Banda alternativa de Slash sugere reunião do Guns N’ Roses

Publicado em O Globo

Os fãs de Guns N’ Roses que acompanham a banda Kings of Chaos acordaram com uma tremenda surpresa nesta terça-feira. A página no Facebook do grupo que reúne Slash, Duff McKagan, Gilby Clarke e Matt Sorum (todos ex-Guns), entre outros astros do rock, publicou uma foto da formação clássica do Guns (veja acima) com uma forte insinuação de que a banda estaria para se reunir.

“Uma incrível banda de rock que só o Kings of Chaos chega perto também está se aproximando, grande notícias em breve”, diz a mensagem seguida das hashtags #gunsnroses #gnr #slash #axlrose #duffmckagan #dizzyreed #gilbyclarke.

As hashtags sugerem que a reunião contaria com o vocalista Axl Rose, o guitarrista Slash e o baixista Duff McKagan da formação original. O guitarrista Gilby Clarke aparece na vaga de Izzy Stradlin, que já fez participações especiais em shows do Guns nos últimos anos, mas deixou a banda no auge da fama, em 1991.

Além dos músicos citados acima, o Kings of Chaos também conta com a participação de Joe Elliot, Myles Kennedy, Corey Taylor e Steve Stevens. A banda se dedica a apresentações nas quais toca covers de Guns N’ Roses, Deep Purple, Velvet Revolver e outros.

Uma possível reunião do Guns é um sonho antigo dos fãs, mas sempre foi tratado como hipótese remota, principalmente por Axl Rose e Slash, que trocaram farpas pela imprensa nos últimos 20 anos.

Em junho, Axl confirmou que a banda gravou um novo disco que deve ser lançado em breve. Depois que a formação clássica do Guns N’ Roses se desintegrou, o vocalista levou 15 anos para lançar o álbum “Chinese democracy”, que chegou às lojas apenas em 2008.

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Noiva publica no Facebook lista de razões pelas quais não convidou todos os amigos para o casamento

“Vou tentar tornar isso o mais simples possível para que ninguém fique magoado”, escreveu a noiva, antes de enumerar sete motivos que usou para eliminar algumas pessoas de sua festa

"Não temos lugares sobrando na igreja e na recepção”, escreveu a noiva (foto: Think Stock
“Não temos lugares sobrando na igreja e na recepção”, escreveu a noiva (foto: Think Stock

Publicado na Marie Claire

Poucas coisas na vida dão mais trabalho do que selecionar os amigos que vão a sua festa de casamento. Mas uma noiva americana resolveu chutar para longe toda a etiqueta e listar, em sua página no Facebook, as razões pelas quais alguns “amigos” não são próximos o suficiente para ir ao evento.

“Não temos lugares sobrando na igreja e na recepção”, começa o post da noiva. “Então vou tentar tornar isso o mais simples possível para que ninguém fique magoado. Se você não for convidado, aqui vai uma lista de possíveis razões.”

Entre os sete motivos para a exclusão, a americana incluiu “Se eu já te convidei toda vez que faço uma reunião e você nunca apareceu”, “Se você é só um colega de trabalho e nós nunca saímos fora dele” ou “Se você provavelmente viria só pela comida e a bebida e realmente não tem nenhum outro interesse além disso”.

E, mostrando que não há limites para o constrangimento público, o número 7 é especialmente vingativo: “Se você se casou e eu pensei que éramos amigos mas você não me convidou”.
Confira, abaixo, a lista completa:

“1. Se eu já te convidei toda vez que faço uma reunião e você nunca apareceu;

2. Se você é só um colega de trabalho e nós nunca saímos fora dele;

3. Se eu compareci a coisa que você me convidou e você nunca apareceu ou sequer respondeu a meus convites;

4. Se eu só saí com você em um grupo, mas nós não somos próximos;

5. Se em algum momento você falou alguma m… sobre mim, você definitivamente não será convidado;

6. Se você provavelmente viria só pela comida e a bebida e realmente não tem nenhum outro interesse além disso;

7. Se você se casou e eu pensei que éramos amigos mas você não me convidou.”

Nos comentários, muitos usuários questionaram se alguém “que nunca respondeu a um convite” da noiva ou “nunca saiu com ela fora do trabalho” estaria realmente interessado na festa.

O post da noiva que decidiu listar os sete motivos para ter eliminado alguns convidados da sua festa (foto: Reprodução / Facebook)
O post da noiva que decidiu listar os sete motivos para ter eliminado alguns convidados da sua festa (foto: Reprodução / Facebook)

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Não me delete, por favor

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Por Luciana Chardelli, no Obvious

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório. Não há a observação pausada daquilo que experimentamos, é preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar.

O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo.
Em tempos de Facebook e Twitter não há desagrados, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio.

Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito. Não existe a troca vivida.

Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado, tudo é desvendado: o que se come, o que se compra; o que nos atormenta e o que nos alegra.
O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angustia. Filosoficamente a angustia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.

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Compartilhar para falar mal. Apenas parem

 

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Por Lino Bocchini, na Carta Capital

 

“Que capa absurda! Vou denunciar pra todo mundo que a revista X é mentirosa!”

“Ridícula essa reportagem da TV Tal, é muito tendenciosa! Vou descer o pau!”

“Esse colunista fulano é um imbecil! Vou acabar com ele no meu perfil!”

Pode apostar: a revista X, a TV Tal e o colunista fulano agradecem de coração a sua divulgação. Graças a atitudes assim eles seguem firmes no centro do debate. Tanto faz se quem divulgou os aprova ou critica. A cada clique no “compartilhar” do Facebook eles pautam mais gente, inclusive você e a sua rede de conhecidos.

E não interessa o comentário que acompanha o link. Compartilhar é reconhecer a importância. É legitimar. A mensagem passada para toda a sua rede de conhecidos é: esse veículo (ou articulista) é o fórum adequado para se debater determinado assunto. Pouco importa se as opiniões serão, em sua maioria, contrárias ou favoráveis. O que interessa é que inevitavelmente todo debate se dará a partir do ponto de vista da revista X, da TV Tal ou do colunista fulano.

Eles serão o ponto de partida, e tudo o que vier a seguir vai girar em torno deles.

Alguns dirão: “Mas agora existem encurtadores que criam um link que não gera audiência para o site tal. Então posso espalhar à vontade o conteúdo que o fulano não vai ganhar nenhum clique a mais.”

Verdade. É o que faz, por exemplo, o popular Naofo.de, que tem o sugestivo slogan “Encurtador higiênico de chorume”. Ao usar esse serviço e seus similares, seus contatos verão o conteúdo sem, entretanto, dar audiência para o site-destino. Funciona assim: a ferramenta gera uma cópia idêntica à página que você quer divulgar. Gera também um link encurtado para essa cópia. É ele que você usará para espalhar o conteúdo. Ao clicar no link, seus amigos verão uma página igualzinha ao endereço original, só que o site real não ganha nenhum acesso.

A invenção é interessante, mas ela embute uma armadilha.

Acontece que, com o advento destes encurtadores “higiênicos”, as pessoas estão sentindo-se ainda mais estimuladas a divulgar “chorume”. É um efeito colateral terrível que, ao invés de tornar um ambiente como o Facebook mais habitável, acaba poluindo ainda mais as chamadas linhas do tempo da rede social. E, de quebra, dá ainda mais cartaz e respaldo para quem você não gosta.

Evitar dar audiência é o de menos. O ponto central é o seu aval. E ele segue intacto, com ou sem o repasse da audiência.

Por outro lado, é compreensível o argumento de que às vezes “não dá para aguentar”. Em alguns casos o conteúdo nos revolta tanto que nos sentimos “obrigados” a criticá-lo publicamente.

Para esses momentos de crise, sugiro um exercício que leva poucos segundos e é de extremo valor: da próxima vez que for clicar no “compartilhar” do seu Facebook, pare, respire por 3 segundos e se faça a seguinte pergunta: “essa pessoa ou veículo merece MESMO ainda mais divulgação e ainda mais legitimidade entre os meus amigos, familiares e colegas de trabalho?”.

Em geral, não vale a pena.

Acredite, nesse caso o dito popular “falem mal, mas falem de mim” funciona. E muito. Já passou da hora de mudar de estratégia. Basta lembrar qual a TV, o jornal, a rádio ou a revista mais poderosa do Brasil. Qual sua opinião sobre elas?

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‘Black blocs’ são ‘esquerda caviar’, diz juiz que negou liberdade a jovens

Rafael Lusvargh e Fabio Hideki Harano (à esq.) foram presos (foto: Avener Prado/Folhapressapós protesto anti-Copa na av. Paulista)
Rafael Lusvargh e Fabio Hideki Harano (à esq.) foram presos (foto: Avener Prado/Folhapressapós protesto anti-Copa na av. Paulista)

Giba Bergamim Jr., na Folha de S.Paulo

O juiz da 10ª Vara Criminal, Marcelo Matias Pereira, disse que os “black blocs” –que promovem manifestações com depredação de patrimônio público e privado– atuam ao gosto do que ele chamou de “esquerda caviar”.

Esse termo –de origem francesa– costuma ser usado para designar ativistas que dizem ser de esquerda, defendem socialismo, mas que usufruem de todos os benefícios do capitalismo.

A declaração está na decisão proferida pelo juiz, na última sexta-feira (1º), quando ele negou um pedido de liberdade para Fábio Hideki Harano e Rafael Lusvarghi.

Segundo o juiz, os “black blocs” atentam contra os poderes constituídos, desrespeitando as leis e os policiais que têm o dever de preservar a ordem, a segurança e o direito de manifestação pacífica.

“Além de descaradamente atacarem o patrimônio particular de pessoas que tanto trabalharam para conquistá-lo, sob o argumento de que são contra o capitalismo, mas usam tênis da Nike, telefone celular, conforme se verifica nas imagens, postam fotos no Facebook e até utilizam uma denominação grafada em língua inglesa, bem ao gosto da denominada esquerda caviar”, afirma o juiz.

Para o magistrado, as manifestações no país perderam a legitimidade por causa da infiltração dos “black blocs”.

Segundo ele, as atitudes dos manifestantes violentos tiraram o direito dos que buscavam se manifestar pacificamente. De acordo com o juiz, ficou provado que Hideki e Lusvarghi tinham “liderança sobre as massas”.

Para o advogado de Hideki, Luiz Eduardo Greenhalgh, a manifestação do juiz foi “absolutamente ideológica”.

“Isso [declaração do juiz] me lembrou a época da ditadura militar, da lei de Segurança Nacional, sem nenhum fundamento”, disse Greenhalgh.

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