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Eventos evangélicos constrangedores

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Menino prodígio fantasiado de pastor, pregando. (Como não ter vergonha alheia pelos pais ou líderes que deixam esse tipo de excrescência e pela multidão imbecilizada que ainda consegue gritar glória a Deus?)

Marcha para Jesus em São Paulo. (Carnaval-gospel-fora-de-hora acontece em outras cidades, mas nenhum consegue ser tão ruim quanto o paulista).

Pastor entrevistando demônio. (Além de considerar desprezível o que um demônio tenha para dizer, essa bizarrice é uma violência contra a dignidade humana).

Evangelista empetecado que promete prosperidade. (Tais mercadejadores da esperança merecem povoar a esfera mais baixa do mundo subterrâneo de Dante).

Profecia em programa de rádio. (O pastor chuta; diz em pleno programa que algum motorista, ouvinte do programa, está triste. Depois, fala o recado que Deus mandou. É tão patético que acerta todas as profecias).

Conferência missionária que culpa a idolatria pela miséria na Africa. (Pessoas que nada sabem sobre os danos do colonialismo praticado por nações ditas cristãs não merecem atenção. Como responder ao argumento de que os Estados Unidos ficaram ricos porque são uma nação cristã?).

Testemunho de cura divina em cruzada evangelística. (Que tristeza ouvir a velhinha contar que foi curada de caroço, dor nas pernas e da coluna! Os que têm o dom de cura deveriam dar plantão na ala dos indigentes do Hospital do Câncer ou em clínica de hemodiálise).

Sermão entrecortado com língua estranha. (Será que a platéia não percebe o exibicionismo?).

Político se convertendo em ano eleitoral. (Que mico. Nojo se mistura com vergonha!)

(Tem muito mais…)

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

Por votos, Garotinho se apresenta como ‘guia espiritual’, diz procurador

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Publicado na Folha de S. Paulo

Em ação protocolada nesta semana, o Ministério Público eleitoral acusou o pré-candidato do PR ao governo do Rio, Anthony Garotinho, de se apresentar como “guia espiritual” para conquistar votos de evangélicos.

O procurador Maurício da Rocha Ribeiro pediu que o deputado seja proibido de cadastrar fiéis e distribuir kits com livros e camisetas. Nos brindes, ele assina mensagens de teor religioso como “Irmão Garotinho”.

A representação se baseia em reportagem publicada
pela Folha no último dia 5. O deputado aposta no eleitorado evangélico para voltar a governar o Estado, que tem o menor percentual de católicos (45,8%) do país.

Para o Ministério Público, Garotinho é “notório” pré-candidato a governador e usa o programa “Palavra de Paz”, no qual se dirige a fiéis, como arma de propaganda eleitoral antecipada.

O procurador também acusa o deputado de burlar a lei eleitoral ao distribuir brindes a quem acessa seu site e ouve seus programas de rádio, transmitidos por emissoras AM. Só podem se cadastrar no programa de Garotinho fiéis com domicílio no Estado do Rio, onde ele disputará a eleição para governador em outubro.

“Busca-se exaltar, em ano eleitoral, mesmo que por meio de conotação religiosa, a figura do representado Garotinho, que busca fixar sua imagem através da provisão de bens aos possíveis eleitores”, diz a ação.

O Ministério Público pede que o deputado seja punido com multa de R$ 5.000 por dia caso continue a cadastrar fiéis e distribuir brindes com seu nome. Como a representação inclui um pedido de decisão liminar, o caso deve ser julgado nos próximos dias pela Justiça Eleitoral.

Esta será a oitava ação contra Garotinho por propaganda eleitoral antecipada desde o ano passado. Os pré-candidatos Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Lindbergh Farias (PT) já foram alvo de sete ações cada um. De acordo com a lei eleitoral, os políticos só podem pedir votos a partir de 5 de julho.

OUTRO LADO

A assessoria de Garotinho informou que ele só se pronunciará depois de ser notificado. Em dezembro, o deputado negou que o cadastro de fiéis tenha finalidade eleitoral. “Isso não tem nada a ver com campanha, e o livro que eu envio não tem nenhuma conotação política.”

O ex-governador também se disse surpreso com o fato de o seu site só aceitar o cadastro de evangélicos com domicílio no Rio. No entanto, a regra continuava a valer até ontem.

Praticantes de candomblé e evangélicos se unem contra intolerância religiosa

Isabela Vieira, da Agência Brasil [via Rede Brasil Atual]

© wanessadealmeida.com.br / reprodução

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Rio de Janeiro – Líderes do candomblé, da umbanda e de uma igreja evangélica neopentecostal se reúnem em um mesmo evento na próxima sexta-feira (24) para celebrar a convivência entre os credos e a liberdade religiosa. Organizado pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), o show Cantando a Gente se Entende terá apresentações musicais de de várias religiões.

O evento marca as comemorações do Dia Nacional da Liberdade Religiosa, celebrado hoje (21) e criado em homenagem à sacerdotisa do candomblé Gildásia dos Santos –ela foi vítima de perseguição por uma igreja neopentecostal e sofre um infarto ao ser acusada de charlatanismo, em 2000.

Nos últimos anos, o interlocutor da CCIR, babalaô Ivanir dos Santos, avalia que fiéis de religiões diferentes se tornaram mais tolerantes, mas que, institucionalmente, igrejas ainda são hostis a segmentos religiosos de matriz africana, principalmente. “Satanizam nossas crianças na escola, demonizam nossa cultura religiosa e popular como o samba, a capoeira e nossos rituais”, disse.

Instalada no Brasil há 12 anos, a Igreja Evangélica Voz de Deus, da corrente neopentecostal, será a primeira a se juntar ao evento da comissão. O pastor presidente Ayo Balogun, de origem nigeriana, avalia que é preciso vencer as barreiras do preconceito no Brasil. “As igrejas têm que unir os seres humanos e não deixar de amar pessoas que não praticam a mesma fé que a nossa”, declarou.

Para Ivanir dos Santos, a adesão da igreja de Ayo Balogun à comemoração é o primeiro passo para sensibilizar outras igrejas a se juntar contra a intolerância religiosa. “O gesto desse pastor é uma semente que tende a crescer porque muitos evangélicos não têm postura preconceituosa”, disse.

O Cantando a Gente se Entende começa na sexta-feira a partir das 18h, em frente ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia, no centro da cidade. Estão confirmadas a presença do ogan Tião Casemiro, ogan Taina, padre Omar e banda Afro Gospel. O arcebispo da cidade do Rio, Dom Orani Tempesta, nomeado cardeal na semana passada, foi convidado, mas ainda não havia confirmado presença até o fechamento desta matéria.

Hoje, sacerdotes de várias religiões integrantes da CCIR  participam de um culto ecumênico no Templo Religião de Deus, em Campo Grande, na zona oeste carioca. Além de candomblecistas, umbandista e neopentecostais, são esperados espíritas, muçulmanos, budistas, ciganos, praticantes de wicca e seguidores da Fé Bahá’i e hare krishnas.

Garotinho cadastra eleitores evangélicos e distribui kits

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Bernardo Mello Franco, na Folha de S.Paulo

“Ficamos combinados assim: eu oro por você e você ora por mim.” Este é o lema da rede montada pelo deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) para se fortalecer no eleitorado evangélico no Rio.

Líder nas pesquisas para a disputa do governo do Estado, ele começou a organizar um cadastro para distribuir brindes aos fiéis que ouvem seus programas de rádio.

Cada inscrito ganha um kit com livro, camiseta e carteirinha personalizada com a foto do ex-governador. O pacote, enviado de graça pelo correio, inclui uma carta de boas-vindas assinada pelo “Irmão Garotinho”.

“A oração é a chave que move o coração de Deus. Creia nisso!”, pede o deputado na mensagem aos fiéis.

O formulário deixa claro que só pode se inscrever quem tem domicílio no Rio, onde Garotinho disputará eleição daqui a nove meses.

Estado com o menor percentual de católicos do país (45,8%), o Rio vive uma batalha pela preferência dos evangélicos, que somam cerca de um terço do eleitorado.

Eles são a principal aposta do deputado para voltar ao poder. Há oito anos ele apoiou a eleição do governador Sérgio Cabral (PMDB), mas os dois romperam pouco depois da posse.

A Folha fez um cadastro no site de Garotinho e recebeu o kit “Palavra de Paz”, na última quinta-feira, dia 2. A carteirinha identifica o fiel com nome, cidade, bairro e igreja que frequenta.

Seu portador é nomeado “intercessor” das orações do pré-candidato ao governo.

Garotinho também investe no rádio para reforçar o laço com o eleitor e atacar seus adversários. Passa duas horas por dia no ar em emissoras AM. Seu programa de maior audiência mistura orações e sorteio de presentes como geladeira e máquina de lavar.

A programação é temperada com ataques a Cabral e seus aliados. Anteontem o principal alvo foi o vice-governador Luiz Fernando Pezão, pré-candidato do PMDB ao Palácio Guanabara.

“O nome do homem é Pezão, mas estão dizendo que é Mãozão, porque o dinheiro sumiu”, disse Garotinho.

Ele também chamou de “171″ (artigo do Código Penal para estelionato) o ex-secretário estadual Sérgio Côrtes (Saúde), que deixou o governo Cabral nesta semana.

Mas a tarefa de lembrar que o âncora será candidato é deixada aos ouvintes. “Só tenho muito a agradecer ao senhor. Que Deus o ilumine, e que seja o nosso governador em breve”, disse anteontem uma mulher identificada como Sandra de Carvalho. “Isso é se Deus quiser”, respondeu o deputado.

No ano passado, o Ministério Público ofereceu cinco denúncias contra Garotinho por propaganda antecipada. Nenhuma delas tratou do kit ou dos programas de rádio.

Ele lidera a corrida ao governo com 21% das intenções de voto no Datafolha.

Camiseta do Kit Garotinho distribuída pelo ex-governador e eventual candidato ao governo do Rio

Camiseta do Kit Garotinho distribuída pelo ex-governador e eventual candidato ao governo do Rio

OUTRO LADO

Procurado, Garotinho negou que o cadastro de fiéis tenha finalidade eleitoral. Ele disse que a rede foi montada há um mês e conta até agora com 3.000 integrantes.

“Isso não tem nada a ver com campanha, e o livro que eu envio não tem nenhuma conotação política.”

O deputado se disse surpreso com o fato de o cadastro só aceitar evangélicos com domicílio no Rio: “Não é minha orientação. Deve ter havido um problema quando fizeram o formulário”. Ele também negou que faça campanha antecipada no rádio: “Não posso controlar os ouvintes”.

“A lei diz que eu não posso pedir voto. Se a ouvinte diz que espera que eu seja governador, o que eu vou responder? Que eu não quero?”

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Três vereadores evangélicos substituem os que foram presos em Caruaru (PE)

Jaelcio Tenório é conhecido por promover o ‘Chama Viva’, evento gospel durante o São João de Caruaru (foto: Vladimir Barreto/Ascom CMC)

Jaelcio Tenório é conhecido por promover o ‘Chama Viva’, evento gospel durante o São João de Caruaru (foto: Vladimir Barreto/Ascom CMC)

Jénerson Alves de Oliveira, especial para o Pavablog

Após dez vereadores terem sido presos em Caruaru, na manhã da quarta-feira (18), a posse dos suplentes ocorreu nesta quinta-feira (19). Eles participaram da sessão ordinária na mesma noite em que foram empossados.

A suspensão do cargo público de vereança dos dez parlamentares presos foi decisão do juiz Francisco Assis de Morais Júnior, da 4ª Vara Criminal. Vale salientar que essa foi a última reunião do ano, pois o recesso parlamentar inicia no dia 20 de dezembro e segue até 2 de fevereiro.

Mesmo assim, o vereador Joel da Gráfica (DEM), que teve 1.958 votos nas eleições do ano passado, assumiu no lugar de Eduardo Cantarelli (SDD). Na vaga de Evandro Silva (PMDB) ficou Rosimery da Apodec (DEM), que teve 1.349 votos; na de Cecílio Pedro (PTB) ficou Manoel Alecrim (PSD), que contou com 3.284 sufrágios; na de Jadiel Nascimento (PROS) assumiu Rodrigues da Ceaca (PPS), o qual teve 1.452 votos; na vacância de Louro do Juá (SDD) assumiu Nino do Rap (DEM), que teve 1.440 votos; na de Val (DEM) ficou Duda do Vassoural (DEM), que teve 2.020 votos; na vaga de Val da Rendeiras (PROS) assumiu Jaelcio Tenório (PRB), que teve 1.287 votos; na vaga de Neto (PMN) ficou Tenente Tibúrcio (PMN), que teve 1.390 votos e, por fim, no lugar de Sivaldo Oliveira (PP), quem assumiu foi o Pastor Carlos Santos (PRB), o qual contou com 1.413 sufrágios no pleito municipal de 2012.

Desta nova relação, são ligados ao movimento evangélico o Pastor Carlos Santos, Jaelcio Tenório e Manoel Alecrim. Entre os vereadores que foram detidos durante a semana, Jadiel Nascimento, Sivaldo Oliveira e Neto são evangélicos.