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Idioma português é o que mais cresce no Facebook

Publicado originalmente no Link

O português é o idioma que obteve o maior crescimento no Facebook em dois anos. Segundo dados da SocialBakers, o número de usuários que optaram por visualizar o site em português saltou de 6,1 milhões (maio de 2010) para 58,5 milhões (novembro de 2012), mantendo o idioma atrás do inglês, com quase 360 milhões de usuários, e o espanhol, com 142 milhões.

Veja a lista completa aqui.

O português cresceu praticamente 10 vezes entre 2010 e 2012. Tamanha ascensão não se repetiu com os demais. O inglês teve um aumento de 1,6 vezes e o espanhol, 2,3. Além do Brasil, o mais notável se dá com a língua árabe, o nono idioma mais usado, que chegou a um número de usuários quase seis vezes maior.

Comparando-se os países, o Brasil é o segundo com maior quantidade de perfis na rede social, que já passa dos 1 bilhão de usuários. O Brasil, à frente da Índia e atrás dos EUA, responde por 61,8 milhões dos usuários (a diferença entre este número e de usuários que visualizam a rede em “português” se dá simplesmente pelo fato de muitos usuários falantes da língua optarem por um idioma alternativo ao seu nativo), mas está em 42º no ranking dos países que mais cresceram no Facebook nos últimos seis meses (o primeiro é o Vietnã; veja).

Preso tem perfil no Facebook atualizado via celular no Rio

Perfil de preso já foi atualizado seis vezes desde que ele entrou no Complexo Penitenciário de Bangu (Foto: Facebook/Reprodução)
Perfil de preso foi atualizado seis vezes desde que ele entrou no Complexo Penitenciário de Bangu (Foto: Facebook/Reprodução)

Priscilla Souza, no G1

Atualizar a página do Facebook e interagir com os amigos pela rede social usando o celular. Seria um comportamento considerado comum nos dias de hoje, se o dono do perfil em questão não fosse um preso da Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha, no Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio.

A página pessoal de Fernando Cristovão Gonçalves Duarte, que ainda aguarda julgamento, mostra que as atualizações são feitas através de um celular. Desde o dia 22 de agosto, quando Fernando entrou no sistema penitenciário do estado, o perfil do preso já foi atualizado seis vezes. Fernando é militar e foi preso por infringir o artigo 240 do código penal militar: roubo de munição.

Num post do dia 27 de outubro,  ele afirma que “prisão perpétua é a morte” e diz que voltará. Em um comentário, uma amiga pergunta por onde ele anda e Fernando responde: “em bangu resolvendo uns problemas”.

Três dias depois, aparecem duas novas atualizações. Primeiro, ele reclama da prisão: “aqui até os mais forte fica fraco (sic)”. Em seguida, o preso se queixa do fato de ter sido abandonado por algumas pessoas. “Mas aqui eu to aprendendo o quanto o ser humano vale nada! Pior que isso só quem te virou as costas”, diz o post.

Mais recentemente, no dia 5 de novembro, há a seguinte frase: “tá acabando o sofrimento, a festa tá chegando”, possivelmente se referindo a sua data de aniversário: 30 de dezembro. Neste mesmo post, Fernando recebe o apoio de vários amigos com frases do tipo: “fé em Deus” e “que a sua liberdade chegue logo”.

Questionado por um amigo, ele responde: "estou em bangu resolvendo uns problemas" (Foto: Facebook/Reprodução)
Questionado por uma amiga, ele responde: “estou em bangu resolvendo uns problemas” (Foto: Facebook/Reprodução)

Secretaria fez revista em cela
Após ser informada pelo G1 sobre o caso, a Secretaria estadual de Administração Penitenciária (SEAP) afirmou, por meio de nota, que foi realizada uma operação de revista, na noite desta segunda-feira (19), na cela do interno Fernando Cristovão Gonçalves Duarte, sem que fosse localizado qualquer tipo de objeto ou material ilícito.

A secretaria informou ainda que o preso foi levado para a Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino (Bangu 1), por medida de segurança, e que foi aberta uma sindicância interna para apurar os fatos, acrescentando que foram tomadas as providências necessárias.

Depoimento
Segundo a Secretaria estadual de Administração Penitenciária, durante depoimento, nesta terça-feira (20), o preso negou ter acesso a internet via celular e alegou que sua mulher e seu primo é que atualizam o perfil dele no Facebook.

Como pode o peixe vivo, viver fora da água fria?

Luiz Pimentel, em Juve Metodista

Esta simples e conhecida pergunta, faz parte de uma canção de roda chamada Peixe Vivo. Esta canção que tem forte relação com a história de Juscelino Kubischek, ex presidente do Brasil. Mas não é sobre isso que eu quero falar. Não tem nada a ver com as cantigas de roda, ou presidentes, ou história política. Tem a ver com cristianismo, com arte.

Creio que já falei sobre isso em outra ocasião, em um dos posts da minha série “Ah, é pra Deus!“. Mas, paciência, espero que eu não “chova no molhado” com este texto. Mas então, vamos lá, estão sentados? Lá vem história…

Outro dia, vi um brother comentando no Facebook sobre um cantor gospel, de muito sucesso na atualidade, dizendo que ele provavelmente já tem mais fãs que um ministério que ditou a moda da música evangélica na última década. Eu curti a publicação, e ai começaram as pessoas a falar contra a arte, que temos que dizer não a arte, e sim a adoração, que fazer arte pela arte não agrada a Deus, que se o que fizermos tiver um fim em si mesmo, ou seja, não tiver um propósito não e válido, etc.

Como era gente que eu nem conhecia, a única coisa que fiz foi dar uma “trolladinha” de leve, nem quis entrar no mérito da discussão que eles estavam propondo, afinal, tenho um pensamento muito diferente em relação a isso e trocar meia dúzia de palavras com um desconhecido via Facebook, não vai fazer ele aderir a minha opinião. Mas ai, um dos rapazes se ofendeu com a brincadeira e mandou eu argumentar com ele ao invés de só chegar lá e escrever o que tinha escrito. Que nem foi nada de mais, eu só escrevi: “só tá piorando…”.

Li novamente o comentário dele, pensei por uns instantes, e pedi que ele respondesse a seguinte pergunta:

Como pode o peixe vivo, viver fora da água fria?

Até o momento em que estou escrevendo este texto, a pergunta não foi respondida, acho que ele nem entendeu o que eu quis dizer com isso, mas enfim, agora que vocês estão entendendo de onde veio a inspiração pra este texto, vamos ao que interessa.

Trazendo a pergunta acima, para um contexto cristão, de arte cristã, ou qualquer outra coisa que você possa escrever “cristã” do lado; podemos considerar que o “peixe vivo” somos nós, os cristãos. E Jesus/Evangelho a “água fria”.

Se o peixe não pode viver fora da água, ela é quem torna a vida dele possível, logo, TUDO que o peixe fizer, fora da água, o torna um peixe morto, porque ele não pode viver sem a água. Se nós dependemos da água pra tudo, como algo que nós fazemos pode não conter a água?

Outro dia, seria aniversário de 70 anos do Tim Maia, um dos grandes caras da música brasileira, e eu ouvi uma playlist com sucessos dele, que estava rolando numa rádio americana. Em diversas e diversas oportunidades, ele falava, em suas músicas, sobre a Teoria do Universo em Desencanto. Sendo algumas canções totalmente dedicadas ao tema. Vários músicos e compositores de música afro-brasileira, usam termos ligados às suas crenças em muitas canções. E seriam tantos outros exemplos, que vocês nem teriam paciência de continuar lendo o post.

Mas o que quero dizer com tudo isso? Quero mais uma vez, defender a arte. Sim, amigos, se o artista cristão, depende de Cristo e seu Evangelho pra ser cristão, como, mesmo que não use o nome de Deus em suas canções, pinturas, poemas, etc; conseguirá não passar valores eternos com aquilo que produz?

Se a “água fria” é o meio pelo qual, nós vivemos e nos movemos, pra que ficar com esse mimimi pro lado da arte? É um impossível um cristão verdadeiro desenvolver algo que não tenha valores de Cristo, mesmo quando o que está sendo desenvolvido não seja uma peça dedicada ao louvor ou adoração. E se algo tem valores de alguma outra coisa, não estará servindo a um propósito? Então, por favor, deixem a arte em paz! E deixem os artistas cristãos livres pra criar aquilo que através da vida que a Água da Vida dá, eles podem criar.

Pois nele vivemos, nos movemos e existimos…” [Atos 17:28]

Sobre Deus e o café

George Huxcley, no Facebook
— Não creio mais em Deus, já tem um tempo.
Sabe, crer em Deus exige de mim, uma teologia, uma explicação, crer em Deus, precede uma causa, nada pode ser aleatório, precisa de um Deus onipotente, onipresente, as vezes insensível as vezes implacável, o processo de crença denota um racionalismo, uma ciência, tudo precisa ser incessantemente encaixado, nada pode fugir ao padrão,

o Deus da crença precisa de legisladores, guardadores dos seus estatutos.Não creio em nada, tudo muda tão rápido, ontem eu acreditava que o café fazia bem, mas me vem cientistas e falam que faz mal, ora, me sinto tão bem com ele, vou ficar com a opinião daqueles que dizem que ele não faz mal, por que? Eu quero, simples… e no final sempre pendemos para o lado que mais nos agradam mesmo.O Deus da crença, não pode ser totalmente bom, não pode ser totalmente mau, em geral, ele é o modelo de perfeição que idealizamos.
O Deus da crença é limitado a quatro paredes, divididos por guetos, por exemplo: Se creio no Deus cristão, eu não posso crer no Deus indígena, no Deus afro, no Deus islâmico, se minha crença é evangélica, eu não posso crer no Deus Franciscano, que absurdo não?!O Deus da crença é cheio de dogmas, rituais de passagem, toda hora está tentando se provar, precisa ter o ego inflado, cheio de limites, tem hora que parece até que vive no tempo (como nós) …

A Partir de hoje se me perguntarem se creio em Deus, serei categórico em dizer que Não!
Então você é ateu? Dirão os mais rápidos em rotular.
Responderei: — Claro que não! Ateu é você, que nega a existência de qualquer outro Deus, caso este não lhe convenha.

Meu Deus é branco e preto, tem todas as cores, e nenhuma ao mesmo tempo.

Mas, você aí me pergunta, George o que o café tem com isso?

Lhe respondo. Meu Deus é igual ao café, pode fazer tanto bem, como pode fazer mal, tudo depende da dosagem, e não vejo problema algum mistura-lo com outras coisas, como leite com chocolate, as vezes gosto mais amargo, as vezes mais doce, mas uma coisa é certa, não me preocupo em crer no café, me concentro em provar dele, o mesmo vale para Deus.

Não é só homofobia: 10 erros do texto ‘Parada gay, cabra e espinafre’ publicado na Veja

Manu Barem, no Jezebel

Você já deve ter visto que o texto opinativo“Parada gay, cabra e espinafre”, publicado por J.R. Guzzo na Veja que foi às bancas neste fim de semana, está causando comoção nas redes sociais. Tanto no Twitter, como no Facebook e em blogs, o texto é classificado como homofóbico por se posicionar contra a luta pela causa gay. Os exemplos grosseiros utilizados para defender a postura contra o casamento gay como “Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar” geraram raiva e piadas contra a revista. Porém, o texto ainda contém outros erros tão graves quanto estes: o autor apresenta verdades sem checar as informações, baseia-se em clichês populares perigosos e estabelece uma lógica nos argumentos que é preguiçosa e conduz o pensamento do leitor para um caminho errado.

Para começar, o emaranhado de parágrafos do texto de J.R. Guzzo tenta defender que a a luta pelos direitos homossexuais é uma guerra que está gerando mais animosidade do que efeitos positivos. Premissa que eu, particularmente, derrubo logo que ela se apresenta. Podemos concordar com Guzzo que todo movimento social corre o risco ou acaba por perder o foco em algum ponto da sua argumentação ou ações, gerando efeitos colaterais inesperados. Porém, se estes efeitos colaterais não dominam o objetivo central de um movimento, não formam algo suficiente para eliminá-lo.

O primeiro erro grave de J.R. Guzzo é dizer que o “movimento gay”, e consequentemente a “comunidade gay” e a “causa gay”, não existem, já que são compostos por indivíduos diferentes, com vontades diferentes, apenas com “suas preferências sexuais” em comum. Com isso, vemos o quanto é fácil teorizar sobre um movimento em cima de um discurso lógico quando não há nem a leve intenção de conhecer realmente a razão dele existir.

O movimento gay, assim como qualquer movimento social que luta contra qualquer coisa, existe por uma premissa básica: a sociedade é injusta com os indivíduos que o compõem. O mesmo acontece no movimento negro ou feminista, por exemplo. Estes grupos são tratados de formas diferentes pelas outras pessoas e/ou sofrem violências de diversos tipos, níveis e formas. Muito antes de se unirem para decidir o que é melhor para a classe — no texto, J.R. Guzzo coloca isso dizendo “[Os gays] Adotam posições opostas em política, religião ou questões éticas” — eles estão juntos para pedir que a sociedade respeite o que eles são.

Quando alguém não compreende isso, todo e qualquer argumento, por mais que seja bem apresentado, cai por terra. É triste e preocupante quando algo irresponsável como este é dito para um público de, no mínimo, 8 milhões de leitores.

Dez erros do texto “Parada gay, cabra e espinafre”

10 — A analogia do Projeto Apollo e da frigideira 

Erro leve, mas já que algo tão distante do assunto foi utilizado como analogia, também é passível de correção. O motivo deste erro são alguns 20 anos de diferença, como lembra Carlos Orsi. Este artigo do Chicago Tribune mostra que a NASA apenas usou o Teflon nas produção dos trajes dos astronautas que foram à Lua em 1961 por ele ser antiaderente, mas ele havia sido inventado em 1941.

9 — O kit gay é um incentivo ao “homossexualismo”

Já não era para o “kit gay”, apelido maldoso dado ao “kit antihomofobia”, uma das grandes polêmicas da campanha para prefeito em São Paulo, ter sido superado ou ao menos devidamente esclarecido?

No texto, J.R. Guzzo requenta a polêmica, simplesmente porque ela é fácil de emplacar, dizendo:

O kit gay, por exemplo, pretendia ser um convite à harmonia – mas acabou ficando com toda a cara de ser um incentivo ao homossexualismo, e só gerou reprovação.

Porém, a iniciativa de Fernando Haddad enquanto Ministro da Educação não foi para frente porque o material estava incompleto: era necessário, além de apresentar a homossexualidade e discuti-la com as crianças, acrescentar o combate ao bullying ao material.

8 — Não há violência contra gays apenas pelo fato deles serem gays

Ao defender que não há violência contra gays, mas a sociedade como um todo está sofrendo, J.R. Guzzo combina relativização com falta de checagem de dados. Ele diz:

Pelos últimos números disponíveis, entre 250 e 300 homossexuais foram assassinados em 2010 no Brasil. Mas, num país onde se cometem 50000 homicídios por ano, parece claro que o problema não é a violência contra os gays; é a violência contra todos. Os homossexuais são vítimas de arrastões em prédios de apartamentos, sofrem sequestros-relâmpago, são assaltados nas ruas e podem ser mortos com um tiro na cabeça se fizerem o gesto errado na hora do assalto – exatamente como ocorre a cada dia com os heterossexuais; o drama real, para todos, está no fato de viverem no Brasil.

Indo atrás destes dados números utilizados no texto (“250 e 300 homossexuais foram assassinados em 2010 no Brasil”) o que encontramos são números relacionados a crimes de ódio aos gays, estritamente. Os dados são da ONG Grupo Gay Bahia (GGB), considerada uma das primeiras instituições a lutarem pelos direitos homossexuais do País e a única que se preocupa em coletar e formar um banco de dados com números de mortes de gays e travestis. (O Governo Federal não tem preocupação parecida e a GGB já o denunciou à ONU e Comissão dos Direitos Humanos da OEA por não desenvolver este trabalho).

O relatório do primeiro semestre de 2012 revelou que 165 gays haviam sido assassinados, um aumento de 28% em relação aos números do mesmo período do ano anterior. Eles se baseiam em notícias das páginas policiais dos jornais brasileiros que mostram crimes de ódio contra gays e travestis e atualmente mantém atualizado o blog Quem a Homofobia Matou Hoje. Se alguém ainda tiver a dúvida inocente de que alguém morre apenas por ser gay basta dar uma olhadinha neste wordpress sangrento.

7 — A sociedade brasileira não agride os gays, quem faz isso são os delinquëntes

E as agressões gratuitas praticadas contra gays? Não há o menor sinal de que a imensa maioria da população aprove, e muito menos cometa, esses crimes; são fruto exclusivo da ação de delinquentes, não da sociedade brasileira.

J.R. Guzzo entende como “sociedade brasileira” seus colegas de redação, vizinhos de prédio e sujeitos engravatados da padaria perto da sua casa? Nosso conceito de “sociedade”, às vezes, é bem restrito, né?

De acordo com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência, a maioria das agressões contra homossexuais acontece dentro de casa. Um relatório divulgado em julho deste ano analisou quase sete mil denúncias de violência motivadas por homofobia feitas em 2011, de acordo com registros da ouvidoria do SUS, da Secretaria de Políticas para Mulheres e do Conselho Nacional de Combate à Discriminação. O resultado mostrou que 62% das agressões vieram de parentes ou vizinhos e 42% aconteceram na casa das vítimas. Aonde está a “sociedade brasileira” de J.R. Guzzo, afinal?

6 — “Pregar o ódio aos gays” não é o mesmo que “dizer que não gosta de gays”

Qualquer artigo na imprensa que critique o homossexualismo é considerado “homofóbico”; insiste-se que sua publicação não deve ser protegida pela liberdade de expressão, pois “pregar o ódio é crime”. Mas se alguém diz que não gosta de gays, ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei, afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de homossexuais, ou de espinafre, ou de seja lá o que for. Na verdade, não obriga ninguém a gostar de ninguém; apenas exige que todos respeitem os direitos de todos.

Esclarecendo: no primeiro caso, você levanta a bandeira contra os gays, o que é diferente do segundo, quando você apenas é um cara sincero, ainda que babaca.

5 — Gays não podem doar sangue

O texto diz que:

Homossexuais se consideram discriminados, por exemplo, por não poder doar sangue. Mas a doação de sangue não é um direito ilimitado – também são proibidas de doar pessoas com mais de 65 anos ou que tenham uma história clínica de diabetes, hepatite ou cardiopatias.

E, com isso, diz implicitamente que um gay não pode doar sangue. Porém, pode sim, é claro. Desde 2010, o Ministério da Saúde implantou o teste NAT como uma forma de permitir que gays doassem sangue sem sofrer preconceito. O NAT é um teste de biologia molecular com objetivo de reduzir a janela imunológica — intervalo de tempo entre a infecção e a detectação por exames da produção de anticorpos pelo corpo. O teste torna a triagem das bolsas mais confiável e reduz, por exemplo, de 70 para 20 dias esse período de detecção, no caso de Hepatite C, e de 21 para 10 dias, do HIV. Por isso, se um funcionário de um hemocentro disser que um gay não pode doar sangue poderá ser denunciado.

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