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Irmã Wanda: A trollagem de Glória Perez

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Com 45 pontos de audiência no último capítulo, “Salve Jorge” finalmente chegou ao fim. Como revela matéria publicada no UOL, uma das cenas foi cuidadosamente ocultada de todo o elenco. Trata-se do momento em que a vilã Wanda (Totia Meirelles) diz à Lívia (Claudia Raia) na prisão: “Eu aceitei Jesus”.

Como o repórter do UOL (e o Brasil todo) inferiu, Glória Perez parece ter matado duas ovelhas dois coelhos com apenas uma cacetada: momento “revenge” com os crentes equivocados que tentaram boicotar a novela desde o início e, claro, alusão pra lá de óbvia a Guilherme de Pádua por motivos que todos sabem.

No Twitter, “Irmã Wanda” foi um dos assuntos + comentados e logo surgiram várias montagens com a personagem. Confiram alguns tuítes e imagens.

  • “Rosas são vermelhas, violeta são azuis, Lívia ficou na pior e eu aceitei Jesus”
  • O Bonde da irmã Wanda é a nova sensação e pra começar chama a Lívia pra pregação vai fazendo oração
  • ATENÇÃO a irmã Wanda convoca todas as meninas para uma missão ungida na Turquia. Interessadas esperar ela sair da cadeia,oh glórias…
  • Pau que nasce torto, Jesus endireita, menina que requebra mãe, Bíblia na cabeça (Irmã Wanda Lispector)
  • De ontem pra cá, criaram tanto perfil da irmã Wanda que já dá pra abrir uma igreja!
  • Irmã Zuleide é pros fracos, os fortes vão ver a Irmã Wanda pregando a palavra.

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dica do Israel Anderson, Tom Fernandes e vários tuiteiros.

Diário de Pernambuco distorce o que Marina Silva disse sobre Marco Feliciano ontem, em Recife

A ex-senadora foi chamada pelo jornal de “ex-verde e conservadora”

Foto:Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Publicado na fan page de Marina Silva

O jornal Diário de Pernambuco distorce o que Marina Silva disse sobre o deputado Marco Feliciano ontem, em Recife.

Durante palestra na Unicap, Marina repetiu as criticas que tem feito ao deputado desde que ele assumiu a Comissão de Direitos Humanos na Câmara.

No link, matéria do G1 (publicada em 5/4/) sobre o que disse Marina na palestra.

Logo mais, às 15h, Marina Silva comentará sobre este assunto na entrevista que dará, ao vivo, ao programa CBN Total de Pernambuco e que pode ser acompanhada aqui:

Abaixo, o texto publicado no Diário de Pernambuco

título original: Em agenda no Recife, Marina Silva sai em defesa do pastor Marco Feliciano

A ex-verde declarou que o parlamentar estava sendo “hostilizado mais por ser evangélico do que por suas declarações equivocadas”.

A virtual candidata do novo partido Rede Sustentabilidade à Presidência da República nas eleições de 2014, a ex-senadora Marina Silva saiu em defesa do atual presidente da Comissão de Direitos Humanos, o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC). Na noite desta terça-feira (14), diante de um auditório repleto de estudantes na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), a ex-verde declarou que o parlamentar estava sendo “hostilizado mais por ser evangélico do que por suas declarações equivocadas”.

“Não gosto como este debate vem sendo conduzido (legalização do aborto e casamento gay). Hoje, se tenta eliminar o preconceito contra gays substituindo por um preconceito contra religiosos”, defendeu. Segundo ela, Marco Feliciano entra neste “jogo de injustiças”, e claro, pode se tornar uma das vítimas nesta inversão de valores. “Feliciano está sendo mais hostilizado por ser evangélico que por sua declarações equivocadas”, completou, afirmando ainda que gostaria que um ateu fosse julgado pelo que disse e não pelo fato de ser ateu.

Feliciano é acusado de estelionato e o crime será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar também defende que os gays são pessoas “doentes” . Na Comissão de Direitos Humanos, o religioso colocou em pauta o projeto polêmico que defende a “cura” dos homossexuais. O pastor ainda confrontou o movimento negro ao afirmar, em redes sociais, que os descendentes dos africanos são “amaldiçoados” segundo a Bíblia.

Candidata à Presidência nas eleições de 2010, Marina foi alvo de polêmicas sobre suas pautas conservadoras. A ex-senadora se posicionava contra o casamento gay, a legalizações do consumo da maconha e da prática do aborto. Algumas pautas, inclusive, eram defendidas, na época, por alguns membros históricos do PV, partido em que Marina se desfilou após ser derrotada no primeiro turno das eleições com um saldo de 19,5 milhões de votos (19,4% dos votos válidos).

Na palestra intitulada “Democracia e Sustentabilidade”, a possível candidata também debateu temas sociais e econômicos. Defendeu que além de uma crise mundial, o planeta é vítima de uma “crise civilizatória” pelo qual todos os povos passam, que é fruto da ênfase no fazer e não do ser.

“Não temos em quem se espelhar como modelo de como passar por uma crise civilizatória. Egito, Grécia e Roma passaram por essa crise e não conseguiram superar. A diferença é que hoje a crise da civilização envolve todo o planeta. Mas temos uma vantagem. Desconfio que eles não perceberam que estavam em crise e tentavam apagar o fogo com gasolina. Nós podemos evitar isso”.

Maria Gadú critica pastor Marco Feliciano durante show em Salvador

Cantora dedica música polêmica a deputado acusado de racismo e homofobia

O disco 'Mais uma Página', lançado em dezembro de 2011, traz 14 faixas, sendo oito delas de composição da cantora, e conta com participações especiais. (Fotos: Fabrine Maselli)

O disco ‘Mais uma Página’, lançado em dezembro de 2011, traz 14 faixas, sendo oito delas
de composição da cantora, e conta com participações especiais.
(Fotos: Fabrine Maselli)

Henrique Brinco, no iBahia

A cantora Maria Gadú soltou o verbo contra o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) durante o show deste domingo (10), na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador. O espaço, com capacidade de receber até cinco mil pessoas, estava quase lotado.

Gadú cantou a polêmica canção ‘Podres Poderes’ e a dedicou ao pastor, acusado de racismo de homofobia. “Essa música é para a p**** do deputado Feliciano, que de feliz não tem nada”, disse, sendo ovacionado pela multidão. A apresentação faz parte da turnê ‘Mais uma Página’, que já passou por várias capitais do Brasil.

O repertório do show passeou entre as canções inéditas do novo disco e sucessos anteriores, como ‘Linda Rosa’, ‘A História de Lily Braun’ e ‘Dona Cila’. Além da bela interpretação de ‘Oração ao Tempo’, tema de abertura da novela ‘A Vida da Gente’ (TV Bahia/Globo).

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‘Chorão sabia que precisava de Deus’, diz Rodolfo, ex-Raimundos

Roqueiro evangélico lembra amizade e conversa sobre religião com Chorão.
Para ele, cantor expressou ‘busca por algo mais do jeito dele’; veja letras.

Rodolfo e Chorão conversam no camarim de um show em Belo Horizonte, em 2003. Rodolfo diz que recebeu esta foto de um amigo na quarta (6), dia que o cantor foi achado morto, e lembra: 'Contei minha experiência com Deus (...) Ele estava ouvindo, não me julgou' (Foto: Arquivo pessoal)

Rodolfo e Chorão conversam no camarim de um show em Belo Horizonte, em 2003. Rodolfo diz que recebeu esta foto de um amigo na quarta (6), dia que o cantor foi achado morto, e lembra: ‘Contei minha experiência com Deus (…) Ele estava ouvindo, não me julgou’ (Foto: Arquivo pessoal)

Braulio Lorentz e Rodrigo Ortega, no G1

“Eu gostaria de olhar nos olhos do Chorão e falar alguma coisa que tocasse o coração dele. Infelizmente eu não posso mais”, diz Rodolfo Abrantes, ex-vocalista dos Raimundos, hoje músico evangélico, sobre o cantor do Charlie Brown Jr encontrado morto na quarta-feira (6).

Rodolfo falou ao G1 por telefone sobre a época em que Chorão era “um dos poucos que podia dizer que era amigo” entre a geração de bandas dos anos 90, na qual Raimundos e Charlie Brown Jr se destacaram. Ele também destacou o interesse de Chorão pela conversão religiosa do roqueiro evangélico, no início da década passada.

“Chorão estava ouvindo, absorvendo, não me julgou”, diz sobre a conversa de 2003, registrada em foto que ele recebeu no celular no dia da morte do cantor.

G1 – Qual era sua relação com o Chorão?
Rodolfo Abrantes – O Chorão era um dos poucos caras que eu podia dizer que era meu amigo das bandas daquela época da década de 90. Ia na minha casa, eu ia na dele. Chegou até a me dar um skate, saíamos juntos. E tocávamos juntos, fazíamos shows. Gostava muito dele porque era uma pessoa real. Não era um personagem, ele era aquela figura. Ainda que você não concorde muito com coisas que pessoas fazem, tem que admirar quando elas são verdadeiras, esse é um terreno sagrado.

G1 – Você já falou que o Chorão pediu para que você pregasse para ele. Como aconteceu isso?
Rodolfo Abrantes - Quando comecei a ter minhas experiências com Deus, saí do Raimundos e minha vida mudou. Reencontrei o Chorão em show em Belo Horizonte, com Charlie Brown e Rodox, em 2003. No camarim ele chegou para mim, puxou numa cadeira, distante de outras pessoas, e falou: “Conta como foi a parada”. É interessante, porque ontem mesmo eu recebi uma foto dessa conversa. Eu contei como foi a minha experiência com Deus. Achava fantástico isso no Chorão: ele estava ouvindo, absorvendo, não me julgou. Dava pra ver que percebeu a diferença na minha vida e queria saber o que estava acontecendo.

Rodolfo também falou com o G1 sobre as letras de Chorão e sobre a o seu potencial para “levar multidões para Cristo”. Na discografia do Charlie Brown Jr, há doze músicas em que Deus é citado diretamente (veja as principais ao lado). Chorão gostava de “trocar uma ideia com Deus”, frase usada por ele para batizar a faixa bônus que fecha o disco “Preço curto, prazo longo”, de 1999.

Quando se pensa nas letras de Chorão, a primeira imagem talvez seja do rapaz sem dinheiro e desbocado que corteja uma “princesa”. Esse é o caso dos hits “Proibida pra mim”, “Vícios e virtudes”, “Tudo o que ela gosta de escutar” e “Champanhe e Água Benta” (do verso “Toda patricinha adora um vagabundo”). Na mesma música, dizia que sua vida era “tipo um filme de Spike Lee: verdadeiro, complicado, mal-humorado e violento”, em alusão ao diretor norte-americano.

Há no cancioneiro do grupo, porém, temas que remetem a questões menos materiais. Chorão volta e meia menciona “o dom natural” que ele tem para se comunicar (expressão citada em “Uma criança com o seu olhar”). O letrista também falava bastante sobre os problemas que enfrentou antes do sucesso. Em “Não viva em vão”, cantava sobre estar só. “A vida já me derrubou, a vida já me deu abrigo / Mas a vida já me situou, que a solidão não faz sentido”, dizia Chorão na música.

A morte do pai, em 2001, inspirou versos sempre emotivos, como os de “Lugar ao Sol”. Na canção, cantava que “azul a cor da parede da casa de Deus”. Em “Pontes indestrutíveis”, afirmava: “Tomo cuidado pra que os desequilibrados não abalem minha fé pra eu enfrentar com otimismo essa loucura”. E completava: “Os homens podem falar, mas os anjos podem voar”.

G1 – O Chorão fez várias músicas que citam Deus. Isso já te chamou atenção?
Rodolfo Abrantes -
O Chorão não tinha nenhuma rejeição à coisa de Deus. Só não se sentia confortável com religião. Eu lembro nessa conversa, em Belo Horizonte, que ele me mostrou a música em que canta “azul é a cor da parede da casa de Deus” ["Lugar ao sol", de 2001]. E cantou inteira. É uma musica muito bonita. Não bíblica, mas sobre a impressao dele de Deus. Existia uma sede dele de algo mais, existia uma consciência de que o que ele precisava era Deus, e do jeito dele, fez muito bem.

Fiquei muito triste ao saber da morte dele, porque eu tinha certeza que um dia ele ia fazer uma coisa que o tirasse da depressão. Infelizmente agora não pode fazer mais nada. Os fãs do Charlie Brown têm uma maneira muito sadia e muito nobre de honrarem a história do Chorão: fazendo escolhas que os levem para perto de Deus, para a parte da luz. As pessoas podem honrar a morte dele, em memórias, se fizerem escolhas boas, que edifiquem. E vivam.

G1 – Você também já falou em uma entrevista que “se esse cara [Chorão] começar a falar de Jesus, você vai ver multidões vindo para Cristo”. Por quê?

Rodolfo Abrantes – Deus deu dons para as pessoas. Ele tinha o dom da palavra. O que o Chorão falava a galera seguia. As pessoas estavam muito perto dele. Todo mundo vibrava, as músicas eram cantadas em coro. Se tivesse experiências com Deus ele levaria muita gente para Cristo.

G1 – Qual foi a última vez que viu o Chorão?
Rodolfo Abrantes –
A última vez foi em 2007. Eu fui gravar um CD ao vivo em São Paulo. A gente tinha muitos amigos em comum, um dele é o Tarobinha, skatista profissional, e hoje faz parte da mesma igreja que eu. Ele convidou o Chorão, ele estava em Santos. Ele pegou o carro dele, foi lá ao show, a gente conversou bastante e eu fiquei muito feliz de vê-lo ali.

G1 – O Digão e o Canisso [ex-companheiros de Rodolfo no Raimundos] foram ao velório. Você gostaria de ter ido também?

Rodolfo Abrantes - Eu estou [em João Pessoa] pregando todos os dias desde sexta. só vou voltar no domingo. Realmente, não tinha condições de ir. Mas, sinceramente, velório é para dar abraço nos familiares e amigos. Na minha despedida dele, eu gostaria de olhar nos olhos do Chorão e falar alguma coisa que tocasse o coração dele. Infelizmente eu não posso mais.

G1 – O Renato Pelado [ex-baterista do Charlie Brown, hoje também músico evangélico] ainda faz parte da mesma igreja que você?
Rodolfo Abrantes -
Ele está na Bola de Neve. Mas há um ano estou congregando em outro ministério. Mas o Pelado está firme lá. Tenho muitos amigos e ele está muito firme, muito feliz. É alguém que deve estar sofrendo muito pela morte do Chorão.

Xuxa se revolta contra Marco Feliciano

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Luiza Maia, no Diário de Pernambuco

A apresentadora Xuxa publicou um desabafo contra o pastor Marco Feliciano, eleito nesta quinta-feira como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

“Esse “deputado disse que negros, aidéticos e homosexuais não têm alma. Existem crianças com aids. Para este senhor elas não têm alma??????
O que é isso meu povo?”, disse a Rainha dos Baixinhos.

O texto foi publicado na página oficial de Xuxa no Facebook, por volta das 13h30. Em apenas uma hora, 14 mil pessoas curtiram e outras 4 mil compartilharam o desabafo.

O pastor é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de estelionato. Ele é acusado de ter inventado um acidente no Rio de Janeiro para justificar a ausência em evento no Rio Grande do Sul, para o qual já havia recebido cachê, passagens e hospedagem.

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PS: Em 2011, Marco Feliciano parabenizou a apresentadora e a ministra Maria do Rosário em função de acordo assinado para o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no Turismo. Leia aqui o discurso do deputado.