Americano garante que deixou de ser gay ao mudar alimentação

Ativista antigay e membro do Partido Republicano, Jeremy Schwab afirma que certos alimentos substituem os “pecados sexuais” que o “impediam de ficar com as calças”

Publicado no IG

Divulgação Jeremy Schwab, ex-gay que prega cura com almentação
Divulgação
Jeremy Schwab, ex-gay que prega cura com almentação

Ator aposentado, o americano Jeremy Schwab garante que deixou de ser homossexual depois de ter mudado sua alimentação.  Criador da organização Joel 2:25 International e filiado ao Partido Republicano, ele propõe a criação de uma lei que permita nos Estados Unidos um processo de ‘cura gay’ por meio da alimentação.

“Eu escrevi uma nova proposta de plataforma ao Partido Republicano e ela foi aprovada. Ele protege a liberdade de expressão, liberdade de religião, e o direito de autodeterminação”, defendeu Schwab, em mensagem no seu perfil no Facebook.

Nos EUA, praticas de “reversão de homossexualidade” são proibidas. Embora não dê detalhes sobre a tal dieta, Schwab afirma que certos alimentos substituem os “pecados sexuais” que o “impediam de ficar com as calças”.

Schwab não divulga fotos atuais suas porque não quer se render a vaidade depois ter “encontrado o senhor”. Ativista antigay, ele defende que lei entenda qualquer um que queira “deixar de ser gay”. “Trata-se de permitir que um terapeuta possa trabalhar com um cliente que procura voluntariamente a mudança”, argumento o ex-ator.

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Projeto de Lei em Fortaleza propõe leitura obrigatória da Bíblia em Escolas Públicas e Privadas

O Vereador Mairton Felix alega que o projeto é para benefício de toda a coletividade, pois as escolas terão desta vez a melhor forma de conhecer a palavra de Deus

Ylena Luna, no JusBrasil

A notícia foi dada pelo próprio Vereador nas redes sociais:

Projeto de Lei em Fortaleza prope leitura obrigatria da Bblia em Escolas Pblicas e Privadas

A nossa Carta Magna determina:

Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais.

§ 1º – O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.

Como supracitado, a constituição estabelece o ensino religioso como facultativo, respeitando os valores culturais e artísticos, nacionais e regionais.

Entretanto Vossa Senhoria, o Vereador Mairton Felix, tenta descaraterizar a “religiosidade” do seu Projeto de Lei invocando o Inciso VII do Artigo da Constituição Federal:

Projeto de Lei em Fortaleza prope leitura obrigatria da Bblia em Escolas Pblicas e Privadas

O Vereador alega que o Projeto de Lei 0179/2014 tem finalidade educativa e em nada contrapõe o Estado Laico:

Projeto de Lei em Fortaleza prope leitura obrigatria da Bblia em Escolas Pblicas e Privadas

Confira o Projeto de Lei 0179/2014 na íntegra

O mais impressionante é a sinceridade e o orgulho demonstrado pelo Vereador! Se o alegado na justificativa do Projeto de Lei for realmente verdade, como se explicaria o post do Vereador nas redes sociais?

Projeto de Lei em Fortaleza prope leitura obrigatria da Bblia em Escolas Pblicas e Privadas

Talvez eu esteja me precipitando no meu julgamento, entretanto deixo para vocês me dizerem se eu entendi alguma coisa errada. Não sou especialista, sou apenas uma estudante que procura estar ciente dos seus direitos e deveres.

 

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As 21 contas de Instagram mais criativas de 2013

publicado no Hypeness

É impressionante ver como algumas pessoas usam as possibilidades da internet de forma criativa e inovadora. E como estamos em tempo de balanços, com o final de ano chegando, quisemos mostrar pra você o que de melhor se fez no Instagram, uma das redes sociais mais populares do momento, mas também onde mais utilizadores publicam as mesmas coisas.

Veja 21 contas incríveis e se inspire pra 2014:

1. Alexis Dias

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Arte em Porto Rico de tirar o fôlego.

2. Basma Amin

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Ilustrador da Arábia Saudita e seus traços peculiares encantadores.

3. Darryll Jones

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Fotógrafo do Reino Unido clica seus brinquedos favoritos em habitats naturais.

4. Emily Blincoe

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Do Texas, Emily gosta de cores organizadas, retratos e coleções interessantes.

5. Find Momo Andrew Knapp

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Andrew Momo e seu Border Collie: onde está Momo?

6. Junanto Herdiawan

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O homem pássaro em Jacarta, Indonésia.

7. June J

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Natureza deslumbrante fotografada e editada pelo iPhone de June J.

8. Kerstin Hiestermann

instagram-Kerstin-Hiestermann

Desenhos e colagens deliciosas pela alemã Kerstin.

9. -Lucía Muñiz Fernández

instagram-Lucía-Muñiz-Fernández

Fotógrafa espanhola produz retratos de moda inspirados nos anos 60.

10. Maddie and Theron

instagram-Maddie-and-Theron

Theron e seu cão vajam o mundo conhecendo pessoas e tirando fotos para o Instagram.

11. Murad Osmann

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O Fotógrafo Murad segue sua namorada, a modelo Natalia Zakharova ao redor do mundo.

12. Nick Gentry

instagram-Nick-Gentry

Artista inglês cria retratos com disquetes 3 1/2.

13. Nunoassis

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Arquiteto que vive em Macau na China fotografa a cidade instalando filtros geométricos.

14. Paypphones

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Dan Marker-Moore retrata a beleza da morte dos telefones públicos.

15. Red Hong Yi

instagram-Red-Hong-Yi

Artista e arquiteto da Malásia que gosta de pintar, mas não com pincel.

16. Rubble and Rock Angela

instagram-Rubble-and-Rock-Angela

Angela descreve-se como “cirurgiã do fruto em tempo parcial.

17. Simone Bramante

instagram-Simone-Bramante

Fotografias mágicas made in Italy.

18. Dilok Lak

instagram-Didio-Lak

Fotografia e colagem de Bangkok, Tailândia.

19. Ida Frosk

instagram-Ida-Frosk

A norueguesa Ida Frosk gosta de comer e brincar com a comida.

20. Alex Solis

instagram-Alex-Solis

Ilustrador de Chicago combina desenhos com objetos reais.

21. Rachel Ryle

Rachel Ryle surpreende com suas ilustrações animadas e encantadoras.

 

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A barragem: porque algumas pessoas são curiosas o bastante para proteger-se da produção cultural da sua época

imagem: Internet
imagem: Internet

Paulo Brabo

Alienar-se de quê?

Das lembranças que trago da Era Offline esta não é pequena: a sensação de correr ativamente atrás da cultura de massa, de ansiar por ela, de jogar-me no seu caminho, de implorar que ela se despejasse sobre mim – em vez de, como hoje, viver perseguido pela produção cultural na muralha perpetuamente autorregenerada de links da internet, cada um deles redigido para ter maior sucesso em me seduzir e desencaminhar o meu clique.

Naqueles dias, jovens padawans da Era Online, a cultura era já massificada, mas a distribuição era artesanal. Você e a cultura eram amantes separados pelo destino, e cabia sempre a você cobrir a distância. Você é que ficava sentado diante do sinal de teste da televisão, aguardando que a máquina saísse do coma e o único canal disponível (o único concebível) desse sinais de vida. Você é que se submetia como um garimpeiro a quatro horas de música genérica no rádio até ser premiado, quem sabe, com a música que queria ouvir. Você é que pagava para assistir no cinema a um filme do qual não sabia nada além do título.

A cultura queria você, mas você tinha de ir até ela. Para não perder o bonde da produção cultural você andava a pé, pegava ônibus, esperava na fila, ia até a banca de revistas, grifava catálogos, assinava revistas, devassava livrarias, colocava o despertador para não perder às duas da manhã O monstro da Lagoa Negra na televisão, gravava em fitas cassete uma seleção das músicas do rádio, esperava que aquela encomenda chegasse pelo correio, fazia reservas na videolocadora, escrevia cartas, recortava tirinhas de jornal, emprestava livros da biblioteca e lia quadrinhos sem qualquer esperança de que um dia chegassem a filme.

Não há como enfatizar demais este ponto: se você não perseguisse deliberadamente a cultura, podia muito bem não ser encontrado por ela. Nenhum email, nenhum torpedo, nenhum link, nenhum vídeo viral, nenhum selfie, nenhuma foto de gatinho, nenhum meme, nenhum spam, nenhuma animação engraçadinha, nenhum vídeo de proposta de casamento, nenhum coral cantando ópera na área de alimentação, nenhum clipe de música, nenhuma história edificante sobre o cachorro que visita o túmulo do dono, nenhum vídeo de pegadinha, nenhum artigo “vinte coisas que”, nenhuma foto da festa da Amanda, nenhuma frase motivacional, nenhum powerpoint com fotos da Itália e trilha sonora de André Rieu – nenhum conteúdo não solicitado iria perturbar o seu dia. A sua semana. A sua vida.

E não, minha tese não é que aquele modo de vida era superior, embora esteja longe de crer que era inferior só pela contingência de ter sido substituído. Faço essa recapitulação para lembrar que ficou mais difícil não ser encontrado pela cultura. Mais precisamente: alguém que queira por alguma razão manter-se à margem da produção cultural dos nossos dias deve fazê-lo ativamente, quando um certo ascetismo cultural era a modo de vida padrão durante a Era Offline.

E se toco no assunto é devido a uma curiosidade: o fato de que, mesmo antes da televisão e da internet e da sociedade do espetáculo e do fascismo das mídias sociais, algumas pessoas achavam importante erguer uma barreira que as protegesse da produção cultural do seu próprio tempo. E o fundamental é que erguiam essa barragem não para serem poupados de coisas interessantes, mas para poderem dedicar-se a elas.

Jorge Luis Borges: hoje é um lugar que não existe

Um dia me cabe escrever um livro sobre todos os modos com que Borges me surpreendeu e desarmou1, mas este ponto não creio ter articulado antes: Borges, que nasceu em 1899 e morreu em 1986, escrevia (isto é, vivia, falando de Borges) como se o século XX para todos os efeitos não existisse.

Borges não pode ser acusado de ter um leque limitado ou convencional de interesses, mas se dermos ouvido ao seu próprio testemunho (ou falta dele), a produção cultural do seu próprio tempo parece ter feito pouco para despertar a sua paixão.

Eu nunca tinha levado para a cama alguém como Borges, que parecia sinceramente acreditar que os contos das Mil e uma noites e os episódios da Divina Comédia são não apenas melhor literatura, mas essencialmente mais atraentes – mais criativos, mais bem amarrados, mais cheios de ressonância, mais interessantes – do que todos os romances dos autores contemporâneos a que eu dava atenção.

E se o cara estivesse certo? E se eu devesse dar mais atenção a Luciano de Samóstasa do que a Stephen King? E se a literatura sufi do décimo segundo século contivesse maior lastro criativo e melhor compreensão da psicologia humana do que Duna, de Frank Herbert? E se Pedro Antonio de Alarcón pudesse me levar mais longe do que Isaac Asimov? Ray Bradbury eu tomava por um deus das letras, mas eu havia por acaso lido a ficção de Chesterton? William Beckford? Gustav Meyrink? Giovanni Papini? Shakespeare? Enquanto eu estava lendo ensaios de Carl Sagan e de Umberto Eco, Borges estava lendo Menendez & Pelayo, Arthur Schopenhauer, Edward Gibbon, Benedetto Croce, Emmanuel Swedenborg, Walt Whitman, George Berkeley, David Hume, Oscar Wilde, Henry James, Samuel Coleridge, Pu Songling, Pirandello, Platão, Plotino e Plutarco – e de repente me era clara a sensação de que eu estava perdendo alguma coisa, não ele2.

É raro que Borges mencione numa luz positiva autores mais recentes do que Franz Kafka, que morreu em 1924, ou Gustav Meyrink, que morreu em 1932. De qualquer modo, ele acreditava que a leitura mais excelente estava oculta nas catacumbas da literatura mundial dos séculos que nos precederam. Supor que a produção cultural contemporânea seja inevitavelmente superior a tudo que veio antes, supor que a excelência literária coincidirá arbitrariamente com a época em que estamos vivos, supor que o que é interessante no presente pode tornar o passado menos interessante – essas posturas Borges tomava por infantis, provincianas e, mais importante, infundadas.

Borges inaugurou para mim o grande escritor para quem o presente é, em termos relativos, tão desinteressante que não merece menção. Foi o primeiro cara (mais tarde descobri que Tolkien tinha posturas e prioridades semelhantes) que percebi ter erguido deliberadamente uma barragem de contenção, uma muralha que o protegesse da efervescente produção cultural contemporânea, de modo a ficar livre para saborear em paz o vinho excelente das safras anteriores. (mais…)

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‘Eu me sinto miserável cada vez que entro no Facebook’

Leoa de estimação em cima da Ferrari do @shyooo5y
Leoa de estimação em cima da Ferrari do @shyooo5y

Mirian Goldenberg, na Folha de S.Paulo

Tenho me deparado com uma nova realidade que atinge homens e mulheres de todas as idades: o fantástico mundo do Facebook.

É no Facebook que muitos buscam novos e antigos amores, fazem amigos, registram as coisas mais banais e, principalmente, encontram o reconhecimento que tanto procuram.
Uma atriz de 32 anos contou: “O meu ‘Face’ é uma espécie de diário. Nele coloco tudo o que acontece no meu dia, desde os momentos mais divertidos até as maiores bobagens. Quando mudo a minha foto do perfil, dezenas de amigos dizem que sou linda. Escrevo uma frase boba e muitos curtem. No dia do meu aniversário, centenas de amigos enviam mensagens carinhosas dizendo que sou especial e querida. É uma injeção maravilhosa no meu humor e na minha autoestima”.

Não é à toa que muitos ficam conectados durante muitas horas do dia, buscando algum tipo de diversão, elogio ou reconhecimento.

Um analista de sistemas de 43 anos disse:

“Estou viciado no Facebook. É um paraíso sexual. Nunca foi tão fácil encontrar mulheres para transar e namorar. Nem preciso me esforçar para seduzir; basta mostrar algum interesse e fazer um elogio. É tudo muito direto, rápido e fácil. Além de ser muito fácil deletar quem não me interessa mais”.

No entanto, não funciona assim para todos. Muitos ficam angustiados ao se compararem com a felicidade alheia ou ficam frustrados com o tipo de relacionamento que encontram.

Um empresário de 39 anos disse: “Eu deletei meu perfil do Facebook. É muita gente idiota, infantil, exibicionista, carente, competindo para ver quem tem mais amigos ou recebe mais curtidas. É ridículo ver alguém que tem 5.000 amigos no Facebook e não tem um amigo de verdade. Além de ter muita gente grosseira, mal-educada e desagradável. É uma verdadeira egotrip, além de ser completamente ‘fake'”.

Uma professora de 57 anos reclamou: “Eu me sinto miserável cada vez que entro no Facebook. Quanto mais tempo fico, mais deprimida eu me sinto. Vejo minhas amigas felizes, magras e lindas, viajando para lugares incríveis com os maridos e filhos, empolgadas com novos projetos. Cada vez que entro no Facebook me sinto mais insatisfeita com a minha vidinha solitária, medíocre e banal. Será que só eu tenho uma vida de merda?”.

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