Freira participa do “The Voice” na Itália e surpreende

Freira Cristina Scuccia surpreende na versão italiana do programa
Freira Cristina Scuccia surpreende na versão italiana do programa

Publicado por Comunidade Shalom

Na noite da última quarta-feira, 19, durante a segunda edição italiana do The Voice, uma das candidatas agitou a plateia e surpreendeu o júri.

Tratava-se de Irmã Cristina, uma freira de 25 anos que impressionou com sua ousadia ao participar do programa. A irmã cantou “No one”, de Alicia Keys.

O júri composto por J-Ax, Noemi, Piero Pelù e Raffaella Carrà, ficou boquiaberto ao girar a cadeira e ter diante dos olhos uma freira. Além de fazer vários elogios, o júri questionou sua decisão de participar do The Voice. J-Ax, aquele que foi escolhido por Irmã Cristina para segui-la na competição, emocionou-se verdadeiramente ao ver a ousadia da irmã.

“Mas o que você acha que o Vaticano dirá por você ter se apresentado no The Voice?”, indagou Raffaella Carrà.

“Olha, eu não sei, espero um telefonema do Papa Francisco de saudação. Ele nos convida a sair, evangelizar, a dizer que Deus não nos tira nada, pelo contrário, nos dá ainda mais. Eu estou aqui por isso.”

Confira a apresentação de Irmã Cristina:

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Os limites da pregação religiosa

Para o padre Anísio Baldessin, é melhor atrair pelo exemplo do que pelo discurso

Aline Viana, no iG

A situação é difícil: um colega de trabalho descobre uma doença grave ou perde um ente querido. A intenção é boa: o primeiro consolo que lhe vem à cabeça é de cunho religioso. Mas pode ser ofensivo “evangelizar” alguém neste contexto. E em outros contextos também.

Quem nunca ouviu que religião, política e futebol não se discutem? “Na verdade, esses assuntos não se condenam. Não tenho como julgar a escolha do outro, apenas me cabe respeitá-la”, redefine Janaína Depiné, coach em relacionamentos e especialista em etiqueta.

Para Janaína, os atritos ocorrem quando se desrespeita o direito do outro de pensar diferente ou se fica preso a uma interpretação literal de uma escritura. “Jesus pregava para leprosos e prostitutas. Por isso é estranho ver alguns pastores evangélicos condenando os homossexuais. Mesmo que o Antigo Testamento condene a prática do homossexualismo, a Bíblia também diz para respeitar todos”, pontua Janaína.

Junto ao respeito, há a questão da oportunidade. Por mais que se queira levar a palavra de Deus, Jeová, Ogum, Maomé, etc. a todos, existem hora e lugar certos para fazer isso.

“Usamos muito a expressão ‘a pessoa tal é uma pessoa de Deus’ porque não precisa pregar, as atitudes falam por si mesmas”, observa o padre Anísio Baldessin, autor do livro “Entre a Vida e a Morte: Medicina e Religião” (Editora Loyola). “É melhor atrair pelo exemplo do que pelo discurso, porque se o outro se sentir agredido jamais ficará interessado em conhecer mais sobre a sua religião”, concorda Janaina.

Intolerância ao pé da letra

Paulo Vinicius passou por uma saia justa incomum no velório do pai: em vez de confortá-lo, membro da igreja que ele deixara de frequentar ignorou-o
foto: Gustavo Magnusson/ Fotoarena

No velório do próprio pai, o auxiliar judiciário Paulo Vinicius Mendes Ananias, 29, se sentiu agredido pelo comportamento de um irmão de sua antiga igreja. Ele tinha sido Testemunha de Jeová e, segundo as leis da igreja, os fiéis não podem mais manter contato com quem se afasta.

“No velório do meu pai, estávamos eu, minha mãe e a minha namorada. Chegou um irmão da igreja e cumprimentou todo mundo, menos eu. Apertou a mão da minha mãe, dos outros e passou direto por mim. Só tinha eu de filho lá na hora. E ele é um ancião, uma figura de autoridade da igreja. Eu me senti humilhado e mais triste do que já estava”, relembra Paulo.

Ele pontua que nem todos os religiosos agiram assim na ocasião. “Havia outras pessoas da igreja que me cumprimentaram, conversaram e tentaram me confortar. Mas foi justamente com aquele que não me cumprimentou que eu tive um relacionamento mais próximo, porque foi ele quem me passou os ensinamentos da religião quando eu era criança”, conta. “Hoje eu não vou mais a nenhuma igreja porque não acredito mais em nada.”

O que não fazer

Sugerir um momento de oração em local de trabalho ou de estudo pode ter a melhor das intenções, mas sair pela culatra e criar um clima de isolamento para quem não quer participar. Se uma única pessoa se sente constrangida ou desconfortável, é melhor respeitar e deixar a prática para outro momento.

Dar presentes de cunho religioso sem conhecer bem o outro também é arriscado. Se a pessoa não comunga da mesma fé, pode se ofender.

Convites para cultos também devem ter contexto adequado. Esteja pronto para ouvir um “não”. “O próprio Jesus Cristo sempre propôs: ‘se você quiser me seguir’, ‘se você quiser entrar no Reino dos Céus’…”, diz o padre Anísio.

Mas se uma pregação fora de hora ou de lugar ofender, não responda. Uma discussão não vai mudar a opinião do outro, nem torná-lo mais tolerante. Se isso acontecer, será por meio de um processo mais longo, não de um bate-boca.

Que deselegante!

A ex-primeira-dama Rosane Collor , em entrevista à edição de maio da revista “Marie Claire”, disse que a atual mulher do ex-marido, Caroline Medeiros, foi punida por Deus por ter lhe roubado Fernando Collor. Segundo Rosane, essa é a razão de uma das filhas gêmeas do ex-presidente com Caroline ter nascido com problemas de saúde.

Além de deselegante, a declaração não encontra respaldo no próprio pensamento religioso. “Deus não conserta um erro com outro erro. No Antigo Testamento, pensava-se que doença era um castigo. Mas no Cristianismo é inconcebível que os pais cometam um erro e que os filhos paguem por ele”, diz o padre Anísio.

Segundo Anísio, as dificuldades da vida serão as mesmas para os fiéis de qualquer religião – e para quem não tem nenhuma. “Ter ou não ter uma religião não livra da doença, do desemprego. E religião não é para resolver o problema de ninguém, mas sim para pôr Deus em contato com as pessoas”, conclui.

dica do Fábio Davidson

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Uma igreja criativa ou evangelização criativa?

Marcos Botelho, em Juve Metodista

Você já percebeu que em nome da “evangelização”, pode quase tudo? Comecei a reparar isso faz um bom tempo.

Na maioria das igrejas, ainda, a dança não é bem vinda; não a vemos nos cultos nem nos ambientes eclesiásticos, como festas e confraternização dos crentes. Mas é só marcar um evangelismo em alguma escola, que montam, ou pior, convidam, uma equipe de dança para fazer uma apresentação e chamar a turma, para verem que não somos diferentes dos outros, a não ser na mensagem.

Fazemos isso também com o teatro: vemos de forma rara teatro na igreja, tirando, é claro, a sala de criança (ai, que inveja delas!); mas é só marcar um evangelismo em uma praça, que ensaiamos uma peça, usamos roupas e até maquiagem para mostrar que a criatividade e a arte podem apontar para Cristo.

E, assim, várias outras formas de arte e costumes são “justificadas” com a evangelização: Os palhaços com muito humor, música “secular” para falar de um assunto, filmes, contadores de histórias, poemas, sk8, pintura, um grupo tocando tambores; já ouvi até tatuagens sendo justificadas porque uma pessoa viu a cruz e perguntou o que era e o tatuado pode testemunhar de Cristo.

Se a sua igreja não deixa você fazer algo, tente justificar que é pra evangelismo que você vai ver que dá certo… quase sempre relevam.

Parece que algumas regras, métodos e formas criadas para a igreja não se aplicam à evangelização, assim, cria-se uma “brecha” para poder ter ministérios paralelos à igreja, mesmo sendo, no fundo, da igreja.

Este tipo de regras é incoerente, mas quero dar outro foco agora e não nas regras. Preciso fazer duas ressalvas: 1- Eu, discordando da maioria dessas regras de uso e costume, acredito que são opiniões de pessoas que estão na liderança. 2-Acredito que se a pessoa decidiu congregar em uma igreja, ela tem que respeitar a liderança local e suas regras.

Quero falar sobre esse Evangelismo Criativo.

Por muito tempo estudei e corri atrás de um evangelismo criativo, pois queríamos atrair o maior número possívl de pessoas para ouvir o que tínhamos para falar e mostrar que podíamos ser descolados também.

Foi quando percebi que corremos o risco de estar fazendo uma “propaganda enganosa” para os que não conhecem a igreja, pois cara que fosse atraído com aquela apresentação e mensagem, quando chegasse na igreja pensaria: “essa igreja não é a mesma que eu vi lá na minha conversão”.

Mesmo o Cristo sendo o mesmo, aprendemos a ter uma forma para evangelizar e outra como vida em igreja.

Não acredito mais em Evangelismo Criativo; acho que pode ser um tiro no pé. Acredito em igreja criativa, que vive as multifaces de Deus em sua vida diária e em seus cultos.

Um lugar em que todos possam demostrar seus dons, um lugar onde a gente é surpreendido a cada momento com o que Deus está fazendo, um lugar com liberdade para a arte aparecer e apontar para o verdadeiro artista: o Criador.

Dessa forma, não vamos mais precisar de um evangelismo diferente do que vivemos, pois é só mostrarmos quem nós somos diariamente: Filhos à imagem e semelhança do verdadeiro Artista, do Criador.

Publicado originalmente no Facebook.

 

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Socorro, meu parente virou crente!

Felipe Costa, no Mero Cristianismo

“Onde foi que eu errei?” É difícil saber… Só queria o bem do meu parente. Afinal de contas, quando um parente se tornar “crente”, esperamos que se torne alguém “bom”, que não roube, não mate, não faça do sexo um brinquedo, seja comprometido com Deus e com o próximo. Não esperava que este meu ente querido se tornasse essa coisa maluca, sem pé nem cabeça, místico e legalista.

Está todo diferente agora. Aprendeu a enxergar o Diabo em tudo. Aprendeu ainda a amarrar, repreender, desenlaçar o laço do Tinhoso e até mesmo a interrogá-lo quando exorciza. E não fala só com o Coisa-Ruim, não. Deu para falar com Deus em línguas estranhas. Tudo bem, acredito que o Criador entenda em qualquer dialeto, mas deu para falar só numa língua aí que só tem três sílabas que são repetidas sem fim. Outro dia me disse que tinha recebido mais meia dúzia de novas línguas. Virou crente poliglota!

Anda também subindo o morro, que insiste de chamar de “Monte”, para falar com Deus. Diz que lá em cima Jesus ouve melhor do que aqui embaixo, pois lá é “ungido”. Acho muito estranho Deus morar em nós, mas só ouvir bem lá no alto do morro. E para piorar a algazarra que fazem lá no morro, ele anda caindo no chão como que hipnotizado tremendo como se estivesse tendo uma convulsão. Espero que não se machuque muito…

Deu agora para ficar a semana toda só na igreja. Não conversa mais com gente que não é crente. Aprendeu que não deve ser contado com os transgressores, assentar-se com os ímpios e evitá-los sempre que não estiver tentando convertê-los. Quando tentei dizer que Jesus andava com esse tipo de gente, me respondeu que para Jesus que é Deus, é fácil e para nós não, porque a carne é fraca e blá, blá, blá… Diz que é tudo gente que vai para o inferno. Me lembro quando ele se enquadrava no quadro que agora pinta para os outros.

Decorou muitos versículos da Bíblia. Muitos dos que decorou usa nas conversas. A grande maioria das vezes usa de maneira á dar autoridade ao seu discurso. Conhece muitos mandamentos e sempre os cita quando fala de alguém que está cometendo algum tipo de pecado. Decorou muito de “isso pode, aquilo não pode”. Morre de medo de não entregar o dízimo na igreja. Gafanhoto que só comia plantação agora come dinheiro também. Mesmo quando está no banco. Acho que ainda não inventaram um inseticida para o devorador virtual.

As músicas que ouve agora são somente as que tocam em sua igreja. Parece que o discernimento sobre a música é o grupo de louvor quem tem. E só eles. Falei de uma música que não tocava na igreja, mas que deveria pelo seu conteúdo espiritual e ouvi um sonoro “Tá amarrado!”, seguido de um “Sangue de Jesus!”. Este último falou cada sílaba tônica por vez. Em seguida me deu uma aula sobre como essas músicas são enganosas, pois seus compositores as escrevem com copos de bebida nas mãos, ou vivem com várias mulheres. Finalizou dizendo que se tocadas ao contrário, eu ouviria gritos do inferno me chamando. Ainda bem que meu parente não ouve a música que eu canto no banheiro.

Recentemente começou a deixar os estudos de lado dizendo que isso não edificava e que deveria apenas aprender da Bíblia, pois ali continha tudo, até mesmo receita de bolo, etc. Parece-me que quando me respondeu, ouvi um discurso gravado e vindo de outra pessoa, mas não quis levar á diante a discussão. Achei que poderia ser perigoso para mim. Sim, perigoso mesmo. Meu parente anda fazendo uma tal de oração contrária, tencionando mover as mãos de Deus a seu favor. Vai que meu parente ora contra mim…

Tudo bem, reconheço a minha culpa. Eu orei pelo meu parente. De joelhos pedi ao Deus Filho interceder por meu parente diante do Pai. Fiz minha parte aqui também. Dei para meu parente um CD com músicas cristãs, levei-o para a comunidade que freqüento e coloquei dentro da minha casa, por um tempo, para que meu testemunho fosse além de minhas palavras. E deu nisso. Embora eu tenha minha parcela de culpa, não sei onde foi que errei…

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