Jovem evangélica que procurava namorado no Facebook é encontrada morta no Rio de Janeiro

Divisão de Homicídios vai quebrar sigilo do perfil da vítima na rede social em busca de suspeitos

Cláudia Marinho de Lima, de 18 anos, pode ter sido enforcada com o próprio sutiã (foto: Reprodução Facebook / via Extra)
Cláudia Marinho de Lima, de 18 anos, pode ter sido enforcada com o próprio sutiã (foto: Reprodução Facebook / via Extra)

Marcelo Bruzzi, no site da Rádio Globo

Uma estudante que procurava um namorado no Facebook foi encontrada morta em Campo Grande, Zona Oeste do Rio. Cláudia Marinho de Lima, de 18 anos, estava com marcas de estrangulamento em um terreno baldio na Estrada do Itumirim, no Jardim Maravilha. A Divisão de Homicídios esteve no local e assumiu as investigações.

Na sexta-feira passada (4), Cláudia publicou na rede social mensagem em busca de um namorado. ‘Quem aceita namorar comigo agora?’, perguntou. Em outra publicação, sugeriu: ‘Com essa chuvinha está bom pra dormir de conchinha, debaixo daquele cobertor’. No sábado (5), a família da vítima registrou o desaparecimento na delegacia de Campo Grande (35 DP).

Em seu perfil no Facebook, Cláudia aparece em várias fotos com a família e de biquíni na praia. A polícia apura se a morte tem relação com a mensagem no Facebook. ‘Vamos quebrar o sigilo do perfil para saber quem entrou em contato com ela. Essa é uma das linhas de investigação. A jovem se colocou em uma situação de vulnerabilidade’, explicou o delegado Rivaldo Barbosa. O corpo foi localizado na tarde de segunda-feira (7).

‘Ela foi vista pela última vez na igreja Assembleia de Deus, em Realengo. Era muito tranquila, sempre ligava para casa dizendo o que ia fazer. A família desconfia de alguém que se relacionava com a Cláudia no Facebook’, afirmou o irmão Reinaldo Marinho. O local do enterro ainda não foi definido.

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Homens e mulheres se comunicam de formas diferentes no Facebook

Estudo americano revela que sexo, idade e personalidade têm forte influência na comunicação no Facebook

foto: StockLite/Shutterstock
foto: StockLite/Shutterstock

Publicado no UOL

Segundo estudo publicado na última semana de setembro de 2013 no site “PLOS One“, homens e mulheres se comportam de maneiras bem diferentes e tendem a se apoiar em estereótipos ao se comunicar no Facebook.

Pesquisadores do Centro de Psicologia Positiva da Universidade de Pensilvânia analisaram 700 milhões de frases, palavras e tópicos de atualizações de cerca de 75 mil homens e mulheres dos Estados Unidos, procurando por palavras que se referem a sexo, idade e variação de personalidade, como extrovertidos e introvertidos, de acordo com o “Popular Science“.

Os resultados mostraram que as mulheres falam mais sobre cabelo e compras, enquanto homens focam em esportes, games e política. Mulheres também usam mais palavras emocionais, como “feliz” e “animada”, além de termos como “melhores amigos” e “yummy” (delícia!), e escrevem mais em primeira pessoa do que homens.

Os homens usam os possessivos “meu/minha” quando falam sobre seus companheiros, enquanto mulheres se referem aos maridos e namorados como “incríveis”. Eles também usam mais palavrões e conversam mais sobre política, esportes e produtos, como o Xbox.

Quando divididos por idade, os usuários mais jovens do Facebook tendem a falar sobre escola, enquanto de 20 e poucos anos escrevem sobre trabalho, cerveja e casamentos. Já os mais velhos focam mais nos filhos e família.

Além disso, pessoas consideradas neuróticas costumam usar a rede social como muro de lamentações, usando mais as palavras “cansadas” e “deprimida”, enquanto introvertidos falam sobre mangá japonês.

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Como vivem os desplugados das redes sociais por opção

Eles vão contra o perfil da atual geração e não participam de sites como Facebook e Twitter

Cansada da “fofoca virtual”, Simone Vieira resolveu encerrar sua conta no Facebook no mês passado (foto: Ana Branco / Agência O Globo)
Cansada da “fofoca virtual”, Simone Vieira resolveu encerrar sua conta no Facebook no mês passado (foto: Ana Branco / Agência O Globo)

Sérgio Matsuura, em O Globo

RIO — “Me adiciona no Facebook” ou “me segue no Twitter”. Hoje, essas frases são tão comuns de se escutar quanto “anota o meu telefone” já foi um dia, principalmente entre os mais jovens. Segundo levantamento do Ibope, em agosto 27,8 milhões de brasileiros com até 34 anos navegaram por sites de relacionamento. Entre os que não participam, ainda existe no país a questão do acesso à internet ser excludente, mas alguns, por opção, preferem levar a vida desconectados.

A invasão de privacidade foi o principal motivo que levou a produtora cultural Marcelle Machado, de 29 anos, a abandonar o Facebook. No ano passado, a jovem se envolveu com uma pessoa que vive fora do país e fotos e comentários postados na rede social começaram a prejudicar o relacionamento.

— Em julho decidi sair do Facebook. O engraçado é que o meu namoro terminou no mesmo dia, porque a gente usava a rede para se comunicar — conta.

Marcelle diz não se arrepender da decisão. Segundo ela, agora está bem mais próxima dos amigos. Em vez da superficialidade de postagens e mensagens, ela precisa telefonar ou marcar encontros para colocar o papo em dia. Porém, uma funcionalidade do Facebook faz falta:

— Lembrar os aniversários dos amigos. Dos mais próximos eu sei de cabeça, outros eu anotei na agenda, mas já esqueci o aniversário de algumas pessoas.

O funcionário público Dagoberto Heg, de 34 anos, só mantém contato pela internet por e-mail. E, mesmo assim, porque é “necessário”. Facebook e Twitter não fazem parte do vocabulário do jovem, que, nadando contra a sua geração, prefere não expor sua vida aos curiosos de plantão.

— Até a minha mãe tem Facebook. Por um lado é legal, conecta as pessoas, mas não é porque alguém estudou comigo na quinta série que a gente tem algum vínculo. Com os meus amigos eu mantenho um contato mais profundo — diz.

Uso de tecnologia gera status

Avesso à tecnologia, Heg também não possui smartphone. O computador, usa “mais do que gostaria”. Preocupado com a privacidade, principalmente após os escândalos de espionagem que envolveram grandes empresas de tecnologia, o jovem considera “estranho” o comportamento das pessoas de colocarem em público informações pessoais.

— É assustador! O risco é muito grande e não compensa os benefícios.

Apesar disso, reconhece algumas desvantagens da escolha de se manter isolado virtualmente. A principal é ficar por fora de eventos culturais que são divulgados apenas pelas redes sociais. A falta de um canal para manter informados parentes distantes também é citada.

A administradora Simone Vieira, de 36 anos, está passando por essa transição agora. Cansada da “fofoca virtual”, ela resolveu encerrar sua conta no Facebook no mês passado. Natural de Itapecerica, em Minas Gerais, ela teme sentir falta do contato com a família, mas, ao menos até agora, está gostando da sensação de liberdade.

— A primeira coisa que eu fazia quando ligava o computador era entrar no Facebook. Agora estou mais leve, tranquila. Dedico mais tempo à leitura, o que eu não fazia muito.

O Brasil é o segundo país do mundo em número de usuários do Facebook, com 47 milhões de internautas que acessam a rede todos os dias, atrás apenas dos EUA, onde a rede social foi criada. O doutor em Antropologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e consultor de mídias sociais Jonatas Dornelles diz ser difícil encontrar uma pessoa que tenha acesso a computador e internet e que não esteja em redes sociais. Em suas pesquisas, ele percebeu que usar mídias sociais gera status; mas abrir mão delas também é uma forma de afirmação social:

— Não é só porque lançam um celular mais moderno que a pessoa o troca a cada seis meses. Existe um status em usar um modelo ou marca que determinadas pessoas estão utilizando. Em nossa cultura, fortemente ligada à tecnologia, a escolha de alguma rede social se transforma em um simbolismo identificável.

Dornelles explica que as redes sociais criaram uma nova forma de sociabilidade e abrir mão dessa ferramenta pode dificultar o processo de interação com outras pessoas. Desde ficar sem ver uma foto, não participar de uma discussão ou perder um evento, as desvantagens são muitas.

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Deboche de policial em página no Facebook pode render expulsão da PM

PM Thiago Tiroteio exibe cassetete quebrado supostamente após manifestação de professores (foto: Reprodução do Facebook)
PM Thiago Tiroteio exibe cassetete quebrado supostamente após manifestação de professores (foto: Reprodução do Facebook)

Luã Marinatto, no Extra

“Foi mal, ‘fessor’!” A frase, escrita em tom de deboche no perfil de um PM, numa rede social, que exibia seu cassetete quebrado supostamente após uma manifestação de profissionais da Educação na última segunda-feira, virou, ironicamente, caso de polícia. Investigado pela Corregedoria, o agente do Batalhão de Choque corre até mesmo o risco de ser expulso da corporação.

No perfil no Facebook, apagado depois da repercussão da postagem, que rodou a web desde o fim da noite de quinta-feira, o policial usava apenas o nome de Tiago Tiroteio. E, tal qual numa troca de tiros, as críticas vieram de todos os lados: da internet a autoridades civis, passando pela própria PM, sobraram questionamentos ao deboche.

– Se esse cidadão tivesse passado por uma boa aula de história, de geografia, em uma boa escola pública, bem estruturada… Com certeza não adotaria uma postura fascista feito essa. É por isso que lutamos por uma educação pública de qualidade – afirmou Susana Gutierrez, coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ), órgão que vem liderando a paralisação e os protestos da categoria.

A Polícia Militar disse ter identificado o agente na manhã de ontem e comunicou que ele tem 30 anos e está há cinco na corporação, mas não divulgou seu nome. Contudo, segundo o “RJTV”, da Rede Globo, o PM se chama Tiago de Lima Moreira de Souza.

Ao prestar depoimento, Tiago negou ser o autor da postagem ofensiva. Segundo o advogado contratado pela família do policial, a foto teria sido tirada em outra ocasião.

– Existem evidências de que naqueles horários ele estava fora do acesso aos computadores. Estava aquartelado — garantiu Genison Souza ao site “G1”.

Repercussão internacional

A negativa do policial não impediu que o caso ganhasse repercussão internacional. Na tarde de ontem, o jornal “The New York Times”, um dos mais tradicionais dos Estados Unidos, publicou um artigo em seu site com o título: “Policial do Brasil faz piada no Facebook sobre quebrar cassetete em manifestante”.

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PM carioca que espancou professores posta no Facebook foto do cassetete quebrado

segurançaPM carioca “Tiago Tiroteio” posta foto no Facebook do cassetete quebrado e ironiza: “Foi mal, fessor”.

O espancador colocou como profissão: “Agente de término de manifestações na empresa Batalhão de Choque”. Ele também atua como “segurança” nesta empresa.

Após a repercussão nas redes sociais, o covarde excluiu o perfil.

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