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Site promete transformar ‘pé na bunda em felicidade’

Estudante de direito Rodolfo Abbud, 20, só soube que foi parar no site após receber centenas de mensagens no Facebook (foto: Joel Silva/Folhapress)

Estudante de direito Rodolfo Abbud, 20, só soube que foi parar no site após receber centenas de mensagens no Facebook (foto: Joel Silva/Folhapress)

Rayanne Azevedi, na Folha de S.Paulo

“Advogado, dono de fazenda, cabeças de gado e de um corpão. Muito carinhoso!” É assim que o estudante de direito Rodolfo Abbud, 20, é descrito em um site. Pareceria autopromoção, não fosse por um detalhe: o texto não é dele.

Circulando pelas redes sociais desde terça-feira (12), o site “Recomende Um Ex” (recomendeumex.tumblr.com) nasceu de uma missão quase altruísta: recomendar ex-namorados, rolos e afins queridos, mas com quem, por um motivo ou outro, o relacionamento não deu certo.

A atitude é a “chance de transformar a culpa ou o remorso daquele pé na bunda em felicidade”, como dizem seus idealizadores, os publicitários Carla Cortegoso, 26, Caio Andrade, 25, e Lucas Ohara, 21, que negam a pretensão de promover a agência para a qual trabalham.

“É só a vontade de fazer algo bacana pelas pessoas”, afirma Carla, que, para dar o pontapé inicial, indicou o ex-namorado, com quem não fala há cerca de dois anos. “Às vezes, o que não deu certo para você pode funcionar com outra pessoa.”

Nos primeiros três dias de atividade, o site recebeu mais de 200 indicações e amealhou 1.000 seguidores.

Para o psicólogo especialista em relacionamentos e professor da USP Aílton Amélio da Silva, não basta ter boas intenções. “Acho que a pior coisa é ser indicado por alguém que não te quis mais. Parece um ISO 9000 [certificação de qualidade] ao contrário.”

Abbud, “dono de fazenda, cabeças de gado e de um corpão”, só soube que foi parar no site após receber centenas de mensagens e solicitações de amizade no Facebook. “Estranhei quando, do nada, um monte de mulheres veio me adicionar. Perguntei para uma delas de onde eu a conhecia e só aí fiquei sabendo do que se tratava.”

Ele diz ter levado com humor. “Mas não acho muito legal ter a imagem divulgada assim, pode ser desconfortável para algumas pessoas.” Os coordenadores prometem retirar o nome de quem pedir.

A estudante de moda Coraline Sabourin, 23, e o publicitário Danilo Romeiro, 26, não veem problema em terem seus perfis divulgados no site. Outrora namorados, descobriram-se bons amigos há três anos. “Falei para ele que ia recomendá-lo, e ele fez o mesmo”, diz Coraline.

Os dois riem das circunstâncias. “Me chamaram para ‘comer uns churrasquinhos e dar uns beijinhos’”, diverte-se a estudante, que diz não estar levando as investidas dos homens muito a sério. Romeiro, enquanto isso, está de conversa com quatro garotas.

A estudante de administração Tatiana Ikeda, 20, ainda não foi parar no site, mas é simpática à ideia. “É como uma carta de recomendação. Para você passar muito tempo com alguém, tem que ser uma pessoa de caráter.”

Mas faz uma ressalva: não gostaria que a recomendação partisse do último ex-namorado. “A indicação de qualquer outro faria com que eu me sentisse honrada. Mas, se viesse dele, eu não sei se ficaria feliz ou se me sentiria rejeitada”, afirmou.

Lucas Ohara (à esquerda), Carla Cortegoso (na tela do computador) e Lucas Caio Andrade, criadores do site "Recomende Um Ex" (foto: Edson Lopes Jr./Folhapress)

Lucas Ohara (à esquerda), Carla Cortegoso (na tela do computador) e Lucas Caio Andrade, criadores do site “Recomende Um Ex” (foto: Edson Lopes Jr./Folhapress)

Técnicos da Nasa também se divertem ao som de “Harlem Shake”; veja

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publicado na Folha de S. Paulo

Depois de ter atingido o topo da lista de hits da revista “Billboard”, causar a demissão de um grupo de mineiros na Austrália e a prisão de uma turma de jovens na Rússia, a canção que faz sucesso nas redes sociais “Harlem Shake” colocou agora uma equipe de técnicos da Nasa para dançar.

A versão “espacial” da música de Baauer foi filmada no Wallops Flight Facility, na Virgínia, no sudeste dos Estados Unidos. Lá fica uma das principais dependências da Nasa, sendo um centro de lançamento de foguetes e de apoio a missões espaciais.

Em menos de uma semana, o filme já conta com mais de 35 mil visualizações no Youtube e no Facebook.

Uma equipe da Nasa já havia publicado uma versão de “Gangnam Style”, fenômeno viral lançado pelo sul-coreano PSY, e do “We’re NASA and We Know It”, adaptação do sucesso dos LMFAO.

Mulher é presa por tentar vender filhos pelo Facebook nos EUA

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publicado no UOL

Uma mulher foi presa na cidade de Sallisaw, em Oklahoma (EUA), ao tentar vender seus dois filhos pela rede social Facebook. Ela cobrava US$ 4.000. A informação é do jornal norte-americano “The Oklahoman”.

De acordo com o periódico, Misty VanHorn, 22, foi detida na semana passada por meio de denúncia. Segundo a polícia, a mãe anunciou a venda pelo Facebook várias vezes. VanHorn fazia duas ‘ofertas’: o bebê de dez meses por US$ 1.000 ou o filho mais novo e o de dois anos por US$ 4.000.

A jovem está presa na cadeia da cidade. As crianças estão sob a custódia do departamento de serviço social do Estado. A polícia arbitrou uma fiança no valor de US$ 40 mil.

À polícia, Misty VanHorn contou que tentou vender os filhos pela internet porque precisava conseguir US$1.000 para libertar seu namorado da cadeia.

O caso de uma mulher que vendeu as três filha pelo equivalente a R$ 6 por não conseguir cuidar delas chocou a Índia (BBC)

Opções ‘curtir’ podem revelar QI, idade e sexualidade, diz pesquisa

Estudo com usuários do Facebook mostra que opções “Curtir” podem revelar informações que pessoas não expõem

Cientistas da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, e da Microsoft Research desenvolveram algoritmo com o botão \"curtir\" do Facebook Foto: AFP

Cientistas da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, e da Microsoft Research desenvolveram algoritmo com o botão \”curtir\” do Facebook Foto: AFP

Publicado por AFP [via Terra]

A opção “curtir” no Facebook pode revelar muito mais do que se pretende. Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira mostra que analisar os padrões destas preferências pode dar estimativas supreendentemente precisas sobre informações pessoais que o usuário não expõe, tais como raça, idade, QI, sexualidade, etc.

Cientistas da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, e da Microsoft Research, divisão de pesquisas da gigante do softwate americano, desenvolveram um algoritmo que usa as opções “curtir” - publicamente disponíveis a menos que o usuário faça configurações de privacidade mais rígidas – para criar perfis de personalidade, revelando potencialmente detalhes íntimos sobre sua vida.

Estes modelos matemáticos demonstraram uma precisão de 88% ao diferenciar homens de mulheres e de 95% em distinguir afro-americanos de brancos. Estes algoritmos também conseguiram extrapolar informações como orientação sexual, se o usuário fez uso de drogas ou se seus pais se separaram.

Estes dados podem ser usados em estratégias de propaganda e marketing, mas também poderiam fazer os usuários ficarem retraídos por causa da quantidade de dados pessoais revelados, afirmaram os cientistas. “É muito fácil clicar no botão ‘curtir’, é sedutor”, afirmou David Stillwell, estudioso de psicometria e co-autor da pesquisa. “Mas você não percebe que anos depois todos aqueles ‘curtir’ são armazenados contra você”, acrescentou.

Stillwell explicou que, embora dados do Facebook tenham sido usados neste estudo, perfis similares poderiam ser produzidos usando outros dados digitais, incluindo buscas na internet, trocas de e-mails e telefonemas. “É possível chegar às mesmas conclusões com diferentes formatos destes dados digitais”, explicou.

O estudo examinou 8 mil usuários do Facebook nos Estados Unidos, que voluntariamente disponibilizaram suas opções “curtir”, perfis demográficos e resultados de testes psicométricos. Enquanto alguns padrões parecem óbvios – democratas curtiram Casa Branca, enquanto republicanos curtiram George W. Bush -, outros foram menos diretos.

Extrovertidos curtiram a atriz e cantora Jennifer Lopez, enquanto os introvertidos demostraram preferência pelo filme Batman: o Cavaleiro das Trevas. Aqueles que se disseram “liberais e artísticos” curtiram o cantor Leonard Cohen e o escritor Oscar Wilde, enquanto os conservadores preferiram corridas de Nascar e o filme de comédia A Sogra.

Em grande parte, as previsões se basearam em dedução, feita a partir de enormes quantidades de dados. Aqueles apontados como homossexuais foram classificados como tais não porque clicaram em sites sobre casamento gay, mas por causa de suas preferências musicais e televisivas, por exemplo.

Cristãos e muçulmanos foram corretamente classificados em 82% dos casos e uma boa precisão nas previsões foi alcançada nos status de relacionamento e uso de substâncias, entre 65% e 73%.

As pessoas com QI mais elevado costumaram curtir o talk show The Colbert Report e filmes como O Poderoso Chefão e O Sol é para Todos. Aqueles com QI mais baixo curtiram motos Harley Davidson e Bret Michaels, integrante da banda Poison.

O estudo, publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, é divulgado em meio a um intenso debate sobre privacidade online e se os usuários sabem quanta informação é reunida sobre eles. Outra pesquisa recente demonstrou que os usuários do Facebook começaram a compartilhar mais dados pessoais depois que a rede social revisou suas políticas e interfaces.

Os cientistas de Cambridge afirmaram que os dados sobre as opções ‘curtir’ podem ser úteis para avaliações psicológicas e de personalidade, mas também mostra como detalhes pessoais podem ser tornados públicos sem o seu conhecimento.

Pesquisadores criaram aplicativo com versão mais curta do estudo

Pesquisadores criaram aplicativo com versão mais curta do estudo

“Previsões semelhantes poderiam ser feitas a partir de todo tipo de dado digital, com este tipo de ‘inferência’ secundária, feita com precisão notável – prevendo estatisticamente informação sensível que as pessoas podem não querer que seja revelada”, explicou o cientista de Cambridge Michal Kosinski.

Kosinski disse ser “um grande fã e usuário ativo das surpreendentes novas tecnologias, incluindo o Facebook”, mas afirmou que o estudo aponta para potenciais ameaças à privacidade. “Posso imaginar situações em que os mesmos dados e tecnologia são usados para antecipar visões políticas ou orientação sexual, trazendo riscos para a liberdade e até mesmo para a vida das pessoas”, afirmou.

Para uma versão mais curta do estudo, os cientistas criaram um aplicativo de Facebook, denominado You Are What You Like (Você é o que você curte), que faz uma avaliação da personalidade do usuário.