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Para ocupar ex-MTV, Valdemiro Santiago deixa de pagar outros canais

publicado Na Telinha

Sofrendo bastante com a concorrência da Igreja Universal do Reino de Deus, o apóstolo Valdemiro Santigo tem se virado para recuperar terreno na televisão aberta.

Valdemiro, conforme já noticiado pelo NaTelinha, locou toda a grade da antiga MTV Brasil, que foi vendida para o grupo Spring. Atualmente com o nome de Ideal TV, a Igreja Mundial do Reino de Deus fechou contrato até o fim do ano.

O porém é que, para comprar as 24 horas da Ideal TV, que tem exposição na Sky, Net, Claro TV, Oi, além de vários canais abertos por todo o país, o apóstolo deixou de pagar vários credores.

Segundo informações obtidas pelo NaTelinha, Valdemiro atrasou o aluguel da frequência que usa para transmitir seus programas pelas Antenas Parabólicas por todo o país. O dinheiro, que é pago para a RedeTV!, ainda não foi depositado. Com isso, a emissora acabou tirando o sinal da IMPD TV das Parabólicas. Além disso, o pastor está devendo alugueis de horários para a Rede NGT de Televisão, pequeno canal com sinal na Grande São Paulo.

Toda a quantia devida hoje chegaria na casa dos 8 milhões de reais. Para levantar o dinheiro, Valdemiro Santiago tem feito um pedido para os seus fiéis nos cultos das últimas semanas: doar 20% de dízimo, em vez dos tradicionais 10%.

As doações, segundo o apóstolo, podem ser feitas com cheque pré-datado, cartão de crédito e dinheiro em espécie. A campanha, segundo os cultos televisionados, é válida até o próximo dia 20 de julho.

Freira participa do “The Voice” na Itália e surpreende

Freira Cristina Scuccia surpreende na versão italiana do programa

Freira Cristina Scuccia surpreende na versão italiana do programa

Publicado por Comunidade Shalom

Na noite da última quarta-feira, 19, durante a segunda edição italiana do The Voice, uma das candidatas agitou a plateia e surpreendeu o júri.

Tratava-se de Irmã Cristina, uma freira de 25 anos que impressionou com sua ousadia ao participar do programa. A irmã cantou “No one”, de Alicia Keys.

O júri composto por J-Ax, Noemi, Piero Pelù e Raffaella Carrà, ficou boquiaberto ao girar a cadeira e ter diante dos olhos uma freira. Além de fazer vários elogios, o júri questionou sua decisão de participar do The Voice. J-Ax, aquele que foi escolhido por Irmã Cristina para segui-la na competição, emocionou-se verdadeiramente ao ver a ousadia da irmã.

“Mas o que você acha que o Vaticano dirá por você ter se apresentado no The Voice?”, indagou Raffaella Carrà.

“Olha, eu não sei, espero um telefonema do Papa Francisco de saudação. Ele nos convida a sair, evangelizar, a dizer que Deus não nos tira nada, pelo contrário, nos dá ainda mais. Eu estou aqui por isso.”

Confira a apresentação de Irmã Cristina:

Os limites da pregação religiosa

Para o padre Anísio Baldessin, é melhor atrair pelo exemplo do que pelo discurso

Aline Viana, no iG

A situação é difícil: um colega de trabalho descobre uma doença grave ou perde um ente querido. A intenção é boa: o primeiro consolo que lhe vem à cabeça é de cunho religioso. Mas pode ser ofensivo “evangelizar” alguém neste contexto. E em outros contextos também.

Quem nunca ouviu que religião, política e futebol não se discutem? “Na verdade, esses assuntos não se condenam. Não tenho como julgar a escolha do outro, apenas me cabe respeitá-la”, redefine Janaína Depiné, coach em relacionamentos e especialista em etiqueta.

Para Janaína, os atritos ocorrem quando se desrespeita o direito do outro de pensar diferente ou se fica preso a uma interpretação literal de uma escritura. “Jesus pregava para leprosos e prostitutas. Por isso é estranho ver alguns pastores evangélicos condenando os homossexuais. Mesmo que o Antigo Testamento condene a prática do homossexualismo, a Bíblia também diz para respeitar todos”, pontua Janaína.

Junto ao respeito, há a questão da oportunidade. Por mais que se queira levar a palavra de Deus, Jeová, Ogum, Maomé, etc. a todos, existem hora e lugar certos para fazer isso.

“Usamos muito a expressão ‘a pessoa tal é uma pessoa de Deus’ porque não precisa pregar, as atitudes falam por si mesmas”, observa o padre Anísio Baldessin, autor do livro “Entre a Vida e a Morte: Medicina e Religião” (Editora Loyola). “É melhor atrair pelo exemplo do que pelo discurso, porque se o outro se sentir agredido jamais ficará interessado em conhecer mais sobre a sua religião”, concorda Janaina.

Intolerância ao pé da letra

Paulo Vinicius passou por uma saia justa incomum no velório do pai: em vez de confortá-lo, membro da igreja que ele deixara de frequentar ignorou-o
foto: Gustavo Magnusson/ Fotoarena

No velório do próprio pai, o auxiliar judiciário Paulo Vinicius Mendes Ananias, 29, se sentiu agredido pelo comportamento de um irmão de sua antiga igreja. Ele tinha sido Testemunha de Jeová e, segundo as leis da igreja, os fiéis não podem mais manter contato com quem se afasta.

“No velório do meu pai, estávamos eu, minha mãe e a minha namorada. Chegou um irmão da igreja e cumprimentou todo mundo, menos eu. Apertou a mão da minha mãe, dos outros e passou direto por mim. Só tinha eu de filho lá na hora. E ele é um ancião, uma figura de autoridade da igreja. Eu me senti humilhado e mais triste do que já estava”, relembra Paulo.

Ele pontua que nem todos os religiosos agiram assim na ocasião. “Havia outras pessoas da igreja que me cumprimentaram, conversaram e tentaram me confortar. Mas foi justamente com aquele que não me cumprimentou que eu tive um relacionamento mais próximo, porque foi ele quem me passou os ensinamentos da religião quando eu era criança”, conta. “Hoje eu não vou mais a nenhuma igreja porque não acredito mais em nada.”

O que não fazer

Sugerir um momento de oração em local de trabalho ou de estudo pode ter a melhor das intenções, mas sair pela culatra e criar um clima de isolamento para quem não quer participar. Se uma única pessoa se sente constrangida ou desconfortável, é melhor respeitar e deixar a prática para outro momento.

Dar presentes de cunho religioso sem conhecer bem o outro também é arriscado. Se a pessoa não comunga da mesma fé, pode se ofender.

Convites para cultos também devem ter contexto adequado. Esteja pronto para ouvir um “não”. “O próprio Jesus Cristo sempre propôs: ‘se você quiser me seguir’, ‘se você quiser entrar no Reino dos Céus’…”, diz o padre Anísio.

Mas se uma pregação fora de hora ou de lugar ofender, não responda. Uma discussão não vai mudar a opinião do outro, nem torná-lo mais tolerante. Se isso acontecer, será por meio de um processo mais longo, não de um bate-boca.

Que deselegante!

A ex-primeira-dama Rosane Collor , em entrevista à edição de maio da revista “Marie Claire”, disse que a atual mulher do ex-marido, Caroline Medeiros, foi punida por Deus por ter lhe roubado Fernando Collor. Segundo Rosane, essa é a razão de uma das filhas gêmeas do ex-presidente com Caroline ter nascido com problemas de saúde.

Além de deselegante, a declaração não encontra respaldo no próprio pensamento religioso. “Deus não conserta um erro com outro erro. No Antigo Testamento, pensava-se que doença era um castigo. Mas no Cristianismo é inconcebível que os pais cometam um erro e que os filhos paguem por ele”, diz o padre Anísio.

Segundo Anísio, as dificuldades da vida serão as mesmas para os fiéis de qualquer religião – e para quem não tem nenhuma. “Ter ou não ter uma religião não livra da doença, do desemprego. E religião não é para resolver o problema de ninguém, mas sim para pôr Deus em contato com as pessoas”, conclui.

dica do Fábio Davidson

Uma igreja criativa ou evangelização criativa?

Marcos Botelho, em Juve Metodista

Você já percebeu que em nome da “evangelização”, pode quase tudo? Comecei a reparar isso faz um bom tempo.

Na maioria das igrejas, ainda, a dança não é bem vinda; não a vemos nos cultos nem nos ambientes eclesiásticos, como festas e confraternização dos crentes. Mas é só marcar um evangelismo em alguma escola, que montam, ou pior, convidam, uma equipe de dança para fazer uma apresentação e chamar a turma, para verem que não somos diferentes dos outros, a não ser na mensagem.

Fazemos isso também com o teatro: vemos de forma rara teatro na igreja, tirando, é claro, a sala de criança (ai, que inveja delas!); mas é só marcar um evangelismo em uma praça, que ensaiamos uma peça, usamos roupas e até maquiagem para mostrar que a criatividade e a arte podem apontar para Cristo.

E, assim, várias outras formas de arte e costumes são “justificadas” com a evangelização: Os palhaços com muito humor, música “secular” para falar de um assunto, filmes, contadores de histórias, poemas, sk8, pintura, um grupo tocando tambores; já ouvi até tatuagens sendo justificadas porque uma pessoa viu a cruz e perguntou o que era e o tatuado pode testemunhar de Cristo.

Se a sua igreja não deixa você fazer algo, tente justificar que é pra evangelismo que você vai ver que dá certo… quase sempre relevam.

Parece que algumas regras, métodos e formas criadas para a igreja não se aplicam à evangelização, assim, cria-se uma “brecha” para poder ter ministérios paralelos à igreja, mesmo sendo, no fundo, da igreja.

Este tipo de regras é incoerente, mas quero dar outro foco agora e não nas regras. Preciso fazer duas ressalvas: 1- Eu, discordando da maioria dessas regras de uso e costume, acredito que são opiniões de pessoas que estão na liderança. 2-Acredito que se a pessoa decidiu congregar em uma igreja, ela tem que respeitar a liderança local e suas regras.

Quero falar sobre esse Evangelismo Criativo.

Por muito tempo estudei e corri atrás de um evangelismo criativo, pois queríamos atrair o maior número possívl de pessoas para ouvir o que tínhamos para falar e mostrar que podíamos ser descolados também.

Foi quando percebi que corremos o risco de estar fazendo uma “propaganda enganosa” para os que não conhecem a igreja, pois cara que fosse atraído com aquela apresentação e mensagem, quando chegasse na igreja pensaria: “essa igreja não é a mesma que eu vi lá na minha conversão”.

Mesmo o Cristo sendo o mesmo, aprendemos a ter uma forma para evangelizar e outra como vida em igreja.

Não acredito mais em Evangelismo Criativo; acho que pode ser um tiro no pé. Acredito em igreja criativa, que vive as multifaces de Deus em sua vida diária e em seus cultos.

Um lugar em que todos possam demostrar seus dons, um lugar onde a gente é surpreendido a cada momento com o que Deus está fazendo, um lugar com liberdade para a arte aparecer e apontar para o verdadeiro artista: o Criador.

Dessa forma, não vamos mais precisar de um evangelismo diferente do que vivemos, pois é só mostrarmos quem nós somos diariamente: Filhos à imagem e semelhança do verdadeiro Artista, do Criador.

Publicado originalmente no Facebook.