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Evangélicos se revoltam com sátira de “Friends” no “Tá no Ar”

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Publicado no UOL

O momento mais aguardado do “Tá no Ar: A TV na TV”, da Globo, desta quinta-feira (22) foi a sátira da série americana “Friends” que, nas mãos de Marcelo Adnet e Marcius Melhem, passou a ser chamar “Crentes”. O quadro foi anunciado momentos antes do programa entrar no ar e causou alvoroço nas redes sociais. Evangélicos se revoltaram através da internet criticando a brincadeira feita pelos humoristas.

“Zoar os crentes é bom, só tente lembrar disso quando forem pedir oração a eles!”, dizia um dos comentários.

“Esse povo que fica zoando os crentes, inclusive os do ‘Tá no Ar’, fiquem sabendo que vocês vão tudo pro inferno.”

Na abertura do quadro, até mesmo a música original ganhou uma paródia na qual a frase do refrão “I’ll be there for you/when the rain starts to pour” se tornou “Pago o dízimo/10% para o pastor”.

Por outro lado, outros internautas criticaram a postura dos evangélicos perante à sátira. Os comentários através do Twitter recriminaram a hipocrisia deles.

Xuxa, sobre Pastor Eurico: “Minha mãe é evangélica. Eu sei que isso não é uma coisa dos evangélicos”

Publicado na Veja Título original: Desculpas e choro

Xuxa experimentou hoje a face mais bizarra da bancada conservadora da Câmara. O deputado evangélico Pastor Eurico, do PSB de Pernambuco, acusou Xuxa de provocar a “maior violência contra crianças em um filme pornô”. Xuxa saiu por cima, fazendo um coração com as mãos para o deputado.

Mas pegou mal, muito mal, lógico.

O episódio, na sessão em que a CCJ discutia a chamada Lei da Palmada, causou um alvoroço no PSB – o Pastor é correligionário e conterrâneo de Eduardo Campos, ressalte-se.

A turma de Campos entrou em ação para apagar o incêndio. Júlio Delgado se superou e saiu correndo para abordar Xuxa quando ela caminhava rumo ao elevador para ir embora.

Delgado pôs para fora a persuasão de político, usando toda sua capacidade de interpretação: olhando fixamente nos olhos e segurando as mãos de Xuxa, mandou:

- Eu quero me desculpar muito. Em meu nome, do meu partido e em nome do Eduardo Campos. O deputado não será mais titular da comissão e o que ele diz de jeito nenhum representa o que pensa a bancada. Desculpe, me desculpe, de coração.

Xuxa caiu. Não se conteve, encheu os olhos e começou a chorar, antes de responder, elegantemente:

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- Olha, a minha mãe é evangélica, outras pessoas na minhas família são evangélicas. Eu sei que isso não é uma coisa dos evangélicos, mas, individual, só daquela pessoa.

Delgado só não ganhou uma eleitora porque Xuxa não conhece o jogo político nem vota em Minas.

Por Lauro Jardim

Pai de santo é morto em suposto crime de intolerância religiosa, na Zona Norte de Manaus

Rafael da Silva Medeiros, 28, morreu depois de ser esfaqueado durante uma briga entre vizinhos no bairro Cidade Nova. Moradores de religiões diferentes mantinham desentendimento há anos

O homicídio aconteceu na noite de sábado (3), na rua 93, núcleo 11, bairro Cidade Nova, Zona Norte da capital (foto: Antônio Lima)

O homicídio aconteceu na noite de sábado (3), na rua 93, núcleo 11, bairro Cidade Nova, Zona Norte da capital (foto: Antônio Lima)

Vinicius Leal, no A Crítica

Os motivos para um homicídio ocorrido neste fim de semana em Manaus serão questionados na manhã desta segunda-feira (5), às 8h, na sede do Governo do Amazonas por representantes de entidade que defende os direitos dos povos tradicionais de matriz africana. Rafael da Silva Medeiros, 28, que era pai de santo, foi morto a facadas em crime com supostas motivações de intolerância religiosa.

Na rua 93, núcleo 11, bairro Cidade Nova, Zona Norte, na noite de sábado (3), Rafael tentou apartar uma briga entre duas vizinhas que mantinham um desentendimento por conta da escolha religiosa de cada uma. Ele acabou atingido com dois golpes de faca no pescoço e nas costas deferidos por um homem identificado como “Raizinho”, que seria filho de uma das vizinhas.

“Há mais de duas semanas essa situação estava bastante tensa. A mãe do assassino fez muitas confusões com a vizinhança. Ela é evangélica e a dona da casa onde aconteceu o assassinato é do candomblé. Ele (‘Raizinho’) estava alcoolizado e drogado, e se meteu na discussão da mãe com a vizinha. E deu nisso”, relatou Alberto Jorge, da Articulação Amazônica dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (Aratrama).

A vítima era carioca e, como de costume, segundo a polícia, estava em Manaus de férias na casa de amigos. Durante a briga, “Raizinho” estava armado e teria empurrado a vizinha do candomblé, que carregava uma criança no colo. Rafael foi acudi-la e acabou esfaqueado. “Há gravações no Whatsapp dele pedindo socorro. Esse é sim mais um caso de intolerância religiosa”, disse Alberto Jorge.

Rafael chegou a ser levado ao Hospital e Pronto Socorro Platão Araújo, na Zona Leste, mas não resistiu aos ferimentos. O caso já está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS), que ainda não localizou e nem tem o nome completo de “Raizinho”. Familiares de Rafael estão vindo do Rio de Janeiro para autorizarem a liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML).

Sede do Governo

Conforme o representante da Aratrama, os membros da entidade se reuniram no domingo (4) e decidiram cobrar uma atitude do poder público sobre o assassinato de Rafael. “Entramos em contato com o Evandro Melo (secretário de Governo do Amazonas) e denunciamos essa situação de inoperância do Estado, de total falta de interesse e falta de resposta. É uma situação de guerra religiosa, reflexo do que acontece em todo o Brasil”, disse.

“Esse seria apenas um caso se não fosse somado aos três outros incidentes de 2012 e aos dois assassinatos de 2013. Isso foi só o grosso que pegamos”, disse Alberto. Segundo ele, ainda houve um caso de ameaça de morte por intolerância religiosa em 2011, outro de ameaça e um de agressão física em 2013 e um caso de ameaça já em 2014.

Conforme Alberto Jorge, todos os crimes são estudados e as denúncias de intolerância religiosa são enviadas à Secretaria de Segurança Pública do Amazonas e para duas secretarias da Presidência da República: a de Direitos Humanos (SDH) e a de Promoção de Política de Igualdade Racial (Seppir).

Omissão

O representante da Aratrama denuncia, ainda, a omissão do Estado brasileiro sobre crimes de intolerância religiosa. “Ele (Rafael) pediu socorro da polícia e esse socorro não chegou. É omissão do aparelho policial. O Estado tem se feito de inocente. A gente pede ajuda e não tem resposta”, disse. “O povo de matriz africana vem sofrendo e não tomam providências por conveniências políticas. Quem hoje é curral eleitoral? Os evangélicos. O Estado se diz laico, mas no fundo é teocrático”.

Bruno Fernandes recebe visita do goleiro Fábio, do Cruzeiro

 

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Publicado em O Estado de Minas

“Uma visita apenas para falar de Deus”. Assim justificou o goleiro Fábio, do Cruzeiro, ao revelar que foi até a Penitenciária Nelson Hungria, na Grande BH, para visitar o ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos e três meses de prisão pela morte da ex-amante Eliza Samudio. O encontro aconteceu no último dia 14 e foi revelado pelo atleta celeste nesta terça-feira, em entrevista à rádio Itatiaia.

Membro da Igreja Batista Getsêmani, Fábio foi à penitenciária acompanhado do Pastor Jorge Linhares. Sobre o encontro com o antigo rival dos gramados, o arqueiro celeste disse que eles não falaram sobre esporte. “Fizemos orações e não falamos sobre futebol”. Ainda segundo Fábio, há muito tempo ele queria ter feito esta visita. Participou ainda do encontro uma mulher que trabalha na Nelson Hungria e que frequenta a mesma igreja do camisa 1 celeste.

Fábio também comentou sobre a expectativa do ex-goleiro sobre a decisão judicial que pode permitir a transferência dele para Montes Claros, no Norte de Minas, e o possível retorno aos gramados, já que Bruno assinou contrato de cinco anos com uma equipe do município. “Ele está tranquilo. Está bem e, principalmente, buscando a Deus”, revelou o goleiro do Cruzeiro.

Para o advogado do ex-atleta, Tiago Lemoir, a visitia de Fábio a Bruno foi um “encontro espiritual”. “Foi um momento de muita emoção, de fé, em que Fábio chegou a pedir perdão pelas vezes que julgou Bruno. Deus, a família e o trabalho são os três pilares que contribuem de forma fundamental na ressocialização do preso”, afirmou o advogado.

dica do Thiago Morais