‘Black blocs’ são ‘esquerda caviar’, diz juiz que negou liberdade a jovens

Rafael Lusvargh e Fabio Hideki Harano (à esq.) foram presos (foto: Avener Prado/Folhapressapós protesto anti-Copa na av. Paulista)
Rafael Lusvargh e Fabio Hideki Harano (à esq.) foram presos (foto: Avener Prado/Folhapressapós protesto anti-Copa na av. Paulista)

Giba Bergamim Jr., na Folha de S.Paulo

O juiz da 10ª Vara Criminal, Marcelo Matias Pereira, disse que os “black blocs” –que promovem manifestações com depredação de patrimônio público e privado– atuam ao gosto do que ele chamou de “esquerda caviar”.

Esse termo –de origem francesa– costuma ser usado para designar ativistas que dizem ser de esquerda, defendem socialismo, mas que usufruem de todos os benefícios do capitalismo.

A declaração está na decisão proferida pelo juiz, na última sexta-feira (1º), quando ele negou um pedido de liberdade para Fábio Hideki Harano e Rafael Lusvarghi.

Segundo o juiz, os “black blocs” atentam contra os poderes constituídos, desrespeitando as leis e os policiais que têm o dever de preservar a ordem, a segurança e o direito de manifestação pacífica.

“Além de descaradamente atacarem o patrimônio particular de pessoas que tanto trabalharam para conquistá-lo, sob o argumento de que são contra o capitalismo, mas usam tênis da Nike, telefone celular, conforme se verifica nas imagens, postam fotos no Facebook e até utilizam uma denominação grafada em língua inglesa, bem ao gosto da denominada esquerda caviar”, afirma o juiz.

Para o magistrado, as manifestações no país perderam a legitimidade por causa da infiltração dos “black blocs”.

Segundo ele, as atitudes dos manifestantes violentos tiraram o direito dos que buscavam se manifestar pacificamente. De acordo com o juiz, ficou provado que Hideki e Lusvarghi tinham “liderança sobre as massas”.

Para o advogado de Hideki, Luiz Eduardo Greenhalgh, a manifestação do juiz foi “absolutamente ideológica”.

“Isso [declaração do juiz] me lembrou a época da ditadura militar, da lei de Segurança Nacional, sem nenhum fundamento”, disse Greenhalgh.

Leia Mais

Podemos esquecer um rosto, mas não esquecemos um post no Facebook

giphy-6Ana Carolina Prado, no blog Como as Pessoas Funcionam

Não é nenhum segredo que é bem mais fácil lembrarmos frases simples e coloquiais do que aquelas construídas mais cuidadosamente. Você provavelmente percebeu isso logo na escola: quando seus professores explicavam a matéria de maneira informal tudo ficava muito melhor do que se você se pautasse pela linguagem formal dos livros. A novidade é que essas falas simples são mais pegajosas para o seu cérebro do que imagens do rosto de pessoas – e essa lógica também se aplica a posts no Facebook.

A conclusão é de um estudo da Universidade de Warwick, do Reino Unido, e da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA), publicado no periódico “Memory and Cognition” no ano passado. Os pesquisadores testaram a memória de voluntários para posts no Facebook de anônimos, sem imagens e retirados de contexto, e compararam os resultados com testes de memória para frases tiradas de livros e também para rostos humanos (de pessoas desconhecidas).

No primeiro teste, a memória dos participantes para posts aleatórios do Facebook foi 150% melhor do que para frases de livros e 250% (!) melhor em relação a rostos de desconhecidos. A principal autora do estudo, Laura Mickes, ficou impressionada: “Esses tipos de lacunas no desempenho estão em uma escala semelhante às diferenças entre amnésicos e pessoas com memória saudável“, afirmou.

Uma das razões por trás disso está relacionada ao tipo de conteúdo: as atualizações do Facebook são mais fáceis de memorizar porque geralmente envolvem tipos de informação de natureza “fofoqueira”, que tendem a se espalhar mais facilmente (leia sobre isso aqui).

Christine Harris, professora da Universidade da Califórnia que também fez parte da equipe de pesquisa, explica o porquê: tanto a memória quanto o mundo social foram fundamentais para a sobrevivência ao longo da história ancestral dos seres humanos, uma vez que os outros podem ser fontes tanto de ameaças quanto de recompensas. “Portanto, faz sentido que nossas mentes seriam ajustadas para ter em especial atenção as atividades e pensamentos das pessoas e para lembrar a informação veiculada por elas“, completa.

Porém, o estudo sugere que outra coisa também está em jogo: a linguagem espontânea dos posts, sem muita edição e mais perto da fala. Testes com posts no Twitter e com comentários sob artigos de notícias on-line revelaram os mesmos resultados, indicando que não se trata apenas do tipo de informação e do fato de ser o Facebook.

Sobre esse aspecto, outro pesquisador da equipe, Nicholas Christenfeld, acredita que nossa capacidade de linguagem ainda não evoluiu completamente para processar textos cuidadosamente editados e polidos. “Pode-se ver os últimos cinco mil anos de escrita cuidadosa como uma anomalia. Tanto que as tecnologias modernas estão permitindo que a linguagem escrita retorne ao estilo casual e pessoal da comunicação pré-alfabetização. E esse é o estilo que ressoa e é lembrado”, acrescenta.

Por que a pesquisa é útil

Os resultados do estudo têm implicações importantes. Primeiro, porque ele mostra que os incontáveis posts que chegam para nós pelo Facebook não são assim tão triviais e esquecíveis: eles ficam na nossa cabeça mais do que livros de alta literatura.

Além disso, revela que a escrita mais fácil e rápida de produzir é também a mais fácil de lembrar. Saber dessas duas coisas pode ajudar na concepção de melhores ferramentas educacionais, além de serem úteis para quem trabalha na área de comunicação e publicidade.

“É claro que não estamos sugerindo livros escritos em tweets, nem que editores são inúteis, mas escritores de livros didáticos ou professores que usam o PowerPoint certamente poderiam se beneficiar do uso de uma voz mais natural”, diz Mickes.

E ela acrescenta outro ponto importante para todo mundo, independente da área em que trabalhemos: “Os resultados do estudo deveriam, no mínimo, nos fazer ver que talvez devêssemos tomar mais cuidado sobre o que postamos no Facebook, já que esses posts podem ser lembrados por muito tempo.”

(Via Futurity)

 

Leia Mais

Com Facebook fora do ar, americanos pedem ajuda à polícia

size_590_1975037_10152612184566729_756631254_n

Publicado na Exame

Na tarde desta sexta-feira (1), o Facebook ficou fora do ar mundialmente durante aproximadamente duas horas. Com isso, usuários americanos da rede social recorreram à polícia para tentar resolver o problema.

O sargento Burton Brink, xerife do condado de Los Angeles, recorreu ao Twitter para explicar que a instabilidade do Facebook não era problema da polícia.

“#Facebook não é um problema legal, por favor, não nos ligue para avisar que ele está fora do ar, nós não sabemos quando o FB estará de volta!” Veja o tweet abaixo:

#Facebook is not a Law Enforcement issue, please don’t call us about it being down, we don’t know when FB will be back up!

— Sgt. Brink (@LASDBrink) 1 agosto 2014
O twitter oficial de comunicação do departamento também falou sobre o ocorrido, tweetando: “Por favor. Sem perguntas sobre quando o #Facebook estará de volta, nós não sabemos…Obrigada!”. Veja abaixo:

Pls. No questions about when #Facebook will be back up, we do not know… Thx! #LAPD

— LAPD Communications (@911LAPD) 1 agosto 2014
Segundo o Facebook, o problema afetava todas as APIs e superfícies web da rede social. “O Facebook passa por problemas que estão afetando todas as suas APIs e superfícies web.

Nosso engenheiros detectaram o problema e estão trabalhando para resolvê-lo rapidamente”, disse a empresa ontem, em comunicado. Por volta das 15 horas, o Facebook já se encontrava estável novamente.

Leia Mais

Oito em cada 10 mulheres editam fotos antes de compartilhar

mulhereseditamfotogyt

Publicado no Terra

Oito em cada 10 mulheres editam as fotos que tiram durante as férias antes de postá-las nas redes sociais e mais da metade (58%) apagam as clicadas pelos maridos e namorados para garantir que apenas as boas irão “sobreviver”. A informação é de uma nova pesquisa feita pela empresa Forza Supplements e divulgada pelo Daily Mail.

De acordo com o estudo, o principal motivo pelo qual as mulheres editam suas fotos é se sentirem intimidadas por celebridades que exibem curvas impecáveis de biquíni, como Elle Macpherson e Gwyneth Paltrow.

A pesquisa também apurou os cinco tipos de imagens que mais incomodam as mulheres e a primeira da lista é aquela em que aparecem sentadas e com a barriga de fora. Aquela foto que mostra um look justo demais, que evidencia os quilos em excesso, aparece em segundo lugar, seguida por cliques que exibem o “queixo duplo”. As imagens em que aparecem bêbadas estão em quarto lugar e, na última colocação, a maioria das mulheres elegeu as fotos em que acabaram de sair da piscina ou mar e estão com os cabelos molhados e despenteados.

Ainda de acordo com o estudo, 76% das mulheres afirmaram que já se sentiram constrangidas depois que um amigo ou parente compartilhou uma foto da qual não gostaram, enquanto 57% pediram que as imagens pouco favoráveis fossem excluídas. A a razão para a remoção das fotos é a já tradicional “estou gorda”.

Entre os casais, são as mulheres que se encarregam de postar fotos nas redes sociais em 74% dos casos. O levantamento ainda mostrou que 95% das pessoas que compartilham imagens de férias o fazem por meio do Facebook, do Instagram, do Twitter ou simplesmente as enviam por e-mail pelo celular.

Leia Mais

Minimize os riscos no Facebook

Tecno

Publicado no Diário do Nordeste

Com a popularidade das redes sociais e sua disponibilidade em qualquer lugar via dispositivos móveis, os usuários publicam informações pessoais instintivamente. Basta tirar o smartphone do bolso e, com alguns toques na tela, uma postagem corre o mundo e dispara centenas de curtidas. Essa facilidade que se tem em tornar público um fato e a consequente aprovação dos amigos acaba virando uma tentação para o usuário compartilhar mais e mais momentos de seu cotidiano. O problema vem quando não se pensa duas vezes antes de tornar público os eventos da vida pessoal.

Para alertar sobre as consequências de alguns hábitos nas redes sociais, a empresa de segurança Kaspersky Lab elaborou uma lista com os cinco principais erros que os usuários cometem no Facebook. Entre as consequências de incorrer nos erros listados pela empresa estão a possibilidade de ter prejuízo financeiro, manchar a reputação ou arranhar as boas relações com amigos e conhecidos. Confira então os cinco erros que devem ser evitados para não ser prejudicado pela onda de postagens nas redes sociais.

Publicar a biografia

Embora seja tentador ter muitas lembranças e “likes” na dia de aniversário ou em datas especiais, como aniversário dos filhos ou de casamento, convém considerar quantos serviços, incluindo os de bancos e instituições financeiras, contam com esses mesmos dados – como a data de nascimento – para ter acesso à sua conta. Quando miram uma vítima, os cibercriminosos costumam avaliar suas postagens pois muitas informações ali publicadas lhes permitem recolher todo o tipo de dados, que depois utilizam para violar as contas.

O que fazer: Não publique sua data de nascimento, ou pelo menos não indique o ano. Evite também revelar os nomes de familiares ou de animais de estimação e outros dados parecidos que podem ser usados para ataques de engenharia social.

Posts públicos

Qualquer um pode ler o que você publica – os seus amigos, a sua mãe, os seus filhos, o seu chefe, o seu ex, agências de emprego, além de múltiplas empresas de marketing e possíveis “inimigos” que estiverem planejando algum tipo de fraude online. Normalmente, consideramos que os posts do Facebook são uma forma moderna de contar histórias a um pequeno público, como se o estivéssemos fazendo isso na sala de estar com um grupo de amigos ou familiares. Mas quando o post é público, a coisa muda de figura. Alguém pode, acidentalmente ou com intenção, interpretar de forma errada suas palavras e contar a sua versão dos fatos a uma pessoa que é importante para você. Ou simplesmente pode usar as suas palavras para o incomodar ou preparar algum tipo de golpe, roubar a sua identidade, etc. A lista é infinita. Isto pode mesmo acontecer e, como efeito, são muitos os casos em que alguma postagem imprudente foi compartilhado nas redes sociais, tendo provocado inclusive a demissão do autor da mensagem.

O que fazer: Defina a sua conta do Facebook para que os seus posts sejam compartilhados “apenas com amigos” ou “amigos de amigos”. É fácil ignorar este ajuste e compartilhar o post com os mais de milhões dos usuários do Facebook. Além disso, preste atenção ao público com o qual compartilha as suas fotos.

Senhas fracas

Provavelmente você tem muitas galerias de fotos e mensagens privadas no Facebook e, sem dúvida, não deseja que qualquer pessoa as veja. Também é importante lembrar que a maioria das pessoas utiliza o Facebook como login de outros serviços na internet. Por isso, se alguém conseguir obter acesso à sua conta do Facebook, todos esses outros serviços estarão também comprometidos.

O que fazer: Escolha uma senha forte e segura para a sua conta. Se preferir incrementar ainda mais essa segurança, ative a dupla verificação para se proteger. E não use a sua senha do Facebook em nenhum outro serviço. Ela deve ser única.

Compartilhar localização

Isso permite que outras pessoas saibam onde você está, onde vive e onde trabalha. Isto pode ser especialmente perigoso para crianças e jovens. Além disso, mesmo quando faz algo “inocente”, como se registar num restaurante ou num hotel, você indica que não está em casa, o que pode ser uma informação de muito valor para os ladrões.

O que fazer: O usuário deve desativar a geolocalização (opção de adicionar o local) nas fotos que publica nas redes sociais. Não use a função de localização ou crie uma lista muito restrita e controlada de pessoas que podem ver onde está. É importante também ficar atento para que desconhecidos não tenham acesso a esse tipo de informação.

‘Amigos’ desconhecidos

Provavelmente isto já lhe aconteceu muitas vezes. Alguém lhe pede amizade, mas trata-se de um conhecido. Porém, o fato de ter amigos em comum com a pessoa te faz aceitar o pedido de amizade. Isto não deveria acontecer. Sendo seu “amigo”, esta pessoa desconhecida tem acesso a suas informações publicadas no modo “apenas amigos”. Isso também compromete a segurança de seus amigos, já que muitos usam o modo “amigos de amigos” para permitir que outros vejam suas publicações. Além disso, este desconhecido pode enviar mensagens (spams e links maliciosos) e tornar-se amigo de ainda mais usuários, já que sua amizade aumenta a autoridade desta pessoa.

O que fazer: Aceite pedidos de amizade apenas de pessoas que conheça pessoalmente. Talvez convenha fazer uma avaliação da sua rede de amigos no Facebook – isto poderá evitar qualquer tipo de atitude estranha entre as pessoas com quem tem amizade na redes social.

Usuário pode solicitar seus dados pessoais

Muitos usuários do Facebook não sabem, mas podem pedir à rede social para ter acesso a todas as informações que o serviço guarda sobre seu perfil. A rede social oferece a opção de fazer download de todos esses dados. Entre eles está não somente a cópia de suas publicações, fotos e vídeos, mas também de conversas com amigos, dos locais e horários de acesso e, mais interessante, dos metadados que o site guarda sobre o usuário – que incluem até suas “visões políticas” – e que servem para, entre outras coisas, apresentar anúncios personalizados na linha do tempo.

O Facebook também tem o registro de todos os anúncios clicados pelo usuário, bem como uma lista de tópicos para os quais o usuário pode ser direcionado com base nas curtidas, nos interesses e em outros dados informados em sua Linha do Tempo. Até mesmo características do rosto do usuário estão salvas pelo Facebook, baseado em uma comparação das fotos em que está marcado.

Para ter acesso a esse material completo sobre sua vida digital, o usuário deve solicitar o download dos dados no menu “Configurações” (localizado na parte superior direita da tela) e em seguida a opção “Baixe uma cópia dos seus dados do Facebook”. Como o material é extenso, o serviço enviará um e-mail ao usuário com o link para que seja feito o download, mediante a digitação de uma senha.

Leia Mais