“Anônimos” conseguem emprego e até vivem de páginas do Facebook; conheça

Usuários fazem sucesso no Faceboko com conteúdo próprio ou de seguidores (foto: Karen Bleier/AFP)
Usuários fazem sucesso no Faceboko com conteúdo próprio ou de seguidores (foto: Karen Bleier/AFP)

Guilherme Tagiaroli, no UOL

Não é novidade que marcas e celebridades também sejam famosos em perfis de redes sociais. No entanto, há “anônimos” que conseguem se dar bem no Facebook desenvolvendo um conteúdo próprio ou reunindo postagens de outros usuários.

Para saber quem são as pessoas responsáveis por essas páginas, o UOL Tecnologia falou com administradores de fanpages com mais de 3 milhões de curtidas. Dentre eles, há pessoas que vivem apenas disso, gente que usou o sucesso na rede como portfólio para arranjar emprego e pessoas que veem a página apenas como um hobby. Conheça:

Glauber Rocha criou em 2012 a página Quer café?
Glauber Rocha criou em 2012 a página Quer café?

Quer café? – Glauber Rocha, 29, advogado

“Pensei que seria legal usar esse nome, pois estamos oferecendo algo para as pessoas”, diz o criador da página no Facebook. Apesar de ser do centro-oeste, o maior público do perfil, segundo o criador, é de pessoas que moram no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Boa parte do conteúdo postado vem de sugestões dos próprios leitores. Glauber estima que 90% dos posts provêm de dicas de seguidores, enquanto o restante é criado por ele ou pela Graziela Marques, 23, sua irmã, que o ajuda na administração da página. Mesmo com toda repercussão, o perfil no Facebook não gera nenhum tipo de renda para os autores, que gastam cerca de duas horas por dia para moderar comentários agressivos.

“Nossa preocupação é colocar mensagens motivacionais, conteúdo de humor e alguma coisa sobre política. Um dos critérios que utilizamos é se uma família poderá ver a postagem”, explicou. A página tem mais de 4,8 milhões de curtidas.

Ariane Freitas e Jessica Grecco criaram o Indiretas do Bem em 2012
Ariane Freitas e Jessica Grecco criaram o Indiretas do Bem em 2012

Indiretas do Bem – Ariane freitas, 24 e Jessica Grecco, 25

As administradoras tiveram a ideia de criá-la após reparar nas constantes brigas de amigos na timeline do Facebook. Elas pensaram que seria legal criar uma página que fala de assuntos bons, usando indiretas do bem.

A fanpage, que começou em 2012, já soma mais de 4,7 milhões de curtidas. Para elas, o sucesso da página vem da linha de assuntos abordada. “Percebemos que muita gente sentia falta de um ambiente para falar bem umas das outras, e a página tornou-se uma válvula de escape para muitas delas”, afirmou Jessica.

A Indiretas do Bem não se restringe apenas à página no Facebook. Com o tempo, as administradoras criaram um blog, um perfil no Instagram e ainda vendem produtos, como canecas e almofadas.

Baiano Betto Gonçalves Galvão criou a página Pretinho do Poder em 2011
Baiano Betto Gonçalves Galvão criou a página Pretinho do Poder em 2011

Pretinho do Poder – Betto Gonçalves Galvão, 23, publicitário

A página, criada em 2011, foi uma forma do publicitário baiano Betto Gonçalves Galvão ajudar a promover seus amigos negros que são modelos e atores, mas não tinham um espaço no Facebook. O conteúdo segmentado fez sucesso e a “maior fanpage negra do Brasil”, como descreve o dono da página, já atingiu mais de 4,6 milhões de curtidas.

Galvão conta com a ajuda de seu irmão, que escolhe as fotos que ele acha que vai dar curtidas, sobretudo vindas do público feminino.

Na maior parte do tempo, o dono da página dedica-se ao seu trabalho na área de marketing de uma rádio. Para complementar renda, o autor tem feito festas temáticas em Salvador como o “Luau do Poder” e disse que vai criar uma marca de roupa com o mesmo nome da fanpage em setembro.

Henrique Lopes, 21, é o criador da página Gina Indelicada
Henrique Lopes, 21, é o criador da página Gina Indelicada

Gina Indelicada – Henrique Lopes, 21, produtor publicitário

“Um dia estava em casa, abri o armário e vi a caixa de palito”, foi assim que Lopes teve a ideia de usar a “Gina”, da caixa de palito, como símbolo.

O perfil começou em 2012 com alguns diálogos falsos no chat do Facebook e já naquela época fez bastante sucesso. “Em uma semana, consegui um milhão de fãs. Depois vieram entrevistas para ‘Forbes’ e vários veículos nacionais”, explica. A personagem já tem mais de 4,4 milhões de curtidas.

A repercussão fez com que Henrique Lopes fosse contratado por agências de marketing digital. No entanto, segundo ele, a Gina tomava tanto seu tempo que, recentemente, decidiu dedicar-se apenas ao perfil. A renda do criador da página vem de dinheiro de parcerias comerciais, consultorias e participação em eventos por diversas partes do Brasil.

Henrique Lopes, 21, é o criador da página Gina Indelicada
Henrique Lopes, 21, é o criador da página Gina Indelicada

Fatos Desconhecidos – Luiz Phellype Alves, 21, programador

A página Fatos Desconhecidos, criada por Luiz Phellype Alves, 21, distribui pílulas de informações curiosas. Criada em dezembro de 2012, Alves diz que no início apenas ele postava conteúdos e, com o tempo, a atividade começou a ficar séria. Atualmente, há 12 pessoas envolvidas na produção de publicações.

Além de administrar a página, Alves diz que trabalha como programador e que investe em alcance no Facebook (para ter mais visibilidade), pois “quem não paga não tem alcance decente”, explica. Atualmente, há mais de 4,3 milhões de curtidas.

Sobre o sucesso da fanpage, ele acredita que um dos principais motivos é mexer com uma característica comum a todos. “Não existe uma pessoa nesse mundo que não seja curiosa.”

Breno Melo é o criador do perfil Bode Gaiato
Breno Melo é o criador do perfil Bode Gaiato

Bode Gaiato – Breno Melo, 20, publicitário 

A página humorística Bode Gaiato começou em janeiro de 2013 como uma brincadeira. “Pensei em criar um personagem nordestino para retratar de forma engraçada as situações cotidianas e o bode veio logo à cabeça”, explica Melo sobre a ideia da criação.

Melo dedica-se inteiramente ao personagem e é pago pela a AMA, uma agência de mídias sociais que negocia contratos de publicidade para a fanpage..

Com pouco mais de 4 milhões de curtidas, o dono da página diz que a maioria da postagens é feita por ele. No entanto, os seguidores têm grande participação no envio de sugestões de publicações.

Renan Schwarz é o autor por trás do perfil Chapolin sincero
Renan Schwarz é o autor por trás do perfil Chapolin sincero

Chapolin Sincero – Renan Schwarz, 22, analista de mídias sociais 

O perfil Chapolin Sincero começou com uma tentativa de fazer um portfólio para a faculdade. “Estudava publicidade e precisa de um bom case para entrar no mercado de trabalho. Com o perfil, consegui visibilidade”, explica Schwarz. Atualmente, ele é um dos responsáveis pela presença online dos artistas da Talismã, empresa do cantor Leonardo.

Para o dono da página, os mais de 3,4 milhões de curtidas têm relação direta com o personagem. “Ele é muito carismático. Percebi que o olhar que utilizo na foto combinava bastante com as frases. Talvez tenha viralizado pela identificação das pessoas com as frases.”

A página é alimentada pelo dono e por seu amigo, Fabio Veloso.  Apesar dos milhões de curtidas, a fanpage é levada como um hobby e eles dizem não ganhar dinheiro com parcerias ou eventos.

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Novo recurso do Facebook vai avisar quando notícia for falsa

Posts satíricos serão marcados com uma etiqueta com a escrita “satire”, na frente do link, para que os usuários possam distinguí-los de uma notícia real

martincomicPublicado no Terra

O Facebook está testando um novo recurso que pretende avisar os usuários quando uma história é real ou não. As informações são do site de notícias Buzzfeed.

De acordo com a publicação, os posts satíricos – ou seja, os que não relatam a realidade – serão marcados com uma etiqueta com a escrita “satire”, na frente do link, para que os usuários possam distinguí-los de uma notícia real.

De acordo com um representante da empresa, que não teve o nome divulgado, o teste já começou a ser feito e o novo recurso pode entrar já nos próximos meses na rede social. “Criamos isso porque recebemos o feedback de usuários que queriam uma forma mais clara de distinguir esses tipos de artigos.”

Na publicação, o Buzzfeed relembra posts do site americano The Onion que, semelhante ao brasileiro O Sensacionalista, é responsável pela criação de notícias falsas, com base no humor. O site já publicou notícias como “George R. R. Martin mata sua própria família” ou “Taylor Swift está saindo com o senador Joseph McCarthy”.

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#RIP bom senso

abobrinhaTati Bernardi, na Folha de S.Paulo

Provavelmente, quando este texto for publicado muito já terá sido falado sobre o mau gosto e a chatice dos comentaristas de óbitos nas redes sociais. Mas, por amor ao meu fígado, eu não consegui pensar em outro assunto.

A moda agora é colocar a culpa no “2014”. Os dramáticos clamam “pare de levar os melhores” e os jocosos correm, tentando fazer antes a piada boba que todos já fizeram: “e o Sarney continua vivo”. Daqui a pouco a Nike 10K vai patrocinar engraçadinhos do Twitter: ser “zoão” antes do coleguinha virou a maratona do momento.

Gente, 2014 tá aí curando o câncer de muita gente, fazendo muitos bebês nascerem, aumentando as ciclovias, trazendo muitos orgasmos a casais corados, paremos de falar tão mal dele! E só uma dica: desejar a morte de alguém, seja quem for, com esse ardor explícito (ao estilo: era fulano que merecia estar dentro daquele avião!), é coisa pra personagem loira e botocada de novela duvidosa. A gente é melhor que isso, não?

Semanas atrás, alguns amigos, emocionadíssimos, cutucaram o Todo Poderoso: “não, Deus, Suassuna não! Sacanagem!” Ele era mesmo incrível, mas vamos combinar uma coisa: eram quase 90 anos de vida. Poxa, sei lá, não foi exatamente o destino nos apunhalando pelas costas com uma perda precoce, confere? Vale ficar triste, reler um texto, assistir o “Auto da Compadecida” no Viva, mas brigar com Deus? E, pior: brigar com Ele pelo Facebook? Deus, caso exista, tá ocupado demais na Faixa de Gaza e não vendo nossas selfies e tentativas de risoto.

As redes sociais são, depois do convívio íntimo, o meio mais rápido e iluminado para garrar verdadeira ojeriza alheia e transformar, em segundos, nossos ídolos em sacos vazios, voando pelo limbo. Tem sempre aquele super profissional que você admirava postando vergonhosas teorias conspiratórias #foiaDilma, aquele artista misterioso mandando um brega #ficaaobra ou aquele paquera gato e metido a intelectual dissertando, sem medo do ridículo: “luto é marketing”.

Fiquei arrasada com a morte do Fausto Fanti e não resisti. Postei o vídeo (maravilhoso, genial, eu amava esse comediante) do Padre Gato. Sim, também cometo minhas homenagens póstumas. O auge do meu ridículo foi quando poetizei sobre José Wilker. Contei os detalhes de uma antiga entrevista com ele. Eu estava fragilizada pelo término do meu namoro e ele, muito charmoso e elegante, parou a entrevista no meio e me deu conselhos amorosos.

Depois fiquei pensando: teria eu, assim como certos amigos que julgo mal, tirado casquinha da desgraça pra me autopromover? Teria eu, assim como certos colegas que deletei, virado mais uma trovadora de obituário? Quem é que aguenta mais uma foto do Patch Adams tendo seu nariz vermelho apertado e a hashtag “hjtemfestanoceu”? Tá, é muito triste ter morrido o Robin Willians, mas você tem certeza que gosta desse filme ou só quer parecer um “fofo-informado-com-algo-a-dizer-sobre-o-que-estão-todos-dizendo”? Tenho a impressão que nós, jovens tão conectados, estamos virando aquelas vovós carpideiras, pagas pra chorar em velório.

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Alckmin usa página “Picolé de Chuchu” para ganhar curtidas no Facebook

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publicado no Virgula

A equipe de mídia sociais da campanha do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB, deu um passo em falso na disputa por mais curtidas no Facebook. Usuários da rede social que curtiam a página Picolé de Chuchu – inspirada no apelido nada carinhoso dado por José Simão ao governador – são agora redirecionados para a página oficial do candidato.

A reportagem do Virgula Diversão entrou em contato com o comitê da campanha do tucano. Por telefone, uma assessora de imprensa frisou que o Facebook oficial do candidato não é de responsabilidade da campanha e, sim, do próprio candidato. A assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes não soube informar quem administra a página no dia-a-dia. Já a assessoria de imprensa do Facebook afirmou que foi um “erro do sistema”.

Contudo, a página Picolé de Chuchu não consta mais na busca da rede social, e o número de curtidas na página do candidato permanece igual, mesmo sem a correlação.

Nesta quarta-feira (13), especialistas em tecnologia e mídias sociais ouvidos pela reportagem afirmam nunca terem ouvido falar de tal “erro de sistema” ou de páginas mescladas sem a solicitação de administradores.

Se uma página no Facebook usa o nome de um terceiro, o mesmo tem o direito de se apropriar dos seguidores deste endereço em sua página oficial. O problema é que, ao acessar a página, um constrangedor aviso aparecia logo abaixo da foto de Alckmin: “A página Picolé de chuchu foi mesclada com esta página”.

O site ainda mostrava ainda um aviso de “página duplicada”. “Você foi automaticamente redirecionado porque Picolé de chuchu foi associada a esta página.”

A estratégia funcionou, já que o número de curtidas na página de Alckimin cresceu para 352 mil. O lado ruim é que boa parte dos novos seguidores, na verdade, não gostam nem um pouco do político que agora estão “curtindo” no Facebook.
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