Com câncer, pai escreve 826 bilhetes para que filha continue a receber suas mensagens diárias

Com apenas 8% de chances de viver mais cinco anos, americano teme não conseguir ver filha se formar

Um bilhete por dia. Em guardanapos, Garth deixa notas inspiradoras para a filha Emma - Divulgação/Audra Harris /
Um bilhete por dia. Em guardanapos, Garth deixa notas inspiradoras para a filha Emma – Divulgação/Audra Harris /

Publicado em O Globo

Em 2004, quando sua filha Emma estava no jardim de infância, o americano Garth Callaghan começou a preparar sua merendeira com uma delicada surpresa: um guardanapo com uma mensagem carinhosa. Poderia ser somente “eu te amo” ou “tenha um ótimo dia”, algo simples que ela facilmente compreenderia. Mais tarde, no entanto, esse hábito se tornaria uma promessa.

Com câncer metastático, Garth, de 44 anos, tem apenas 8% de chance de viver mais cinco anos, tempo que lhe possibilitaria ver Emma, de 14, formar-se no ensino médio. Seu medo maior, ele diz, é não terminar de criar a filha. Assim, propôs a missão de escrever “826 notas de amor para Emma” — título do livro que conta sua história e que chega agora ao Brasil —, para que a jovem receba um recado por dia até seguir para a faculdade, não importa o que aconteça.

Foi em um acampamento com a família e os vizinhos em Richmond (Virgínia), onde mora, que Garth notou o primeiro sintoma da doença: “Minha urina estava vermelha como sangria”. Após passar por uma série de exames, escutou de seu médico a clássica frase: “pode não ser nada, mas pode ser alguma coisa”. Em novembro de 2011, teve o diagnóstico de câncer num rim. Em agosto do ano seguinte, após ter removido o órgão, recebeu a notícia de que estava com câncer de próstata. No ano passado, a fala do oncologista foi um pouco mais precisa: “Callaghan, você vai morrer”.

— Acho que a maioria das pessoas, eu inclusive, tende a evitar pensamentos de morte — afirmou, em entrevista ao GLOBO. — Sim, nós estamos todos conscientes de que isso vai acontecer, mas esse evento está em algum lugar “no futuro” e esperançosamente distante. Nós não queremos pensar sobre nossa mortalidade, mas ela está lá. E isso é importante porque temos que aproveitar o máximo de cada dia.

As opções de tratamento de que dispõe não são convencionais. Seu câncer não responde mais à quimioterapia ou à radioterapia, e ele recebe agora um coquetel de remédios com efeitos colaterais que chama de terríveis. Segundo diz, alguns tumores desapareceram, outros diminuíram. Apesar de parecer um bom sinal, seu médico alertou, sem meias-palavras, que seu histórico se traduz numa perspectiva de vida efêmera.

— Como se pode vencer um oponente que se organiza em todos lugares que os olhos médicos não podem ver e luta com regras que não entendemos? — questiona Garth, que complementa não querer fazer de sua trajetória uma história só sobre câncer. — Espero que minha filha reflita sobre meu amor por ela e perceba o quanto me orgulho da pessoa que ela é.

O “Napkin note dad” (pai de bilhete de guardanapo, em tradução livre) inspirou milhares que se identificaram com sua conduta simples e hoje tem mais de 8.700 seguidores no Twitter e quase 45 mil curtidas no Facebook. Para ele, que é assumidamente apaixonado por tecnologia, a maior razão de um recado manuscrito ser tão significativo é que um pedaço de papel é real.

— Nós podemos literalmente ver a escrita da pessoa, e há evidência tangível de que alguém se importou o suficiente para escrever aquelas palavras para você — explicou. — E-mail ou mensagens de texto são facilmente deletados ou perdidos quando você não tem mais seu celular.

Atualmente, Garth pega frases de diferentes fontes, de Dr. Seuss ao escritor britânico C.S. Lewis. Já quanto ao seu bilhete favorito, ele afirmou que depende do seu humor no dia:

— Hoje eu diria que é “Se você não pode alimentar uma centena de pessoas, então alimente apenas uma”, de Madre Teresa. E sabe qual é a favorita da Emma? “Você não pode vencer se não jogar”. Ela é uma atleta um tanto competitiva.

O pai coruja quer incentivar todos a usarem a função do guardanapo — de bilhetes inspiradores —, valorizando assim as situações mais cotidianas.

— Pode mudar sua vida — garante.

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Ex-líder de grupo que defende a “cura gay” se casa com um homem

O americano John Smid, que liderou durante 18 anos o grupo que se dizia capaz de impedir a atração de pessoas do mesmo sexo, acaba de oficializar a união com seu parceiro Larry McQueen

JOHN SMID ENQUANTO ERA DIRETOR-EXECUTIVO DA "LOVE IN ACTION" (FOTO: REPRODUÇÃO MSNBC)
JOHN SMID ENQUANTO ERA DIRETOR-EXECUTIVO DA “LOVE IN ACTION” (FOTO: REPRODUÇÃO MSNBC)

Publicado na Marie Claire

Durante 1990 e 2008, o americano Jonh Smid ocupava o cargo de diretor-executivo do grupo “Love in Action” e considerava a homessexualidade “um pecado”, chegou até a incentivar as pessoas a rezarem para que os gays se distanciassem. Mas eis que, recentemente, o seu discurso caiu por terra. John acaba de oficializar a união com seu parceiro Larry McQueen, informou a agência de notícias The Lone Star Q.

“Eu tinha fé de que algo iria acontecer, mas isso nunca aconteceu. Agora, na minha idade, já não tenho muitos anos restantes, não posso viver mais assim pelo resto da minha vida. Então, eu pensei que não, eu não estou disposto a continuar empurrando algo que não vai ocorrer”, contou.

Por isso, anunciou em sua conta de Facebook: “Conheci McQueen gradualmente, até que chegou um momento em que descobrimos que queríamos conhecer melhor um ao outro por meio de uma relação amorosa. Conforme saiamos, compartilhávamos as mesmas expectativas de vida, filosofias pessoais e nossos valores de fé. Encontramos uma compatibilidade que era confortável e emocionante.” Agora, estão oficialmente juntos.

A proposta mais controversa lançada por ele quando ainda representava a empresa foi divulgada em 2005. Na época, John prometeu criar um programa que poderia mudar a opção sexual de uma criança.

JOHN SMID E LARRY MACQUEEN, SEU COMPANHEIRO (FOTO: REPRODUÇÃO FACEBOOK)
JOHN SMID E LARRY MACQUEEN, SEU COMPANHEIRO (FOTO: REPRODUÇÃO FACEBOOK)

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Silvio Santos manda fazer máscara para andar disfarçado

O UOL fez uma tentativa para ver como Silvio Santos ficará disfarçado com a nova máscara (arte: UOL)
O UOL fez uma tentativa para ver como Silvio Santos ficará disfarçado com a nova máscara (arte: UOL)

Publicado no UOL

Esse é o Silvio Santos que pouca gente conhece. O nosso herói, agoniado, porque nunca consegue circular à vontade no Brasil ou fora daqui, encomendou uma máscara do Orival Pessini, responsável pelos personagens Fofão e Patropi, entre outros, que usam este tipo de recurso. O assédio, que sempre é muito grande, acaba comprometendo os seus passeios.

O Pessini, logo no primeiro encontro, esclareceu que uma máscara para disfarçar o rosto inteiro não seria possível, porque ninguém, nem ele próprio quando está em cena, consegue suportar o calor por muito tempo.

A partir daí, os dois passaram a buscar uma solução, que por fim foi encontrada. Silvio vai usar uma careca de látex, com cabelos compridos do lado e que irá das sobrancelhas à nuca. Entre moldes e provas já foram 5 visitas.

Um óculos escuro mais avantajado também será usado para compor o tipo ideal. As duas últimas recomendações, por fim, é que ele fale baixo e disfarce o sorriso, senão não vai adiantar.

A estreia do novo SS está confirmada para o próximo mês, em Celebration, condomínio em que ele passa as férias em Orlando, no Estados Unidos.

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Em 5 anos, Polícia no Brasil mata o mesmo que a dos EUA mata em 30

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Publicado em O Povo

Policiais brasileiros mataram, entre 2009 e 2013, a média de seis pessoas por dia no País. Foram por volta de 11.197 óbitos provocados pelos homens da lei em cinco anos. O número supera o de mortes provocadas pela Polícia dos Estados Unidos ao longo de 30 anos: 11.090. Os dados integram o mais recente levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e compõe o 8º anuário de segurança pública.

Ainda de acordo com o levantamento, a tropa mais letal do País é a do Estado do Rio de Janeiro, seguido por São Paulo e a Bahia. Embora continue liderando o ranking de letalidade, o que ocorreu em quase todos os anos pesquisados, a Polícia do Rio reduziu a menos da metade a quantidade desse tipo de homicídio.

Em 2009, os homicídios naquele Estado provocados por policiais em serviço chegaram a 1.048 registros: 54% de todas as mortes praticadas pela Polícia do País naquele ano. Já em 2013, esse número caiu para menos da metade, com 416 registros, o que representa 20% das mortes em intervenção policial. Em 2012, chegou a ficar atrás de São Paulo. Os policiais do Rio mataram 419, enquanto os paulistas mataram 583.

Em 2012, a Polícia Militar paulista enfrentou guerra não declarada com o crime organizado, com baixas dos dois lados, o que elevou os índices de homicídio em todos os tipos.

Para a diretora-executiva do Fórum, Samira Bueno, a notícia positiva do anuário é a redução dos números no Rio: “A única notícia boa desse cenário são os dados cariocas. Desde a implantação das UPPs, o Rio tem tido uma redução expressiva de letalidade”.

São Paulo até poderia receber elogios semelhantes, já que os óbitos por intervenção policial caíram de 566 para 364 em cinco anos, queda de 36%. Esse bom desempenho acaba eclipsado pelo aumento de quase 40% dos homicídios praticados por policiais no horário folga. É impossível a evolução desse tipo de homicídio no Rio porque lá, assim como em outros estados, falta um controle estatal.

Sem controle

A maioria dos estados estava, até pouco tempo, sem controle ao menos das mortes praticadas por policiais de serviço. Apenas 11 das 27 unidades federativas conseguiram apresentar essa contabilidade solicitada pelos pesquisadores do fórum. “A maioria das polícias do País não tem a prática de fazer acompanhamento na letalidade policial. Há uma subnotificação. Sabemos que é bem maior do está registrado”, acrescentou. (das agências de notícias)

NÚMEROS

11.197 mortes foram provocadas por policiais brasileiros de 2009 a 2013

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Homem de 90 anos é preso por dar comida para moradores de rua

Policiais disseram a Abbott: ‘Largue esse prato agora’ - Reprodução/YouTube
Policiais disseram a Abbott: ‘Largue esse prato agora’ – Reprodução/YouTube

Publicado em O Globo

Um homem de 90 anos pode ficar até 60 dias preso por alimentar moradores de rua, devido a uma nova lei que proíbe que grupos humanitários partilhem refeições com o público em Fort Lauderdale, na Flórida.

Arnold Abbott corre o risco de ser multado em US$ 500 e passar um tempo na prisão após ser apreendido por policiais enquanto estava distribuindo refeições para moradores de rua em um parque no domingo. Ele foi preso e acusado juntamente com dois pastores da Igreja Santuário, que prepara centenas de refeições para repartir toda semana em sua cozinha, enquanto os espectadores gritaram aos oficiais “que vergonha!”.

– Um dos policiais se aproximou e disse: ‘Largue esse prato agora’, como se eu estivesse carregando uma arma – afirmou Abbott. – Estes são os mais pobres entre os pobres, que não têm nada, eles não têm um teto sobre suas cabeças. Como você vai mandá-los embora?

Em 1999, o Sr. Abbott processou a cidade de Fort Lauderdale depois que ele foi impedido de alimentar os sem-teto na praia, e o tribunal considerou que a regra era contra a Constituição. A nova lei – que entrou ou deve entrar em vigor em Seattle, Los Angeles, Phoenix, Dallas e Philadelphia – foi aprovada na semana passada.

Ron Book, um lobista da cidade, disse ao jornal norte-americano “Sun Sentinel”: “Tudo o que desestimula a alimentação das pessoas nas ruas é uma coisa positiva.”

Já Abbott planeja processar a cidade novamente e pretende continuar o seu ato de bom coração.

As novas regras exigem que os grupos estejam pelo menos 500 metros de distância de residências e estabelecimentos de alimentação estão restritos a um por quarteirão, mas instituições de caridade têm criticado as regras como formas de implementação de limpeza social.

Michael Stoops, organizador comunitário na Coalizão Nacional para os Sem Abrigo, disse à emissora americana NBC News: “O desenvolvimento econômico e o turismo não combinam bem com as pessoas sem-abrigo e as agências que os servem.”

Abbott fundou o Love Thy Neighbour em memória de sua falecida esposa Maureen, a fim de continuar o trabalho humanitário que ambos fizeram, realizando regularmente a partilha de alimentos no Holiday Park e na praia de Fort Lauderdale.

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