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Relatório e guia sobre tráfico de pessoas são lançados em São Paulo

Baixe a versão digital do relatório “Tráfico de pessoas na imprensa brasileira” e do “Guia para jornalistas com referências e informações”

Juliana Armed, Carlos Bezerra Jr., Fernanda dos Anjos, Leonardo Sakamoto, Larissa Beltrami e Gilberto Duarte na mesa de abertura do evento. (foto: Stefano Wrobleski)

Juliana Armed, Carlos Bezerra Jr., Fernanda dos Anjos, Leonardo Sakamoto, Larissa Beltrami e Gilberto Duarte na mesa de abertura do evento. (foto: Stefano Wrobleski)

Daniel Santini, no Repórter Brasil

A Repórter Brasil apresentou na manhã desta sexta-feira, dia 11, duas publicações sobre tráfico de pessoas, desenvolvidas com apoio do Ministério da Justiça e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Trata-se de um relatório sobre a cobertura da imprensa e um guia para jornalistas com referências e informações sobre o enfrentamento ao problema. O lançamento foi realizado nesta manhã durante evento realizado no Auditório da Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, que fica no Pateo do Collegio, no Centro de São Paulo, durante evento que reuniu alguns dos principais especialistas do Brasil sobre o tema.Tráfico-de-Pessoas-publicações

O relatório “Tráfico de pessoas na imprensa brasileira” (versão digital em PDF) teve como base a análise de 655 textos publicados entre 1º de janeiro de 2006, ano de lançamento da Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, e 1º de julho de 2013, ano do II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. O estudo indica que o tema ainda não recebe atenção suficiente por parte da mídia. Em 57% dos textos analisados, o tráfico de pessoas é apenas mencionado, não raro de forma equivocada, misturando conceitos e interpretações. Entre os 43% restantes, a maioria (54%) não trata de causas ou contextualiza a questão e boa parte (44%) é focada apenas no tráfico para fins de exploração sexual.  A cobertura se baseia na agenda governamental ou em ações policiais e em muitos casos limita-se a aspectos criminais, sem os aprofundamentos necessários para tratar de um fenômeno complexo, multifacetado e dinâmico, com diferentes modalidades, causas e consequências.

O “Guia para jornalistas com referências e informações sobre enfrentamento ao tráfico de pessoas” (versão digital em PDF), baseado em entrevistas com mais de 20 especialistas, entre autoridades, acadêmicos e representantes da sociedade civil, reúne recomendações para a cobertura e acompanhamento, incluindo sugestões de fontes, datas importantes e o marco legal, com indicações da legislação e de tratados internacionais ratificados pelo Brasil. A publicação elucida que as definições previstas no Protocolo de Palermo são as mais amplas sobre o problema e destaca que o o Brasil é um país de origem, trânsito e destino de tráfico de pessoas, o que torna a cobertura complexa, delicada e relevante. Aos jornalistas preocupados em acompanhar a questão, o guia recomenda focar direitos humanos, contextualizar acompanhar políticas de prevenção, diversificar fontes, a ter atenção para identificar novas modalidades de tráfico.

Por se tratar de um fenômeno clandestino e de difícil mensuração, a publicação sugere cuidado com números e estatísticas, e com os mitos e estereótipos que ainda são comuns e mais atrapalham do que ajudam no entendimento sobre o tema. Mais do que reforçar a ideia de que o tráfico hoje se limita a redes criminosas internacionais e atinge apenas mulheres, a publicação propõe uma abordagem integral, e destaca que não existe um perfil único de vítimas; em tese, qualquer pessoa pode ser traficada. Ao aprofundar a questão é preciso sensibilidade com vítimas, que não devem ser tratadas como coitadas, inocentes, ignorantes, mas como sujeitos de direitos que merecem respeito. Também vale cuidado redobrado em casos que envolvem crianças e adolescentes, e estar atento a termos inadequados (o guia traz diversos exemplos). Outras recomendações são ter a perspectiva de gênero e lembrar que diferenças sexuais são produtoras de desigualdades sociais; entender migração como um direito humano; e considerar que a prostituição não é crime no Brasil.  Há análises específicas sobre cada um desses pontos na reportagem.

Os trabalhos de pesquisa foram encabeçados pelas jornalistas Raiana Ribeiro e Fernanda Sucupira, com edição de Leonardo Sakamoto, Daniel Santini e Igor Ojeda. A diagramação é de Gustavo Monteiro. Participaram do evento de lançamento Carlos Bezerra Jr, deputado estadual, criador da Lei Paulista de Combate ao Trabalho Escravo; Fernanda dos Anjos, diretora de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça; José Guerra, secretário executivo da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo; Juliana Armed, da Comissão Estadual pela Erradicação do Trabalho Escravo de São Paulo (Coetrae-SP) e do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico Humano do Estado de São Paulo; Larissa Beltrami, secretária-executiva da Secretaria Municipal de Direitos Humanos; Leonardo Sakamoto, coordenador da Repórter Brasil; Luiz Machado, coordenador do projeto de combate ao trabalho escravo da Organização Internacional do Trabalho- OIT; Maurício Hashizume, jornalista, membro da Repórter Brasil; Nívio Nascimento, oficial de campanhas da UNODC; Renato Bignami, membro do programa de erradicação do trabalho escravo da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo;  e Roque Pattussi, coordenador do Centro de Apoio ao Migrante.

Clique nas imagens para baixar a versão digital em PDF das publicações apresentadas: 

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Com veto a cotoveladas e ring girls, evento une MMA e igreja

Reborn Strike Fight 6, que será realizado nesta sexta-feira em São Paulo, preserva quase todas as características de um evento de MMA convencional; apenas ring girls, por ser “apelação”, e cotoveladas, que tem finalidade de “rasgar”, são proibidas nas lutas organizadas pela Igreja Renascer

Momento de oração marca início dos treinamentos (foto: Ricardo Matsukawa / Terra)

Momento de oração marca início dos treinamentos (foto: Ricardo Matsukawa / Terra)

Rodrigo Trindade, no Terra

Religiões são associadas geralmente à tranquilidade espiritual e reflexão, enquanto o MMA ainda é visto por um número grande de pessoas como uma modalidade esportiva violenta. Unindo duas coisas que na teoria são opostas, o Reborn Strike Fight 6 colocará dentro de uma igreja um octógono e diversas lutas nesta sexta-feira.

Organizador do evento, Roberto Dantas Pedroso é professor de artes marciais há 14 anos e cuida dos treinos das dezenas de alunos que comparecem às segundas e quartas-feiras ao subsolo da igreja Renascer da Avenida Morais Costa, no bairro da Vila Industrial.

A academia possui instalações humildes e utiliza um espaço cedido gratuitamente pela instituição. Tudo no ambiente foi criado pelas mãos de Roberto e seus pupilos, que montaram o espaço a partir de materiais doados por estabelecimentos próximos.

Paredes e piso foram pintados pelos praticantes de MMA no local, pessoas de idade, gênero e tamanhos diferentes. No último treino realizado na academia antes do Reborn Strike Fight 6, o público presente variava desde crianças com menos de dez anos a meninas adolescentes e lutadores profissionais. Gratuitas, as atividades são abertas e aceitam inclusive alunos que não frequentam a igreja.

“Nós recebemos todos os tipos de pessoas, até ateu, que no fim sai falando Graças a Deus. Não tem que fazer parte da igreja Renascer necessariamente. Nosso projeto é mostrar que a vida pode ser melhor e, trazendo um pouco da palavra também. Levamos o treino sério, dedicado, tanto que estamos com lutadores profissionais. No começo era complicado, porque achavam que quem treinava na igreja não podia bater. Hoje vê que não só pode bater, mas que você pode praticar o esporte, independente se você tem um adversário na frente ou não. Nós temos essa visão de que todos podem vir, participar; Se quiser fazer parte, seja muito bem vindo”, explicou Roberto.

Todos os presentes na academia participaram de primeira parte das atividades, que duraram cerca de uma hora. Durante elas, os alunos aqueceram e realizaram movimentos de lutas no ar, enquanto se viam no espelho colocado em uma das paredes do salão.

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Roberto ditava o ritmo das ações, mas não participava delas. Enquanto os mais inexperientes aprendiam os movimentos básicos do esporte, o professor e também pastor da Renascer praticava jiu jitsu com Erick “Japonês”, um dos dois atletas de mais destaque da academia e o primeiro a se firmar como profissional depois da inauguração da mesma há quase quatro anos.

“Eu treino na Reborn tem quatro anos, sou um dos pioneiros. Vim treinar através de um amigo. O primeiro dia que eu treinei aqui eu não saí mais e é a equipe que eu represento. Aqui que eu me batizei também”, disse o lutador, que continuou ao explicar que o que o atraiu para a equipe, se foi o esporte ou a igreja: “foi a academia. Eu vinha só por causa da luta mesmo, para se distrair”.

O contato próximo com a religião, no entanto, ensinou Erick a ter autoconfiança, qualidade que o ajudou dentro do octógono. “Aprendi que eu tenho que ter fé, sem ter fé você não vai a lugar nenhum. Por exemplo, o Zé ‘Reborn’ treina bem menos tempo que eu e ele tem garra, tem deus no coração. Eu não entendia isso, mas hoje eu compreendo que a fé é tudo. Ele tinha bem mais fé do que eu. Ele acreditava nele. Eu não, sentia medo. Ele vai para cima e está onde está hoje. Acabei me espelhando nele para chegar em algum lugar”, contou, citando o maior talento da academia.

Conhecido no meio profissional como Zé “Reborn”, José Alexandre Elias da Silva, chegou só para a metade séria do treino, que teve início minutos antes das 21h. Nela, os lutadores mais experientes subiram no tatame para aperfeiçoar a técnica, enquanto as dezenas curiosos e iniciantes voltavam para casa. Praticante de MMA há pouco mais de dois anos, ele foi apontado pelos colegas da Reborn como maior talento da casa.

“Eu nunca treinei nada. Aqui foi o primeiro treino que peguei mesmo. Nunca treinei capoeira, sempre tive vontade, mas nunca treinei. Aí com essa oportunidade que surgiu eu comecei a vir e estou há dois anos treinando”, afirmou “Reborn”, que participará da disputa de cinturão do evento marcado para esta sexta-feira, em Santo André. No evento, o lutador enfrentará Washington Rodrigues, para quem perdeu em janeiro de 2013.

Com o objetivo de retomar o caminho das vitórias na carreira – Zé “Reborn” perdeu seu último combate -, o atleta tem treinado com seriedade e antes do início de cada atividade na academia. Antes de todas elas, uma oração é puxada pelo pastor Roberto, fato faz com que os alunos fiquem quietos e concentrados no momento de reflexão.

“Todos os treinos nós temos uma oração no início, no finzinho do treino uma breve ministração da palavra, da verdade, e no fim outra oração. E sempre que alguém pede uma oração em alguma causa a gente sempre também faz”, esclareceu Roberto, que também comentou sobre as distinções do torneio desta sexta-feira para as principais competições da modalidade, como o Jungle Fight e o UFC.

Esta espécie de “UFC de Cristo” tem certas diferenças fundamentais em relação ao principal evento da modalidade, parte delas relacionada à doutrina da igreja e outra por princípios estabelecidos pelo próprio professor. Não há ring girls, consideradas por ele uma “apelação”, e cotoveladas são proibidas por terem como única finalidade “rasgar”.

“As pessoas falam que não combina luta dentro da igreja, mas eu acho que a perversidade, a apelação para trazer público é a pior coisa. Nós não temos ring girl”, justificou Roberto, que deu sequência a sua explicação: “se é para usar o cotovelo, não usa luva. Eu entendo assim, então já que é para preservar o atleta e o esporte é bem praticado é o esporte saudável, nós não usamos a cotovelada. Mas as demais coisas que são permitidas no UFC, nós também permitimos, porque faz parte da regra”.

A sexta edição do Reborn Strike Fight será realizada nesta sexta-feira às 20h na Rua Luiz Pinto Flaquer, número 46, no centro de Santo André. A entrada custa R$ 30, dinheiro que será utilizado para pagar a bolsa dos atletas. A competição é considerada no cartel de lutas no MMA de todos os participantes e contará com apenas Zé Reborn dentre lutadores da academia paulista.

 Oração marca o início oficial dos treinos conduzidos pelo pastor Roberto (foto: Ricardo Matsukawa / Terra)


Oração marca o início oficial dos treinos conduzidos pelo pastor Roberto
(foto: Ricardo Matsukawa / Terra)

Marcha da Família com Deus reúne cerca de 500 pessoas no centro de SP

Praça da República reúne cerca de 500 pessoas para a Marcha da Família com Deus 2 (foto: Joel Silva/Folhapress)

Praça da República reúne cerca de 500 pessoas para a Marcha da Família com Deus 2 (foto: Joel Silva/Folhapress)

Daniel Vasques e Gabriela Terenzi, na Folha de S.Paulo

Cerca de 500 pessoas estão reunidas na Marcha da Família com Deus 2 neste sábado (22) na praça da República, em São Paulo. Eles deixam o local em direção à praça da Sé nesse momento.

Em um trio elétrico com faixas com os dizeres “FFAA [Forças Armadas] já”, “Voto facultativo = liberdade” e “Comunismo é morte”, organizadores fazem discursos de cunho nacionalista, exaltando os militares e criticando o atual governo petista, que associam com o comunismo.

Os participantes, em sua maioria, vestem roupas brancas, verdes e amarelas e levam a bandeira do país. Há faixas que pedem “desmilitarização da PM não” e imagens religiosas. Uma estátua de Nossa Senhora de Fátima foi levantada no trio elétrico e um grupos de maçons fez discurso.

Houve algum tumulto quando manifestantes críticos à marcha gritaram contra os participantes do evento, mas eles foram rapidamente retirados da multidão pelos próprios participantes e isolados pela polícia. Um senhor de cerca de 60 anos saiu aos gritos de “fora petista” e “123 Lula no xadrez”.

dica do Walter cruz

Igreja promove “arrancadão gospel” para motociclistas e evento termina em pancadaria; Assista

Publicado por Alexandre Lisboa

Um evento organizado por uma igreja evangélica de Campo Grande a pretexto de evangelizar motociclistas terminou em confusão e muita reclamação dos vizinhos.

O “1º Arrancadão de Itamaracá de Motos” interditou a principal avenida do bairro Jardim Itamaracá para que os motociclistas realizassem exibições que são proibidas pelo Código de Trânsito Brasileiro.

Entre os motociclistas, as manobras mais comuns eram o “zerinho”, em que a moto gira em torno dela mesma, e o “borrachão”.

O evento durou cinco horas durante a tarde do último sábado e foi embalado ao som de músicas funk, como é possível notar em trecho da reportagem do SBT no vídeo ao final do texto.

A avenida foi interditada para o trânsito local, mas os pedestres e espectadores não contavam com nenhuma proteção, e diversos moradores relataram o medo de que, caso um dos motociclistas perdesse o controle do veículo, atingisse as pessoas de forma letal.

Um vídeo gravado por participantes do evento mostra que em determinado momento, motociclistas participantes do “arrancadão” se desentenderam e trocaram socos e pontapés.

A major Itamara Romero, subcomandante do Batalhão de Policiamento de Trânsito da capital sulmatogrossense, afirmou que a igreja evangélica, por ser organizadora do evento, pode ser autuada pelas infrações cometidas pelos motociclistas, com penas de seis meses a dois anos de prisão: “Tanto para o condutor, quanto para o promotor daquele evento, as medidas são as mesmas”.

dica do Deiner Urzedo

Evento evangélico reúne multidão de jovens para discutir protestos no Brasil

Usina 21

Assim como as manifestações populares no Brasil levaram multidões as ruas do país, a 9ª edição do Usina 21 também levou milhares de pessoas à Universidade Presbiteriana Mackenzie, no último sábado. Sob o tema, “A voz de Deus e a voz das Ruas”, o principal encontro de juventude cristã e engajamento do país, realizou a maior edição de sua história e debateu as recentes manifestações no Brasil fazendo com que o espaço da universidade ficasse pequeno, com quase 3.000 participantes.

“Foi incrível. Fomos surpreendidos com a explosão de público que houve nessa edição”, explicou o idealizador do evento, deputado estadual e pastor, Carlos Bezerra Jr. “Sair às ruas e protestar é muito mais fácil do que se organizar e trabalhar pelas mudanças que desejamos. Nós entendemos essas mudanças a partir da ótica dos valores do reino de Deus. O Usina discute temas que não são discutidos na igreja, para que os jovens saiam daqui inspirados para trabalharem pela transformação da realidade em suas comunidades e igrejas locais”, complementou Bezerra Jr.

O preletor principal do evento foi o pastor sul-coreano, Eugene Cho, idealizador de movimento de combate à pobreza mundial e criador da ONG One Day’s Wages, que estimula jovens a doarem o salário de um dia de trabalho no ano para causas humanitárias. “Todos nós temos sonhos. Mas a força para realizá-los ou não, está no que cremos. Assim como a One Day´s, o Usina 21 nasceu de uma visão, e hoje muda a trajetória de vida de muitos jovens”, explica Eugene.

Além do parlamentar e do ativista, o evento contou com mais de 30 palestrantes e 40 oficinas nas áreas de ativismo social, história, espiritualidade e sustentabilidade. Para Anna Penido, ex-coordenadora da Unicef-Brasil, uma das preletoras do evento, o Usina  é um espaço que contribui para que o jovem possa aprender a exercer cidadania. “É fundamental ter trazido essa insatisfação que foi mostrada nas ruas às claras, para que possamos ajudar esses jovens a entenderem como eles podem transformar a realidade”, explicou.

“O Usina é um espaço para que se discutam pensamentos, e se criem formas para que eles saiam daqui e alcancem a sociedade. Manifestações são legítimas, mas precisam de pauta. Penso que a igreja não tem sido tão atuante quanto deveria nas manifestações, por isso, este espaço é fundamental“, comentou Ed René Kivitz durante painel de debate sobre as manifestações.

“Este evento marca um novo momento do cristianismo no Brasil, pois leva milhares de jovens de diferentes denominações à formação de uma profunda consciência e justiça social, mediante encontros marcados por criatividade, excelência, dinamismo e forte conteúdo cristão”, afirmou Antônio Carlos Costa.

O encontro também foi marcado por muita música, com a abertura da banda Palavrantiga, e shows de Daniela Araújo e Coral Resgate. “É um prazer imenso estar aqui e saber que existem jovens que se reúnem para debater o futuro de nosso país”, diz Daniela Araújo durante sua apresentação.  “Cantar em um evento com essa temática é, no mínimo, maravilhoso”, contou Marcos Almeida, vocalista do Palavrantiga.

A lotação não foi impedimento para a diversão dos jovens.  A estudante Pâmela Amaral, 20, comandou caravana que veio de Atibaia com mais de 40 pessoas. ”Foi fantástico. O evento me fez pensar em como posso servir melhor ao meu próximo”, explicou. O arquiteto Carlos Henrique, 29, chegou às 6 horas da manhã na fila. ”Faria tudo de novo. Se pudesse, chegaria até mais cedo, porque sei que no próximo Usina muito mais gente vai participar. Quero garantir minha vaga”, contou.

Para aqueles que participaram e para aqueles participarão das próximas edições, Bezerra Jr. deixa um recado: “Não estamos aqui com as respostas prontas, mas com as perguntas certas. O desafio é que a gente, reflita, dialogue, debata, mas que saia daqui inspirado para transformar esse mundo com um cristianismo diferente do cristianismo da prosperidade, do ‘dinheirismo’, do consumismo e da ostentação. Estamos aqui pra provar que existe um jeito de ser cristão sem ser preconceituoso, sem ser racista, sem ser alienado, sem dar os ombros para as coisas pelas quais toda a sociedade está clamando”, finalizou Bezerra Jr.