Facebook quer saber sobre a saúde dos usuários

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Publicado no Olhar Digital

Saúde é uma parte da sua vida à qual o Facebook ainda tem pouco acesso, mas a rede social pretende mudar isso futuramente. Fontes da companhia disseram à Reuters que este é o próximo setor de interesse para o time de Mark Zuckerberg.

A agência ouviu que o Facebook explora a ideia de criar comunidades de suporte que colocariam o site em contato mais direto com pessoas doentes. Uma equipe até trabalha com a possibilidade de se criar aplicativos de prevenção de saúde.

O Facebook tem passado os últimos meses se reunindo com representantes do setor de saúde e empresários, além de tocar pesquisas sobre o desenvolvimento de aplicativos voltados ao setor – mas tudo é embrionário e pode ser que a companhia ainda desista.

Há dois indícios de que os usuários podem aceitar bem um serviço de saúde ligado ao Facebook. O primeiro surgiu em 2012, quando a empresa percebeu que as pessoas estavam dispostas a falar sobre si de forma mais pessoal quando permitiu que elas informassem publicamente se são doadoras de órgãos.

Além disso, a empresa também notou que internautas com doenças crônicas, como diabetes, costumam usar a rede social para procurar conselhos. Outras redes, como a PatientsLikeMe, deixam claro que em geral as pessoas se sentem confortáveis em compartilhar suas experiências.

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PM usa rede social para ironizar morte de rapaz no Alemão, RJ

Corpo de Marcos Vinícius será sepultado nesta segunda-feira.
Outro rapaz foi baleado nesta madrugada na comunidade.

pmcarioca

Publicado no G1

A morte do adolescente Marcos Vinícius Heleno, de 17 anos, no Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, durante um confronto entre PMs e criminosos no sábado (27), foi comemorada por um polícial militar. Enquanto várias pessoas lamentável o ocorrido em um rede social, o oficial escreveu: “Acorda diabo, carne fresca chegou. Kkkkkkkk”, postou Jeferson Baquer.

Em nota, a assessoria das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), confirmou que Jeferson é policial militar, mas não revelou o local de trabalho dele. Ainda segundo o setor de comunicação, a conduta do PM foi relatada ao comando das UPPs. O corpo de Marcos Vinícius foi liberado no domingo (28) para a família e o enterro está marcado para o meio-dia desta segunda-feira (29) no cemitério de Inhaúma, no Subúrbio.

Na madrugada desta segunda-feira (29), outro jovem foi baleado na perna no interior da comunidade. Segundo a mãe do adolescente de 16 anos, ele estava em uma lan house  na comunidade, quando começou o tiroteio. O menino foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, como mostrou o Bom Dia Rio.

Após a morte de Marcos, PMs e moradores da comunidade Vila Brasília se envolveram num tumulto no final da tarde de sábado. O tumulto aconteceu porque moradores queriam levar o jovem baleado para o hospital em um carro particular, mas os policiais militares que estavam no local interviram e mandaram esperar a chegada de uma ambulância. Devido a isso os moradores protestaram e os PMs reagiram com bombas de efeito moral.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar a morte do adolescente. Segundo a assessoria da corporação, às 17h20 os policiais militares envolvidos no tiroteio que causou a morte de Marcos estavam sendo ouvidos na 22° DP (Penha), onde o caso foi registrado.

As armas dos PMs e uma pistola 9mm, que segundo a UPP foi encontrada perto do local do confronto que matou o jovem, foram encaminhadas à perícia.

A morte  do jovem aconteceu na localidade conhecida como Praça do Terço. Segundo a assessoria de imprensa das UPPs, pouco antes do encontro do corpo, agentes da unidade local e suspeitos de pertencerem ao tráfico de drogas da região trocaram tiros no local. Ainda segundo a polícia, a vítima estava perto do grupo de suspeitos. Ainda segundo a polícia, às 16h22, o corpo passava por perícia para tentar detectar se havia ou não vestígios de pólvora na mão do adolescente – indício de que ele teria atirado.

De acordo com o jornal ‘Voz da Comunidade’, o tiroteio da tarde deste sábado foi intenso, e o funcionamento do teleférico chegou a ser interrompido.

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Criança protesta contra o racismo em prova da escola e faz sucesso na web

foto: Reprodução/Facebook
foto: Reprodução/Facebook

Publicado no Extra

A professora Joice Oliveira Nunes teve uma surpresa ao receber a prova bimestral de um de seus alunos do 5º ano, da Escola Municipal Professora Irene da Silva Oliveira, no bairro Vila Cava, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Ao ver mais uma vez um desenho com personagens que não se pareciam com ele, a criança, identificada como Cleidison, resolveu fazer uma manifestação artística contra a falta de representatividade para as crianças negras e pintou todos os personagens.

Joice abraçou a causa do menino e compartilhou a imagem no Facebook. Na mensagem, ela dá a entender que vai procurar diversificar os desenhos.

“Todo bimestre tem votação na minha sala para escolher a capa da prova. A capa desta vez foi da Turma da Mônica. Meu aluno Cleidison me entrega a capa da prova me avisando: ‘Pintei da minha cor, tá? Cansei desses desenhos diferentes de mim’. Recado dado”, escreveu a professora no Facebook.

A história, claro, fez sucesso entre os usuários das redes sociais. Alguns deles brincaram com a professora, torcendo por uma nota dez para o aluno engajado. A imagem já foi compartilhada mais de 1.200 vezes.

foto: Reprodução/Facebook
foto: Reprodução/Facebook

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Redes sociais deixam você triste e desconfiado

foto: flickr.com/dustinq/
foto: flickr.com/dustinq/

Carol Castro, no Ciência Maluca

Chegou até esse post pelo Twitter ou Facebook? Pode continuar por aqui, mas melhor você abandonar, pelo menos por hoje, as páginas de redes sociais. O conselho vem da ciência.

Pesquisadores italianos entrevistaram cerca de 50 mil pessoas para conhecer a rotina da vida de cada um (uso de internet, tempo em frente à tevê, saídas com os amigos, etc). E pediram para que eles avaliassem, numa escala de 0 a 10, quanto confiavam em outras pessoas e como se sentiam em relação à própria vida.

No final das contas, os pesquisadores perceberam que não há nada melhor na vida do que encontrar fisicamente amigos e parentes. Até notaram que as redes sociais têm um papel positivo: aumentam o bem-estar, mas apenas quando são utilizadas para aproximar os amigos ainda mais na vida real (promovendo encontros reais).

Mas, em geral, as consequências do uso de redes sociais oferecem mais malefícios do que benefícios. Segundo a pesquisa, as mensagens negativas e os discursos de ódio compartilhados nas redes, anulam qualquer efeito positivo. E quanto mais tempo você passa conectado a elas, maiores as chances de duvidar dos outros e se sentir um pouco menos feliz.

E aí, você concorda? Ou acha pura bobagem?

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Estudante da UFPA é chamada de ‘negra suja’ nas redes sociais

Polícia diz que suspeito pode ser identificado e responsabilizado.
Movimento Negro cobra providências e punição para criminoso.crimeracial

Publicado no G1

A estudante Sonia Regina Abreu, do campus da Universidade Federal do Pará de Altamira, relatou ter sofrido ofensas através das redes sociais. Segundo a Polícia Civil, o agressor utilizou um perfil falso para praticar injúria racial e disse para a vítima que, em Altamira, “não há lugar para negros sujos”. Ainda segundo a polícia, além do cunho racista, o suspeito ainda teria ameaçado a jovem de 27 anos com os seguintes dizeres: “neguinha como você a gente estupra e depois queima para não poluir o solo. Lugar de negro é na senzala ou a sete palmos”.

De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil, a vítima procurou a direção da universidade, e um professor decidiu encaminhar a denúncia para a OAB, onde caso está sendo acompanhado pelas comissões de Direitos Humanos e Igualdade Racial. “É a tolerância da sociedade e a impunidade que faz com que os ofensores, os racistas, ajam com mais desenvoltura”, critica Jorge Farias, presidente da Comissão de Igualdade Racial.

Nesta segunda-feira (15), a vítima registrou um boletim de ocorrência na delegacia. Um inquérito foi aberto para investigar a origem das ofensas. Segundo a vítima, apesar da denúncia, o autor dos insultos não se intimidou: ele mandou um e-mail para a jovem falando que usou um computador acessado pela própria Sonia na faculdade para postar as ofensas, e diz que foi “fácil como tirar bala de criança”. Ainda no e-mail, o autor diz para a estudante que isso é “só o começo. Vamos limpar Altamira desta peste negra. Nenhum lugar será seguro para negros nesta cidade”.

Sonia disse ao G1 que está assustada com as ameaças. “Estou chocada e horrorizada. Aqui sempre foi tranquilo, tem muita gente de fora. Agora a cidade é outra porque muitas pessoas se mudam pra cá para trabalhar na Usina Belo Monte, então são muitas pessoas, a cidade se tornou uma coisa que a gente não conhece mais. Não sei a origem disso. Não tenho a menor ideia do que tenha motivado isso”, desabafa.

Segundo a advogada Luana Thomaz, que faz parte da Comissão de Direitos Humanos da OAB, o autor destas ofensas precisa ser investigado por incitar a formação de organizações criminosas, como grupos de extermínio. “Isto pode também ter uma organização criminosa envolvida, um grupo de extermínio, uma quadrilha”, disse.

A polícia acredita que pode localizar o agressor. “A Polícia Civil dispõe de mecanismos eficazes que, trabalhando em parceria com o poder judiciário e o Ministério Público, chega-se na autoria daquela postagem”, disse o delegado Samuelson Igaki. “Nós vamos fazer a diligência de quebra de sigilo, caso seja necessário, a fim de identificar este autor para que ele seja punido pelo crime que cometeu”, disse o delegado Rodrigo Leôncio.

Para o Movimento Negro no Pará, o caso é grave e vai além da injúria racial. “Também é crime de racismo porque ele generalizou o seu ódio a toda a população negra do país. O importante para nós, do Movimento Negro, é que o criminoso seja punido”.

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