Concurso polêmico vai eleger a Miss Hitler 2014

Para participar da disputa realizada em em uma rede social russa é preciso ser uma mulher nazista

Fotos das candidatas ao concurso de beleza nazista - Reprodução
Fotos das candidatas ao concurso de beleza nazista – Reprodução

Publicado em O Globo

Um concurso de beleza organizado através da rede social russa VKontakte, o equivalente local do Facebook, está provocando polêmica. O Miss Ostland 2014 (Ostland é o nome dado pela Alemanha nazista aos Estados bálticos ocupados e ao Leste da Polônia), hospedado na página do grupo “Adolf Hitler” — com mais de 7 mil seguidores — já conta com 14 participantes, todas nazistas.

Para participar, é preciso seguir as seguintes regras: “Ser mulher, ser nazista, ser uma mulher nazista, ser uma mulher que odeia judeus, ser membro do grupo “Adolf Hitler”, postar uma foto nazista sexy, conseguir outros nazistas para curtir sua foto e não insultar outras fotos — nazistas são um monte de coisas, mas são, aparentemente, pouco maliciosos nas mídias sociais”.

Além de enviar suas fotos sensuais, as mulheres interessadas em participar devem escrever sobre seu amor por Hitler. O candidato que obtiver o maior número de curtidas será declarado o vencedor. Até agora, Katya Shkredova que “adora Adolf por sua filosofia sobre a sociedade ideal”, lidera o concurso.

Além dela, outras 13 mulheres se inscreveram. Uma delas Ekaterina Matveeva, de São Petersburgo, que acredita que “a posição de Adolf Hitler é de um gênio e verdadeiro, já que as raças são diferentes, não só na aparência, mas também em inteligência”. Já Irina Nagrebetskaya (na foto) é ucraniana.

“”Não se esqueça! Adolf é o seu nome, ele é a nossa eterna raça, a ele foi dada a vida eterna”, escreveu.

O primeiro lugar ganhará uma joia, parecida a uma das runas nórdicas que eram tão amadas por Heinrich Himmler, um dos principais líderes do Partido Nazista. O segundo prêmio é um pingente da suástica.

O concurso despertou críticas nas redes sociais. “É vergonhoso. Por que alguém organiza um concurso como esse?”, tuitou Miriam Struk. Para o internauta Andrew Gross, o concurso “é um lembrete de que o antissemitismo se dissemina online e que é preciso combatê-lo”.

Uma das candidatas ao concurso, Irina Nagrebetskaya é ucraniana (foto: Reprodução)
Uma das candidatas ao concurso, Irina Nagrebetskaya é ucraniana (foto: Reprodução)

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Ator Dado Dolabella compara apoio a Dilma a ter ebola

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Publicado na Folha de S.Paulo

O ator Dado Dolabella disse nesta terça-feira (14) que alguém falar que “está com Dilma” é a mesma coisa que dizer que “está com ebola”.

A afirmação foi publicada em sua página pessoal do Facebook. Ele disse ainda que aqueles que apoiam a candidatura da petista à reeleição são marginais e deveriam ser isolados.

“Digno de pena e reclusão da sociedade. Um marginal. Diante de tanta corrupção comprovada!!!!”

Dolabella fez referência a Gregorio Duvivier, colunista da Folha e integrante do grupo humorístico Porta dos Fundos. O ator compartilhou um texto do diretor de mídias digitais da Globo, Erick Brêtas, que também em sua página pessoal na rede social criticou a coluna “Terra estrangeira”, de Duvivier, neste caso com argumentos, não agressões.

Na coluna, o humorista relata a experiência de ter sido agredido verbalmente por pessoas que achavam que ele é petista. No texto, ele critica o comportamento dessas pessoas e fala sobre o sentimento de deslocamento diante das manifestações de apoio ao PSDB no Rio de Janeiro.

O ator finaliza seu comentário criticando o colunista com as hashtags #gregoriofail e #baixounivel.

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Pessoas de mau humor ‘stalkeiam’ os amigos mais patéticos do Facebook

Pesquisa mostra o que já sabíamos: quando estamos #chateados não queremos ver o sucesso alheio

"AFF, destruíram a estrela da morte" "Vamos olhar o perfil do jabba, pelo menos não estamos piores que ele" (foto: Kristina Alexanderson / flickr/ creative commons)
“AFF, destruíram a estrela da morte” “Vamos olhar o perfil do jabba, pelo menos não estamos piores que ele” (foto: Kristina Alexanderson / flickr/ creative commons)

Publicado na Galileu

Ok, seu dia foi ruim e lá está você, navegando pelas ondas do Facebook. Quem você vai stalkear? Aquele seu amigo incrível, com um trabalho sensacional e que está curtindo uma viagem para Fiji? Ou aquele seu colega da escola que acabou se dando mal na vida? De acordo com um estudo da Universidade Estadual de Ohio, o mais provável é que você escolha a segunda opção. O motivo parece óbvio: quando nos sentimos mal, queremos ver alguém que está ainda pior.

A pesquisa aponta que, em situações normais, nós ‘stalkeamos’ as pessoas que consideramos ter mais sucesso – mas em casos de mau humor fazemos o completo oposto. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores fizeram com que 168 voluntários fizessem um tipo de prova – e, independente da sua performance, contaram a eles de forma aleatória que sua nota tinha sido excelente ou terrível. Depois da prova, os participantes entraram em um site similar ao do Facebook, que dava notas de 1 a 10 para seus membros em categorias como beleza e sucesso. A análise mostrou que as pessoas que receberam uma nota “terrível” na prova tinham uma maior tendência a olhar para os perfis com menores notas nas redes, enquanto o contrário acontecia com aqueles que tiveram “performances excelentes”.

Além disso, aqueles com notas mais baixas também passaram mais tempo stalkeando outros.

Mas vale lembrar que os pesquisadores não perguntaram como os participantes se sentiram após investigarem a vida alheia – então não se sabe se essa estratégia de stalkear alguém em situação pior que a nossa realmente pode melhorar o humor.

Via ScienceOfUs

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Americana de 113 anos mente idade para entrar no Facebook

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Publicado no Catraca Livre

Ontem, véspera de seu aniversário de 114 anos, a americana Anna Stoehr decidiu entrar no Facebook, mas percebeu que o ano de seu nascimento, 1900, não foi listado como uma opção para registro de idade na rede social.

Sem alternativa, recorreu ao que muitos jovens fazem todos os dias para ter acesso ao site: mentiu a idade, já que na rede social só é possível colocar a data a partir de 1905. Para o Facebook, Anna tem 99 anos.

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A americana passou a se interessar por tecnologia quando ficou amiga de Joseph Ramireza, um representante de vendas da Verizon que vendeu um iPhone para seu filho de 85 anos de idade.

Ele comentou a idade da mãe, e Joseph quis conhecê-la. Ficaram tão amigos que ele passou a ensinar Anna a ser uma pessoa conectada. Hoje, com seu iPad, é comum vê-la conversando com amigos e familiares pelo Face Time.

Para chamar à atenção do fundador da rede social, Mark Zuckerberg, a americana, também com a ajuda de Joseph, escreveu uma carta, na qual ela diz: “Eu ainda estou aqui”. Sim, usando uma máquina de escrever.

Nos registros de uma organização que mapeia indivíduos centenários, Anna, que é de Minessota, é a sétima pessoa norte-americana mais velha. A mais idosa é uma morada de Arkansas, de 116 anos.

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Discussão política no Facebook abala relações de internautas com amigos

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Publicado no G1

Discussões sobre política nas redes sociais, especialmente a respeito das eleições, têm causado consequências diretas na vida real de algumas pessoas. Amigos de infância estão brigando, excluindo um ao outro do convívio pela internet e, nos casos mais graves, até da relação pessoal. E não é só entre amigos que a coisa está ficando complicada: o ambiente familiar também está se estremecendo em algumas situações. Segundo o Safernet, em relação ao mesmo período do ano anterior, o número de denúncias sobre crimes de ódio na internet mais que triplicou nos dias próximos da votação.

É o caso da coordenadora de programação Flávia Lopes, 40 anos, que expõe publicamente seu posicionamento político em sua página no Facebook. Ofensas pessoais, posts que vão contra os direitos constitucionais dos brasileiros e xingamentos são motivos suficientes para exclusão. “Eu tento o diálogo, mas acabo excluindo amigos e parentes que têm pensamento considerado mesquinho, tacanho e muito agressivo.”

Para Célia Leão, consultora de etiqueta e marketing pessoal, “o respeito precisa imperar, principalmente entre parentes e amigos. É preciso haver equilíbrio e muito cuidado com o que for escrever nas redes sociais.”

Flávia revelou que, desde o início do processo eleitoral brasileiro, excluiu três parentes, três amigos de infância e mais de 20 conhecidos de sua rede social. “Tirei gente da minha família, como primo e tio. Excluo do Facebook para não ver mais os posts deles e para que eles não vejam mais os meus. Não é só pelo posicionamento político ou partidário. Sou contra recados homofóbicos e cartilhas conservadoras.”

A efervescência da página de Flávia no Facebook é tão grande entre os familiares, que a mãe dela disse que estava preocupada com isso. A declaração foi feita enquanto a reportagem do G1 estava na casa dela, o que gerou risos da filha. “Está vendo? É sério.”

Exclusões e bloqueios

Apesar de parecer radical nas exclusões, Flávia mantém o bom humor mesmo diante dos ataques pela internet. “Em uma ocasião, um amigo postou uma mensagem falsa no Facebook e fui argumentar com ele que aquilo não tinha procedência. Ele me desafiou a provar o que estava dizendo. Comecei a postar tudo detalhadamente. Em determinado momento, um amigo dele, que é policial, começou a me ofender, a me atacar. Tudo bem, deixei de lado, mas um dia esse cara apareceu na minha página e começou a me atacar em outros posts. Ele parou quando se deu conta de que estava em minha página e não na do nosso amigo em comum.”

Célia afirmou que é preciso “respirar antes de dar o ‘enter’ na mensagem e publicar algo numa rede social. Em algumas situações, o silêncio é a resposta mais contundente, é o melhor ataque.”

Flávia lembrou que chegou a ser acusada de receber dinheiro de um partido para fazer os posts que faz. “Nunca recebi dinheiro de partido. Não sou defensora de nenhum partido. Teve até quem falasse da minha vida sexual. Aí eu entrei na brincadeira e comecei a provocar o sujeito que me atacava até ele parar.”

A consultora de etiqueta lembrou que postou em sua página pessoal um texto, com a temática das eleições, afirmando defender a democracia e que as pessoas de seu círculo de convívio deveriam se conter para que seus posts não fossem excluídos. “Fiz um texto enorme falando que a democracia é respeitar o que o outro pensa. Há liberdade de expressão, mas é preciso ter limites. Se você discorda de alguém, vá para sua página e discorde lá, nunca embaixo do post da outra pessoa”, disse Célia.

“Fora do ringue”

amigos

O fotógrafo Alexandre Frata, 40 anos, disse que tem embates ferozes com o amigo e músico Fábio Hoffman quando o tema é política, mas sempre pela internet. “Fui ao aniversário dele, no dia anterior ao da votação, e já falei que não falaríamos sobre política para não ‘sairmos na mão’. Eu sou mais esquentado do que ele, mas nunca chegamos às vias de fato. Nem por política, nem por futebol.”

A professora de etiqueta do Senac, Monayna Pinheiro, disse que é preciso “entender que estamos em uma rede social e é inevitável a crítica às suas opiniões. A discussão é saudável, desde que seja equilibrada, sem palavrões e ofensas.”

Frata lembrou que tocou em uma banda com o amigo “rival” e que duas das músicas próprias, composições de um baixista, abordavam o tema política. “Somos amigos há mais de 20 anos, tivemos banda por 13 anos juntos, eu tocando bateria e ele tocando guitarra. Sempre me dei melhor com ele do que com o baixista, por exemplo. Tinha uma música ‘Quem quer que seja’ que era praticamente um hino ao anarquismo. Faz um tempo que não voto em candidato algum, para cargo algum.”

Hoffman disse que as conversas que costumam ter são saudáveis e baseadas em argumentos que cada um considera correto. “Sempre tivemos desavenças políticas. Tenho um pé mais no conservadorismo do que ele [Alexandre].”
O amigo afirmou que evita ainda mais o tema política com pessoas desconhecidas. “Se não converso sobre política com amigo, que pela amizade a gente acaba tendo mais liberdade para falar alguma coisa mais dura, com alguém desconhecido nem pensar em falar no tema”, explicou Frata.

Dados da Safernet, entidade que recebe denúncias de crimes cibernéticos, indicam que entre 28 de setembro (data do debate na TV em que Levy Fidelix fez declarações consideradas homofóbicas) e 6 de outubro (o dia seguinte ao primeiro turno) houve 3.734 denúncias sobre crimes de ódio na internet. Esse número é mais do que o triplo do acumulado no mesmo período no ano passado – 1.221 denúncias.

Código de etiqueta

Monayna disse que é preciso que as pessoas considerem os efeitos provocados pela velocidade da informação na internet. “Tudo é muito rápido, às vezes as pessoas não têm essa dimensão da velocidade. É preciso mudar o ‘penso, logo posto’ que acontece muito. Se você se expõe numa rede precisa ter maturidade para enfrentar as consequências. Não sabe brincar? Não desce para o playground.”

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Campanha do Ministério da Justiça

No começo de outubro, o Ministério da Justiça soltou uma campanha pelas redes sociais para conscientizar os internautas para que mantenham os direitos individuais e evitem conflitos pessoais. Veja a íntegra do texto:
“Liberdade de expressão é o direito de manifestar livremente opiniões e ideias. Entretanto, o exercício dessa liberdade não deve afrontar o direito alheio, como a honra e a dignidade de uma pessoa ou determinado grupo. O discurso do ódio é uma manifestação preconceituosa contra minorias étnicas, sociais, religiosas e culturais, que gera conflitos com outros valores assegurados pela Constituição, como a dignidade da pessoa humana. O nosso limite é respeitar o direito do outro.”

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