maconha.
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Meu nome é minha identidade: você não pode decidir por mim como ele deveria ser pronunciado.
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Sim, meu cabelo é real. Não o toque sem permissão!
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Por que você usa o cabelo desse jeito?
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Mas, qual o seu nome Africano?
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Não, eu não sou uma bolsista da África.
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Não, eu não vendo cocaína.
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Toda as teorias pós-coloniais e outras que você estuda não te dão o direito de falar por mim ou por cima de mim.
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Sim, sou uma estudante internacional…do Canadá!
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