8 razões pra começar a correr

corrida

publicado na Galileu

Eu fui uma criança e adolescente sedentária e, mais do que isso, com aversão a exercícios físicos. Cresci com uma bronquite crônica e esse era um dos motivos, mas o outro era falta de costume, mesmo. Se a gente cresce sem se movimentar, não toma gosto pela coisa e acaba levando isso pra vida adulta. Mas há dois anos, unindo uma temporada em um inverno quase polar, quando morei em Berlim, que me levou à necessidade de me mexer pra espantar a falta de ânimo que os muitos graus negativos fazem, comecei a correr na esteira. Depois, em uma temporada na América Central, segui com o hábito, então ao ar livre. Reaprendi a correr no chão duro, em oposição a esteira (sim, dá muita diferença) e vi alguns quilos indo embora, meu fôlego e disposição aumentando e 1km viraram 2km, 5km, 7km…

Correr exige esforço e disciplina no início, mas depois se torna praticamente um vício, do qual não se consegue permanecer distante. Na boa: se eu consegui tomar gosto pela coisa, você consegue. E existem muitos motivos pra que você compre um par de tênis, shorts, uma camiseta leve e saia de casa:

1. Dá pra fazer em qualquer lugar
Por mais que muita gente tenha hábito de pegar uma academia pra se exercitar, correr é o mais democrático dos esportes, porque ele pode ser feito em qualquer lugar. Se você viajar a trabalho, tirar férias ou estiver em qualquer outro contexto, ainda assim pode sair pra correr.

2. É um tempo seu com você mesmo
Você pode correr em grupo, mas uma coisa que eu gosto sobre a corrida é que ela se torna um exercício profundo de concentração, de relação com o corpo e com os movimentos e de reflexão da sua vida. A gente tem, hoje em dia, raros momentos em que estamos sozinhos – especialmente quem tem mania de smartphone. Correr possibilita isso.

3. Para se relacionar de maneira mais próxima com a cidade, a arquitetura e as condições de acessibilidade
Se você anda muito de carro, talvez não tenha a visão do pedestre, importantíssima pra compreender sua cidade como um lugar que deve ser feita não para carros, mas para pessoas. Você vai perceber problemas de acessibilidade nas calçadas, vai notar mais espaços de convivência social e lazer livre, como parques e praças.

4. Porque é bom pra saúde
Dessa parte, voce está cansado de saber: correr (com acompanhamento médico e do jeito certo, claro) faz bem pro coração, pros pulmões, pra oxigenação das células, pros ossos e até pra depressão.

5. Porque elimina gordura e te faz perder peso
5e você quer também garantir essa parte da sua saúde, a corrida não te deixa na mão. Claro que esse é um dos principais motivos pelos quais as pessoas se exercitam, mas com tantos outros, isso se torna apenas um detalhes.

6. Porque te deixa feliz, concentrado e produtivo
A ciência já comprovou: correr também melhora sua concentração e foco, sua produtividade em casa e no trabalho e sua satisfação geral com a vida, aliviando o stress, por exemplo.

7. Porque você dorme melhor

As substâncias liberadas durante uma corrida também te ajudam a ter um sono mais pesado e completo durante a noite.

8. Porque você consegue
Acho que uma das coisas mais legais, pra mim, foi quando corri meus primeiros 5km em 40 minutos. Me lembrei que, quando era criança, com os brônquios rapidamente inflamados, não corria mais de um minuto sem me cansar. Depois de 40 minutos sem parar, me senti muito bem comigo mesma e capaz de alcançar outros objetivos.

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“Meninos Hércules” podem ter crescimento afetado por exagerar no exercício

27mai2014---os-garotos-romenos-giuliano-stroe-9-e-seu-irmao-claudiu-foto-7-ganharam-fama-como-os-hercules-eles-fazem-sessoes-de-exercicios-que-deixariam-muitos-adultos-can

Publicado no UOL

Apelidados pela família como os irmãos “Hércules”, os garotos romenos Giuliano Stroe, 9, e Claudiu Stroe, 7, possuem uma rotina diária de duas horas de levantamento de pesos e exercícios impressionantes até para um adulto. Eles treinam para serem os garotos mais fortes do mundo e são apoiados pela família, composta por fisioculturistas, segundo matéria publicada no Daily Mail.

Giuliano, que já quebrou dois recordes mundiais, alcançou sucesso graças ao seu canal do Youtube, com mais de 50 mil inscritos e 12,5 milhões de visualizações, e sua página no Facebook, que tem mais de 1,2 milhão de curtidas. Claudiu segue os passos do irmão mais velho e também aparece nos vídeos.

Mas pediatras ouvidos pelo UOL são contrários à prática de exercícios pesados por crianças e afirmam que eles podem trazer uma série de problemas para a saúde dos pequenos. Segundo o presidente do Departamento de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo, Gustavo Foronda, uma rotina exaustiva de exercícios pode levar a lesões musculares, articulares e comprometer o crescimento. “Pode causar alterações na placa de crescimento da criança e sobrecarregar o sistema vascular, podendo causar uma hipertrofia miocárdica no futuro”, afirmou.

O pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Paulo Taufi Maluf Junior, afirma que, além disso, a sobrecarga de exercícios pode causar desidratação nas crianças. “A criança tem mais facilidade de desidratar que os adultos. Então, praticar exercícios pesados pode provocar perda de água e, com ela, substâncias importantes para o organismo. Sem falar nos danos para a coluna vertebral, que se for submetida a um volume grande de peso pode sofrer deformidade”, explicou.

O pai dos meninos, Iulian Stroe, 35, contou em entrevista ao tabloide britânico que está determinado a fazer seus filhos famosos para que eles possam ajudar financeiramente a família, que já viveu em Florença, na Itália, mas foi obrigada a retornar à Romênia por dificuldades financeiras. Eles sonham em viver na Grã-Bretanha.

Tanto o pai quanto a mãe de Giuliano e Claudiu defendem o regime de treinamento das crianças. “Eles possuem habilidades naturais para isso, nada é forçado. É o que Deus planejou para eles”, disse o pai ao Daily Mail.

Maluf Junior diz que a prática de exercícios adequados é muito importante para o desenvolvimento da criança. “A carga precisa ser dosada de acordo com a faixa etária da criança. Exercícios feitos da maneira correta aprimoram a força muscular, fortalecem o tecido ósseo, são bons para o sistema respiratório, circulatório e até para a pele”.

Segundo ele, o exercício mais indicado para crianças é aquele com o qual ela mais se identifica. “Não adianta colocar a criança para jogar futebol se ela não gosta da atividade. Não tem que ser o que os pais querem, mas o que ela quer, porque a atividade precisa ser prazerosa”, acrescenta.

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Quer ser mais inteligente? Corra!

Fazer exercícios aeróbicos regularmente pode ser uma das melhores maneiras de turbinar o QI, a memória e lutar contra o envelhecimento do cérebro, mostram estudos

(Foto: Renato Faccini)
(Ilustração: Renato Faccini)

Christie Aschwanden, na New Scientist [via Galileu]

Quem achou que ia cochilar na palestra do psiquiatra John Ratey ficou decepcionado. Ele fez seu público, composto por 1.100 dos principais educadores do mundo, exercitar-se ali mesmo. “Corremos sem sair do lugar por 20 segundos, depois descansamos 10 segundos e então repetimos isso mais quatro vezes”, diz. Parece um começo estranho para a apresentação de um professor da Escola de Medicina de Harvard numa conferência sobre educação. Mas Ratey sabia que esse “aquecimento” jogaria a seu favor: todos ficariam mais atentos e talvez até guardassem melhor o que estavam prestes a ouvir. Na verdade, foi um início perfeito para uma palestra sobre como usar nossos corpos para melhorar nossas mentes.

A ideia de que os exercícios físicos reduzem o risco de doenças cardíacas, de certos tipos de câncer e até previnem contra diabetes tipo II é bem aceita entre os cientistas. Só que estudos mostram que os exercícios também podem turbinar a mente. Não estamos falando apenas daquele bem-estar vago sugerido por ditados como “mente sã, corpo são”. O que Ratey e outros pesquisadores estão descobrindo é que a atividade física tem profunda influência em uma série de capacidades cognitivas que definem seu QI.

Os primeiros estudos a sugerir essa ligação vêm dos anos 1960, mas foi na década de 1990 que Fred Gage, geneticista do Salk Institute (EUA), descobriu que fazer exercícios parecia estimular o crescimento de novos neurônios em camundongos. Na mesma época, o psicólogo Arthur Krame, da Universidade de Illinois, publicou um artigo na revista Nature demonstrando que adultos antes sedentários, ao seguir um plano de exercícios de seis meses, melhoravam o desempenho em testes mentais que exigiam controle executivo. Esse controle é o tipo de concentração que nos ajuda a alternar tarefas sem cometer erros, fundamental para a inteligência.

Desde então, várias pesquisas confirmam e aprofundam esses resultados. Boa parte examina idosos, cujas habilidades mentais tendem a decair com o passar dos anos. Um grande estudo da Universidade de Munique, por exemplo, acompanhou 4.000 idosos durante dois anos. Aqueles que raramente faziam atividades físicas tiveram mais do que o dobro de chance de sofrer algum comprometimento cognitivo se comparados aos que faziam jardinagem, natação ou ciclismo algumas vezes por semana. Outro grande estudo publicado no periódico The Lancet, que seguiu um grupo de quase 1.500 pessoas durante 20 anos, mostrou que esses efeitos podem ser duradouros. Os indivíduos que se exercitavam pelo menos duas vezes por semana já adultos tinham menos chance de desenvolver demência quando passavam dos 60 anos. Os resultados são um alerta para os preguiçosos: formar hábitos saudáveis hoje pode atrasar o declínio mental décadas no futuro.

Pesquisas com jovens são mais raras, mas há evidências de que as atividades físicas fortalecem a saúde cerebral em todas as fases. Uma delas analisou crianças de 5 a 14 anos em escolas públicas na cidade de Nova York. Em testes cognitivos, os 5% de alunos que estavam mais em forma tiveram notas 36% superiores que o grupo menos em forma. Outro levantamento sobre registros de condicionamento físico de 1,2 milhão de homens que se alistaram nas forças armadas da Suécia entre 1950 e 1976 chegou a uma conclusão semelhante. A pesquisa, que seguiu os dados dos jovens dos 15 aos 18 anos, indicou correlação entre boa forma física na adolescência e o melhor desempenho em testes de inteligência e habilidades cognitivas aos 18 anos.

TER O HÁBITO DE SE EXERCITAR HOJE PODE ATRASAR O DECLÍNIO MENTAL E PREVENIR A DEMÊNCIA DÉCADAS NO FUTURO (Ilustração: Renato Faccini)
TER O HÁBITO DE SE EXERCITAR HOJE PODE ATRASAR O DECLÍNIO MENTAL E PREVENIR A DEMÊNCIA DÉCADAS NO FUTURO (Ilustração: Renato Faccini)

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Obesos vão perder benefícios por falta de exercícios, diz jornal

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Publicado por Terra

Os obesos representam cerca de 24% dos homens e 26% das mulheres na Inglaterra

Um projeto de lei quer fazer com que o governo monitore pessoas obesas para verificar se estão fazendo exercícios físicos recomendados pelos médicos, afirmou o jornal The Guardian nesta quinta-feira. De acordo com a publicação, caso se recusem a realizar os exercícios, as pessoas devem ter seus benefícios cortados.

Segundo o jornal, as propostas vem ao encontro do crescente número nos níveis de obesidade e cortes no orçamento, já que os gastos com saúdes têm crescido no país. Na Inglaterra, cerca de 24% dos homens e 26% das mulheres são obesos, enquanto 65% dos homens e 58% das mulheres têm sobrepeso.

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Boa alimentação, amizades, exercícios e otimismo ajudam a viver mais de 100 anos

Músculos, ossos, coração e cérebro são afetados pelo envelhecimento, mas centenários mostram que é possível ter uma vida saudável por mais de um século.

Publicado originalmente no site do Fantástico

Segundo o último Censo, em 2010 havia 22 mil brasileiros com mais de cem anos. Quais os segredos pra uma vida longa? E como é o organismo de alguém que chega a uma idade tão avançada? Gente como o arquiteto Oscar Niemeyer, que morreu, esta semana, dez dias antes de completar 105 anos.

Oscar Niemeyer passou dos 100 anos praticamente sem doenças, lúcido e produzindo. “Nós temos até uma revista que o nome é ‘Nosso caminho’, disse o arquiteto.

Um caso raro, mas não único.

Dona Zuleika Sucupira acaba de fazer 100 anos. Ela é promotora de justiça aposentada em Sorocaba, interior de São Paulo. Apaixonada por música. Não tem doenças. Só toma remédio por prevenção. “Me dão de vez em quando. Eu engulo. Não sei o que é. Não pergunto, se eu perguntar eu fico com a doença”, diz ela.

Em São Paulo, Dona Pina já tem 101 anos. Diz que chegou ao centenário sem fórmulas mágicas. “Como arroz, feijão, bife, salada, comida comum”, diz Agrippina Ruffo.

Dona Abibia, de Bauru, também no interior de São Paulo, é mais velha: 102. E ainda faz trabalhos voluntários. “Para mim, é um prazer ir lá ajudar a costurar à mão”, declara Abibia Monteiro.

Como é o organismo dessa gente tão longeva? Orientados pela geriatra Maysa Cendoroglo, vamos fazer uma viagem pelo corpo de um centenário.

Primeiro ponto que chama a atenção: a quantidade de gordura acumulada. Sobra gordura, mas falta água. O organismo retém menos líquido. “Isso aumenta a chance de ele desidratar com mais facilidade”, explica a geriatra.

Músculos e ossos perdem massa. Com menos cálcio, o esqueleto fica frágil. E isso traz várias consequências. Na coluna, por exemplo. “Vai achatando. Então eu perco inclusive altura”, diz Maysa.

Ela conta que o tórax também é afetado e lá dentro, no pulmão: “O tórax, ele tende a se expandir menos e com isso há uma dificuldade do pulmão expandir. Os reflexos de tosse são diminuídos”.

Chegamos agora ao coração centenário. Ele é menor, e bem diferente do de um jovem. Tem várias placas. “São aquelas placas relacionadas ao colesterol. São placas que podem dificultar a chegada de sangue em diferentes partes do corpo, inclusive no músculo cardíaco”, explica a geriatra.

Nossa viagem prossegue. Agora, o cérebro. Com o passar das décadas, ele fica menor. A quantidade das substâncias que levam as informações de uma célula nervosa para outra vai diminuindo. “Isso aumenta a chance de o indivíduo ter depressão e aumenta a chance do indivíduo ter demência”, diz a geriatra.

Que fique bem claro: nada disso é doença, é desgaste natural. Mas é um desgaste e tanto. Por isso, quem chega aos 100 anos chama muito a atenção.

Um caso impressionante saiu em outubro no jornal americano New York Times: o de um senhor grego que diz ter 102 anos. Stamatis Moraitis vivia nos Estados Unidos e recebeu diagnóstico de câncer terminal de pulmão. Voltou pra terra natal, a ilha de Ikaria, sem se tratar, só para esperar a morte. Mas isso faz 36 anos. Ele ainda está vivo, e livre do tumor. O repórter americano ressalva que não foi possível verificar a história com outras fontes.

Nesse universo dos centenários existe muita lenda, muita história não confirmada, mas em alguns lugares é cientificamente comprovado. Ali, existe mesmo um acúmulo muito grande de pessoas com mais de 100 anos de idade.

Um desses lugares é justamente a ilha de Ikaria, onde vive o senhor Moraitis, no mar Mediterrâneo. Outros são a província de Nuoro, na ilha italiana da Sardenha; as ilhas de Okinawa, extremo sul do Japão; a península de Nicoya, na Costa Rica; e uma comunidade adventista na Califórnia, Estados Unidos. No Brasil, pelo menos duas cidades com grande porcentagem de idosos já foram objeto de estudo: Veranópolis, no Rio Grande do Sul, e Maués, no Amazonas.

São lugares muito distantes uns dos outros, muito diferentes entre si. Mas a boa notícia é que os cientistas sabem que as pessoas que passam dos 100 anos têm algumas características universais.

Tudo começa com a genética: uma parcela da vida longa já vem gravada no DNA.

“A parte genética contribui 30%. Os outros 70% são de fatores que nós podemos modificar”, diz a geriatra. Fatores como a alimentação. Em todos os lugares estudados, não se comem muitos alimentos industrializados: é tudo do campo direto pra mesa. E tem mais. “A interação social está presente em todos esses ambientes, destaca Maysa. Ou seja, ter amigos faz bem para a saúde. E se manter ativo, explica a geriatra, também: “A medida em que eles mantêm uma atividade física, eles conseguem preservar algumas dessas alterações que o envelhecimento normalmente promove”.

Outro ponto crucial: atitude positiva. “Nos idosos que nos acompanhamos que são longevos são idosos que tem um prazer muito grande em estar vivos”, diz Maysa.

Dona Zuleika, a pianista de 100 anos, dá duas dicas. Primeira: manter a cabeça ativa, montando um quebra-cabeça de cinco mil peças, por exemplo. “O médico disse que se eu deixar isso, ele me manda embora do consultório”, diz ela.

Segunda: sempre ter planos. Adivinhe quantos anos mais Dona Zuleika quer viver. “Uns cinco anos. Para poder ver essa criançadinha crescer, ver o que eles vão fazer, o que eles vão ser e no que eu posso ajudar”, diz.

Zuleika, Pina, Abibia, Oscar. Quatro premiados pela genética, que, cada um a seu modo, e de acordo com seus talentos, souberam viver por mais de 100 anos.

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