‘Faceboi’, o app que avisa se você foi traído

O lema é “amigo mesmo, avisa!” - Reprodução
O lema é “amigo mesmo, avisa!” – Reprodução

Programa cria redes anônimas para denunciar traições sem estremecer amizades

Publicado em O Globo

RIO – “O corno é sempre o último a saber”. Para acabar com essa máxima, uma agência carioca lançou recentemente o aplicativo “Faceboi”. Com o lema “amigo mesmo, avisa”, o programinha para celulares android procura pistas sobre possíveis casos das namoradas no Facebook e cria uma rede anônima para que amigos informem casos de traição sem estremecer a amizade.

“Longe da gente fazer inferno na vida dos outros, mas será que aquele ‘chopinho com as amigas’ terminou numa noite de queijos e vinhos entre a sua gata e aquele carinha novo do trabalho?”, diz o aplicativo, que promete ajudar os desavisados.

O aplicativo é direcionado apenas para homens. Para usar, é preciso logar com uma conta do Facebook. Na primeira tela, o programa pergunta se o usuário quer buscar por indícios de traição da sua parceira ou avisar amigos sobre traições alheias.

Para avisar os amigos, o app fornece uma série de hashtags bastante explicativas, como #amigogay, “que não conhece uma música da Madonna, toma cerveja no gargalo e sabe a escalação do Megão de 81”, ou #cartãovermelho, “enquanto você pensa que é o Messi, tem atacante, zagueiro e gandula balançando o capim no fundo dela”.

As mensagens só podem ser enviadas para contatos no Facebook. E, caso algum amigo aviste sua namorada em situação estranha, também pode lhe enviar um recadinho.

O aplicativo é gratuito e está disponível apenas para sistema Android versão 2.33 ou superior. Lançado no início de junho, o programa foi baixado entre 1 mil e 5 mil vezes.

“Com esse app peguei a gata no pulo e me safei de um belo chapéu de touro. Valeu faceboi!”, avaliou um usuário.

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Twitter é pivô de brigas de casais, diz estudo americano

Pesquisas anteriores já mostravam impacto negativo do Facebook no casamento e nos relacionamentos afetivos

Twitter (foto: Ognen Teofilovski/Reuters)
Twitter (foto: Ognen Teofilovski/Reuters)

Publicado na Veja on-line

O uso exagerado do Twitter pode causar conflitos e outros efeitos nocivos às relações amorosas, revelou nesta quinta-feira um estudo divulgado nos Estados Unidos. A pesquisa vai ao encontro de trabalhos anteriores, que já mostravam o impacto do Facebook no casamento e nos relacionamentos afetivos em geral.

Publicado na revista especializada Cyberpsychology, Behavior and Social Networking, o estudo revelou que “o uso ativo do Twitter pode criar muitos conflitos entre casais vinculados à rede social, o que a longo prazo pode levar à infidelidade, à separação e ao divórcio”.

O autor da pesquisa, Russell Clayton, da Universidade do Missouri, concluiu que essa descoberta se soma ao grande número de evidências pré-existentes sobre o lado obscuro das redes sociais e seu papel nas relações interpessoais. Outro estudo de Clayton, publicado na mesma revista no ano passado, revelou que o uso excessivo de Facebook tinha consequências negativas nos relacionamentos afetivos.

A editora-chefe da revista, Brenda Wiederhold, acrescentou que essas pesquisas destacam a necessidade de explorar mais o impacto do uso das redes sociais. “Como os estudos sobre as redes sociais ainda estão engatinhando, não sabemos se outros meios, como o Instagram, por exemplo, também podem ter um impacto negativo nas relações humanas”, escreveu a editora em um comunicado.

Para a última pesquisa, os cientistas entrevistaram 581 usuários do Twitter. Entre as perguntas estava a frequência com que eles usavam a rede social e o tipo de conflito que enfrentavam com seus parceiros por causa do uso do microblog. Clayton concluiu que, quanto mais ativo é o usuário do Twitter, maiores são as chances de haver problemas com o companheiro ou companheira por causa da rede social.

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Órfãos do Orkut rejeitam Facebook e migram para VK, rede social russa

Comunidade Sobreviventes do Orkut na VK, rede social russa
Comunidade Sobreviventes do Orkut na VK, rede social russa

Alexandre Orrico, na Folha de S.Paulo

Usuários que ainda movimentam comunidades do Orkut, resistentes à decadência da rede social que já foi a maior do Brasil, começam a escolher um novo serviço para onde possam migrar.

Escanteado pelo próprio Google, a infestação robôs de spam e o surgimento do G+ já eram um prévia do anúncio feito nesta semana : em setembro, o serviço que mais de 40 milhões de brasileiros reuniu em seus tempos áureos, fechará definitivamente as portas.

A pergunta nas comunidades sobre futebol, séries de TV e animações japonesas é uma só: para onde ir?

A VK, rede social com mais de 100 milhões de usuários ativos, é uma das respostas mais apontadas pelos órfãos. O serviço é a maior rede social da Europa e líder na Rússia, mas está disponível em várias línguas, incluindo o português.

“O número de inscrições do Brasil nos últimos dois dias aumentou em 2.000% e continua a crescer rapidamente” escreveu George Lobushkin, relações públicas da VK, em postagem no serviço russo.

A VK já tem quase 200 mil brasileiros e cerca de 20 comunidades em português –a maioria sobre futebol ou que fazem menção à condenada rede do Google, como a “Sobreviventes do Orkut”.

E O FACEBOOK?

“O Facebook não atende as necessidades dos usuários do Orkut”, diz Aluizio Hamann, 29, frequentador das comunidades “Futebol Alternativo” (7.389 membros) e “São Paulo FC Tricolor” (1.137.437 membros) no Orkut, ambas com dezenas de tópicos com novas postagens diárias.

“Insistimos no Orkut por causa do sistema de comunidades, que é bem superior ao esquema de grupos do Facebook”, diz Hamann. O Google+ é rejeitado pelo mesmo motivo.

“O VK é um meio-termo, não chega a ser tão bom quanto o Orkut, mas é a nossa melhor opção”, completa.

O Orkut ainda conta com cerca de 5 milhões de usuários no Brasil, segundo dados da consultoria Ibope Nielsen. Os usuários têm até o dia 30 de setembro para salvar todo o conteúdo do perfil.

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Declarações de amor no Facebook tornam você chato

foto: flickr.com/dgjones
foto: flickr.com/dgjones

Carol Castro, no Ciência Maluca

Impopular com os outros – a ponto de excluírem você do feed de notícias. Porém, feliz no amor.

É o que diz uma pesquisa americana. Benjamin Lee, professor de psicologia do Harverford College, e sua equipe entrevistaram 200 usuários de Facebook para saber como estava o namoro deles. Os voluntários também permitiram acesso ao perfil deles na rede. Em seguida, uma equipe de pesquisadores avaliou essas páginas e julgou a felicidade do casal. E perceberam o óbvio: quanto mais fotos juntos e declarações de amor, mais feliz e unido o casal parece (e, segundo as entrevistas, esse pessoal estava mesmo mais satisfeito com o relacionamento).

Num segundo momento, os pesquisadores criaram páginas falsas na rede social, cheias de atualizações e fotos, e pediram a 100 voluntários para avaliar o conteúdo dos perfis. E, ok, mais uma vez eles julgaram os casais melosos como os mais felizes. MAS também acharam o perfil desse pessoal muito mais chato… principalmente daqueles que postavam MUITAS selfies a dois, cheios de <3  e declarações.

Era de se esperar, não? Excesso de qualquer coisa sempre enche o saco.

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Facebook faz estudo ‘secreto’ para entender emoções de usuários

Pesquisa modificou modo como 600.000 pessoas visualizam conteúdo na rede. Resultado: humor varia de acordo com textos, fotos e vídeos compartilhados

Pesquisa indica que emoções demonstradas por outras pessoas na rede podem influenciar nossas opiniões (foto: Dado Ruvic/Reuters)
Pesquisa indica que emoções demonstradas por outras pessoas na rede podem influenciar nossas opiniões (foto: Dado Ruvic/Reuters)

Publicado na Veja on-line

Os textos, fotos e vídeos compartilhados por seus amigos no Facebook podem mudar seu humor. Essa é a constatação de um estudo “secreto” realizado com mais de 600.000 pessoas selecionadas aleatoriamente que acessam a rede social em inglês. A pesquisa, feita em parceria entre funcionários da equipe de dados da rede social e pesquisadores das Universidades da Califórnia e Cornell, nos Estados Unidos, chamou a atenção neste domingo de usuários da internet: seria ético manipular informações para compreender reações dos seres humanos? A discussão está na rede —, mas é importante observar: a criação de pesquisas acadêmicas com usuários da maior rede social do planeta é uma prática comum e legal, de acordo com os termos de privacidade do serviço.

Segundo o estudo, publicado na última edição da revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, o Facebook mudou propositalmente, entre os dias 11 e 18 de janeiro de 2012, os conteúdos que seriam exibidos na linha do tempo do universo de pesquisa selecionado. Para tanto, formaram-se dois grupos: uma parte só iria acompanhar conteúdos considerados positivos e, a outra metade, assuntos negativos. Ao todo, mais de 3 milhões de conteúdos e 122 milhões de palavras foram analisadas.

O experimento apontou que pessoas são contagiadas emocionalmente ao conferir o status de seus amigos na rede social: posts considerados positivos produzem felicidade, enquanto os negativos induzem sentimentos depressivos. “Há uma espécie de contágio emocional”, diz o estudo. “O resultado indica que as emoções demonstradas por outras pessoas podem influenciar nossas opiniões”, finaliza.

A pesquisa, disponível na rede há mais de três meses, ganhou a atenção de muitos usuários da rede social depois dos questionamentos das publicações americanas Slate e The Atlantic. Apesar de a produção de artigos acadêmicos relacionados à rede social ser uma prática comum da empresa, houve o questionamento ético: “devemos manipular informações para compreender as reações dos seres humanos?”, questiona a The Atlantic.

Susan Fiske, professora da Universidade de Princeton que editou o artigo para publicação, admitiu preocupação ao aprovar o conteúdo. “Entramos em contato com os autores, mas o conselho aceitou pelo simples fato de que o Facebook faz muitas modificações em seu algoritmo para aprimorar a experiência do usuário na rede social”, finalizou. Procurado pela reportagem de VEJA.com, o Facebook ainda não se pronunciou sobre o assunto.

 

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