‘Eu não sabia’ virou a frase-lema de uma época

DigitalMiranJosias de Souza, no UOL

“Eu não sabia” passará à história como a frase-lema do Brasil pós-ditadura. Será lembrada quando, no futuro, quiserem recordar a época em que o país era regido pelo cinismo. Lula usou-a no escândalo do mensalão do PT. Citando-o, o tucano Azeredo repetiu-a no processo do mensalão do PSDB. Alckmin empregou-a no caso do cartel dos trens e do metrô. Volta agora, com variações, na desconversa de Dilma sobre o petrolão: “Eu não tinha a menor ideia de que isso ocorria dentro da Petrobras.”

Usada assim, desavergonhadamente, a expressão vai virando uma espécie de código. Quando ela aparece, já se sabe que o país está diante de mais um desses escândalos que, de tão escancarados, intimam os responsáveis a reagir, ainda que seja com uma cara de nojo. É nessa hora que governantes capazes de tudo pedem ao país que os considere incapazes de todo. E alguns brasileiros, como que dotados de indulgência congênita, lhes concedem um deixa-pra-lá preventivo, que transforma cúmplices notórios em cegos atoleimados.

Claro que, entre o arrombamento do cofre e a manchete de primeira página, há um longo caminho de decisões tomadas ou negligenciadas —desde a ordem presidencial para entregar a diretoria da Petrobras a um apadrinhado de PT, PMDB e PP, até o engavetamento dos relatórios do TCU que apontavam superfaturamentos na obra da refinaria de Pernambuco.

Submetido a escândalos em série, o brasileiro precisa confiar na cara dos seus governantes. Mesmo que elas sirvam apenas para dar à mesma porcaria de sempre uma fachada mais atraente. A percepção de que o “eu não sabia” é apenas uma máscara empurraria o país para o ceticismo terminal.

Parte dos brasileiros parece sentir a necessidade de acreditar na ilusão de que a política ainda se divide em duas bandas: a ruim (as oligarquias carcomidas) e a boa (o pessoal da ‘nova política’, os bicudos, a turma da estrela…). A revelação de que, no poder, dilmas e renans são indistinguíveis seria demais para muitos corações.

Por mais cabeludo que seja o escândalo, o sistema acaba se autorregulando. Quando o Congresso escorraça do Planalto um Collor, tem-se a sensação de que o país pode livrar-se de seus gatunos. Quando o STF manda à Papuda a cúpula do PT, enxerga-se a luz no fim do túnel. Mas a reiteração dos assaltos, um engolfando o outro, num moto-contínuo infernal, revela que o brasileiro parece não ter mesmo muitas escolhas: ou é bobo ou é cínico.

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É oficial: selfie em grupo é batizado de ‘usie’

Hoje mais populares nas redes sociais do que os selfies, retratos ‘de galera’ simbolizam as relações entre amigos

Usie mais famoso da história: Bradley Cooper, Ellen Degeneres, Angelina Jolie, Julia Roberts, Brad Pitt, Jennifer Lawrence, Kevin Spacey, Meryl Streep, entre outros. (foto:  Facebook/Ellen Degeneres)
Usie mais famoso da história: Bradley Cooper, Ellen Degeneres, Angelina Jolie, Julia Roberts, Brad Pitt, Jennifer Lawrence, Kevin Spacey, Meryl Streep, entre outros. (foto: Facebook/Ellen Degeneres)

Publicado em O Globo

“Selfie” foi eleito o termo do ano em 2013 pelo Dicionário Oxford, mas, agora, há um novo termo sendo usado nas redes sociais: “usie”. Junção de “us” (“nós”, em inglês) com “selfie”, a palavra simboliza a crescente tendência das pessoas se apertarem na frente da câmera fotográfica — geralmente, de um smartphone — junto com os amigos para fazer um clique.

O mais famoso exemplo de um “usie”, ou seja, um selfie em grupo, é o registro feito pelo ator Bradley Cooper na cerimônia do Oscar, com Ellen Degeneres, Angelina Jolie, Julia Roberts, Brad Pitt, Jennifer Lawrence, Kevin Spacey, entre outros.

A palavra começou a aparecer em artigos escritos em abril de 2013, de acordo com Ben Zimmer, produtor executivo do site Vocabulary.com e colunista do “The Wall Street Journal”. O que caracteriza um selfie ou um usie é sempre o braço esticado de quem faz o clique aparecendo na imagem, já que o fotógrafo sempre tenta afastar a câmera ao máximo para enquadrar si mesmo ou seus amigos no retrato.

Em março, o “The Times of India” disse que os selfies em grupo do Papa Francico com os visitantes no Vaticano no ano passado seriam os primeiros usies catalogados por uma celebridade. Outras publicações ainda foram mais longe e proclamaram o fim dos selfies como tendência e a ascensão dos usies como o tipo de fotografia mais popular nas redes.

Apesar de muita gente achar que autorretratos são expressões da vaidade, um professor de marketing na Golden Gate University, em São Francisco, disse que o usie é uma moda que tem maior valor social do que o selfie.

— Em comparação com os selfies de uma só pessoa, os useis tratam mais da relação entre as pessoas do que da relação entre você e o seu cabelo — disse Michal Ann Strahilevitz, que estuda comportamento do consumidor, ao jornal “Daily Mail”.

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Rachel Sheherazade voltará a fazer comentários no SBT Brasil

Lauro Jardim, na Veja on-line

Título original: Microfone aberto

O SBT bateu o martelo: em agosto, Rachel Sheherazade voltará a fazer comentários no SBT Brasil. Não será, porém, exatamente como antes das polêmicas em que se meteu.

A ideia  da cúpula do SBT é que seus comentários sejam menos adjetivados. Além disso,  todos terão que ser previamente discutidos com a direção de jornalismo da TV de Silvio Santos.

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Evangélica, Negra Li defende o musical Jesus Cristo Superstar: “é fiel ao que diz a bíblia”

Negra Li no Pânico
Negra Li no Pânico

Publicado por Jovem Pan

O musical Jesus Cristo Superstar estreou em São Paulo no início de março. Muito antes, no entanto, ele já dava o que falar. Quando foi anunciado que seria produzido no país, diversos grupos religiosos se uniram e criaram uma petição para arrecadar assinaturas e tentar cancelar seu financiamento. Outros preferiram um caminho mais direto e fizeram uma série de manifestações em frente ao Instituto Tomie Ohtake, onde entraria em cartaz. O motivo? Ele estaria “atacando” a fé cristã. Em entrevista ao Pânico nesta quinta-feira (15), a cantora Negra Li, que interpreta Maria Madalena na produção e é evangélica assídua, minimizou as reinvindicações e negou que haja qualquer tipo de desrespeito no espetáculo.

“O tema é polêmico. Falar de Jesus é sempre delicado, é comum as pessoas se manifestarem quando isso acontece. E elas têm liberdade de expressão, assim como nós, artistas. Mas o musical é fiel ao que diz a bíblia. Estamos apenas contando a história de maneira diferente, com um Jesus mais humano. Com uma visão diferente, claro, pelo olhar de Judas. É até uma forma de aproximar as pessoas da igreja. Estou amando fazê-lo”, disse.

Jesus Cristo Superstar foi escrito pelo dramaturgo britânico Tim Rice em parceria com Andrew Lloyd Webber e apresentado pela primeira vez em 1970. Ele destaca, entre outras coisas, as lutas políticas e pessoais entre Jesus e o apóstolo Judas Iscariotes por meio de uma linguagem moderna e rock de trilha sonora. Por essas e outras, Negra Li garante que os protestos não foram encarados com nenhuma surpresa.

“É uma obra que causa manifestações desde quando foi escrita. Já esperávamos por isso. Acho interessante. Nós, do elenco, conversamos muito, brincamos, sempre respeitando os protestos. Mas é claro que seria assim, ainda mais porque é rock! Jesus está em cima do palco todo bonitão, sem camisa, com a calça jeans baixa, o ‘caminho da felicidade’ aparecendo (risos), e um cartaz escrito ‘louvado seja o rock’n’roll’. Não teria como ser diferente”, completou.

Esta é a segunda participação da cantora em musicais, mas a primeira em um espetáculo de grandes proporções. Durante a conversa, ela também revelou como foi o processo que a selecionou para viver uma das personagens mais importantes da história.

“Sei que não fui a primeira opção. Houve outros nomes cotados antes. Não sei porque esses outros nomes não seguiram. Só sei que o diretor queria uma atriz negra e alguém falou de mim para ele. Aí me convidaram por e-mail, fiz um teste que foi mandado para a equipe de Londres e eles me aprovaram”, contou.

Apesar de gostar da experiência, ela assume que sente falta de cantar em apresentações solo.

“Dá uma saudade terrível dos shows. Até porque nos shows tenho mais liberdade. Eu escolho o repertório, eu escolho tudo. O show sou eu! Lá no musical eu sigo um roteiro. São formatos diferentes, mas ambos prazerosos”, afirmou.

Mesmo estando em um ótimo momento da carreira, Negra Li passou por grandes dificuldades recentemente. No dia 12 de abril, seu irmão, Gilson Francisco de Carvalho, de 41 anos, foi encontrado morto em um campo de futebol na Brasilândia, Zona Norte da capital paulista. De acordo com informações da polícia, ele estava com a marca de dois tiros na cabeça, o que originou diversos rumores sobre as causas do possível assassinato. A artista, no entanto, não entrou na discussão. Comentando brevemente o assunto em que ela ainda prefere não se estender, desabafou e disse que o motivo da morte não importa.

“Não quero saber o que aconteceu. A perda é a parte mais difícil disso tudo. Antes eu ouvia muitos casos na mídia e achava estranho as pessoas falarem isso, mas depois que aconteceu comigo vi que não importa mesmo. Deus sabe de tudo, está nas mãos dele. Não adianta eu me questionar, já foi. As coisas perdem o sentido. Nada melhor que o tempo para me fazer superar”, declarou.

Ela falou ainda sobre seu mais recente trabalho, o disco Tudo De Novo (2012); sobre a campanha publicitária da Fiat intitulada Festa na Rua (iniciada pela banda O Rappa), de que ela participa com uma nova música; sobre o retorno do grupo de rap RZO; e sobre a sua relação com o cantor Chorão.

“Ele foi meu padrinho. Apesar de cantar com o RZO há um tempo, na mídia ninguém me conhecia até ele me dar uma oportunidade. Eu era apenas uma backing vocal, depois virei a Negra Li. E ele não meu deu só isso, me deu muitos conselhos sobre a vida artística. O Chorão conversava muito comigo, me preparava. A mulher dele era outra que me ajudava. Ela me deu roupas que uso ainda hoje, não largo mão! A família Charlie Brown me fez crescer muito”, agradeceu.

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Conheça as árvores de SP que sorriem ou tossem de acordo com poluição

Publicado no Catraca Livre

O que as árvores nos diriam se pudessem falar? A agência Y&R e o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas resolveram brincar com essa ideia e criaram a instalação “Árvore que Sente”, em que copas das árvores paulistanas se comunicam (ou quase) com quem passar por elas e olhar para cima.

Isso por que são projetados sobre suas folhagens sete vídeos em 3D que revelam diferentes expressões faciais de acordo com os índices de poluição local, fornecidos pela CETESB. O objetivo da iniciativa é promover a Semana Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas.

Os sentimentos já passaram pela Praça Charles Miller e hoje estarão no Minhocão. Quem passar pelo local entre 20h e 23h poderá ver como a árvore estará.

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