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Fabricio Carpinejar: “Um beijo em sua boca no horário nobre, Ziraldo”

Fabricio Carpinejar: "Um beijo em sua boca no horário nobre, Ziraldo"
Meu querido Ziraldo, Você diz que Fernanda Montenegro não poderia interpretar uma mãe gay, a decisão afrontou suas fãs. Não entendo onde deseja chegar. Não sei o que mais lhe incomoda na novela Babilônia: a homoafetividade em si ou a homoafetividade na velhice ou a homoafetividade entre duas mulheres que dedicaram a vida uma a outra? Acredita mesmo – diante da extrema violência que os homossexuais ainda sofrem hoje, apanhando […]

Nada me faltará

Nada me faltará
Publicado por Fabrício Carpinejar Qual a maior alegria de pobre? Ver sua despensa cheia. Preparar um rancho mensal. Tomar as estantes da cozinha com produtos. Não sobrar uma fresta de vazio, uma nesga de espaço. Enfileirar feijão, criar um exército de arroz, formar paredões de creme de leite. Falo com conhecimento de casa. Pobre mesmo se contenta em forrar o futuro. Como se uma guerra fosse começar e ele estivesse […]

Esquecido, mas feliz

Fabrício Carpinejar, no Blog do Carpinejar Eu posso esquecer a receita do minestrone da avó. Eu posso esquecer a loja em que comprei a calça preta favorita. Eu posso esquecer o restaurante que escolhemos para passar a virada do ano e o coquetel flamejante que bebemos, desculpa, fumamos (era a nossa piada). Eu posso esquecer o autor do verso “nunca me perdi de vista: detestei-me, adorei-me, depois envelhecemos juntos”. Eu […]

Minha infância solitária

Minha infância solitária
Publicado no blog do Carpinejar Eu era tão sozinho na infância que se aparecesse um fantasma pra falar comigo não ficaria com medo, mas conversaria com ele. Pediria para que a assombração não se assustasse, que saísse debaixo da cama, que viesse descrever os aborrecimentos e desabafar as circunstâncias da morte. Puxaria uma cadeira para aliviar seu cansaço de atravessar paredes. Se viesse arrastando correntes, abriria o cadeado com a […]

Pinóquio é um beija-flor venenoso

Pinóquio é um beija-flor venenoso
Publicado no blog do Fabrício Carpinejar Terminamos amizades, encerramos amores, destruímos trabalhos por pequenas mentiras. Nunca são as grandes. São as vergonhas minúsculas que nos levam às grandes humilhações. Aquela frase errada que o orgulho não permite consertar e que cresce como uma bola de neve. A mentirinha é muito pior do que a mentira.