Ana Ikeda, na UOL
O “Namoro Fake“, serviço pago que usava perfis falsos no Facebook para causar ciúmes em ex-namoradas, anunciou nesta quarta-feira (16) uma mudança no serviço, passando a usar apenas perfis de “mulheres reais” na rede social. A ” contratação” da namorada falsa pode custar até R$ 99.
“Os perfis foram esgotados com a quantidade de contratações e resolvemos excluí-los”, afirma o “Namoro Fake” em nota. A empresa informa ainda que já existem 28 perfis de mulheres reais atendendo a fila de clientes.
“Decidimos acabar com perfis falsos e oferecer apenas perfis de mulheres verdadeiras dando mais veracidade às contratações e não infringindo qualquer termo de uso do Facebook”, conclui o texto.
No formato antigo, o “Namoro Fake” se apoiava em uma prática que viola os termos de uso do Facebook, que é o uso de nome ou identidade falsa em perfis.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o Facebook disse não comentar casos específicos. Mas nos termos de uso do serviço, a rede social “incentiva usuários a denunciar esse tipo de atividade pelos links indicados em diversas áreas da plataforma e também na Central de Ajuda”. Com a ação, a denúncia é acompanhada pela equipe do Facebook, que pode tirar o perfil falso do ar.
Namorada quase “real”
O desenvolvedor de sites Flávio Estevam, 32, resolveu criar o serviço “Namoro Fake” para usuários do Facebook depois de ver dois amigos tentando causar ciúmes nas ex-namoradas usando a rede social.
Como o nome do site sugere, homens têm à disposição uma “namorada falsa”, que deixa mensagens no perfil para causar ciúmes em ex-namoradas Depois de escolher o tipo de “relacionamento” fictício, o rapaz faz o pagamento do serviço e escolhe entre perfis de mulheres aquele com o qual tem maior afinidade.
O usuário deve então enviar, por mensagem privada, o texto ou comentário que a namorada falsa deve publicar no perfil. Uma das frases de sucesso, diz Estevam, é “A nossa noite passada foi maravilhosa. Adorei!”.





Mark Zuckerberg fala sobre a nova ferramenta de buscas do Facebook (Foto: Robert Galbraith/Reuters)
