Bióloga Raquel Arouca: “Creio em um Deus criador, mas não sou criacionista”

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Alex Fajardo, no Facebook

Ontem (17) à noite no Mackenzie Campinas o debate “Fé e Ciência” rendeu. A mesa foi formada pelo mestre em História da Ciência Enézio Almeida e a bióloga e doutora em Entomologia Raquel Arouca.

Ambos os debatedores evangélicos em um Universidade Presbiteriana. Poderia ter sido um “debate” unilateral acerca do tema, até Raquel Arouca (foto) afirmar: “Eu creio em um Deus criador, mas não sou criacionista. Os criacionistas leem a Bíblia literal, como se fosse um artigo científico”.

No momento das perguntas, a primeira questão foi como ela conseguia ser evangélica, acreditar na Bíblia e não ser criacionista?

Ela respondeu: “Eu prefiro acreditar em um Deus muito mais criativo, inteligente e complexo do que o eu chamo de um deus fada que fez o mundo pronto. Por que não crer em um Deus que criou por meio de um processo, um processo mais longo, criativo e mais complexo?”

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Telexfree bloqueia acesso de divulgadores a escritório virtual

Acesso está bloqueado desde segunda (15) e divulgadores reclamam.
Empresa está proibida de realizar pagamentos e adesões pela Justiça.

Julgamento recurso Telexfree no Acre (Foto: Rayssa Natani / G1)
Julgamento recurso Telexfree no Acre (Foto: Rayssa Natani / G1)

Juliana Borges, no G1

O acesso ao escritório virtual do site da empresa Telexfree está bloqueado desde esta segunda-feira (15) e, dessa forma, os associados não conseguem visualizar seus ganhos. Um comunicado foi feito na página do Facebook da companhia. De acordo com o advogado Horst Fuchs, a medida precisou ser tomada porque hackers tentaram invadir o sistema. Ainda não há prazo para a situação se normalizar.

A Telexfree está sendo investigada por suspeita de pirâmide financeira, e desde o final de junho estão proibidos os pagamentos de comissões, bonificações e quaisquer vantagens oriundas da companhia aos divulgadores, além de novas adesões à rede, conforme decisão judicial. O descumprimento a qualquer das determinações pode gerar o pagamento de multa de R$100 mil por cada novo cadastramento ou recadastramento e por cada pagamento indevido.

O advogado explicou que o bloqueio do escritório virtual não tem ligação com decisão judicial. “Essa parte do portal continua bloqueada enquanto algumas medidas são tomadas pelos departamento de segurança e tecnologia de empresa. Hackers estavam tentando invadir o sistema e até que não esteja seguro, vamos manter como está, mas garantimos que os ganhos dos divulgadores continuam congelados”, disse.

Divulgadores
Com o bloqueio do escritório virtual, muitos divulgadores usaram a página da Telexfree do Facebook para reclamarem ou, ainda assim, apoiarem a empresa. Uma mulher escreveu que pretende sair da companhia. “Acabou! Pra mim não dá mais, chega de farsa Telexfree! Na hora entrar nessa pirâmide (…) foi muito rápido e agora na hora de me pagarem é uma novela mexicana! Exigimos transparência.”

Outra divulgadora se mostrou desconfiada do bloqueio. “Não podíamos fazer nada mesmo, mas parece que fizeram [o bloqueio] de propósito, para aqueles que querem guardar provas não possa printar (sic) a tela, por exemplo, do valor da adesão paga, onde diz seu nome, e quando foi paga a adesão. Também printar (sic) a tela da parte de renda para verificar quanto o divulgador já recebeu e quanto falta, para qualquer coisa os que saíram no prejuízo receber da Justiça os valores (…) para nos indenizar caso a empresa não volte. Acredito na empresa, mas esta difícil. Não sei porque esta medida de travar o nosso acesso ao backoffice, estanho isso”, escreveu.

Justiça do Acre
A juíza Thaís Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, no Acre, julgou favorável a medida proposta pelo Ministério Público do Estado do Acre para suspender as atividades da Telexfree, no último dia 18. Com a decisão, foram suspensos os pagamentos e a adesão de novos contratos à empresa até o julgamento final da ação principal, sob pena de multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento e de R$ 100 mil por cada novo cadastramento. A magistrada afirmou que a decisão não configura o fim da empresa, apenas suspende as atividades durante o processo investigativo.

Os advogados da empresa chegaram a entrar com pedido de reconsideração após a decisão da juíza, mas que foi negado pelo Tribunal de Justiça do Acre.

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Quem era o jovem fotógrafo que filmou a própria morte no Egito

Ahmed Samir Assem fez a imagem mais emblemática de um país mergulhado no caos.

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Ahmed Samir Assem

Publicado no EL Hombr

Ele tinha 26 anos e era fotógrafo free lancer. Estava cobrindo os levantes no Egito após o golpe militar que tirou o presidente Mohamed Mursi do poder. Acabou produzindo a imagem mais impressionante e emblemática da situação caótica por que passa o país.

Ahmed Samir Assem filmou sua própria morte. Ele registrava a ação de um franco atirador no topo de um edifício. O soldado, de acordo com testemunhas, disparava contra a multidão (naquele dia, 51 pessoas pereceram).

O homem dá alguns tiros — e então aponta seu fuzil para Assem. A câmera para de operar nesse momento.

Seu equipamento ensanguentado foi encontrado num dos acampamentos improvisados no local. Assem estava nas manifestações desde a primeira hora. Gente que apoiava a Irmandade Muçulmana (grupo do qual Mursi fazia parte) se ajoelhava para rezar quando foi atingida. O exército afirma que estavam tentando invadir uma instalação militar.

Ahmed Abu Zeid, editor de cultura do jornal para o qual Assem estava trabalhando, conta que um homem apareceu dizendo que um de seus colegas havia sido ferido. “Cerca de uma hora mais tarde, eu tive notícias de que Assem fora alvejado na testa por um atirador enquanto filmava e tirava fotos na cobertura dos prédios. A câmera de Ahmed será utilizada como prova das violações que foram cometidas”.

Assem fazia pós-graduação do departamento de comunicação da Universidade do Cairo e era, segundo os amigos e familiares, um profissional dedicado. Reuniu um acervo de 10 mil fotos desde que começou na profissão, há três anos. Costumava trabalhar para o jornal Al-Horia Wa Al-Adala, órgão oficial do Partido Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade Muçulmana. Sua página no Facebook é repleta de fotos de manifestantes e posts contra os militares, ao lado de imagens de casamentos e de outros serviços que prestou. Agora há preces e convocações para seu funeral.

O assassinato de Assem será usado politicamente. A imagem de sua morte é o retrato mais eloquente de um conflito que está começando. “No final das contas, Ahmed estava fazendo apenas o que se esperava dele: trabalhando”, disse um amigo. E num país mergulhado no caos como o Egito, ele pagou um alto preço por isso.

 

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Senador italiano compara ministra negra a orangotango

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Publicado no UOL

Um senador do partido da Liga do Norte comparou Cecile Kyenge, primeira ministra negra da história da Itália, a um orangotango, o que provocou a reação do chefe de Governo, Enrico Letta.

Sábado, durante uma reunião de seu partido em Treviglio (norte), o senador Roberto Calderoli, conhecido por suas declarações polêmicas, declarou que a ministra de origem congolesa Cecile Kyenge “faz bem de ser ministra, mas deveria o ser em seu país (…) Eu me consolo quando navego na internet e vejo as fotos do governo. Adoro animais (… ), mas quando vejo imagens de Kyenge, não posso deixar de pensar em suas semelhanças com um orangotango, mesmo que eu não diga que ela seja um deles”.

Essas declarações imediatamente repercutiram nas redes sociais, provocando uma onda de indignação.

Neste domingo, em um comunicado oficial, Enrico Letta reagiu pessoalmente: “as palavras que apareceram hoje na imprensa e atribuídas ao senador Calderoli sobre Cecile Kyenge são inaceitáveis e ultrapassam qualquer limite”.

Em um comunicado, ele também expressou “sua plena solidariedade e apoio à Cecile”.

O presidente do Senado, Pietro Grasso, exigiu desculpas formais de Calderoli.

Cecile declarou neste domingo à agência de notícias Ansa que “não toma pessoalmente as palavras de Calderoli, mas elas me entristecem por causa da imagem que dão à Itália”. “Eu acredito que todas as forças políticas devem considerar o uso que fazem da comunicação”.

Em 2006, Calderoli precisou renunciar sob o governo Berlusconi após se exibir com um camiseta anti-islã sobre Maomé.

Desde sua nomeação, Kyenge precisou enfrentar várias manifestações hostis por parte da Liga do Norte, um partido aliado ao Povo da Liberdade de Silvio Berlusconi.

Desde sua posse, no final de abril, a ministra foi alvo de agressões verbais e até ameças de morte postadas em sites racistas e em sua página oficial no Facebook.

Dica do Sidnei Carvalho

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Cid Gomes transforma parte de viagem oficial em passeio e explica: ‘eu sou de carne e osso’

CidGomesLMar200Josias de Souza, no UOL

Uma coisa os protestos de rua ensinaram: o alvos dos protestos de rua nunca aprendem. No auge das manifestações de junho, o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), decolou para uma viagem de 14 dias. Voaria até a Coreia do Sul, onde faria contatos comerciais. Segundo a assessoria, ele faria uma escala na Europa, para descansar. No final, o que era assessório tornou-se principal. Cid não foi à Ásia. Preferiu permanecer apenas na Europa.

Sabe-se que o governador passou pela Itália. Depois, teria embarcado com amigos num cruzeiro pelo Mediterrâneo. Durante a ausência de Cid Gomes, o deputado estadual Heitor Ferrer (PDT) lançou no Facebook uma campanha: “Cadê o governador?”.

Nesta sexta (12), plugado no Twitter, o viajante ilustre foi questionado sobre o tema. E admitiu: “Parte da minha agenda foi de eventos oficiais e que estão publicados no Diário Oficial. Outra parte foi particular, sem pagamento.” Perguntaram-lhe se o passeio orna com o momento político. Cid invocou condição humana: “Eu sou de carne e osso e fisicamente preciso, vez por outra, de um descanso.”

Uma internauta recordou a Cid que Dilma cancelou uma viagem ao exterior por causa dos protestos. E insistiu: o momento era propício para sua saída do Estado? O governador foi suscinto: “Faça o seu juízo.” O deputado Ferrer já fez o seu juízo. Enxergou nas manifestações de Cid no microblog uma confissão de improbidade. Planeja representar contra ele no Ministério Público.

A assessoria do governador diz que sua passagem pela Itália incluiu compromissos de trabalho. Quais? Visitou fábricas de trens que fornecerão vagões e equipamentos para o metrô de Fortaleza. E esteve numa fábrica de elevadores. O deputado Ferrer dá de ombros: “A viagem foi mais a passeio do que para agenda do Estado.”

“O que é público tem que ser transparente”, acrescenta Ferrer. “Teria sido simples comunicar o descanso à Assembleia Legislativa e ter viajado à sua expensa. Há enriquecimento ilícito…”

Por mal dos pecados o vice-governador cearense, Domingos Filho (PMDB), também viajou para o estrangeiro enquanto o asfalto fervia no Brasil. Foi à Arábia Saudita e Israel. Parte trabalho, parte particular, dizem os assessores do vice. Na ausência de Cid Gomes e do seu segundo, assumiu o governo o presidente da Assembleia, José Albuquerque (PSB). Reparando bem, os gestores do Ceará não deixaram apenas o país. Ao decolar, tiraram os pés da realidade.

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