Criado site para ‘cristãos praticarem swing’

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Fernando Moreira, no Page not Found

Um novo site de paquera chamado CHRISTIANSwingers está deixando a comunidade religiosa de cabelo em pé: ele foi criado para aproximar casais cristãos interessados em swing!

De acordo com a diretriz do site, o CHRISTIANSwingers foi desenvolvido para “satisfazer as necessidades daqueles que são como você: devotados casais cristãos que ainda querem ter uma vida sexual ativa e compartilhá-la com outros casais de boa fé”.

E acrescenta:

“Para os swingueiros cristãos as coisas não são fáceis – geralmente, outras pessoas religiosas os julgam, com ignorância e inveja, dizendo que o estilo de vida e essa prática de amor estão errados. Mas a Bíblia nos ensina: não julgue para não ser julgado. E há aquele versículo que fala sobre a primeira pedra”.

O site oferece perfis de casais cristãos, como Paul e Betty, na foto acima.

Em entrevista ao “Christian Post”, Louise Nielsen, conselheira cristã e especialista em saúde mental, afirmou que a prática do swing “não é bíblica, é pecaminosa e perigosa”.

No Facebook, a desaprovação também foi grande.

dica da Rina Noronha

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São Bernardo do Campo é do Senhor Jesus?

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A avenida Lucas Nogueira Garcez, em São Bernardo do Campo

Publicado na Carta Capital

São Bernardo do Campo é do Senhor Jesus. Ao menos essa é a visão do vereador Rafael Demarchi (PSD), que conseguiu o apoio de quase todos os 27 colegas da Câmara para aprovar um projeto que previa a instalação de placas em diversos locais do município, na Grande São Paulo, com esses dizeres. O prefeito, Luiz Marinho (PT), no entanto, considerou inconstitucional a medida, apresentada em junho e apoiada pela bancada petista, e a vetou.

Demarchi é evangélico e frequenta a Igreja Bola de Neve no ABC paulista. “Fui o vereador mais ajudado por igrejas evangélicas em toda a região. Havia uma demanda dos evangélicos e de muitos pastores por essa medida”, diz o vereador. “Em São Bernardo, cerca de 90% das pessoas são católicas ou evangélicas. A proposta visava homenagear Jesus e não uma religião. A cidade já homenageou tantas pessoas, incluindo Mussolini, que era um ditador.”

O texto previa a instalação “direta ou por meio de parcerias” de placas com a inscrição religiosa nas principais vias de acesso à cidade. Elas deveriam ser colocadas, especialmente, na avenida Pereira Barreto, limite de municípios com Santo André; na Avenida Piraporinha, limite com Diadema e na Via Anchieta, no quilômetro 18. As despesas entrariam no orçamento da cidade.

Segundo Marinho, o projeto era “claramente inconstitucional”, pois traria gastos aos cofres públicos de um Estado laico por motivo religioso. “O objetivo da proposição era prestar uma homenagem, valorizar o trabalho dos evangélicos. Mas acredito que o resultado atingido seria outro. Como reagiriam os católicos, o pessoal de umbanda, candomblé, os muçulmanos (que são muitos na cidade), os sem religião? Cada um ia querer a sua placa”, disse Marinho a CartaCapital. “Não cabe a mim fomentar disputas religiosas.”

No projeto, o vereador justifica a validade da medida afirmando que o Brasil é o maior país cristão do mundo. “Talvez até fora de tempo, mas sempre em tempo, nossa cidade homenageia o Filho de DEUS, JESUS, o Cristo. A ELE toda honra e toda glória. Considerando-se a relevância da matéria, estas são as razões pelas quais esperamos contar com o apoio dos Nobres Pares para a aprovação deste Projeto de Lei”, diz o texto.

Para Demarchi, a proposta não viola as leis, pois o custo de cerca de 4 mil reais seria pago por um empresário. “Se formos analisar inconstitucionalidade por ser um Estado laico, teríamos que mudar nomes de praças, ruas e bairros que fazem referência a temas religiosos.”

Antes de vetar a medida, o prefeito avisou o vereador e se reuniu com um grupo de pastores evangélicos. “Todos que vieram compreenderam a situação. Um grupo de pastores apoiou o veto por achar que não caberia esse tipo de manifestação e que ela não contribui para a cidade”, conta Marinho.

Segundo o vereador, o projeto poderia ajudar a recuperar “valores familiares perdidos durante os anos” e não violaria o Estado laico. “Essa sempre será uma questão de interpretação do que isso significa o laicismo. O Estado é laico e não vai defender nenhuma religião, mas uma placa de homenagem não é defesa.”

A cidade, rebate o prefeito, precisa respeitar a todos sem provocar debate com viés de confronto religioso. “Isso não combina com o nosso país e com a sociedade plural que defendemos”, diz Marinho.

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Católicos de Varginha reclamam de vigília evangélica durante festa do papa

Fiéis da Igreja Evangélica Monte Sião participaram de uma vigília na véspera e durante o dia da chegada do papa

Moradores da comunidade de Varginha em Manguinhos, se preparam para receber o Papa Francisco - (foto: Heitor Feitosa/Veja)
Moradores da comunidade de Varginha em Manguinhos, se preparam para receber o Papa Francisco – (foto: Heitor Feitosa/Veja)

Élcio Braga, no iG

Nem todo mundo recebeu o Papa Francisco de braços abertos nesta quinta-feira pela manhã na Comunidade da Varginha, em Manguinhos, na zona norte do Rio. Fiéis da Igreja Evangélica Monte Sião participaram de uma vigília às vésperas da chegada do Santo Padre. O templo fica exatamente em frente ao campo de futebol, onde Francisco discursou para os católicos. Foram em vão os apelos para que o culto terminasse.

Policiais estiveram no templo para convencer os pastores a interromper a vigília. Três agentes entraram na igreja e demoraram a sair. “Os policiais que entraram devem ter aceitado Jesus e se juntaram aos evangélicos”, provocou uma moradora, sem se identificar.

Quando o papa chegou à Varginha, o volume do som foi reduzido. Mas cânticos e louvores permaneceram mesmo durante o discurso papal. “Tem gente que não conseguiu dormir. O som estava alto demais”, lamentou o marítimo Alexandre Pereira, 42 anos, hospedado na casa de amigos, bem em frente ao culto evangélico.

Católico, Alexandre acredita que a vigília havia sido convocada só para os fiéis da denominação não terem como ver o papa. “Peço ao papa que os abençoe também”, observou o peregrino, defendendo a união de todas as religiões.

A reportagem do iG tentou ouvir uma representante da Monte Sião, mas ela alegou não ter tempo para falar. Obreiros que cuidavam do portão de acesso ao templo não permitiam a entrada de quem não fosse membro. Eles não quiseram comentar se a vigília seria uma resposta à visita do Papa Francisco. O templo fica na rua Carlos Chagas, a principal da comunidade, por onde o papa iniciou a visita.

A aposentada Arilda Cruz, 71 anos, reclamou da vigília evangélica durante a recepção ao papa. “Se a festa fosse dos evangélicos, duvido que os católicos fariam isso. Mas não são todos os crentes que agem assim”, ponderou.

dica do Ailsom F. Heringer

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Vereadores evangélicos rompem com Haddad e agora querem CPI

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Publicado originalmente no Estadão

Após o prefeito Fernando Haddad (PT) vetar hoje a brecha aprovada pela Câmara Municipal que reduzia regras e a exigência de documentação para a construção de novos templos religiosos, a bancada evangélica ajuda a oposição neste momento a aprovar a CPI dos Transportes, em sessão tensa realizada no Palácio Anchieta. Os vereadores Souza Santos (PSD) e Jean Madeira (PRB), pastores da Igreja Universal, se rebelaram contra os governistas em plenário. Estudantes e líderes do Movimento Passe Livre acompanham os trabalhos e pedem a instalação da investigação.

“Tem de ter palavra. Eu tenho palavra com o governo e com a população”, disparou Madeira, visivelmente exaltado. Segundo os evangélicos, havia acordo com o governo para a sanção do artigo do Projeto Simplificado que estendia para igrejas o fim de regras criadas para desburocratizar a construção de imóveis comerciais e residenciais para até 600 pessoas. Mas Haddad sancionou a lei, publicada hoje no Diário Oficial da Cidade, e vetou o artigo que favorecia as igrejas.

Santos é o mais nervoso no plenário e já chegou a discutir com os colegas governistas Arselino Tatto (PT) e Police Neto (PSD). Eduardo Tuma (PSDB), líder da Frente Parlamentar Cristã, que conta com 17 dos 55 vereadores, conseguiu a adesão de outros evangélicos governistas para a CPI, como o de Sandra Tadeu (DEM) e de Edir Sales (PSD). Líder do PHS, Laércio Benko também se rebelou da base governista após o veto do prefeito.

O governo e a bancada do PT, com 11 vereadores, tenta a todo custo barrar a criação da comissão. “Não existem argumentos sólidos e nem denúncia nova para que seja criada uma comissão”, argumenta Arselino Tatto (PT), líder da gestão Haddad. A ordem no governo é tentar antecipar a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e fechar o Legislativo para recesso até agosto. Líderes de perueiros, Senival Moura (PT) e Milton Leite (DEM) tentam ajudar o governo a barrar a comissão.

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Souza Santos (PSD), da Igreja Universal: bancada evangélica ajuda aprovar CPI após Haddad vetar benefício para templos

Na reunião do colégio de líderes, Tatto foi vaiado pelos estudantes após defender o voto contra a CPI. “É difícil ver que o Partido dos Trabalhadores, ao invés de ficar do lado do povo, prefere ficar do lado dos empresários, protegendo eles”, disparou. “Já vamos avisando que protesto para nós não tem recesso.”

As chances de a CPI ser aprovada hoje, porém, são remotas. O Passe Livre, com cerca de 20 representantes nas galerias da Câmara, grita que “amanhã vai ser maior” a presença do grupo.

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