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Por causa de religião, jovem destrói imagens de santos e é detido em MG

Imagem tombada pelo Patrimônio Histórico que seria coroada no Vaticano foi destruída (Foto: G1/ G1)

Imagem tombada pelo Patrimônio Histórico que seria coroada no Vaticano foi destruída (Foto: G1/ G1)

Publicado no G1

Um jovem evangélico de 20 anos foi detido duas vezes nesta quarta-feira (16) suspeito de destruir imagens de santos e a estrutura da igreja de Nossa Senhora do Patrocínio do Santíssimo Sacramento, localizada no Centro do município de Sacramento (MG). De acordo com a Polícia Militar, ele alegou que destruiu o local por não acreditar em representações religiosas.

Ainda segundo a polícia, um segundo suspeito participou da ação, mas não foi localizado.
Após o ato de vandalismo o jovem foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil da cidade, onde assinou um termo de comparecimento e foi liberado.

Contudo, pouco tempo depois o delegado regional da Polícia Civil na instância de Araxá, César Felipe Colombari, ordenou novamente a prisão do suspeito, que acabou detido mais uma vez, no mesmo dia.
O auxiliar administrativo da paróquia Wisne Lúcio de Souza, afirmou que oito imagens foram destruídas, entre elas está a de Nossa Senhora do Patrocínio do Santíssimo Sacramento, tombada pelo Patrimônio Histórico e que aguardava data de coroação no Vaticano.
O padre responsável pela paróquia, Sérgio Márcio de Oliveira, está em Campo Grande (MT) e retorna ainda nesta noite para a cidade.

Por telefone, ele disse para a reportagem que o crime reflete em lamento de toda a população. “É a primeira vez que aconteceu isso. A cidade inteira está de luto lamentando. Pelo que estou recebendo de imagens e mensagens pelas redes sociais, a cidade está com o coração ferido porque destruíram todo nosso patrimônio religioso. É lamentável”, desabafou.
Em nota de repúdio divulgada no Facebook, a Prefeitura de Sacramento lamentou o ocorrido.
A perícia foi acionada e analisa o local. Já a polícia faz buscas para encontrar o segundo suspeito.

Pedidos de casamento aumentam depois de golaço, mas David Luiz “escolheu esperar”

Apesar do voto religioso, zagueiro não para de receber cantadas e propostas indecentes de fãs

David Luiz faz parte da campanha “Eu escolhi esperar” | (foto: Lars Baron - FIFA/FIFA via Getty Images)

David Luiz faz parte da campanha “Eu escolhi esperar” | (foto: Lars Baron – FIFA/FIFA via Getty Images)

Breiller Pires, na Placar

Declarações de amor pipocam à velocidade de seu chute certeiro diante da Colômbia. O gol de falta entupiu as redes sociais de David Luiz com as mais variadas e inusitadas propostas de casamento. Seja via Twitter, Facebook ou Instagram, o zagueiro tem recebido pelo menos três centenas de pedidos apaixonados por dia.

Há inclusive súplicas mais picantes. Duas horas depois da classificação para a semifinal, uma fã revelou uma fantasia íntima com sua cabeleira em foto publicada no Instagram: “Ahhh David… O que eu não faria com esses cachos debaixo de um lençol”. Cantada prontamente rebatida por outra admiradora: “Sai daquiiii!!!! O David é meeeeuu!!”

Na semana passada, a jornalista e estudante de Direito Luísa Pontes foi além e criou a página “David Luiz, eu sou a mulher da sua vida, quero me apresentar”, que já conta com mais de 200 adeptas no Facebook. O objetivo é conhecer pessoalmente o camisa 4 brasileiro.

Ela ainda explica por que o zagueiro “é pra casar”. “Fé, humildade, doçura, família boa, não tem medo do ridículo e adora criança. Ele é o menino dos olhos do nosso Brasil”, diz Luísa.

No entanto, se depender da crença e do comprometimento espiritual de David Luiz, as admiradoras podem ir tirando os olhos maliciosos dos cachos mais célebres da seleção. Evangélico, ele namora a portuguesa Sara Madeira e, inspirado em Kaká, faz parte da campanha “Eu escolhi esperar”, que prega, entre outros mandamentos, que o sexo deva ser praticado somente após a união matrimonial.

“Pelo que tem feito nessa Copa, David Luiz se tornou o príncipe encantado de milhares de torcedoras”, afirma Nelson Junior, pastor e idealizador do movimento. “É importante ressaltar que o ‘Eu escolhi esperar’ não é uma campanha de virgindade, mas sim de preservação sexual. A adesão do David foi muito discreta, porque ele é assim em sua vida pessoal. Não significa que ele seja virgem ou não. Significa que ele optou por se preservar até o casamento.”

Cientes da escolha do defensor, algumas admiradoras já encabeçam outra campanha: “David, eu escolhi esperar por você”.

Justin Bieber e Selena frequentam, juntos, culto evangélico

O casal ioiô participou de um grupo de estudos da Bíblia em igreja em NY

Justin Bieber durante apresentação em São Paulo, na Arena Anhembi - (foto: Heitor Feitosa)

Justin Bieber durante apresentação em São Paulo, na Arena Anhembi – (foto: Heitor Feitosa)

Publicado na Veja on-line

Depois de ser batizado em uma cerimônia privada em uma igreja de Nova York, Justin Bieber resolveu investir em seu lado espiritual, talvez para agradecer ao fato de ter reatado o namoro com Selena Gomez – mais uma vez. Segundo o site E! Online, o casal problemático busca redenção. Depois de uma passagem de Bieber pela cadeia e de Selena pela reabilitação, os dois agora decidiram encarar programas mais leves e, nesta semana, integraram um grupo de estudos da Bíblia.

Bieber postou em seu perfil no Instagram uma foto do pastor Judah Smith, seu guia espiritual, pregando em um púlpito. “Estudos da Bíblia com Judah Smith”, escreveu o cantor na legenda. Segundo a fonte do E! Online, Bieber e Selena sentaram lado a lado no culto em questão e estavam carinhosos um com o outro.

O casal despertou suspeitas de que teria reatado o namoro depois que Bieber publicou na rede social uma foto em que aparecia junto com Selena, na última semana. O cantor, no entanto, logo apagou a imagem. Depois disso, eles foram vistos saindo juntos de um estúdio de gravação em Los Angeles.

As denúncias de envolvimento do pastor Marcos Pereira da Silva com o narcotráfico

FRAUDE O pastor Marcos num culto. Ele é acusado de fomentar rebeliões para, depois, ser chamado como mediador (Foto: Felipe Varanda /Folhapress)

FRAUDE
O pastor Marcos num culto. Ele é acusado de fomentar rebeliões para, depois, ser chamado como mediador (Foto: Felipe Varanda /Folhapress)

O líder religioso enfrenta denúncias de ligação com o narcotráfico – uma delas envolve o deputado Anthony Garotinho

Hudson Corrêa, na Época

Era madrugada de domingo, a poucas horas das eleições de 3 de outubro de 2010. No Rio de Janeiro, o pastor evangélico Marcos Pereira da Silva e os líderes de sua igreja – a Assembleia de Deus dos Últimos Dias – estavam insones. Naquela madrugada, de acordo com um depoimento feito por uma testemunha à Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) – mantido sob segredo de Justiça e revelado por ÉPOCA com exclusividade –, o pastor Marcos se reunira com o ex-governador Anthony Garotinho, então candidato a deputado federal pelo Partido da República (PR). Segundo o depoimento, os participantes da reunião decidiram que Marcos e seus seguidores iriam ao bairro da Vila Cruzeiro combinar com traficantes ataques em diversos locais da cidade. A ação visava atrapalhar a reeleição do governador Sérgio Cabral (PMDB), que prometia mais rigor contra o tráfico. Ainda de acordo com o depoimento, Marcos recebia dinheiro de traficantes para fazer cultos nas favelas e temia perder essa renda.

Procurado por ÉPOCA, Garotinho não respondeu se participou da reunião. Quatro dias após as eleições de 2010, ele previu em seu blog que uma onda de violência tomaria as ruas do Rio de Janeiro. “A farsa da pacificação acabou. Agora, salve-se quem puder e que Deus nos proteja”, escreveu ele. A premonição de Garotinho se confirmou. Atos isolados de violência iniciados logo após as eleições, como arrastões e tiroteios de menor proporção, aumentaram nas semanas seguintes, até chegar a um clima de terror no final de novembro de 2010, com carros e ônibus incendiados, confrontos com a polícia e mais de 30 mortos. De acordo com o depoimento, o pastor Marcos dizia ter autorização do traficante Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP – preso desde 1996 e chefe de uma facção criminosa –, para sabotar a pacificação do Rio de Janeiro.

A testemunha que relatou a reunião é um ex-funcionário do pastor Marcos: Alex Ramos de Mesquita. Ele prestou depoimento à Dcod no dia 7 de março de 2012. Embora sem vínculo empregatício formal, Alex filmava cultos religiosos e dormia na igreja comandada pelo pastor Marcos. Ele se tornou testemunha-chave de uma investigação que durou um ano e meio. No dia 19 de maio passado, o inquérito sigiloso virou ação penal na Justiça do Rio de Janeiro. ÉPOCA obteve acesso a toda a documentação do processo. O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou o pastor Marcos (já preso, condenado por estupro) e Marcinho VP por associação ao tráfico de drogas. Encampou grande parte das declarações de Alex. Segundo o MPE, o pastor Marcos visitava Marcinho VP no presídio para tramar contra a pacificação das favelas. A partir de julho de 2012, aumentaram os ataques de bandidos armados às Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs. Onze policiais de UPPs foram mortos em serviço desde então, quatro apenas nos primeiros meses de 2014. Garotinho não é acusado na ação penal. Deputados só podem ser investigados com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

ENCONTRO O deputado Garotinho. Segundo denúncia, ele participou de uma reunião com o pastor Marcos (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)

ENCONTRO
O deputado Garotinho. Segundo denúncia, ele participou de uma reunião com o pastor Marcos (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)

Garotinho também não respondeu a ÉPOCA sobre suas relações com o pastor Marcos. Em depoimento prestado à Dcod, o pastor Marcos afirmou que ajudava Garotinho a obter apoio político “sem que o mesmo soubesse (sic)”. Dizia desejar um evangélico no poder. O pastor Marcos também disse à polícia que Garotinho, então secretário de Segurança Pública, o chamou para conter uma rebelião de presos em maio de 2004, com direito a transporte de helicóptero até a casa de custódia de Benfica. O motim resultou em 31 mortos, mas o pastor Marcos saiu do episódio como o mediador que evitara tragédia maior.

A relação entre o pastor Marcos e Garotinho parece ser mais profunda do que o depoimento faz supor. Para começar, o pastor Marcos não era um apoiador político tão discreto assim. Ele podia facilmente ser visto atrás de Garotinho nos palanques em 2010, como ocorreu num comício na Praça Floriano, no centro do Rio. Garotinho bancou – por meio de uma campanha sob suspeita de fraude – o projeto político do pastor Marcos nas eleições de 2010. Ele lançou a candidatura de um missionário de sua igreja a senador da República, o cantor Wagner Dias Bastos, conhecido como Waguinho. Waguinho tinha como suplente Allan Marinho dos Santos, irmão do pastor Marcos.

Oficialmente, Waguinho gastou durante a campanha R$ 211.600. Deste total, R$ 189.500 (90%) foram doados pela campanha de Garotinho a deputado e por seus aliados do PR, como mostram documentos da Justiça Eleitoral. Não se sabe se entrou dinheiro não declarado à Justiça. “As irregularidades apontadas impedem a verificação da origem dos recursos e despesas realizadas”, afirmam os integrantes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). As contas da campanha foram reprovadas. No dia 27 de novembro de 2010, um relato anônimo ao Disque-Denúncia – acusando o pastor Marcos de orquestrar ataques de bandidos no Rio – afirmou que a campanha eleitoral do cantor Waguinho fora patrocinada pelo tráfico. Uma das secretárias de Waguinho na campanha era Silvana Santos da Silva, irmã de Marcinho VP. Silvana também é tesoureira da igreja do pastor Marcos. Procurado por ÉPOCA, o cantor Waguinho não telefonou de volta.

Waguinho não foi eleito. Depois da campanha eleitoral de 2010, o pastor Marcos continuou a receber apoio de homens ligados a Garotinho. O primeiro a lhe dar a mão foi Álvaro Lins, chefe da Polícia Civil quando Garotinho foi governador do Rio de Janeiro. Em fevereiro de 2012, Lins participou de um culto na igreja do pastor Marcos, cantou, rezou e falou com missionários. “Não consigo entender como o sistema penitenciário do Rio não permite que o pastor faça o trabalho de evangelização nas carceragens. Tenho certeza que isso será revisto”, afirmou Lins, diante das câmeras da igreja. Lins disse ainda que, naquele dia, se tornara “um soldado à disposição da igreja”. Lins foi condenado a 28 anos de prisão em agosto de 2010. Ele é acusado de proteger a máfia dos jogos quando era chefe de polícia. No mesmo processo, a Justiça Federal condenou Garotinho a dois anos e seis meses de reclusão por formação de quadrilha. O recurso contra a sentença tramita no STF. “Fui à igreja (de Marcos) só uma vez em gratidão, porque o pastor, enquanto estive preso, fez uma corrente de oração. Ele faz esse trabalho nos presídios”, afirma Lins.

Em março de 2012, surgiram novas denúncias contra o pastor Marcos. O coordenador da ONG AfroReggae, José Junior, deu uma entrevista ao jornal Extra o acusando de estar envolvido com os ataques de bandidos no Rio em 2010. A AfroReggae atua no complexo de favelas do Alemão, antiga base de Marcinho VP. As declarações de José Junior levaram a Dcod a abrir a investigação que resultou na ação penal instaurada no mês passado. Em março de 2012, o pastor Marcos tentou, sem sucesso, obter uma cópia do inquérito. Alguns dias depois, recorreu a um advogado ligado a Garotinho. Ex-policial civil, filiado ao partido de Garotinho e ex-candidato a vereador, o advogado Carlos Fernando dos Santos Azeredo recebeu, no dia 28 de março de 2012, uma procuração do pastor Marcos para representá-lo em processos de qualquer tribunal. Após a prisão do pastor Marcos em maio de 2013, inicialmente sob a acusação de estupro, Azeredo entrou com pedido de habeas corpus para que o réu fosse transferido a uma cela especial. Dono de uma empresa que atua na área de investigação, Azeredo move inúmeras ações judiciais contra a cúpula da Segurança Pública do Rio. Ao mesmo tempo, advoga para aliados de Garotinho, incluindo Wladimir Matheus, filho dele.

Testemunhas ouvidas pela polícia no inquérito da Dcod afirmaram que o pastor Marcos incentivava rebeliões nos presídios para ser chamado a interferir nos conflitos. Ganhava, assim, destaque na imprensa e prestígio entre a bandidagem. Um ex-presidiário de Benfica, Norton Luiz Guimarães, disse à Dcod que foi uma facção criminosa que exigiu a presença do pastor Marcos para acabar com a rebelião de maio de 2004. O pastor Marcos só chegou ao presídio no terceiro dia do motim e ainda pediu aos detentos para a rebelião “render mais um pouco”, disse Guimarães no depoimento.

De acordo com os depoimentos prestados à Dcod, o pastor Marcos perdeu espaço e dinheiro nas comunidades pacificadas. “O interesse era financeiro”, afirmou Alex, a testemunha que filmava os cultos. Ele disse à polícia que a igreja do pastor Marcos recebia entre R$ 25 mil e R$ 35 mil do tráfico por culto realizado nas favelas. Outra testemunha, Rogério Ribeiro de Menezes, que chegou a ser braço direito do pastor Marcos na igreja, confirmou que havia pagamentos. A Dcod investiga se a igreja era usada para lavar dinheiro do tráfico.

DETETIVE O ex-chefe de polícia Álvaro Lins. Ele diz que investigou a vida do pastor Marcos e nada encontrou (Foto: Rafael Moraes/AJB/Futura Press)

DETETIVE
O ex-chefe de polícia Álvaro Lins. Ele diz que investigou a vida do pastor Marcos e nada encontrou (Foto: Rafael Moraes/AJB/Futura Press)

O pastor Marcos costumava visitar o traficante Marcinho VP na prisão. Em julho de 2011, o pastor Marcos desembarcou no aeroporto de Porto Velho, em Rondônia, e seguiu para a penitenciária federal, a 50 quilômetros da cidade. O pastor Marcos entrou no presídio com Rogério. Marcinho VP anunciou que desejava transferência para cadeia de outro Estado. “Vocês podem colaborar nesse sentido”, afirmou, segundo Rogério. O pastor Marcos engatou uma oração: “Deus tem um projeto intenso na dor do Marcinho, do Fernandinho Beira-Mar e outros tantos. Esse projeto, Senhor, que tu me chamaste para fazer selar. Senhor (quero) traçar estratégias porque tem um império unido para nos derrotar. Não vai acontecer. Amém”. A administração da penitenciária federal grava conversas entre presos e visitantes. Equipes de segurança analisam e transcrevem diálogos suspeitos de conter recados para criminosos em liberdade. O relatório sobre a visita do pastor Marcos foi enviado à Dcod.

Com base nas gravações, o MPE afirma que o pastor Marcos, “sob o manto de aconchego espiritual”, foi mensageiro de ordens cifradas, repassadas a bandidos em liberdade – para ações contra “a implantação da política de pacificação, a ocupação pela PM de favelas dominadas pelo tráfico”. No entendimento do MPE, Marcinho VP usou o pastor Marcos como “pombo-correio” para orientar criminosos a atacar as sedes das UPPs, os policiais lotados nas unidades e também a ONG AfroReggae, no Complexo do Alemão.

Os advogados do pastor Marcos negam ligação dele com o tráfico de drogas e com a trama contra a pacificação. “É absurdo e chega às raias da leviandade imaginar que o pastor tratou de crimes com Marcinho VP”, disseram os advogados. Lins foi apresentado como testemunha de defesa do pastor Marcos  à Justiça no final de 2013. Ele diz que, quando exercia o cargo, “revirou do avesso” a vida do pastor Marcos e não achou prova de associação ao tráfico, afirmam os advogados. Eles afirmaram desconhecer reunião do pastor Marcos com Garotinho às vésperas das eleições em 2010.

Um relatório da Secretaria de Segurança Pública, datado de setembro de 2011, já identificava os obstáculos à pacificação. O documento relata a existência de um “grupo, formado por policiais civis, inclusive delegados, e políticos”, que tem como objetivo “desestabilizar o secretário de Segurança”, José Mariano Beltrame. A ação visa à “reorganização do poder e de cargos de chefia na Polícia Civil, a fim de atender interesses escusos”. O documento não cita nomes. Garotinho entrou com uma reclamação no STF. Para ele, o relatório se refere a uma investigação ilegal contra ele.

ÉPOCA publicou em fevereiro passado evidências de que Garotinho atua como uma espécie de sabotador político das UPPs, em conjunto com Lins. De acordo com autoridades da Secretaria  da Segurança Pública, a dupla usa como armas a produção e divulgação de dossiês, espionagem e intimidação contra autoridades envolvidas na pacificação. Logo após a publicação da reportagem de ÉPOCA, a Justiça Estadual condenou Garotinho a pagar indenização de R$ 60 mil a Beltrame, por acusações publicadas em seu blog. Beltrame reclamou que Garotinho chegou a publicar o endereço dele e da família e o expôs a riscos. A sentença criticou os inúmeros comentários anônimos postados no blog. A reprimenda não intimidou Garotinho. Após a morte de um policial militar da UPP, em março deste ano, um leitor não identificado escreveu: “Daqui pra diante, a tendência é de muitas mortes de PM. Escutem o que estou dizendo”.

PSC oficializa candidatura de Pastor Everaldo à Presidência

Pastor Everaldo é oficializado candidato à Presidência pelo PSC

Pastor Everaldo é oficializado candidato à Presidência pelo PSC

Mario Cesar Carvalho, na Folha de S.Paulo

O pastor Everaldo Pereira, 58, foi escolhido no final da manhã deste sábado (14) candidato à Presidência da República em convenção do PSC (Partido Social Cristão) realizada em São Paulo.

Em discurso, ele criticou a administração de Dilma Rousseff (PT), do qual o seu partido fez parte da base aliada até março deste ano, classificando-a de “um governo ausente, omisso e incompetente”.

“Hoje 74% dos brasileiros querem mudança. A nossa é a única candidatura que representa mudança. Vamos inverter a lógica desse governo que, em vez de servir o cidadão, se serve do cidadão”, afirmou.

Pereira é o destaque entre os nanicos e aparece como terceiro colocado na última pesquisa Datafolha, feita no começo de junho, com 4% das intenções de voto.

Com esse percentual, ele está empatado tecnicamente com Eduardo Campos, pré-candidato à Presidência do PSB, que tem 7%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, pastor Everaldo pode estar com 6%, e Campos com 5%.

A maior estrela do partido, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), só apareceu quando a convenção estava acabando e não discursou. A coordenação de comunicação do PSC disse que ele só apareceu nos últimos minutos porque tinha outro compromisso.

O candidato é pastor da Assembleia de Deus, do Ministério Madureira, nasceu numa família do Rio de Janeiro cujo pai era feirante. Seu programa defende um Estado mínimo e investimentos em educação básica.

Cerca de 5.000 pessoas aparecem na Assembleia Legislativa para acompanhar a convenção, segundo a assessoria do partido.