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27 respostas de provas que revelaram gênios da comédia

1. O que mais me espanta é que a resposta aparentemente foi passada a limpo.

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2. Uma imagem, então, nem se fala.

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3. Tá amarrado, em nome de Jesus.

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4. Estudo baseado em propagandas de televisão.

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Estudantes seguram cartazes com frases preconceituosas que eles costumam ouvir

Publicado no Hypeness

Em fevereiro deste ano, a pesquisa Dimensão Social das Desigualdades, do sociólogo Carlos Costa Ribeiro, encontrou uma escala de desigualdades que acompanha de forma contínua o escurecimento da cor da pele. Os dados mostram como a cada ponto a mais no escurecimento da cor da pele corresponde também um ponto a menos na escala de oportunidades sociais e econômicas.

São dados como esses que comprovam: existe, sim, racismo no Brasil. No Brasil e no mundo. É uma verdadeira falácia tratar o tema como superado. Por isso, toda e qualquer tipo de campanha que combata esse mal aqui ou no mundo merece nosso respeito. Quando ela é feito de maneira criativa, mais ainda. É o caso da campanha “I, too, am Oxford”, criado pelos alunos da instituição.

A série de fotos traz os acadêmicos segurando placas com dizeres que costumam encarar, como “qual o seu nome africano”, “você vende drogas” ou “o seu cabelo é real?”. São estereótipos e os preconceitos que os alunos dizem enfrentar diariamente na universidade.

A tradução é livre.

 

Só porque eu vim da Somália não significa que eu conheça piratas.

Só porque eu vim da Somália não significa que eu conheça piratas.

Seu inglês é muito bom para quem veio do Paquistão.

Seu inglês é muito bom para quem veio do Paquistão.

Sim, eu sou da Jamaica. Não, eu não fumo maconha.

Sim, eu sou da Jamaica. Não, eu não fumo maconha.

Meu nome é minha identidade: você não pode decidir por mim como ele deveria ser pronunciado.

Meu nome é minha identidade: você não pode decidir por mim como ele deveria ser pronunciado.

Sim, meu cabelo é real. Não o toque sem permissão!

Sim, meu cabelo é real. Não o toque sem permissão!

Por que você usa o cabelo desse jeito?

Por que você usa o cabelo desse jeito?

Mas, qual o seu nome Africano?

Mas, qual o seu nome Africano?

Não, eu não sou uma bolsista da África.

Não, eu não sou uma bolsista da África.

Não, eu não vendo cocaína.

Não, eu não vendo cocaína.

Toda as teorias pós-coloniais e outras que você estuda não te dão o direito de falar por mim ou por cima de mim.

Toda as teorias pós-coloniais e outras que você estuda não te dão o direito de falar por mim ou por cima de mim.

Sim, sou uma estudante internacional…do Canadá!

Sim, sou uma estudante internacional…do Canadá!

Ficar a sós com uma mulher bonita faz mal à saúde

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Publicado no Hype Science

Pode parecer estranho, mas essa frase vale para o mais convicto dos heterossexuais. Basta ficar cinco minutos isolado com uma mulher atraente para que o nível de Cortisol do homem comece a subir.

O corpo produz o hormônio Cortisol em caso de stress físico ou psicológico (ou ambos, como neste caso), e sua acumulação excessiva traz danos ao organismo.

Quem chegou a essa conclusão foram pesquisadores da Universidade de Valência (Espanha), que fizeram um curioso experimento. Recrutaram 84 estudantes, todos homens. Um de cada vez, eles ficavam fechados em uma sala, resolvendo um passatempo Sudoku, na presença de um homem e uma mulher desconhecidos. Primeiro, a mulher saía da sala, e o fato de ficar a sós com o homem estranho não causava nenhuma alteração no organismo do voluntário. Então, a mulher voltava à sala e o homem saía, o que fazia o nível de Cortisol do estudante subir quase imediatamente.

O Cortisol é produzido normalmente e não causa nenhum dano ao corpo em quantidade adequada. Mas em excesso, pode provocar ataques cardíacos, diabetes, hipertensão e – ironicamente – impotência sexual.

Vídeo de boas-vindas a estudantes de Direito vira alvo de piadas na internet

Publicado no BHaz

A faculdade cearense Leão Sampaio está dando o que falar nas redes sociais nesta segunda-feira (27) após ser feita a divulgação de um vídeo de boas-vindas aos alunos de direito. Com uma versão adaptada do clássico infantil “Superfantástico”, da Turma do Balão Mágico, o clipe virou alvo de piadas na internet.

No vídeo, vários jovens aparecem cantando a nova letra. “Super juridicamente, legislação vigente na nossa nação; É como a flor e a semente, direito faz a gente viver na emoção”, diz um trecho da versão.

A produtora Estúdio G4, contratada para fazer o clipe, informou que tanto a gravação do áudio, quanto a elaboração da letra foram de responsabilidade da própria universidade. Em nota oficial, a empresa afirmou que ficou a cargo apenas da filmagem e da edição. “A versão publicada nas redes sociais não é a versão original, ou seja, a abertura e fechamento do vídeo não estão finalizados”, diz o comunicado. “Nesse projeto fomos terceirizados, recebemos a letra da música e a gravação do áudio”, ressaltou.

A faculdade ainda não se pronunciou sobre a repercussão do vídeo.

A praga do espelho

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Publicado na Carta Capital

As manifestações recentes no Brasil trouxeram à tona frustrações e insatisfações. Elas também revelaram comportamentos narcisistas entre as hordas mais jovens que tomaram as ruas, armadas de smartphones, ávidas por registrar seus 15 segundos de fama nas mídias sociais. O fenômeno faz eco à constatação de diversos estudos científicos, de que vivemos sob o império de Narciso.

Bill Davidow, em artigo publicado no website da revista norte-americana The Atlantic, em março de 2013, compilou estudos e declarações de especialistas em torno da magnitude da epidemia. Jean M. Twenge e W. Keith Campbell, autores do livro The Narcissism Epidemic, mencionam uma pesquisa com 37 mil estudantes universitários. Segundo o estudo, os traços de personalidade narcisista cresceram tanto quanto a obesidade nas últimas décadas. Shawn Bergman, professor de Psicologia, também constatou em pesquisas que o nível de narcisismo entre os jovens contemporâneos é mais alto do que nas gerações anteriores.

Pesquisadores da Universidade de Western Illinois, mencionados pelo jornal inglês The Guardian, em artigo também de março de 2013, estudaram comportamentos associados ao narcisismo (como a vaidade, o sentimento de superioridade, o exibicionismo, o senso de merecer respeito e a tendência de manipular e tirar vantagens dos outros) entre 294 estudantes. O estudo revelou correlações positivas entre tais traços e os modos de uso do Facebook.

Um trabalho de autoria de Jacqueline Z. Bergman, James W. Westerman e Joseph P. Daly, comentado nesta coluna há três anos, constatou: os estudantes universitários norte-americanos, especialmente os alunos dos cursos de Administração de Empresas, apresentam níveis de narcisismo próximos daqueles de estrelas de cinema e de músicos populares. Um estudo mais recente, também liderado por Bergman, constatou uma relação positiva entre narcisismo e materialismo: quanto maior o materialismo, menor a ética ambiental.

Os jovens estão se tornando cada vez mais narcisistas e as mídias sociais provêm uma plataforma para suas exibições. Elas se transformaram em vitrines constrangedoras para manifestações narcisistas e comportamentos infantis. E os narcisistas parecem criar um padrão de comportamento para os demais.

No centro da epidemia, a fotografia parece ter sido reinventada. Antes, uma foto podia ter a banalidade simpática de uma cena familiar, tocante por seu significado pessoal, ou a aura de um registro artístico, emocionante pelo objeto registrado ou por sua composição. O fotógrafo era o agente invisível, a equilibrar com maior ou menor talento sua imaginação e suas intenções com o mundo de movimentos, luzes e sombras à sua frente. Este escriba só tomou contato com a aparência física dos mestres Henri Cartier-Bresson e Robert Capa anos depois de começar a admirar suas imagens. Na era das mídias sociais, a fotografia parece ter se transformado em qualquer composição que inclua o fotógrafo: eu e meu gato, eu e meu risoto, eu no Taiti, eu na maratona… eu na Paulista! É o estranho mundo da iPhoto.

Naturalmente, não se pode culpar exclusivamente as mídias sociais e os smartphones pela praga do espelho. A tecnologia garante o meio e induz a mensagem, mas a epidemia se deve também a questões relacionadas à educação e ao ambiente sociocultural. A permissividade dos pais e a satisfação imediata dos mais insípidos desejos das crianças a alimentam. Simultaneamente, o pseudouniverso das celebridades faz o narcisismo parecer normal, transformando-o em modelo de conduta.

Quais as consequências? A autoconfiança e um grau “administrado” de narcisismo podem contribuir para aumentar a nossa iniciativa e autonomia, ajudar a superar as frustrações do dia a dia. Além de certo ponto, contudo, o narcisismo pode se tornar nocivo. Conforme observou o pesquisador Roy Lubit há mais de dez anos, indivíduos que sofrem de “narcisismo destrutivo” dão importância excessiva a si mesmos, são arrogantes e se orientam exageradamente para a conquista de poder e riqueza.

Muitas empresas cultivam e cultuam tais tipos. Elas podem, porém, pagar um alto preço por isso. Narcisistas podem ser caprichosos, egoístas, instáveis, tóxicos e chatos, muito chatos.

dica da Ana Carolina Ebenau