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Dilma manda ‘beijinho no ombro’ ao comemorar 350 mil fãs em perfil oficial do Facebook

Dilma manda "beijinho no ombro" em rede social (foto: Reprodução do Facebook)

Dilma manda “beijinho no ombro” em rede social (foto: Reprodução do Facebook)

Publicado no Extra

Até Dilma Rousseff se rendeu ao sucesso da música Beijinho no Ombro, de Valesca Popozuda. Não se trata de mais uma montagem com trechos dos discursos da presidente, tampouco uma publicação do perfil de humor Dilma Bolada: o perfil oficial de Dilma no Facebook postou um vídeo em que um desenho com as características da presidente manda um beijinho no ombro para comemorar a marca de 350 mil curtidas na página, ao som de aplausos.

A legenda traz outro pedaço do sucesso da funkeira Valeska Popozuda: “Pro recalque passar longe #FacedaDilma”. Em menos de uma hora, a postagem recebeu mais de 2.900 “curtir” e mais de 400 compartilhamentos.

Dilma manda beijinho no ombro em desenho (foto: / Reprodução da internet)

Dilma manda beijinho no ombro em desenho (foto: / Reprodução da internet)

Avianca demite piloto que xingou nordestinos

eduardo1Ricardo Gallo, no Senhores Passageiros

A Avianca demitiu o piloto da empresa que, anteontem, após ser mal-atendido em um restaurante de João Pessoa (Paraíba), havia chamado o povo nordestino de “porco”.

A empresa havia sido cobrada nas redes sociais por internautas para tomar providências em relação ao caso. Possivelmente em razão de a postagem ter atingido a imagem da Avianca, veio a demissão.

No final da noite de quinta, depois da repercussão do caso nas redes sociais, o piloto usou o Facebook para pedir desculpas. Ele afirmou que conheceu lugares incríveis no Nordeste e que não é preconceituoso. Disse ter reagido assim após ter sido mal-atendido e de modo desrepeitoso. Por fim, afirma que reagiu de maneira equivocada ao expor a insatisfação em uma rede social.

A seguir, a postagem do piloto:

“Ontem fiz um comentário infeliz, num momento de raiva e insatisfação de atendimento do restaurante em que estava.

Quero esclarecer que não tenho nada contra as pessoas do nordeste, lugar que com frequência fui feliz em escolher para passar os momentos em que não estava trabalhando.

Conheci lugares e pessoas incríveis, fiz amizades que perduram até hoje, sendo prova disso, minha namorada, que conheci em Recife.

Ontem, após um dia que já começou errado resolvendo um monte de questões pessoais, estava faminto e com o horário já apertado para sair para trabalhar e depois de um terrível atendimento que me deixou por mais de uma hora esperando um prato simples, e quando trouxe à mesa, era a refeição errada.

Atenderam-me de forma mal educada, displicente e até mesmo desrespeitosa naquele lugar.

Meu erro foi ter exposto toda a minha insatisfação da maneira errada, usando palavras e expressões incorretas, onde não eu não soube expressar o que realmente senti naquele momento. Sei que o certo seria ter paciência, e no máximo, reclamado com o gerente.

Peço desculpas a quem se sentiu ofendido com minha publicação. Não sou, e nunca tive preconceito de qualquer tipo principalmente com pessoas nordestinas, dos quais muitos são meus amigos.”

O blog vai tentar falar com o piloto.

dica do Ed Brito

Hora de largar o celular e olhar para seu filho

Estudo comprova desatenção e irritação de adultos com crianças quando estão com telefones à mão

Casal-usando-o-celular-entre-a-filha-pequenaIsabel Clemente, na Época

Se um novo big brother filmasse você à mesa com seus filhos em casa ou em restaurantes durante semanas a fio, que imagens surgiriam?

Não precisa responder agora.

Pesquisadores do Boston Medical Center fizeram isso e constataram o óbvio: a interação entre pais e filhos está definitivamente prejudicada por esses aparelhos, celulares, tablets e outra variações. O estudo, divulgado recentemente, é um alerta de constrangimento geral.

Ao observar de perto – e anonimamente – a dinâmica entre 55 adultos acompanhados de uma ou mais crianças em restaurantes fast-food, eles flagraram crianças tentando desviar o olhar da mãe com as mãos no rosto dela, levando bronca de pai irritado e outras criancices típicas de quem precisa chamar a atenção dos adultos. Registraram mãe chutando filho por baixo da mesa para “deixar de ser chato”. Entre o silêncio absoluto e a reação negativa, havia um invisível laço se desfazendo. A vida real tinha se transformado num lamentável reality.

Jenny Radescky, pesquisadora em comportamento e desenvolvimento pediátrico do Boston Medical Center, comenta: “O que chamou atenção nessa amostra de responsáveis ocupados com seus aparelhos quase durante toda a refeição foi o quanto uma interação com os filhos nessas circunstâncias pode ser negativa”. O estudo foi publicado dia 10 de março. Sua intenção é elaborar teorias para jogar luz num tema hoje praticamente percebido de forma intuitive. E minha intuição diz que não está nada legal.

O assunto é tão sério e está tão amplamente disseminado que a Academia Americana de Pediatria decidiu elaborar um guia sobre como usar sensatamente o celular na frente das crianças, com a colaboração de Radescky.

Chegamos ao ponto de precisar de um guia?

Celulares são aparelhos úteis, não duvido disso. Podem ser usados para o bem da família e também para o mal. Como acesso a material educativo e de lazer, busca de informação e diversão conjunta, une. Fica claro que a intenção primeira do adulto é o interesse da criança, saber o que ela gosta. Como diversão individual, enquanto uma criança está ao lado aguardando atenção, só atrapalha.

Já abordei numa coluna sobre esse pernicioso hábito das pessoas não interagirem mais quando se sentam à mesa enquanto aguardam a refeição chegar . Crianças jogam, adultos escrevem ou leem. Tudo muito civilizado, tudo muito pacífico. Aparentemente mais educado do que eu pedindo pela enésima vez para minhas filhas pararem de se jogar embaixo da mesa ou ficarem sentadas comigo e meu marido enquanto tentamos entabular um assunto de interesse comum para idades que variam de 4 a 48 anos. Mas ninguém se olha! O puxão de orelha vale também para babás, candidatas fortíssimas à distração online enquanto tomam conta dos filhos dos outros. Ficou muito fácil também ser acompanhante de idoso. Basta deixar o velho quieto dormindo ou vendo televisão enquanto se distrai com algo melhor. Óbvio que nem todo mundo age com tanta irresponsabilidade, mas, infelizmente, é uma cena cada vez mais comum.

Sob pressão, muitas vezes, cedemos. Quem nunca? Para a criança silenciar, passa o celular. É a chupeta tecnológica. Deixa ela jogar um pouco, o que que custa? Não sei dizer. Quando alguém medir a frequência dessa desculpa e quantificar o custo do vazio numa relação me diga. Só sei que ele é alto, muito alto e não me deixa à vontade. Nem um pouco.

Nada substitui o olho-no-olho, a conversa, a discussão. Eu preciso estar um pouco à toa para ser surpreendida por colocações inesperadas, perguntas difíceis. A criança não anota numa agenda mental aquilo que quer falar para sair aproveitando muito bem os 20 minutos que damos para ela de lambuja. O tempo afeta a qualidade dessa relação e se eu gastar parte dele com distrações, como a gente fica?

De todas as revoluções modernas, essa nova configuração familiar de pais-filhos-celulares merece realmente muitos estudos. Antigamente o drama era saber quanto de televisão por dia faria mal para nossos filhos, compromentendo o interesse por atividades mais lúdicas e estimulantes. E pensar que a coitada da televisão pelo menos fica em casa quando a gente sai.

O faça-o-que-eu-digo-mas-não-o-que-faço agora é reproduzido nessa esparrela de proibir o joguinho, esse “vício insuportável”, enquanto se usa aplicativos urgentes a todo instante: whatsapp, messenger, twitter, facebook, email. É uma invasão tecnológica que não respeita fronteiras. Basta um aviso, um sinal, uma musiquinha, e lá estamos conectados na distração novamente.  O salão me avisa que na terça-feira eu posso cortar, colorir e hidratar meus cabelos por “apenas” R$ 160. Eu só fiz a unha lá. Não precisava desta mensagem. Nem de várias outras que lentamente vão consumindo meu tempo, sorvendo meu olhar no automatismo imperceptível das ondas virtuais. Só me resta evitá-las tanto quanto possível.

Eu tento me policiar. Desativei avisos desnecessários e ainda me pergunto se os demais são realmente úteis. Não quero que minhas filhas me vejam toda hora no celular por um motivo bem simples: não quero que elas façam isso comigo nem ninguém depois. Se, por acaso, eu chegar em casa com alguma pendência, aviso: “daqui a pouco eu vou ter que checar o celular, é coisa que ficou do trabalho, mas depois eu paro”.

E corro para responder ou falar como quem vai dar um trago escondido no cigarro que deveria largar.

Sou desta geração que passou a depender de celular e isso me angustia. Meu grito de liberdade vem em pequenos atos de rebeldia, deixando de olhar os apps e, sobretudo, não permitindo que interfiram no momento sagrado em que estou com minhas filhas pequenas.

É um trabalho diário, requer disciplina e, por que não, a leitura de estudos óbvios como este do Boston Medical Center para nos darmos conta do ridículo da situação.

dica da Karen Souza

5 jeitos bizarros de medir a felicidade

happy-woman-140320Natasha Romanzoti, no HypeScience

Todos sabemos que a felicidade é subjetiva, afinal, o que faz uma pessoa pular de alegria pode mal fazer outra sorrir.

Mas o que a felicidade significa?

Cientistas tentaram resolver este problema de medir a felicidade de uma série de maneiras, perguntando às pessoas sobre os seus humores e momentos felizes em relação a satisfação com a vida em geral, e outros fatores “maiores” que poderiam influenciar este sentimento. Outras tentativas de investigar a felicidade foram mais criativas e, por vezes, estranhas.

Confira algumas delas:

1. Tweets felizes

Usuários de mídia social geralmente expressam seus sentimentos online. Assim, os pesquisadores da Universidade de Vermont resolveram usar o Twitter para descobrir quais os lugares mais felizes nos Estados Unidos.

Em um artigo publicado em maio de 2013 na revista PLoS ONE, os cientistas analisaram mais de 80 milhões de palavras digitadas em tweets em 2011, todas com informações de localização.

Ao analisar a positividade e negatividade nas palavras usadas, os pesquisadores descobriram que o estado americano mais feliz (ou pelo menos o estado com o maior número de usuários do Twitter alegres) era o Havaí, seguido por Maine, Nevada, Utah e Vermont. O estado mais triste foi Louisiana, seguido de Mississippi, Maryland, Delaware e Geórgia.

Outro estudo, liderado por Peter Dodds, que analisou bilhões de tweets entre setembro de 2008 e meados de setembro de 2011, observou que a felicidade, depois de uma tendência gradual para cima (de janeiro a abril de 2009), começou a cair, acelerando ligeiramente ao longo do primeiro semestre de 2011. Os cientistas citam exemplos de grandes quedas de felicidade em certas épocas nos tweets, como durante a quebra do sistema financeiro dos EUA em 2008, e a pandemia da gripe H1N1 em 2009.

2. A felicidade no Facebook

Os pesquisadores também checaram como os usuários expressam felicidade no gigante da mídia social, Facebook. Um dos resultados mais interessantes vistos em pesquisas de felicidade no Facebook é que mensagens felizes geram mais mensagens felizes.

Recentemente, a rede social adicionou a capacidade dos usuários incluírem um emoticon e um sentimento a um status, permitindo que a empresa Data Team investigasse como as emoções dos usuários estão mudando.

Em 17 de março de 2014, a equipe analisou as emoções em resposta a mudança para o horário de verão no hemisfério norte, e descobriu que as queixas de cansaço aumentaram 25% na manhã de segunda-feira após a mudança de tempo, em comparação com a semana anterior. Mas os usuários do Facebook também viram um aumento no humor: o uso de palavras positivas, como “maravilhoso” e “ótimo”, também aumentou cerca de 20%. Os status também foram mais positivos na segunda-feira à noite, talvez por causa da hora extra de sol após um dia de trabalho.

3. Sorrisos brasileiros no Instagram

Enquanto isso, no Instagram, o Brasil está recebendo o seu devido reconhecimento como o país mais feliz do mundo, pelo menos com base em quantos sorrisos nossos aparecem no site de fotos.

A empresa Jetpac City Guides analisou expressões faciais nas imagens da rede, selecionando os maiores sorrisos (claro que não é possível saber se eles eram genuínos, bem como a pesquisa não levou a conta a cultura de se mostrar os dentes em fotografias – sorrisos podem ser menos usuais em certos países).

O Brasil trouxe para casa a maior pontuação em sorrisos, enquanto o Japão e a Cidade do Vaticano ficaram no fim da lista. Na América do Norte, a Nicarágua foi o pais mais alegre, e os Estados Unidos ficaram em oitavo, batendo somente o Canadá e as Bahamas.

4. Felicidade Nacional Bruta

Passando de mídia social a política social, o pequeno país do Butão é um campeão em medir o progresso nacional, não só através do Produto Interno Bruto (PIB), como os economistas normalmente fazem, mas também a Felicidade Nacional Bruta.

O governo do Butão acompanha a felicidade dos seus cidadãos desde 1971. Para isso, as pesquisas incidem sobre o bem-estar psicológico, saúde, educação, padrões de vida, etc. Eles acompanham também a diversidade cultural, a resiliência cultural, a qualidade da governação, a vitalidade da comunidade e a diversidade ecológica.

Segundo dados de 2010, os resultados mais recentes disponíveis, 41% dos butaneses são felizes, e 59% ainda não preencheram seu potencial para a felicidade plena.

5. A história da felicidade

Outra forma de entender a felicidade pode ser segui-la no tempo. Pesquisadores da Universidade da Virgínia (EUA), em um estudo publicado na revista Personality and Social Psychology Bulletin em 2013, fizeram exatamente isso.

Eles analisaram as definições de felicidade de 30 nações, incluindo definições de dicionários de 1850 até os tempos modernos. Também acompanharam o uso da palavra “felicidade” em livros de 1800-2008, dentre outas análises.

Os resultados revelaram que as antigas definições de felicidade focavam em boa sorte e em condições externas benevolentes. O conceito moderno, no entanto, mostra a felicidade como um estado interno. [LiveScience]

 

Emoções em redes sociais são contagiantes, diz estudo

Posts positivos geram felicidade nos demais usuários, enquanto os negativos induzem sentimentos depressivos

Facebook: expressões positivas são mais contagiantes do que as negativas (foto: Thinkstock)

Facebook: expressões positivas são mais contagiantes do que as negativas (foto: Thinkstock)

Publicado na Veja on-line

Uma olhada nas atualizações dos seus amigos no Facebook pode mudar o seu humor. Essa é a constatação de uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, publicada no periódico Plos One na quarta-feira. Segundo os autores do estudo, pessoas são contagiadas emocionalmente ao conferir o status de seus amigos na rede social — posts considerados positivos geram felicidade, enquanto os negativos induzem sentimentos depressivos. Posts positivos, concluíram os cientistas, são mais contagiantes.

Já era conhecido que o estado emocional de uma pessoa pode influenciar as outras ao seu redor, estranhas ou conhecidas. Mas os cientistas não sabiam se essa relação se repetia nas redes sociais — até agora.

Os pesquisadores analisaram anonimamente atualizações no Facebook de usuários das 100 cidades mais populosas dos Estados Unidos, de janeiro de 2009 a março de 2012. Nenhum dado como nome ou conteúdo postado foi arquivado. Os cientistas utilizaram um software que analisa automaticamente a emoção contida em cada texto e constataram que aqueles com viés negativo geravam 1,29 publicação com o mesmo sentimento entre os amigos. Já um positivo induzia a publicação de 1,75 post correlacionado. “As expressões mais contagiantes foram as que demonstraram positividade”, diz um dos autores da pesquisa, James Fowler, professor de ciência política da universidade.

Para relacionar as emoções, os pesquisadores fizeram uma pesquisa experimental, associando condições climáticas e sentimentos compartilhados. Em dias de tempo chuvoso, constataram que as publicações com cargas negativas, como tristeza, subiam 1,16%, enquanto as positivas, que demonstravam felicidade, caíam 1,19%.

Depois disso, os estudiosos separaram os usuários destas cidades que demonstraram sentimentos negativos e analisaram seus amigos que residiam em localidades diferentes. Apesar de não serem influenciados pelo tempo ruim, esses amigos também compartilharam alguma emoção negativa após o post daquele que vivia na cidade com chuva.

“Nós devemos fazer tudo para medir os efeitos das redes sociais e aprender a como criar uma epidemia do bem-estar”, diz Fowler.