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Rachel Sheherazade voltará a fazer comentários no SBT Brasil

Lauro Jardim, na Veja on-line

Título original: Microfone aberto

O SBT bateu o martelo: em agosto, Rachel Sheherazade voltará a fazer comentários no SBT Brasil. Não será, porém, exatamente como antes das polêmicas em que se meteu.

A ideia  da cúpula do SBT é que seus comentários sejam menos adjetivados. Além disso,  todos terão que ser previamente discutidos com a direção de jornalismo da TV de Silvio Santos.

Evangélica, Negra Li defende o musical Jesus Cristo Superstar: “é fiel ao que diz a bíblia”

Negra Li no Pânico

Negra Li no Pânico

Publicado por Jovem Pan

O musical Jesus Cristo Superstar estreou em São Paulo no início de março. Muito antes, no entanto, ele já dava o que falar. Quando foi anunciado que seria produzido no país, diversos grupos religiosos se uniram e criaram uma petição para arrecadar assinaturas e tentar cancelar seu financiamento. Outros preferiram um caminho mais direto e fizeram uma série de manifestações em frente ao Instituto Tomie Ohtake, onde entraria em cartaz. O motivo? Ele estaria “atacando” a fé cristã. Em entrevista ao Pânico nesta quinta-feira (15), a cantora Negra Li, que interpreta Maria Madalena na produção e é evangélica assídua, minimizou as reinvindicações e negou que haja qualquer tipo de desrespeito no espetáculo.

“O tema é polêmico. Falar de Jesus é sempre delicado, é comum as pessoas se manifestarem quando isso acontece. E elas têm liberdade de expressão, assim como nós, artistas. Mas o musical é fiel ao que diz a bíblia. Estamos apenas contando a história de maneira diferente, com um Jesus mais humano. Com uma visão diferente, claro, pelo olhar de Judas. É até uma forma de aproximar as pessoas da igreja. Estou amando fazê-lo”, disse.

Jesus Cristo Superstar foi escrito pelo dramaturgo britânico Tim Rice em parceria com Andrew Lloyd Webber e apresentado pela primeira vez em 1970. Ele destaca, entre outras coisas, as lutas políticas e pessoais entre Jesus e o apóstolo Judas Iscariotes por meio de uma linguagem moderna e rock de trilha sonora. Por essas e outras, Negra Li garante que os protestos não foram encarados com nenhuma surpresa.

“É uma obra que causa manifestações desde quando foi escrita. Já esperávamos por isso. Acho interessante. Nós, do elenco, conversamos muito, brincamos, sempre respeitando os protestos. Mas é claro que seria assim, ainda mais porque é rock! Jesus está em cima do palco todo bonitão, sem camisa, com a calça jeans baixa, o ‘caminho da felicidade’ aparecendo (risos), e um cartaz escrito ‘louvado seja o rock’n’roll’. Não teria como ser diferente”, completou.

Esta é a segunda participação da cantora em musicais, mas a primeira em um espetáculo de grandes proporções. Durante a conversa, ela também revelou como foi o processo que a selecionou para viver uma das personagens mais importantes da história.

“Sei que não fui a primeira opção. Houve outros nomes cotados antes. Não sei porque esses outros nomes não seguiram. Só sei que o diretor queria uma atriz negra e alguém falou de mim para ele. Aí me convidaram por e-mail, fiz um teste que foi mandado para a equipe de Londres e eles me aprovaram”, contou.

Apesar de gostar da experiência, ela assume que sente falta de cantar em apresentações solo.

“Dá uma saudade terrível dos shows. Até porque nos shows tenho mais liberdade. Eu escolho o repertório, eu escolho tudo. O show sou eu! Lá no musical eu sigo um roteiro. São formatos diferentes, mas ambos prazerosos”, afirmou.

Mesmo estando em um ótimo momento da carreira, Negra Li passou por grandes dificuldades recentemente. No dia 12 de abril, seu irmão, Gilson Francisco de Carvalho, de 41 anos, foi encontrado morto em um campo de futebol na Brasilândia, Zona Norte da capital paulista. De acordo com informações da polícia, ele estava com a marca de dois tiros na cabeça, o que originou diversos rumores sobre as causas do possível assassinato. A artista, no entanto, não entrou na discussão. Comentando brevemente o assunto em que ela ainda prefere não se estender, desabafou e disse que o motivo da morte não importa.

“Não quero saber o que aconteceu. A perda é a parte mais difícil disso tudo. Antes eu ouvia muitos casos na mídia e achava estranho as pessoas falarem isso, mas depois que aconteceu comigo vi que não importa mesmo. Deus sabe de tudo, está nas mãos dele. Não adianta eu me questionar, já foi. As coisas perdem o sentido. Nada melhor que o tempo para me fazer superar”, declarou.

Ela falou ainda sobre seu mais recente trabalho, o disco Tudo De Novo (2012); sobre a campanha publicitária da Fiat intitulada Festa na Rua (iniciada pela banda O Rappa), de que ela participa com uma nova música; sobre o retorno do grupo de rap RZO; e sobre a sua relação com o cantor Chorão.

“Ele foi meu padrinho. Apesar de cantar com o RZO há um tempo, na mídia ninguém me conhecia até ele me dar uma oportunidade. Eu era apenas uma backing vocal, depois virei a Negra Li. E ele não meu deu só isso, me deu muitos conselhos sobre a vida artística. O Chorão conversava muito comigo, me preparava. A mulher dele era outra que me ajudava. Ela me deu roupas que uso ainda hoje, não largo mão! A família Charlie Brown me fez crescer muito”, agradeceu.

Conheça as árvores de SP que sorriem ou tossem de acordo com poluição

Publicado no Catraca Livre

O que as árvores nos diriam se pudessem falar? A agência Y&R e o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas resolveram brincar com essa ideia e criaram a instalação “Árvore que Sente”, em que copas das árvores paulistanas se comunicam (ou quase) com quem passar por elas e olhar para cima.

Isso por que são projetados sobre suas folhagens sete vídeos em 3D que revelam diferentes expressões faciais de acordo com os índices de poluição local, fornecidos pela CETESB. O objetivo da iniciativa é promover a Semana Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas.

Os sentimentos já passaram pela Praça Charles Miller e hoje estarão no Minhocão. Quem passar pelo local entre 20h e 23h poderá ver como a árvore estará.

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Procurador é ameaçado por cristãos após pedido para retirar expressão “Deus seja louvado” das cédulas

Procurador Jefferson Dias SP revela ameaças de morte após ação que pede o fim da expressão Deus seja louvado nas cédulas de Real. Foto: Talita Zaparolli/Especial para Terra
Procurador Jefferson Dias revela ameaças de morte após ação que pede o fim da expressão “Deus seja louvado” nas cédulas de Real

Talita Zaparolli, no Terra

Procurador da República há 16 anos em Marília, interior de São Paulo, Jefferson Aparecido Dias foi destaque na mídia nacional e internacional após uma ação contra o Banco Central exigindo a retirada da expressão “Deus seja louvado” das cédulas de Real. Ele também é autor de outras ações polêmicas, como uma ajuizada em 2009 que pedia a retirada de símbolos religiosos que estivessem expostos em repartições públicas federais. O argumento proposto era o de que, apesar de ter uma população majoritariamente cristã, o Brasil é um País laico e, por isso, não poderia haver vinculação entre o poder público e qualquer igreja ou crença religiosa.

Em outra ação judicial, desta vez contra a prefeitura de Marília, Dias exigia que a cor da bandeira do município, adotada há quase três décadas, voltasse a ter a cor vermelha. Na época, o então prefeito Mário Bulgarelli, alegou que a mudança ocorreu em razão da cor do uniforme do time de futebol da cidade, o Mac (Marília Atlético Clube) e pelo fato dos prédios públicos municipais ostentarem a cor azul. Para Dias, a mudança lesava o patrimônio cultural da cidade, além do que, a população não havia sido consultada sobre a alteração. O pedido foi aceito pela Justiça e houve a troca do azul pelo vermelho.

O procurador moveu ainda duas ações contra uma das maiores emissora de TV do País. Em uma delas, a exigência era para que a emissora explicasse, durante um reality show, as formas de transmissão do HIV. A medida foi tomada depois que um participante do programa disse que heterossexuais não contraíam aids. Já na outra, Dias ajuizou uma ação civil pública para que cenas que pudessem estar relacionadas a crimes não fossem exibidas. A ação foi motivada depois que a emissora exibiu imagens de um suposto estupro ocorrido no mesmo programa.

Além de ocupar o cargo de procurador da República em Marília, no interior de São Paulo, Jefferson Dias também responde pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), com sede na capital. O mandato à frente da PRDC é de dois anos, podendo haver reeleição. Ele encerra quatro anos no comando da procuradoria no início de 2013. A escolha do sucessor será feita mediante eleições internas.

Em entrevista exclusiva ao Terra, ele fala sobre os motivos que o levaram a propor a ação, se diz católico e revela que vem sofrendo ameaças de morte.

Como surgiu essa ação?
Jefferson Dias –
Uma pessoa ateia entrou com uma representação na PRDC questionando a existência do “Deus seja louvado”. Na procuradoria, as queixas são distribuídas e, dependendo da temática, vai para a PRDC. Toda essa temática de liberdade religiosa vai para a PRDC e aí eu passo a investigar. A reclamação era só no aspecto de laicidade do Estado, um estado laico. E aí nós constatamos também que não tem uma lei autorizando, que era um pedido pessoal do ex-presidente da República num primeiro caso e, depois, um pedido pessoal do ministro da Fazenda. Então aí a ação é proposta sob dois aspectos: violação da legalidade e violação do princípio da laicidade do Estado.

A pessoa que entrou com a representação se sentia incomodada com a expressão?
Jefferson Dias –
Ela relata que se sentia afetada na sua liberdade religiosa pelo fato dela não crer em Deus e ter que conviver com a manifestação estatal de predileção por uma religião. Se chegar uma representação pra mim, independente de qual for a temática, eu sou obrigado a investigá-la. É uma obrigação legal minha.

A substituição das cédulas vai gerar despesas ao Banco Central?
Jefferson Dias –
Não vai gerar nenhum gasto. As cédulas vão se danificando e vão sendo substituídas gradativamente. Ela tem um tempo de vida útil e aí ela acaba se deteriorando e sendo substituída. Na ação nós pedimos que, nessa substituição de cédulas, elas sejam trocadas sem a expressão. Nem que demore 10, 15 ou 20 anos. Mas acredito que demore menos.

Um ateu entrou com a representação por se sentir ofendido, mas fato de retirar a expressão “Deus seja louvado” das cédulas não vai ofender uma população 64% católica, além das demais religiões cristãs?
Jefferson Dias –
O Estado não pode manifestar predileção religiosa. O Brasil optou em 1890 por ser um estado laico. O mais grave que um eventual sentimento dos católicos, é o fato de ser ilegal. Por exemplo, eu não gosto de pagar impostos, então não quero pagar impostos, mas é ilegal. Mesmo sendo católico, eu ouso discordar um pouco. Porque, se você for estudar a Bíblia, Jesus nunca teve uma posição materialista. Jesus disse que, quando lhe é perguntado se ele deveria dar dinheiro, pagar imposto a César, ele fala “A César o que é de César, a Cristo o que é de Cristo”. Quando ele encontra vendedores no templo, ele os expulsa de lá dizendo que “A casa do Senhor não é casa de comércio”. Perguntado sobre o rico, ele fala que “seria mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no reino dos céus”. Então, em nenhum momento Jesus deu a atender, para quem é cristão, que o dinheiro deveria trazer o nome dele ou o nome de Deus. Acho que é uma inversão de valores.

Com tantas injustiças e violência, essa não seria uma forma de ressaltar certa religiosidade, pregar o cristianismo?
Jefferson Dias –
Mas essa é uma injustiça e uma violência. Eu estou sendo ameaçado por causa dessa ação, por cristãos. Recebi alguns emails com ameaças, em nome de Deus. Continue lendo

Estudante gaúcha teria ofendido piauienses e vai parar nos TTs

Publicado originalmente no Brasil Portais

Se a intenção era ganhar seus 15 minutos de fama, ela conseguiu. Se não for um fake (perfil falso) criado por algum preconceituoso, a estudante de Administração e webdesigner Sophia Fernandes, de 18 anos de idade, disparou várias ofensas contra os piauienses, os cearenses e todos os nordestinos de uma maneira geral.

Através do Twitter, com o perfil @SophiaOfDreams (http://twitter.com/SophiaOfDreams), ela se identifica como de Porto Alegre-RS, taurina e torcedora do Grêmio. Na noite desta quarta-feira e por quase toda a madrugada desta quinta-feira (08/12) ela discutiu com alguns piauienses que se sentiram ofendidos e respondeu de maneira pejorativa.

Tudo começou quando ela postou várias notas em seu Twitter destilando seu veneno contra os nordestinos. Seria mais um caso de ‘xenofobia’ na Internet, que de uns tempos para cá tem causado revolta de pessoas nascidas nos estados mais pobres do Nordeste brasileiro. Um grupo de piauienses resolveu tomar as dores e respondeu a gaúcha pelo Twitter.

Ela não fugiu da briga e rebateu: “Fico puta quando vem esse povo medíocre do Piauí querendo falar merda só porque eu falei a verdade… aliás, o Piauí é no Brasil? Hahaha”. Entre outros tweets postados por ela, Sophia Fernandes falou de como a população piauiense é pobre e detonou: “Cadê vocês cortadores de cana, raladoras de mandioca (povo do Piauí) e cabeças de bosta (povo do Ceará)?”.

LBERDADE DE EXPRESSÃO VERSUS #INSULTOPIAUIESE
Para finalizar, ela disse que não teme os vários perfis que disseram que pretendem processá-la acusando de preconceito: “Processa aí. Cadê a liberdade de expressão dessa bosta de república que vocês chamam de Brasil? Pro inferno mendigos”. A polêmica ganhou destaque entre os assuntos mais vistos na Internet. Nos TTs (Trendig Topics do Twitter) a hastag #insultopiauiense chegou a liderar em todo o País. A Lei de número 7.716/89 diz: “A injúria por preconceito foi acrescentada ao Código Penal pela Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997, consistindo na utilização de elementos referentes à raça, cor etnia, religião ou origem, para ofender a honra subjetiva (auto-estima) da vítima. Vem prevista no art. 140, § 3º, do Código Penal, cominando pena de 1 a 3 anos de reclusão, e multa”.

dica do Walisson Figueiredo

a intolerância covarde se reproduz na sombra do anonimato. quem está por trás (opa!) disso prestou 1 serviço duplamente útil ao mostrar até onde pode chegar a imbecilidade humana e produzindo indignação coletiva contra esse tipo de preconceito.