Organização evangélica faz campanha contra voto de cajado

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Ruan de Sousa Gabriel, na Época online

Uma organização evangélica que reúne integrantes de diversas confissões chamada Rede Fale lançou a campanha “Diga não ao voto de cajado”, versão religiosa do voto de cabresto.

Em 2013, a Rede Fale lançou a campanha “Feliciano não! Fale por direitos humanos na Câmara”, contra a eleição de Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

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Pode a evangélica Marina Silva se tornar presidente do Brasil?

Publicado no Le Monde [via UOL]

Marina Silva foi alfabetizada aos 16 anos, e foi formada pelo sindicalismo de Chico Mendes (foto: Adriana Spaca/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)
Marina Silva foi alfabetizada aos 16 anos, e foi formada pelo sindicalismo de Chico Mendes (foto: Adriana Spaca/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)

A fulgurante ascensão de Marina Silva nas pesquisas, após a morte do candidato socialista Eduardo Campos, fez dela a favorita das eleições presidenciais no Brasil (os dois turnos estão marcados para os dias 5 e 26 de outubro). Alguns veem nela um Obama brasileiro, outros um Lula de saias.

Os adversários e a mídia estão fazendo de tudo para impedir sua vitória. Certos argumentos são repetidos incansavelmente, apesar de sua insanidade.

O primeiro deles tenta contestar sua competência, sob pretexto de que ela nunca governou um Estado federado nem administrou uma municipalidade. Só que nenhum dos três últimos presidentes tampouco teve essa experiência: nem Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), nem Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), nem Dilma Rousseff.

Esta última, aliás, jamais havia disputado um cargo eletivo antes de ser escolhida por Lula para sucedê-lo. Em compensação, a carreira política de Marina Silva passou por todos os “degraus”: de vereadora a deputada de seu Estado natal (Acre), depois deputada federal, senadora, ministra do Meio Ambiente de Lula durante cinco anos, e por fim candidata à eleição presidencial de 2010, onde seu avanço surpreendeu (20% dos votos no primeiro turno).

O discurso da competência

O discurso da competência faz parte da argumentação tradicional da elite brasileira, que em outros tempos se opunha a Lula. Então é lamentável vê-lo sendo agora repetido pelo Partido dos Trabalhadores, em pânico com as pesquisas depois de ter se desorientado com o movimento de revolta social de 2013.

A posição de favorita de Marina e do PSB, dissidentes da coalizão governamental de centro-esquerda, coloca o PT em uma situação delicada.

Após doze anos do partido no poder, Marina Silva encarna a aspiração por mudança de 80% dos brasileiros, enquanto o PT se encontra na posição dos conservadores, na defensiva, reticente em mudar o que quer que seja.

Entre os argumentos de má fé utilizados por Dilma Rousseff, a comparação de sua desafiante com zebras voluntariosas que não concluíram seus mandatos, como Jânio Quadros (1961) ou Fernando Collor de Mello (1990-1992), é particularmente despropositada. De fato, Collor, que foi obrigado a renunciar por pressão popular devido à galopante corrupção, se tornou um fiel aliado de Lula.

É melhor discutir o programa econômico do PSB, contanto que se admita que o consenso entre os três principais candidatos (Dilma, Marina e o socialdemocrata Aécio Neves) é mais amplo que as correções propostas a uma gestão que não obteve os resultados esperados. Nenhum desses três candidatos contesta os programas sociais, eles só competem com promessas para ver quem faz mais e melhor.

Na verdade, a principal objeção contra Marina Silva é sua fé religiosa, o fato de ela pertencer a uma igreja evangélica, a Assembleia de Deus. Essa rejeição vem tanto das elites quanto do PT (cuja direção, após doze anos no poder, integrou amplamente as classes dirigentes).

Só que todos estão atrás dos votos dos eleitores evangélicos. Dilma Rousseff correu para a inauguração do novo Templo de Salomão, concebido para ser a réplica exata do templo de Israel, construído pela Igreja Universal do Reino de Deus, em São Paulo.

A presidente, que é agnóstica, achou de bom tom citar um salmo: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”. E não se deve esquecer que Lula conseguiu ser eleito, em 2002, após três derrotas, graças à sua aliança com o vice-presidente José Alencar, cujo partido reunia uma parte considerável do eleitorado evangélico. (mais…)

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Nos dai hoje: sujeito se apresenta como bispo da igreja evangélica e oferece a candidatos votos dos fieis em troca de dinheiro

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Lauro Jardim, no Radar on-line

Políticos paulistas vêm sendo procurados por um sujeito que se apresenta como Bispo Victor, da igreja evangélica Apostólica Atos do Espírito Santo.

O que ele oferta: votos de fieis em troca de dinheiro. O pacote inclui visitas a dezoito igrejas, onde o cliente é anunciado candidato oficial da paróquia, e distribuição de santinhos nos templos.

Victor cobra 6 500 reais, mas negocia com o currículo e a influência sobre 7 000 eleitores. Segundo ele, seu séquito já ajudou a eleger um vereador, há dois anos, e deputados, em 2010.

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Porque não voto em Marina

Rogério Brandão Ferreira, no site da Ultimato

Não voto nela e digo porque:

Marina, todos sabemos, não tem nada de semelhante com o PSDB de FHC e Aécio que trouxe em dado tempo boas melhorias para a economia do Brasil.

Marina que se distanciou do PT, também se assemelha pouco a Lula. Que também contribuiu bastante para a sociedade brasileira, especialmente na questão de redistribuição de renda.

Marina é cristã confessa, evangélica, crente.

A ênfase de seu programa está na sustentabilidade. Ou seja a conjugação harmônica e quase impossível do trinômio economia, ecologia e social, visando a segurança das futuras gerações.

Para atingir esse fim, ela se mostra não somente programática, mas também pragmática.

Marina é poço de contradições. Uma mulher de fibra, humilde na origem e no caráter, foi alfabetizada no Mobral. Tem um tom de voz agradável, um olhar intrigante de alguém que já foi candidata à freira, companheira de Chico Mendes e o pessoal das CEBs e depois chegou a ministra do meio ambiente, já foi tanto empregada doméstica como senadora do Brasil.

Temo que os que não votam nela, não o fazem por desejarem o pior para o Brasil, mas por ignorarem as riquezas contidas no coração dessa pessoa da Amazônia brasileira.

Não voto em Marina porque na cidade onde moro, na Alemanha, não tem local de votação. Porque se tivesse, eu iria lá correndo votar.

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