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Facebook bloqueará usuários que abrem o Chat mas não tem assunto para conversar

Rede social americana quer evitar que pessoas abram janelas no Chat sem ter assunto

publicado impagavelmente no G17

Quem abre o Chat de um amigo, no Facebook, para conversar, mas fala apenas “oi; tudo bem?; tem novidade?” e encerra o assunto, será punido pela rede social. O Facebook quer evitar que as pessoas fiquem abrindo a janelinha de Chat a toa, sem assunto para conversar.

Uma pesquisa realizada pela rede social, mostra que 70% dos internautas brasileiros iniciam uma conversa no Chat com a palavra “oi” e terminam em “não tenho novidades, e você? – também não”.

A punição vai de um simples alerta até o bloqueio do serviço de Chat. A rede social prefere que o internauta não abra a janela do amigo, caso não tenha nada para conversar com ele.

Facebook tenta lucrar vendendo dados de usuários

Geoffrey A. Fowler,  no The Wall Street Journal [via Valor Econômico]

A Facebook Inc. está experimentando novas maneiras de aproveitar seu maior ativo – os dados sobre cerca de 900 milhões de pessoas, reacendendo as preocupações sobre privacidade. A estratégia da empresa é vender o acesso aos seus usuários.

Para aumentar a eficácia dos anúncios em seu site, nos últimos meses a Facebook começou a permitir que os anunciantes direcionem suas mensagens aos usuários com base no e-mail e número de telefone que estes divulgam em seus perfis, ou com base nos seus hábitos de acesso a outros sites.

A empresa também começou a vender anúncios que seguem os usuários de sua rede social fora dos limites do site.

E o que mais irrita os defensores da privacidade: a Facebook está usando seu tesouro de dados para estudar as relações entre os anúncios em seu site e os hábitos de compras dos usuários em lojas físicas. É parte de um esforço para provar às firmas de marketing a eficácia da publicidade no Facebook, um negócio de US$ 3,7 bilhões dólares anuais.

A Facebook não divulgou quais anunciantes participam dos estudos. Em princípio, estes permitem que uma firma de marketing de um xampu, por exemplo, fique sabendo, em números totais, o quanto um anúncio visto no Facebook aumenta as vendas em todo um conjunto de varejistas.

A Facebook está tomando essas iniciativas, que mostram algum sucesso inicial, em um momento em que enfrenta pressão dos investidores para se tornar um nome mais forte na publicidade digital.

Mas ao fazer isso, a empresa sediada em Menlo Park, na Califórnia, está pisando em uma divisão sutil entre usar dados dos usuários para atrair dólares de marketing e cumprir suas promessas, feitas aos usuários e às autoridades reguladoras, de manter a privacidade desses dados pessoais.

“Estamos trabalhando para que fique mais fácil para os anunciantes alcançar as pessoas certas, na hora certa e no lugar certo”, disse Gokul Rajaram, gerente de anúncios da Facebook. Ele acrescentou que as recentes alterações relativas a anúncios são feitas “de uma forma que respeita a privacidade do usuário”. Continue lendo

Espionar ex-namorado no Facebook faz mal à saúde emocional, diz estudo

Ana Ikeda, no Gigablog

Se houvesse um aviso do tipo “O Ministério da Saúde adverte: ‘stalkear’ seu ex no Facebook faz mal à saúde”, você seguiria? Um estudo da Universidade de Brunel, em Londres, indica que seria bom você adotar o conselho: aqueles que não excluem ex-namorados(as) da rede social tendem a ficar mais angustiados e não conseguem “seguir em frente”.

O estudo “Vigilância no Facebook de antigos parceiros”, feito com 464 participantes, estima que cerca de um terço deles usava o Facebook para acompanhar as atividades do ex-parceiro. O “monitoramento remoto” do ex, afirma a pesquisa, levou ao aumento da angústia e da dificuldade das pessoas pesquisadas em conseguirem crescer pessoalmente e seguir em frente em suas vidas, encontrando novos parceiros.

Segundo a psicóloga Tara Marshall, pesquisadora-chefe do estudo, faz mal à saúde emocional de uma pessoa ficar checando como o ex-parceiro está, olhando o perfil dele (ou dela) na rede social. “A pesquisa sugere que a exposição a um ex-parceiro via Facebook pode obstruir o processo de ‘cura’ depois do término da relação”, afirmou Tara ao “Daily Mail”.

Esse não é o primeiro estudo que indica o comportamento “stalker” dos usuários do Facebook. De acordo com uma pesquisa feita pela Western University (do Canadá), quase nove em cada dez usuários do Facebook usam a rede social para acompanhar o que o ex-parceiro está fazendo.

Durante um ano, pessoas que terminaram relacionamentos foram acompanhadas por psicólogos. Quase todos admitiram que de alguma forma buscavam saber o que os ex-parceiros estavam fazendo pela rede social. E não adiantava deletar o ex da lista de contatos: cerca de 70% das pessoas admitiram serem “stalkers” dos (ex) amados por meio de perfis de amigos.

E você, dá uma espiadinha de vez em quando no perfil do ex ou já superou a separação?

Vidente sabe toda a sua vida, afinal, ele está na internet

Marcelo Coleto, via Mistura Urbana

Já pensou se você vai em um desses videntes que tem por aí e o cara realmente sabe tudo da sua vida? Até eu acreditaria. O banco belga Febelfin resolveu pregar uma peça e ao mesmo tempo alertar os seus clientes.

Na ação criada pela agência Duval Guillaume, o que rolava era que os clientes do banco eram convidados a fazer uma “consulta” com o tal vidente e este, baseado nas informações que obteve à respeito dessas pessoas na internet “adivinhava” tudo o que se passava com elas.

O que o Febelfin queria era promover o seu internet banking e mostrar para seus clientes que era preciso tomar cuidado com as suas informações na internet, já que elas estavam disponíveis para quem as quisesse ver. Acho que isso não serve só para os belgas clientes do banco não é mesmo ?

Assista ao filme da campanha do Febelfin abaixo.

 

Amigos, amigos, Facebook à parte

Imagem: Google

Ruth de Aquino, na Revista Época

“Fingir orgasmos… quem nunca?” O post-alfinetada é da publicitária Mara Rocha, de 23 anos, no Facebook. Tinha endereço certo: seu ex-marido, Carlos Cavalcanti, de 43 anos. O “círculo de amizades” dos dois pegou fogo. Carlos cobrou explicações de Mara. Ela foi além: “Não citei nomes, mas, se a carapuça serviu, fique à vontade”. E deu a estocada maldosa: “O infeliz, em vez de ficar tentando satisfazer seu ego, deveria é aprender a satisfazer uma mulher na cama”.

O “infeliz” processou Mara, alegando que sua honra foi ferida pelos comentários da ex-mulher no Facebook. O juiz Antonio Ribeiro Rocha, do 2º Juizado Cível de Vitória, aceitou a denúncia por difamação e calúnia. Condenou Mara a indenizar o ex-marido em dez salários mínimos, de acordo com a história divulgada no site jurídico www.jusbrasil.com.br e na coluna de Joaquim Ferreira dos Santos, do jornal O Globo. Mara não se calou. Incansável no Facebook, disse: “Ele (Carlos) é tão consciente de sua incapacidade que só me processou por injúria e difamação, porque calúnia ele sabe que não é”.

É constrangedor para os amigos do ex-casal testemunhar tanta lavação de roupa suja. Esse tipo de episódio começa a ficar frequente nas redes sociais. Facebook, Twitter e outras redes têm benefícios imensos para a livre expressão de anônimos. Mas começam a virar confessionário. Há de tudo.

Há os depoimentos compungidos de amigos ou parentes que revelam estar falidos, sozinhos ou doentes, quase implorando uma atenção. Há uma turma cada vez maior que publica fotos de filhos, cachorros, gatos e netos para uma legião de gente que não está nem aí. Há quem aceite qualquer “amigo” em nome de uma popularidade fictícia. Há os que correm para o Facebook no minuto seguinte de levar um “pé na bunda” para mudar o status de relacionamento – e se declarar disponível. Há os militantes religiosos, políticos e esportivos, sempre torcendo para seu deus, seu partido e seu time. Há, como sempre, os malas invasivos, para quem você mesmo abriu as portas de sua linha do tempo, de sua página e até de sua casa.

As redes sociais viraram confessionário. É constrangedor testemunhar tanta lavação de roupa suja

A reportagem de capa desta edição de ÉPOCA destrincha mitos e verdades sobre o Facebook: 54 milhões de brasileiros estão lá, e muitos admitem ser dependentes dessa relação. Ficariam infelizes se perdessem essa troca, superficial ou profunda. Muitos são tão viciados que, antes de tomar café da manhã, dão “bom-dia” no “Face”, dizem que tiveram insônia ou dormiram bem, revelam o que sonharam, o que estão comendo, o que farão à noite.

E há os destrambelhados que perdem o pudor nas redes, fazendo das tripas coração. Isso é humano. É mais típico do humano brasileiro que do humano sueco. Duro é ser coagido a tomar uma posição nos barracos sentimentais e políticos. Quem acompanha o Facebook já percebeu broncas públicas e até amizades desfeitas, porque um se excede e ofende o amigo comum. Quantas saias justas de amigos que não compartilham a mesma ideologia. Por essas e por outras, aumenta o movimento dos que abandonam o “Face” e se dizem aliviados.

Já fui repreendida por amigos e amigas de verdade, porque não curti, nem cutuquei, nem compartilhei algo que foi postado – como se eu tivesse obrigação de ter visto aquilo e estar plugada dia e noite. Não adianta dizer que raramente entro no Facebook e uso a rede para mensagens particulares, de um para um. É uma heresia confessar isso hoje. Como se aplicasse na testa um adesivo: sou antissocial e arrogante, não me importo com meus amigos. Quando, na verdade, sinto o oposto.

O ator George Clooney, solteirão charmoso que adora um armário, afirmou preferir um exame de próstata em público a ter um perfil no Facebook. Não vou a esse extremo… mas está claro que a vulgarização do uso das redes sociais afugenta cada vez mais gente. A falta de regras de privacidade é outro temor real. O Facebook coleta nome de usuário, senha, contatos e localização. Cada vez que você visita uma página na web com o botão “curtir”, a rede social é avisada. Qualquer um acessa seus dados a partir de visitas a seu perfil por pessoas de sua rede de contatos.

Digamos que é isso mesmo que você deseja. Que todos – até mesmo desconhecidos – conheçam seus hábitos, seus sonhos, suas frustrações, suas conquistas, suas indignações, seus problemas, sua família. Quanto mais gente, melhor. Esse mundo foi feito para você. É preciso, porém, estar consciente das consequências, divertidas e nefastas, da festança virtual com penetras.

Mara deu um chute na etiqueta do “Face”. Não sei se Carlos era um marido atencioso na cama, mas acho que ele deveria ganhar o processo contra a ex-mulher.

dica do Marcos Florentino